Arquivo | junho, 2010

A resposta que vem de dentro

29 jun

Há exatamente um ano e seis meses eu comecei a meditar. Meditar seguindo uma técnica simples, de concentrar minha mente em um Mantra específico, palavra em Sânscrito (vai se acostumando!) que significa “veículo da mente”. Esse veículo facilita para que você não se perca no emaranhado dos seus pensamentos diários. Nosso diálogo mental é mais ou menos assim: “Tô atrasada de novo! Caramba, como eu consigo me atrasar todo dia… e é claro que vai ter trânsito no caminho pro trabalho né… e eu ainda tenho de ligar para aquele mala do meu cliente assim que chegar… pelo menos a voz dele é rouca e sexy… hum… sexy era o Gianechini na novela ontem. PELO AMOR DE DEUS o que é aquela barriga-tanquinho. Ihhh, falando em tanque, tenho de consertar a máquina de lavar… e a faxineira que nem se dá ao trabalho de lavar os panos de prato” E por aí vai.

 A questão fundamental é: enquanto você se joga nessa teia louca de pensamentos, sua atenção está em todos os lugares possíveis, mas não está no lugar mais importante: o momento presente. Talvez você tenha deixado de ver o Gianechini, que estava sentado no banco de trás do táxi AO LADO do seu carro, olhando pra você, porque você estava totalmente envolvida nas caraminholas da sua mente (espero que esse tenha sido um exemplo estimulante o bastante pra provar a importância de estar atenta ao presente. Os meninos podem substituir o Giane pela Luana Piovani ou algo do tipo)! Por meio da meditação você consegue alcançar estados de consciência mais elevados, onde sua mente se aquieta e sua vida se torna mais equilibrada e completa. Esse equilíbrio vem principalmente do estar presente no aqui e agora.

 Ansiedade, como já está mais que provado, vem principalmente do medo do que pode vir a acontecer (ou não) no futuro. Depressão, muitas vezes, vem de situações do passado que deixaram marcas em nossa mente. Ou seja, viver no presente ou no passado gasta sua energia, não te traz NADA de positivo e ainda pode, em casos mais sérios, levar à desordens mentais como ansiedade e depressão.  É claro que a prática da meditação não é mamão com açúcar (como diria minha mãe), mas vale o esforço. O primeiro tipo de meditação que experimentei se chama Siddha Yoga Meditation e eles tem alguns centros espalhados pelo Brasil. O site deles é o http://www.siddhayoga.org. Nesse tipo de meditação, o máximo que você faz é: sentar-se com a coluna ereta (pode ser em uma cadeira ou até com as pernas esticadas, nada de pernas “pretzel” que os professores de Yoga adoram fazer pra te botar inveja), relaxar o corpo (mantendo a coluna ereta), fechar os olhos e começar a repetir (mentalmente) “Om Namah Shivaya”.

A repetição não segue velocidade específica nem tem de estar “combinandinho” com a respiração. Deixe o mantra tomar a velocidade e tom que quiser. O mais importante é repetir. É claro que, no início, a todo tempo, você vai esquecer do mantra e se envolver com seus outros pensamentos. Algo do tipo “Será que eu estou repetindo direito? Será que está muito devagar? Ihhh, meu calcanhar tá coçando. Será que já se passaram 10 minutos? Tô com fome. Será que o Budha vai me passar alguma lição espiritual durante a repetição?”. Tudo bem! Isso é normal. O mais importarte é: assim que você perceber que perdeu seu mantra, volte para ele… Sempre. Volte para o mantra. É um exercício mental, assim como você se dedica aos seus exerícios físicos. Tão importante quanto uma bunda em pé, minha gente, é uma cabeça alinhada. De nada adianta uma bunda em pé se você não consegue avaliar quem é verdadeiramente merecedor da mesma.

Voltando à meditação… tente. Pode começar com cinco minutos toda manhã, assim que acordar. Antes de tomar café ou banho, mas esteja acordado, nada de cochilar. Sente-se e por cinco minutinhos e repita mentalmente “Om Namah Shivaya”. Depois de três a cinco dias pode começar a aumentar cinco minutos até alcançar 30 minutos. Segundo a maioria dos professores de meditação, gurus e new-gurus, o ideal é meditar duas vezes por dia, 30 minutos cada vez. Mas vamos com calma! Comece com seus cinco minutos e me conte como foi a experiência. Entre os benefícios mais divulgados está a diminuição do stress, doenças e falta de energia além do aumento da concentração, criatividade e felicidade, paz de espírito.  Além de ser de graça né minha gente! Ah! Tente não criar grandes expectativas no início. Os benefícios são sutis e a sutileza é bem mais constante do que os picos emocionais, logo, vamos sempre dar prefêrencia a ela. Boa sorte e Namastê.

Pequenas atitudes pra salvar o planeta

28 jun
Quando o assunto é proteção ao meio ambiente, logo vem à cabeça os eco-chatos de plantão, pedindo para fazer coisas impraticáveis na correria cotidiana. Muita gente gostaria de fazer sua parte para ajudar o planeta, mas não sabe nem por onde começar e tem pouco acesso a informações sobre o tema. Sem contar a preguiça de mudar padrões de comportamento. Eu mesma me encaixo nesta categoria. 
 
Há cerca de três anos comecei a me preocupar seriamente com o rumo que nosso planeta está tomando. E comecei a pesquisar o que eu poderia fazer para ajudar a mudar esse panorama. Claro que de início, como boa sagitariana, sonhei alto, arquitetei grandes projetos. Quis montar uma ONG, ajudar cooperativas, etc. Mas a realidade é outra: não tenho tempo nem de fazer meu exercício físico semanal imagine criar um ONG. Pensei em implantar a separação de lixo reciclável em casa, mas descobri que não existe coleta seletiva na minha cidade e as empresas privadas que fazem esse tipo de serviço só coletam acima de 100kg. Oi? Como é que eu armazeno tudo isso de lixo na minha casa? Inviável. Depois aboli as sacolinhas plásticas da minha vida. Eu e minhas ecobagas éramos melhores amigas. E então precisei começar a comprar o dobro – ou triplo-  de sacos de lixo. O que ao final, dava na mesma que usar as sacolinhas. O que fazer então?
 
Sem grandes pretensões, pois estou longe de ser especialista no assunto, decidi pesquisar e começar devagarzinho,  com as pequenas coisas, que ao final fazem grande diferença. Pensando nisso resolvi postar aqui sete atitudes simples, que podem ser seguidas com facilidade por qualquer pessoa que tenha um mínimo de boa vontade. Vamos lá:
 
TROCAR LÂMPADAS CONVENCIONAIS POR FLUORESCENTES . Essa é a melhor dica, porque além de economizar energia para o mundo ( uma lâmpada flurescente gasta até 75% menos que a convencional) consequentemente economiza-se dinheiro!  Os decoradores torcem o nariz para esse tipo de iluminação, mas atualmente já é possível encontrar lâmpadas eficientes com luz amarela, mais agradável para ambientes como salas e quartos. Não precisa trocar da casa inteira, mas dá pra trocar de abajures, área externa, banheiros, cozinha, etc. Você estará fazendo a diferença!
 
REUTILIZAR A ÁGUA DA MÁQUINA DE LAVAR. Essa também é fácil, fácil. É só pedir para a pessoa limpa sua casa ( ou você) armazenar a água em baldes e utilizar para lavar o chão da casa ou apartamento.
 
PROIBIR O USO DE MANGUEIRA COMO VASSOURA .  Você ainda não fez isso? Vassoura existe pra quê minha amiga? Pra varrer. A mangueira deve ser usada apenas APÓS o local ter sido varrido, para jogar água. Sinceramente, eu quase tenho um infarto cada vez que vejo uma doméstica esguichando água nas calçadas. Dói meu coração. Não dói o seu?
 
RACIONAR O USO DE SACOLINHAS PLÁSTICAS.  O segredo aqui é evitar o desnecessário e reutilizar. Hoje procuro só pegar sacolinhas no supermercado e depois reutilizo como saco de lixo. Em todos os outros lugares, levo o que consigo carregar sem sacola, dentro da bolsa ou numa dessas eco bags que existem por aí. Exemplo: comprou remédio na farmácia? Cabe na bolsa? Dispense a sacolinha.
 
FECHAR A TORNEIRA ENQUANTO ESCOVA OS DENTES. Parece ridículo, mas uma torneira aberta desperdiça de 10 a 12 litros por minuto!  
 
EVITAR TOMAR BANHO QUENTE EM HORÁRIOS DE PICO. Pois é, energia elétrica também tem hora de rush, das 18h às 20h30, que é quando todo mundo resolve usar o chuveiro ao memo tempo, causando um “congestionamento” no fornecimento de energia.

Namastê

16 jun
Namastê é provavelmente a saudação mundialmente mais famosa em Sânscrito, uma das línguas mais antigas que existem no continente asiático. Hoje em dia ninguém mais fala Sânscrito, no entanto, é a lingua original dos principais livros espirituais da Ásia, principalmente da Índia, como o Baghava Gita, Sutras de Patanjali e Upanishads.

Namastê tem várias traduções. Minha favorita é: “O Divino em mim reconhece e ama o Divino em você”. Mas também pode ser traduzido como “A Luz Divina dentro de mim reconhece a Luz Divina dentro de você” ou “Eu honro o espírito em você que também está em mim”. No Wikipédia brasileiro você encontra traduções como “Curvo-me peranti a ti” ou “Sou o seu humilde criado”, que eu, pessoalmente, não gosto muito, porque não refletem a relação de igualdade entre quem cumprimenta e quem está sendo cumprimentado.

Namastê é usado na Índia e países próximos como saudação pra iniciar ou encerrar um encontro, uma conversa ou uma cerimônia religiosa. A palavra ficou famosa mesmo no Ocidente nos estúdios de Yoga, pois o professor ou professora sempre acaba a aula falando Namastê para seus alunos. Tão importante quanto falar Namastê é ter as palmas das mãos juntas, no centro do peito, e curvar a cabeça em direção ao peito ou ao tórax, em um gesto de humildade e respeito pelo outro. É um reconhecer da conexão divina que existe entre ambos (ou no grupo). Acima de tudo, falar e fazer (já que é também um gesto físico) Namastê é lembrar que somos todos seres divinos e especiais. Temos todos a mesma capacidade infinita de melhorar não só a nossa existência, mas a existência dos que estão ao nosso redor.

 E essas duas capacidades são meu Norte nos últimos dois anos: me desenvolver como ser humano e ajudar outras pessoas e comunidades a se desenvolver. Com esses objetivos em minha mente e coração, há dois anos comecei uma jornada espiritual longa e extremamente prazerosa. É claro que o prazer muitas vezes dá lugar à dor e, é claro, que muitas vezes eu dou alguns passos para trás, afinal, sou humana! Mas minha coragem é sempre maior e é ela que me fortalece e me abastece de energia pra continuar buscando me aprimorar sempre que possível, a cada dia, a cada hora, em cada gesto e pensamento.

Assim como eu acredito em mim, eu acredito em você. Isso mesmo! Eu acredito em você, leitor, que tirou esses preciosos minutos do seu dia pra ler cada palavra que eu, em uma noite quente de verão, resolvi enfim começar a escrever. Acredito no seu potencial e na sua capacidade de tornar realidade qualquer que seja seu desejo! Acredito e agradeço sua atenção. Obrigada! Por meio desse blog espero poder descrever algumas das técnicas que me ajudam, no dia a dia, a manter minha mente e minha alma mais alinhadas.

Também espero contar minhas experiências, e experiências de gente que sabe muito mais do que eu, sempre buscando dividir com vocês algo que possa tornar a nossa vida mais leve e prazerosa. Se por um dia ou por uma linha escrita, eu puder fazer alguma diferença na sua vida, minha missão estará cumprida! Pra saber se eu consegui atingir essa meta? Só lendo os próximos posts!! Então, seja bem-vindo, obrigada pela presença e… Namastê!

Nós três

14 jun

O que une você aos seus amigos? Infância, profissão, hobbies? É impossível determinar quando uma amizade começa, mas é fácil determinar porque ela segue unindo duas, três, muitas pessoas. São pequenos detalhes, são experiências partilhadas, são palavras de carinho, são as sinceridades que praticamente ninguém teve coragem de te falar, é o estar presente quando você precisa.

O jornalismo foi o que nos uniu há mais de dez anos na louca São Paulo. E também foi ele quem nos separou há oito anos, onde acabamos cada uma em um canto do mundo, literalmente. No entanto, nossas afinidades nos mantiveram unidas e a comunicação continuou intensa, principalmente por meio de e-mails quase diários que chamamos de boles (derivado de boletim!).

Era difícil prever que a amizade de três mulheres absolutamente diferentes pudesse se fortalecer com toda a distância. E foi exatamente o que aconteceu.  Desnecessário dizer que essas três somos nós né? Fabiana, Flavia e Lívia.

Com o passar dos anos, nossas singularidades acabaram por nos complementar e já não sabemos mais como seria nossa vida sem essa amizade virtual e real. O que temos de diferente usamos para agregar, aconselhar, apresentar uma nova perspectiva.

Escolhemos esse blog para compartilhar com você um pouco do nosso lado jornalístico e também do nosso cotidiano. São três nortes: a Fabi mora em São José do Rio Preto, cidade pulsante do interior de São Paulo, mas que ainda mantém muitas peculiaridades de cidade do interior. A Flavia segue em São Paulo. Ela é nossa conexão com que o que “há de mais moderno” na maior cidade do país. A Lívia atravessou o Atlântico e foi parar em Miami, cidade que ela mesmo define como “quase Estados Unidos”, por conta dos milhares de imigrantes, principalmente latinos, que lá vivem.

Aqui é nosso novo espaço de difusão de ideias, sentimentos, textos, dicas culturais, esportivas e de bem-estar e sobre o  meio ambiente. Acreditamos que informação é a ferramenta mais poderosa de transformação. Acreditamos que podemos aqui, em algumas linhas, acrescentar algo de positivo em sua vida. E, acima de tudo, acreditamos que este é um espaço de troca e que iremos aprender muito com seus comentários e feedbacks.

Obrigada pela sua atenção e sejam bem-vindos!

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