Arquivo | setembro, 2010

Morte II: a volta dos que não foram!

30 set

Há algumas semanas escrevi sobre a morte e, como sei que tudo o que perguntamos a resposta vem na hora certa, nas semanas seguintes tive várias pequenas respostas para o tema! O filme que falo no texto anterior já foi uma das respostas e, não curiosamente, dias depois, em uma conversa sobre o sentido da morte, no ápice de um diálogo bem filosófico, do nada, saiu da minha boca: “A morte é a resposta para a vida”!

 Eu e a outra pessoa ficamos impressionadas com o poder da frase, pois essa é a mais pura verdade! A morte nos lembra da importância de estarmos vivos e de aproveitar cada minuto com intensidade! A resposta que ambas buscávamos veio de mim sem eu mesma saber que a tinha e essas palavras mágicas mudaram bastante nossas vidas! E é isso caro leitor: use o fato da morte ser inevitável para viver plenamente, sem rancores, julgamentos, e outras pequenas bobagens que tiram sua paz de espírito! Lembre-se o quanto você é abençoado em muitos aspectos, celebre sua vida!! Ame, cante, seja autêntico (lembre-se, esta é a semana da autenticidade)! Celebrar a vida!! Delícia né?!

 A terceira resposta chegou logo depois, no livro A Roda da Vida (de Elisabeth Kubler-Ross) que recebi de presente de aniversário de uma amiga-irmã! Elisabeth é uma médica famosa mundialmente por seus livros e palestras sobre a morte, tema que ela estudou/ensinou por anos! O livro é uma auto-biografia maravilhosa, um exemplo de vida, pois Elisabeth foi sempre guiada por seu coração e ajudou milhares de pessoas ao longo de sua caminhada. Ela fala bastante sobre a morte e publico aqui as passagens que penso serem as mais belas, porque vem de conclusões da autora após conversas que ela teve com pessoas que experienciaram a morte, mas voltaram para seus corpos (gente que foi reanimada principalmente em hospitais, mas que ficou sem nenhum batimento cardíaco ou sinal vital por uns bons minutos). Aqui vai:

 “Todas as pessoas passam por dificuldades na vida. Algumas são grandes e outras não parecem tão importantes. Mas são lições que temos de aprender. Fazemos isso também das escolhas, das opções. Para se ter uma boa vida, e consequentemente uma boa morte, digo para as pessoas para fazerem suas escolhas tendo em vista o objetivo do amor incondicional e perguntando a si mesmas: “Que serviços estou prestando?

 A capacidade de fazer escolhas é a liberdade que Deus nos deu, a liberdade para crescer e amar.

 A maior dádiva de Deus para nós é a livre escolha. Nada é por acaso. Tudo na vida acontece por uma razão positiva.

 A única finalidade da vida é crescer. A suprema lição é aprender como a mar e ser amado incondicionalmente.”

 Lindo e profundo, não?! Espero que tenha iluminado suas idéias tanto quanto iluminou as minhas! Beijo no coração, siga na autenticidade e Namastê!

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Eu não nasci para ser mãe

28 set

 

Esse olhar diz tudo não é?

Nunca entendi direito o conceito “nascer para ser mãe”. Embora eu tenha amigas que afirmem isso categoricamente e outras que nem precisam dizer, pois está escrito em cada molécula de seu corpo. Mas comigo é diferente, nunca tive esse espírito maternal.

Não tenho lembrança de ter tido nenhuma boneca-bebê, não gostava de brincar de mamãe e filhinha e etc. Meu negócio eram Barbies descoladas, solteiras e sempre muito apaixonadas – mas sem filhos. Minhas historinhas nunca acabavam com “e eles casaram e tiveram muitos filhos”.

Ao contrário do meu marido, cujo maior sonho sempre foi ser pai, ter filhos para mim foi  uma conseqüência natural da vida e nunca um objetivo em si. E foi assim, naturalmente, que decidi (mos) engravidar. Senti pela primeira vez o desejo com o nascimento de minha afilhada, mas ainda achei cedo e esperei a vontade passar. Num dia dos namorados, nasceu a filha de outros amigos e fomos visitar. Embalada pela emoção e romantismo da data, disse ao meu marido saindo do hospital: “acho que hoje a gente pode começar a tentar”. E engravidei na primeira tentativa!

Apesar de feliz, fiquei um pouco assustada. Não imaginei que aconteceria tão rápido. Eu não me sentia totalmente preparada, então li todos os livros que estavam ao meu alcance e fiz o possível para ter a gravidez e o parto mais saudáveis do mundo. Na minha cabeça, era o melhor que eu podia fazer.

E então o Gael nasceu ( depois de uma gravidez tranquilíssima e um parto normal). Agora é a hora que vocês devem estar me esperando dizer : e a maternidade foi a coisa mais linda que me aconteceu. Mas aqui não. Posso escolher uma série de adjetivos para explicar o que a maternidade significou para mim, muitos deles positivos, mas nenhum  sinônimo de lindo.

A maternidade me deixou mais responsável, consciente e presente. Por outro lado me enlouqueceu, literalmente. A turbulência hormonal me causou um baby blues bem forte (não conseguia deixar meu marido sair de casa por mais de 30 minutos). Subverteu a ordem da minha vida, alterou drasticamente a dinâmica do meu casamento, exterminou minhas noites de sono por longos 10 meses, murchou meus peitos e manchou minha pele. Foi o ano mais difícil da minha vida (somado a uma mudança de cidade e carreira). Ser mãe é tudo, menos fácil e lindo.

Mas calma! Não estou aqui querendo acabar com o seu sonho de ser mãe ( ou pai). Ao contrário, estou querendo apenas que seu sonho seja mais pautado na realidade do que no mundo de fantasias das propagandas de fraldas infantis. E olha que meus livros me alertaram muito sobre isso ( A Encantadora de Bebês – excelente e minha biblia por um ano)!

Mas se você quer saber, eu passaria por tudode novo e quantas vezes fossem necessárias para ter o Gael na minha vida. Porque simplesmente não dá nem para imaginar mais o meu mundo sem aquela vozinha chamando “mamãe” todas as manhãs. Pois apesar de agora eu dormir mal pra caramba, não existe cena mais linda do que ver meu molequinho capotado no berço, durante a madrugada. Nada me satisfaz tanto quanto sentir o cheiro de sabonete daquela curvinha do pescoço, depois do banho. Ou ver aquela carinha gostosa rindo com todos os seus 12 dentes para mim. E, sem dúvida nenhuma, posso dizer que a melhor coisa do mundo é receber dele um abraço apertado e um beijo estalado. Por mim, a vida podia congelar neste instante e eu seria feliz para sempre. Porque eu não nasci para ser mãe, eu nasci para ser a mãe do Gael!

Sou brega mas sou feliz!

27 set

Pequenos eventos que vivi me inspiram nesse post. Sempre me observo muito e também observo o mundo ao meu redor (atenção, observar é diferente de julgar) e, em diferentes situações na última semana, o tema autenticidade chegou até mim! Hoje, conversando com uma amiga falava que, para mim, a liberdade maior que posso querer/ter é a de ser autêntica comigo mesma e, logo, a maior liberação na vida de uma pessoa é ela ser autêntica consigo mesma!

 Tudo começou com um aluno que vai em uma das aulas de yoga que frequento. Ele está em seus 40, é baixinho e fora de forma, mas isso não o impede de praticar a aula em um sexy, curto e justo shortinho preto, e só! Eu admiro muito ele! Ele está super confortável e feliz do jeito que é e nem um pouco preocupado com seus quilos a mais ou os pelos à mostra! Ele é genuíno com quem é e está sempre de bom humor e concentrado na aula!

 A outra situação aconteceu no sábado quando tive uma festa para ir e decidi que ia de bota, pois amo usar botas de cano alto, faz parte de quem sou, e me sinto confortável com elas. Meia hora depois, vejo no Facebook uma amiga comentando que não entendia como as mulheres conseguiam usam botas em Miami (ok, aqui não faz frio ainda, mas eu não disse que uso botas para proteger meu pés…)! Achei divertidíssimo e disse a ela que eu usava porque adorava e que mais tarde (na festa) ela me veria em um autêntico par de botas. Chegando lá rimos juntas, mas eu realmente era a única usando bota no local! Mais de 90% da mulherada estava linda e fina em seus saltos agulhas (que eu já desisti de usar, pois acabam com meus pés)!  

 Concluindo, eu e meu colega do shortinho preto fomos autênticos em nossa decisão (e as meninas de salto alto autênticas com a delas)! Penso que quanto mais julgamos menos autênticos somos, pois estamos sempre preocupados com a opinião do outro e isso poda nosso verdadeiro eu… Penso o quanto isso custa na vida de cada um… Penso no quanto as pessoas seriam mais felizes se realmente vestissem o que querem, falassem o que pensam e agissem de acordo com seus corações… Eles teriam autenticidade e genuinidade (essa palavra existe?) em suas vidas! Tão simples e tão negligenciadas… Então minha dica é essa: faça dessa semana a mais autêntica de toda a sua vida! Aja de acordo com seu caráter (respeitando/não agredindo o próximo, claro) e seu coração! Não tenha medo de inovar e de falar/ser/agir de acordo com quem você realmente é!!! A vida é muito curta para se preocupar com o que os outros pensam!! Beijo no coração e Namaste!!

 PS: coincidência ou não, ao terminar esse texto liguei a TV estava passando um programa mostrando a vida de um homem casado com três mulheres! Todas elas aprovam a situação, moram juntas e se chamam de irmãs, pois convivem em paz e felizes!! Mais uma prova de como a autenticidade vale a pena, mesmo em casos exóticos aos olhos da sociedade!!

Por enquanto

25 set

Essa música é linda de doer. Resgatei-a do fundo do baú ( né Giu?) e resolvi postar aqui. Eu passei minha adolescência inteira ouvindo Legião Urbana e decorando cada letra, portanto como boa fã, ainda prefiro a versão original, mas não achei nenhum clipe bacana.

Ouvir essa música me dá uma saudade imensa da Cássia Eller, do Renato Russo e, principalmente, de mim!

Enjoy!

Carne: comer ou não comer? Eis a questão!

21 set

 

     Não pretendo levantar protesto contra os carnívoros, nem propagar as delícias de uma fraldinha bem feita. Comer ou não carne tem sido um tema constante na minha vida. Não me considero vegetariana, pois não gosto de rótulos, não deixei de comer carne 100% e o rótulo me tornaria uma pessoa “caga-regras” (desculpe a expressão) que eu não admiro nem pretendo ser. Mas, a pergunta ainda segue comigo: comer ou não comer carne?

      Desde o ano passado meu consumo de carne diminuiu drasticamente. No início, não foi intencional. Com a meditação passei a não desejar carne e, quando me dei conta, fazia meses que não comia (vermelha principalmente). Carne de frango foi fácil parar de comer: aqui nos Estates ela é gorda, sem gosto, cheia de conservantes e hormônios. A pobre galinha/frango americana sempre nasce e morre morando no mesmo cubículo e vive com uma luz ligada na cabeça dela o dia todo para comer sem parar e engordar logo. Terrível…

      Mais tarde  me comprometi a ser uma pessoa pacífica – fiz um voto de não violência – evitando ao máximo qualquer tipo de violência, seja ela física, verbal ou mental. Com isso, para mim comer carne significa sim ser conivente com o assassinato de um ser vivo… E, pare para pensar: você está comendo um pedaço de carne morta que, se não fosse pra geladeira, apodreceria rapidamente. Com diz meu professor de Yoga: “abra sua geladeira e se depare com CADÁVERES!! Você está sendo conivente com uma matança”. Ele pegou pesado, mas falou a verdade. E, quem come cadáver todo dia vai se tornar o que? Um cadáver minha gente!

      Para aumentar o paradoxo da minha vida aqui vai uma ironia do destino: meu pai cria gado de corte! No entanto, nunca entramos em conflito! Ele me respeita e eu o respeito, cada um tem sua caminhada! E, ao contrário de muitos, meu pai trata seus bois e vacas tão bem quanto gente! Vivem em campos abertos e são bem cuidados, ele passa a noite acordado cuidando de bezerro doente se preciso, chama todos pelo nome, adora vacinar e ter certeza de que estão felizes e saudáveis, enfim, um amor lindo de ver!

      Só para finalizar, ainda tem a questão energética: podem tentar me convencer do contrário, mas nada tira da minha mente os milhares de hormônios de estresse que a pobre vaca/galinha/peixe solta em seu corpo no momento da morte e toda a energia de medo que ficou ali, grudada à carne. Enfim, tantas “emoções”… Mas, apesar de tudo isso, porque eu não consigo definitivamente parar de comer carne?

      Pois dois motivos: primeiro, porque meu corpo (meaning, minhas células) tem desejo intenso de carne de 3 em 3 meses. Quando digo intenso é intenso mesmo, ao ponto de eu sonhar que estou degustando um churrascão!! E é totalmente corporal, pois não sinto o desejo mental… Segundo, porque pela segunda fez em menos de um ano me encontro anêmica e fraca. Por mais que tente me cuidar, fica difícil seguir uma dieta nutritiva o bastante, principalmente quando não se tem empregada nem comida nutritiva e de fácil acesso no país do fast food.

      Logo, de vez em quando (geralmente de 2 em 2 meses), como um cadinho de peixe ou carne vermelha por 1 ou 2 dias. Mas é fato: a evolução espiritual (que se desenvolve bem mais rápida sem o consumo de carne), o voto de não violência e o amor incondicional aos animais me faz sentir culpa (talvez seja o único momento em que eu realmente sinta culpa por algo) ao ingerir carne. Então, o que faço? A pergunta eu faço para você caro leitor/amigo? Quem sabe sua sabedoria ilumina meu caminho e traz a resposta que estou buscando!! Deixe suas idéias aqui e saiba que sempre vou respeitá-las! Beijo e Namastê!

Etiqueta em micareta?

20 set

Um dos 12 Carnariopretos que participei

Eu não sou exatamente fã de axé music. Longe disso. Entretanto, posso dizer que esse tipo de som faz parte de minha vida. Tenho motivos muito especiais para isso. Primeiro: meu marido curte e no início do namoro nos dividíamos entre raves ( por mim) e micaretas ( por ele). Além disso, minha grande amiga Giu é assessora de imprensa de grandes nomes do axé e me proporcionou o melhor carnaval de toda a minha vida, em Salvador, há dois anos. Último e mais nobre dos motivos: meu irmão é um dos sócios da micareta de Rio Preto, o Carnariopreto, portanto há mais de uma década pelo menos uma vez por ano minha presença em um carnaval fora de época é garantida.

Verdade seja dita, com o passar dos anos passei a realmente curtir o evento, numa animação que vai além de minha ligação sentimental com a micareta. Um copo de bebida na mão e um trio elétrio com Chiclete tocando no mais alto volume são capazes de tirar  do chão os pés do mais antifolião dos seres humanos. Se você não suporta axé, te convido a fazer a experiência. Pode continuar odiando ( até porque a maioria das músicas não é de grande qualidade mesmo), mas d-u-v-i-d-o que não vai dar nem um pulinho! Pode estar deprê, com sono, mas ao ouvir o trio elétrico chegando é impossível conter o corpo que começa a se mexer automaticamente.

Este ano fui a 11º edição do Carnariopreto, isso quer dizer que já estive em DOZE micaretas ( isso sem contar o Carnaval de Salvador e os três ou quatro  Carnabeirão ). Isso é muito mais do que eu jamais sonhei, rs.

Com toda essa experiência carnavalesca, me sinto gabaritada a fazer algumas observações a respeito do evento e das pessoas que o frequentam. E faço isso com o olhar de uma mulher de mais de 30, casada, com filho e que continua com a cabeça mais aberta possível.  Dizem que em micareta vale tudo, mas eu discordo. Quase tudo né, gente?

Regra número um: salto alto número 15 e minissaia não combinam com pular, entrar em banheiro químico e afins. Seguindo a mesma lógica, make up de festa também não combina com lugar lotado, calor e suor.

Nos carnavais fora de época, especialmente nos camarotes open bar, as pessoas tendem a beber além da conta e são duas as consequências básicas: litros de bebidas e vômito ( é, vômito) no chão. Daí a importância de um calçado adequado. Tênis velho é a melhor opção ainda, por menos fashion que possa parecer. Eu prefiro estar demodée e com os pés limpos.

Adultos ( isso inclui qualquer pessoa abaixo dos 22): não, não é legal beijar 87  pessoas na mesma noite. Se você ler a observação anterior vai entender pelo menos um dos motivos.

Crianças ( abaixo de 22), se vocês quiserem beijar 87 pessoas, ok. Mas dá para deixar o resto para um lugar mais privado, por favor? Obrigada.

Beijar gente desmaiada não vale né, gente?

A mulher que consegue ser estilosa e original  vestindo um abadá merece meus parabéns! ( a maioria cai pro cafona ou corta tanto o abadá que fica só de top)

Homens: nunca, jamais, em hipótese alguma fiquem seminus para atrair a mulherada. Isso já é feio o suficiente quando feito por mulheres, para homens então é inaceitável. E geralmente tem efeito contrário, a repulsa.

Amigo folião que está beirando os quarenta: Correr atrás do trio é muito legal, até os 22 anos, no máximo. Depois o camarote é mais adequado e se tiver sorte e conseguir acesso ao trio elétrico, uhu, melhor lugar pra ficar.

Se você não consegue mesmo se animar com o axé, aproveite as coisas oferecidas pelo camarote. Comida, massagem e às vezes até cabelereiro.

Cantar “Tutata tututarara” só é permitido para quem já estiver muuuuito bêbado. Aliás Bell, pelamor, esse refrão é uó!

Por fim: A micareta não é o lugar mais adequado para conversas sérias. Na verdade o lugar não foi feito para conversar e ponto. Qualquer coisa além de : Quer mais bebida? Tira o pé do chão! Chicletão tá arrasando hoje! Ops, desculpe, derrubei bebida em você. – não será ouvido na hora ou lembrado depois.

É isso aí. Carnariopreto 2011, a gente se vê por aqui!

He-Man já sabia: eu tenho a força!

17 set

Você é muito poderosa (o). É, você mesmo! Não precisa olhar pra trás pra checar se eu estou falando com outra pessoa nem precisa franzir a sobrancelha com expressão de interrogação: você tem muito poder e, ao se dar conta disso, pode usá-lo ao seu favor ou contra você! Como assim eu tenho muito poder, você pergunta? Bem, cada pensamento que você tem, cada palavra que você fala, cada atitude que você toma causa uma movimentação de energia e informação no ambiente, um impacto tremendo na sua vida e na vida daqueles ao seu redor (por menor que pareça ser). E, vou te contar um segredo que todo bom guru, sábio e iluminado sabe: tudo nessa vida é energia e informação em diferentes formatos e nós manipulamos esses dois elementos o tempo todo.

      O que eu quero dizer com isso? Bem, de acordo com a física quântica (filosofia mais atual) e com livros espirituais com mais de milhares de anos, nós (humanos), assim como uma pedra, uma cadeira, uma flor e seu cachorro, somos energia e informação materializados. Logo, o que nos diferencia da pedra, da planta e do fofo do seu cachorro é o grau de consciência que nós temos, que no caso é bem mais desenvolvido que o deles, mas não mais especial! Por que não mais especial? Porque o que seria do planeta sem flores, cachorros ou até mesmo pedras? Chato com força né! Tudo tem sua razão de ser e existir! Então, somos todos milagres de algo maior que não sabemos muito bem definir (você pode chamar de Deus, Inteligência Cósmica, Universo), mas que nos permite viver, aprender e transformar diariamente!

      Tendo dito isso, você é esse amontoado de energia e informação e pode fazer com essa dupla o que bem entender! Se você resolver ser um sábio em algum assunto, vai estudar (informação) e experienciar (criando energia) aquilo que você pretende dominar, transformando sua vida e alcançando assim seu objetivo! Se você está acima do peso é porque comeu alimentos não tão nutritivos (alimentos são energia pura) e mandou a informação (nutrientes) para suas células desses alimentos, que geraram células de gorduras… E por aí vai! Então, o poder de manipular toda a energia e informação está nas suas mãos cara (o) amiga (o)! Não adianta dar uma de vítima e colocar na conta dos outros não! Tenha responsabilidade por seus atos!

      Potencialize ainda mais seu poder e consciência: observe como seus atos, pensamentos e palavras afetam tudo e todos ao seu redor! A energia que você emana interfere grandemente no seu meio-ambiente (casa, trabalho, círculo de amigos). Suas palavras podem gerar situações maravilhosas ou iniciar um crise terrível dentro de você e dentro dos outros! Suas ações (da menor possível, tipo deixar a luz ligada do quarto sem necessidade), mais dia menos dia, vão resultar em reações (conta de luz mais cara). Com isso, lembre-se: pensamentos, ações e palavras de amor geram poder, energia, informação e reações de amor, e vice-versa… A escolha é sua!

      Jamais se sinta vítima ou fraca (o): observe o seu poder de influência (principalmente influência sobre você mesmo) e use ele para o seu bem e o bem dos demais (potencializando ainda a lei do dar e receber, que já falei antes!). Acima de tudo, tenha a famosa frase de Gandhi como base sustentadora de tudo o que eu falei: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”. Use seu poder para mudar aquilo que você quer, começando por você! Acredite! Para ilustrar ainda mais meu texto, sugiro um ótimo filme (o livro, afirmam fontes seguras, é ainda melhor): Poder Além da Vida. Assista e expanda sua consciência! Beijo no coração e Namastê!

Última chamada

15 set

                                                                  Fabi Marques         

                               

– Alô.

– Oi. Sou eu.

– Oi.

– Eu só preciso saber uma coisa: você está fazendo isso por mim ou por você?

– Isso o quê?

– Isso de nunca mais falar comigo.

 – (Suspiro)

– Nós combinamos que tudo voltaria ao normal, não combinamos? Ou foi muita ilusão minha acreditar que continuaríamos amigos?

– Não sei.

– Como não sabe? Você não se lembra?

– Não, não sei se foi muita ilusão.

– Você é muito estranho, cara.

– É, talvez eu seja mesmo.

– Você não tem mais vontade de conversar comigo?

– Claro que tenho.

– E o que você faz?

– Não faço nada.

– Nada?

– Nada.

– E eu? Faço o quê? Finjo que não me importo e que não quero te contar mais nada? Esqueço tudo?  

– Não é para esquecer, mas também não é para ficar lembrando toda hora.

– Não quer ser meu amigo, é isso?

– (Suspiro)

– Sério?!

– Não é que eu não queira. Simplesmente não dá, pelo menos por enquanto.

– Jura? E por que você não imaginou isso antes de ficarmos juntos? O que aconteceu com “We’re in this together” e blá blá blá?

– Desculpa. Eu não queria causar nada disso.

– Desculpa o caralho.

– Calma.

– Nada me deixa mais nervosa do que me mandar ficar calma, você sabe.

– Vai ficar tudo bem.

– Lógico que vai.

– Então.

– Mas agora não está tudo bem, entende? Num dia somos melhores amigos e no outro, só porque paramos de transar, não podemos mais nem conversar. Eu não entendo isso, nunca entendi.

– Me diz o que você quer que eu faça.

– Quero que você se importe, porra.

– Eu me importo.

– Como você consegue?

– Como eu consigo o quê?

– Nunca mais falar comigo e ao mesmo tempo se importar.

– Eu não disse nunca.

– Whatever. Como você consegue?

– É que eu sou bom em cumprir o que foi combinado.

– Ah é? Então por que você não cumpre a parte em que combinamos que continuaríamos amigos?

– É que antes de ficarmos amigos, precisamos dar um tempo sem nos falar.

– Esse seu tempo é muito subjetivo. Um tempo quanto? Seis meses? Um ano? Vinte anos? O resto da vida?                        

– Ha ha.

– Tá rindo de quê?

– Você é tão dramática que fica engraçado.

– E você é tão politicamente correto que fica chato.

– Tá.

– Tá o quê?

– Tá bom, só isso. Você quer falar mais alguma coisa?

– Quero.

– Fala.

– Porra! Mil vezes porra.

– É, concordo, mil vezes porra.

– Vamos nos despedir?

– Pela quarta vez?

– Não, seu mongo! Quis dizer agora, no telefone. Falar tchau.

– Ah tá.

– Beijo.

– Outro. Tchau.

– Tchau.

Desejos? Abra a porta!

14 set

77381400, Spark Studio /Imagezoo

Qual é o seu maior desejo? O mais importante? O que você lembra todo dia? Aquele que você diz pra você mesma (o) “quando isso acontecer eu serei feliz” (o que é uma ilusão, mas não vou entrar nesse mérito hoje)? Pensou? E o que você está fazendo a respeito dele? Tipo… nada? Bom, bem vindo ao clube de milhares que fazem o mesmo! Antes de dizer que você tem de se esforçar e se dedicar muito para alcançar seu sonho maior, vou te dar uma dica bem simples: tenha coerência entre o que você deseja e como você age no dia a dia!

 No final de semana fui em um evento bem bacana, mas que tinha poucas pessoas. Eu não conheço o proprietário do local e não tenho a menor intenção de julgá-lo, logo, vou apenas relatar o que aconteceu e o que outras pessoas (inclusive eu) poderiam ter feito da mesma forma… Éramos um grupo pequeno no local e já estava tarde. Entretanto, um casal que estava caminhando pela calçada bateu na porta e pediu pra entrar para ver o local/produto/evento. O proprietário simplesmente falou que já estava fechado e nem sequer abriu a porta para os curiosos visitantes darem uma olhadinha.

 Não sei o que passou pela mente dele e, mais uma vez, não quero julgá-lo (ele está servindo apenas como modelo), mas não faz o menor sentido você ter um comércio (independente do que você vende) e simplesmente não oferecer a oportunidade para as pessoas conhecerem seus produtos. Ele mostro falta de coerência ao negar a oportunidade ao casal. Pode ser que, aparentemente, eles não parecessem pretensos clientes, mas, quem pode garantir? E, mesmo que não comprassem nada: se você quer multiplicar seu comércio, multiplique a energia de pessoas circulando por ele, mesmo que elas venham só para admirar… Energia é algo que se multiplica facilmente (para o bem ou para o mal)… Esteja atento.

 Achei muito interessante a reação do dono e penso o quanto eu mesma e muitas outras pessoas fazem o mesmo: criamos um plano restrito de como as coisas devem acontecer e simplesmente negamos oportunidades à outras pessoas ou aos outros caminhos… Infelizmente, com isso, fechamos as portas para situações surpreendentes que poderiam aparecer na nossa vida e nos deixar mais próximos ou até nos fazer atingir nossos desejos. Com isso minha gente, pra começo de conversa, não precisa nem se matar para alcançar seu big dream: apenas tenha e aja com coerência!!! Se baterem em sua porta, por mais que pareça estranho ou fora do seu roteiro: abra! Nunca se sabe o que pode estar entrando na sua vida!!!  Beijo e Namastê!

Silêncio

12 set

Se você não consegue entender o meu silêncio de nada irá adiantar as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos“. *

Eu não sou o tipo de pessoa que consegue ficar quieta. Mesmo quando luzes de neón piscam na minha frente em todas as cores dizendo : Cale-se!  Vim ao mundo com esse defeito de fabricação, não sei a hora de fechar a boca. Tenho tentado melhorar, algumas vezes consigo, muitas outras não…

A Lívia já dedicou um post aqui sobre a arte do silêncio. Mas acho que nos referimos a coisas distintas. Eu estou falando da ausência de resposta, de não precisar  dizer sempre alguma coisa sobre tudo. Da capacidade de calar-se diante de situações em que não há nada a ser dito. Ou mesmo quando há muito a se dizer, mas de nada vai adiantar. Ou ainda, aqueles momentos em que a situação simplesmente não te diz respeito. Melhor coisa a ser feita: silêncio.

Posso passar dias aqui citando situações em que o silêncio é imperativo. Por exemplo: na hora em que uma amiga está fazendo merda pela vigésima vez, quando você se sente tentada a dar palpite na forma como uma mãe cuida do seu bebê. Quando um casal termina e vem dividir os fatos com você ( eles não querem realmente sua opinião). Ou ainda, quando foi o seu relacionamento que terminou e não há mais argumentos que justifiquem uma conversa, embora você queira muito dizer qualquer coisa. Para todas essas horas : Silêncio! Silêncio! Silêncio!

Eu juro que estou tentando!

 

*Me deparei com a citação acima no twitter, mas não consegui checar a veracidade da autoria ( Shakespere ou  Oscar Wilde – provavalmente nenhum dos dois), portanto vai aqui sem crédito. Se alguém souber de quem é me avise, please.

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