Arquivo | outubro, 2010

Quem vê cara não vê coração

29 out

Alice Cooper, sem maquiagem. Se eu colocasse uma foto dele montado vocês iriam assustar.

Pra quem não sabe eu sofro de insônia. E sofrer é um verbo bem apropriado. Isso é assunto para um post inteiro, mas não agora. Hoje quero apenas dizer que adquiri um hábito recentemente, durante minhas insônias, buscar novos sons no youtube. Novos para mim, claro. Descubro bandas e cantores, ouço músicas que já tinha ouvido e não lembrava, conheço coisas que me foram indicadas. Uma coisa leva a outra e dá pra passar horas indo de um vídeo ao outro. Bom, digamos que isso não ajuda muito a insônia, mas pelo menos tenho tido boas surpresas.

Alguém aí conhece Alice Cooper? O nome me era familiar ( tive um namorado com gosto esquisito para música ), mas a cara do tiozinho, meio Ozzy Osbourne cover não me dava lá muita vontade de ir a fundo. Pois bem, numa dessas incursões pelo youtube nas madrugadas da vida, resolvi ouvir e não é que o som é bacana? Achei que fosse um rock pesado, mas não é. Tem várias coisas legais, antigas e escolhi a mais ” baladinha” para colocar aqui. Chama Only my heart talking . 

Prova irrefutável de que quem vê cara não vê coração!  ( Tá Lívia, pode dizer que meu gosto é estranho, ok)

Enjoy e bom feriado!

Breaking Bad

27 out

Mr White ( Bryan Cranston) e Jesse (Aaron Paul) em seu primeiro dia de "trabalho" juntos

Há tempos eu vinha procurando uma série sensacional para ocupar a lacuna deixada por Lost na minha vida. Mas estava difícil. Não tenho mais tanto tempo livre para ficar testando séries aleatoriamente, até me apaixonar. Então comecei a pedir dicas para quem realmente entende do assunto. Diante de algumas sugestões, recorri ao Torrent para me presentear com alguns episódios . Uma destas séries foi Modern Family, mas tive o imenso azar ( e completa desatenção) de baixar a primeira temporada em russo. Deu preguiça de baixar de novo e parti para a segunda opção Breaking Bad.

Comecei a assistir despretensiosamente, sem nem saber direito qual era a trama. E então fui surpreendida da melhor maneira possível. Depois de muitos anos viciada em american tv-series eu já sei identificar rapidamente quando estou diante de um hit. E eu estou. Breaking Bad rules!

A história de desenvolve a partir de um americano médio ( Bryan Cranston – que por sinal é a cara do meu pai americano), professor de química de high school que ao descobrir ter câncer no pulmão resolve produzir crystal meth ( a droga mais fodida no mercado atual) junto com um ex-aluno ( Aaron Paul), para ganhar dinheiro e deixar para a família. E logo de cara acaba se metendo em um assassinato.

Improvável né? Sim e o show mostra justamente o quão absurda é essa escolha de vida. As cenas são realistas e até meio cômicas, com diálogos impagáveis. A direção é impecável e a atuação dos dois atores é simplesmente perfeita. Não é á toa que ambos já foram premiados com o Emmy por suas performances em Breaking Bad ( Bryan Cranston por três vezes consecutivas).

Eu ainda estou no final da primeira temporada e atualmente a terceira está no ar nos Estados Unidos ( não sei em que canal passa por aqui). E nada me faz mais feliz do que saber que tenho dezenas de episódios para baixar! Viciante! Confere aí e me conta.

Escolhi esse teaser que apresenta a série para quem tiver curisidade de saber do que estou falando!

Porque nem sempre eu sou feliz…

25 out

Só por hoje…
Só por hoje deixo as lágrimas de tristeza correrem.
Sou luz, mas também sou sombra.
Só por hoje lamento
A falta de um lar
A falta de um colo
A falta de meus pais
A falta de carinho
A falta de atenção
A falta de certezas.
Só por hoje.
Deixo a dor me penetrar e brincar pelo meu corpo.
Deixo o vazio pesar,
Deixo o medo rir de mim.
Só por hoje não vejo tudo pelo lado positivo,
Não vejo a vida como mágica e perfeita.
Tiro o riso aberto do rosto.
Só por hoje.
Só por hoje durmo com o coração apertado,
E peço pra vida escutar minhas preces,
E rezo para que amanhã tudo volte a ser como está sendo.
E será.
Só por hoje me sinto mais humana, e desse mundo, do que nunca.

(Poema com mais de um ano, no entanto, sigo sendo humana e minha sombra segue comigo)

Stuck in a Moment

22 out

Eu vivia um momento bem chato e difícil da minha vida quando comprei esse CD do U2, All That You Can’t Leave Behind, em 2001. Eu amei todas as músicas, coisa rara de acontecer num mesmo CD né? Então eu colocava no REPEAT MODE e passava o dia cantando, especialmente a música Stuck in a Moment que é perfeita para um ser obsessivo-compulsivo como eu, sair da paranóia. E funcionou super!  A letra é top e eu sempre achei que o Bono estava cantando diretamente para mim, certeza absoluta!

Desde então, virou meio um hábito desenterrar esse CD sempre que preciso curar fossa, cortar pensamentos obsessivos ou simplesmente me animar! Mas olha, não basta ouvir, tem que cantar.  E alto ( eu praticamente grito, mas se você souber cantar alto sem gritar, good for you!). De preferência no trânsito, para o deleite de todos os motoristas da região. Quer tentar? Eu recomendo.

Stuck in a Moment

Bono/ The Edge

I’m not afraid of anything in this world
There’s nothing you can throw at me that I haven’t already heard
I’m just trying to find a decent melody
A song that I can sing in my own company

I never thought you were a fool
But darling, look at you
You gotta stand up straight, carry your own weight
These tears are going nowhere, baby

You’ve got to get yourself together
You’ve got stuck in a moment and now you can’t get out of it
Don’t say that later will be better now you’re stuck in a moment
And you can’t get out of it

I will not forsake, the colours that you bring
But the nights you filled with fireworks
They left you with nothing
I am still enchanted by the light you brought to me
I still listen through your ears, and through your eyes I can see

And you are such a fool
To worry like you do
I know it’s tough, and you can never get enough
Of what you don’t really need now… my oh my

You’ve got to get yourself together
You’ve got stuck in a moment and now you can’t get out of it
Oh love look at you now
You’ve got yourself stuck in a moment and now you can’t get out of it

I was unconscious, half asleep
The water is warm till you discover how deep…
I wasn’t jumping… for me it was a fall
It’s a long way down to nothing at all

You’ve got to get yourself together
You’ve got stuck in a moment and now you can’t get out of it
Don’t say that later will be better now
You’re stuck in a moment and you can’t get out of it
And if the night runs over
And if the day won’t last
And if our way should falter
Along the stony pass

And if the night runs over
And if the day won’t last
And if your way should falter
Along the stony pass
It’s just a moment
This time will pass

Já tentou não pensar em nada?

21 out

Se um ser desse tamanho consegue, eu também vou conseguir né?

Se alguém me perguntasse um dia qual o defeito que mais me incomoda, eu responderia sem pensar: ansiedade. Ser ansiosa é como ter uma úlcera crônica, que te corrói por dentro nas horas em que você mais precisa ter calma.

Eu já tentei várias coisas para me acalmar. Terapia, respiração, chás, reiki, dança, yoga. Algumas funcionaram temporariamente, outras nem isso. E nenhuma me curou de forma definitiva. Ultimamente tenho apostado minhas fichas na yoga, mas ainda não consigo trazer os benefícios da prática para a minha vida. Estou aprendendo- tentando!

Comecei a yoga novamente há um mês, em um novo espaço e ao final da prática tem meditação. Vou contar um segredo: nunca quis meditar. Acho bonito quem medita, mas  dá preguiça. Para mim parece tão surreal simplesmente não pensar em nada… Entretanto, depois de ler Comer, Rezar, Amar fiquei um pouco mais curiosa e confiante. Além disso,tenho amigas muito próximas ( Livia principalmente) que afirmam realmente meditar e eu posso notar a mudança que isso trouxe para a vida delas. Dá vontade de tentar.

Há alguns meses fui para um retiro espiritual sozinha. Eu estava desesperadamente precisando de luz e sossego. Durante o retiro não fazíamos outra coisa a não ser yoga, kirtaans ( entoar mantras em forma de música, muitoooo legal) e meditar. Mas eu não meditava. Aproveitava esses momentos para tentar colocar ordem nos meus pensamentos, relaxar. Me fez um bem danado, mas a real é que eu sequer tentei meditar.

Pois bem, agora chegou a hora de eu tentar. E o resultado dessa primeira experiência é o que vou contar aqui.

A instrutora diminuiu as luzes, acendeu algumas velas e pegou seu violão.  Todo mundo sentadinho em posição de lótus, esperando. A melodia começou e todos passamos a entoar no mesmo ritmo Baba nam kevalam. Oba, essa é a parte que eu mais gosto, vamos lá: baba nam kevalam. Depois de um tempo, que me pareceu bem longo, eu já não conseguia acompanhar o ritmo. Uai, mas não é só cantar baba nam kevalan? Como é que eu posso ter perdido o ritmo. Peraí, ela tá falando baba nam duas vezes, pô, aí é sacanagem. Deixa eu tentar de novo… Quando eu finalmente pareço ter entrado no ritmo, ela muda novamente. Assim não dá. Como vou ficar sem pensar em nada se tenho que aprender essa musica que muda a toda hora? Abro apenas um dos olhos, meus colegas estão  cantando e sorrindo de olhos fechados, no ritmo perfeito, sem errar nadinha. Estou começando a ficar desapontada com minha incapacidade de entoar um simples mantra, quando a instrutora cessa a cantoria. Abro os dois olhos agora, e  todo mundo continua na mesma posição. E agora? Faço o quê? A instrutora deveria me instruir não? Ela parece ter me ouvido e começa a dar uns comandos.

-Inspire e expire. Deixe seus pensamentos passarem pela sua mente, sem fixar neles, apenas observe.

Ok, vamos lá. Pensamentos passando. Será que vai dar tempo de eu passar no supermercado antes de ir pra casa. Ops, pensamento passando, não vou fixar, só observar. Putz, eu queria ter escrito outra coisa naquele email. Podiam inventar um negócio que nos permitisse apagar emails enviados e não lidos né? Fabiana! Concentre-se. Pensamento passando, passando. Um, respira. Dois, solta o ar. Baba nam kevalm. Baba nam kevalam. Nossa, minhas costas estão doendo muito, será que posso me mexer? Abro os olhos novamente, a colega ao meu lado, enfermeira de 30 e poucos anos, está com uma cara bem meditativa. Do outro lado, um tiozinho gay também parece não estar pensando em nada. Aquilo era uma cara de quem não pensava em nada! Pô, como eles conseguem? Bom, eles estão aqui há mais tempo que eu. Agora vou ficar quieta. Só respirando. Inspira, expira. Inspira, expira. Inspira, expira. Inspira, expira. Apagão, silêncio total e absoluto. Xi, cochilei. Será que alguém percebeu?  Será que passou muito tempo? Vamos lá, concentrando de novo. Inspira…

– Amados, muito obrigada pela prática de hoje e Namastê.

Quê? Já acabou?  

Vítima: você finge que é e eu finjo que acredito!

18 out

     Vítima: todos nós adoramos interpretar esse papel e, muitos de nós, somos viciados nele. Conheço pessoas que passam a vida toda “fazendo a vítima” e responsabilizando os outros por suas próprias amarguras, infelicidades e fracassos. Como diz um professor meu: “fazer-se de vítima é como tomar veneno diariamente e esperar que o seu inimigo morra intoxicado.”, ou seja, o maior prejudicado é você mesmo! Vítima real é aquela que tem zero opções diante de uma situação, tipo, ser roubado com uma arma apontada na sua direção. Não tem como escapar! De resto caros amigos, é tudo interpretação que nos impede de crescer e aprender diante da vida. Eu assumo que me faço de vítima as vezes, e você?

     Vou dar um exemplo pessoal para mostrar como funciona o mecanismo de vitimização e de como ele pode ser maléfico: uma pessoa que gosto muito me disse uma pequena mentira e me deixou de fora de uma situação que ela sabia que eu gostaria muito de participar. Provavelmente essa pessoa teve seus motivos para tê-lo feito (que eu só descobrirei se perguntar a ela, caso contrário estarei especulando), ou não, mas estou certa que não agiu por maldade ou pra me magoar: simplesmente aconteceu…

     Quando fiquei sabendo da verdade não dei muita bola porque meu dia estava corrido e cheio de atividades. No entanto, de repente, não mais que de repente, quando minha mente acordou na manhã seguinte vazia, simplesmente começou a gritar pra mim: “Olha o que essa pessoa te fez! Ela te ignorou totalmente! Ela não tem a menor consideração por você! Ela mentiu pra você! Se ela mente com coisas tão pequenas, imagina com as grandes! Coitada de você… Blá blá bla!!” Com isso, em cinco minutos eu mergulhei de cabeça no papel da vítima enganada e ignorada e minha energia foi lá pra baixo.

     Fiquei reclamando e me vitimando internamente por mais ou menos uns 30 minutos. Juro! Minha gente, a nossa mente é muito esperta e precisei desse tempo todo pra perceber o ridículo dos meus pensamentos e, que acima de tudo, eles não estavam me ajudando em nada… Era tudo uma ilusão, uma criação minha baseada nas minhas inseguranças! Então comecei a quebrar o processo de vitimização dentro de mim e levei mais de uma hora (pois estava fazendo outras coisas ao mesmo tempo – a vida segue…) para avaliar se o que eu estava pensando era real (quase sempre não é) e se valia a pena levar à diante aquele drama todo. 

     O mais difícil foi fazer minha mente PARAR de trazer o mesmo pensamento, repetidamente, pra minha atenção. Como já disse, a mente é inteligente e as vezes nos deixa em paz por alguns minutos mas, rasteiramente, nos traz de volta para o drama. Lembrei então que a pessoa que mentiu fez aquilo por escolha própria e a escolha dela não tem nada a ver comigo, mas sim com os padrões de memória, pensamentos e ações dela. Lembrei também a famosa frase : “O importante não é a situação, mas o que você faz com ela”! Traduzindo: eu tenho que tomar responsabilidade sobre como reajo e interpreto o que chega até mim e fazer o papel de vítima com algo tão pequeno era desperdiçar minha energia, ou seja, só eu estava me prejudicando.

     Lembrei ainda quantas vezes também já falei pequenas mentiras (tento evitar ao máximo, mas sou humana) para não magoar os outros e nisso sou exatamente igual a pessoa que mentiu pra mim. Nasceu dentro de mim um sentimento de compreensão e compaixão pela pessoa e o papel de vítima simplesmente se desfez dentro da minha mente! Foi um processo demorado? Foi! No entanto, valeu cada minuto, pois ao invés de gastar um ou dois dias remoendo o que a pessoa fez comigo e mandar minha energia lá pra baixo com sentimentos de rancor e pena de mim mesma, gastei cerca de duas horas analisando e concluindo que eu viajei na batatinha (ou seria maionese… hum, fome!) e que cada um tem sua vida e seu modo de agir! Rapidamente recuperei minha energia e fui usá-las em coisas realmente produtivas!!

      Então fica a sugestão: toda vez que você se pegar interpretando o papel de vítima, analise se ele é real ou se você criou ele para não ter de arcar com a responsabilidade, não ter de agir ou para poder chamar a atenção dos outros. Pergunte-se se essa é a melhor maneira de lidar com a situação e faça sua escolha de maneira consciente! Quanto menos drama, mais amor e equilíbrio entra na nossa vida! É só querer e escolher o papel que você quer interpretar! Beijo e Namastê!

Por onde andei?

14 out

Olha eu sinceramente  nem gosto muito do Nando Reis. Eu fui a um show dele uma vez e dormi. Literalmente. No entanto admito que as letras dele são pura poesia e tenho respeito por sua trajetória. Hoje minha amiga querida Giu ( de novo) me indicou essa música. Eu já tinha ouvido diversas vezes, mas sem prestar atenção, sabe? A letra é linda demais e a melodia é gostosinha. Pena que a Cássia Eller não esteja mais viva pra regravar ( a voz do Nando é dureza). Mas enfim, estou numa fase punk de trabalho e com pouco tempo para escrever no blog. Então vamos de música!

Enjoy!

Por onde Andei

Desculpe
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei
Errado e eu entendo

As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava…

Amor eu sinto a sua falta
E a falta
É a morte da esperança
Como um dia
Que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava..

Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava…

Procura-se um namorado

11 out

     Quem me conhece sabe: nunca fui a desesperada da turma (nunca fui pra guerra como dizem os homens), nunca troquei de namorado que nem de camiseta (ou fui uma peguete), nunca sai beijando 50 em micareta, mas também não deixei de aproveitar bem a minha vida. Sempre gostei mais de namorar do que de ficar e a questão é: faz um bom tempo que não namoro. Simplesmente não rolou!

     E olha que eu dei chance ao destino minha gente: americanos, cubano, colombiano, peruano e até indiano passou pela minha vida nos últimos tempos. Tive os dates (como eles chamam aqui) mais inusitados, engraçados ou chatos da minha vida e, se eu não respeitasse tanto o próximo, escrevia um post sobre eles. Vocês iam se divertir! Mas eu respeito né, então só sabe dos detalhes mesmo os mega íntimos (ou nem eles)! Sorry! Em suma: o click, aquele necessário pra se dar continuidade, não aconteceu!

     Sigo dando oportunidades para os potenciais moços que aparecem. Principalmente porque quero que a vida e as pessoas sempre me dêem a mesma oportunidade que eu dou pra elas! Também sigo tranquila! Na verdade, minha família e amigos parecem bem mais preocupados do que eu!! Campanhas já estão rolando em prol da causa e, com isso, vem sempre a pergunta básica: como você quer que o seu namorado seja, ou, o que você gosta em um homem? Pergunta difícil pra caramba, ao menos na minha opinião! Vocês caros leitores, sabem o que querem?

     Prefiro começar pelo o que não quero, pois na vida é sempre mais fácil saber o que não vai funcionar: não aceito fumante, bebum, drogado ou seres com ficha na polícia (hahaha)! Prefiro que não seja muuuito mais velho ou muuito mais novo (tenho experiência nesse quesito minha gente – idade faz sim diferença). Não quero um homem irônico, sádico, pessimista, com complexo de inferioridade, ciumento, egocêntrico, mentiroso, metrosexual, inflexível, insensível, dono da razão, caga regras, (que faz o papel de) vítima, julgador, egoísta, preguiçoso, avarento. Ufa! Lista grande né, mas acho que toda mulher está comigo nessa, correto?!

     Não precisa meditar, fazer yoga ou ser vegetariano, se bem que seria um mega bônus ter os três. Não precisa ter religião (acho até melhor não ter), mas não dá para ser alguém que não seja espiritualizado (sem exageros, claro), pois para mim é impossível não ver Deus em tudo, é impossível não encarar a vida como um milagre e é impossível não crer e confiar que existe algo superior (e ao mesmo tempo igual) a gente. Minha espiritualidade é o que me move, me transforma, me aquece e me faz crescer! Seria difícil lidar com alguém que não crê em nada (e, geralmente – não sempre – os céticos são meio amargos…).

     Agora vamos para o que eu gostaria que o candidato tivesse: alegria de viver (aqui entra também o ser engraçado, o que TODA mulher adora), curiosidade, compaixão, honestidade, flexibilidade, humildade ( não se levar tão a sério e nem escutar muito o ego), gostar de ler e aprender, gostar de cozinhar, gostar de viajar, ir no cinema, dançar, encarar programas aparentemente de índio (ou seja, estar aberto para o novo), respeitar e compreender o outro, ser mega carinhoso (se tiver um workshop de massagem no background ganha muitos pontos positivos), escutar antes de falar, falar (se comunicar honestamente), ter tesão pela vida, ser criativo, entender que mudamos, todos, o tempo todo.

     Estou querendo demais? Bom, eu acredito que posso tudo o que quero, então sigo com minha intenção! No entanto, com flexibilidade para dar chance a alguém que não tenha nem metade dessas características, mas que apresente outras que podem me fascinar tanto quanto essas… E você? Se está solteira (o), sabe o que quer? Lembre-se que intenção move energia e coincidências ao seu favor, logo, vale sempre a pena ter sua listinha! Se está casada (o) ou namorando, o seu parceiro (a) tem aquilo que você busca e, mais importante, você oferece ao seu parceiro (a) aquilo que espera dele (a)? Pois tenho consciência que tenho de oferecer exatamente aquilo que busco para ser uma relação equilibrada e harmoniosa (ops, melhor eu me inscrever em um curso te massagem então!).

 Relacionamento é o maior desafio da humanidade (se soubéssemos nos relacionar teríamos a tão desejada paz mundial), é onde aprendemos e crescemos! Eu sigo vivendo feliz e sei que na hora certa o namorado certo aparece! E você? Sabe o que quer? Está agindo de acordo com o que quer? Beijo no coração e Namastê!

Check List

8 out

Totalmente sem inspiração para escrever um post decente, resolvi dar uma de adolescente e fazer uma lista de coisas interessantes ( boas e ruins) que já fiz .  Em 2002 fiz uma destas no meu antigo blog e foi engraçado perceber quanta coisa mudou! 

Já saltei de pára-quedas

Já pulei de bungee jump

Já votei no Lula ( e mais de uma vez, mas hj não voto mais tá?)

Já tive um encontro com o meu ídolo

Já paguei para fazerem meu trabalho de faculdade

Já fiz parte de um time de futebol ( e era a pior do time)

Já tomei chá de Santo Daime

Já passei um carnaval em Salvador

Já casei

Já fui sozinha para Paris e não repetiria o feito

Já usei todos os tipos possiveis de aparelho ortodôntico ( valeu a pena)

Já tomei glicose por estar muito bêbada ( umas 5 vezes, mas a última faz muito tempo tá?)

Já fiquei dois anos sem dirigir

Já fui pra Bahia de ônibus mais de uma vez ( 36 horas de viagem gente)

Já morei no Rio De Janeiro ( ou tentei…)

Já realizei meu sonho de trabalhar na Revista Trip, mas não aproveitei muito bem a chance

Já fui despedida

Já bebi Absinto ( sinceramente achei que pinga é mais forte)

Já fiz um parto normal ( e o processo todo durou 18 horas)

Já fiquei com o irmão do cara que eu gostava pra ver se ele se tocava ( precisa dizer o resultado da ” inteligente” experiência?)

Já cortei o cabelo curtinho e odiei (eu tinha 8 anos e lembro perfeitamente de me achar horrorosa)

Já fiz simpatia para meu peito crescer ( deu certo, mas depois do Gael.. Será que faço de novo? rs)

Já inventei que meu avô tinha morrido pra faltar ao trabalho ( eles já morreram mesmo, mas fazia muito tempo)

Já fiquei sem conversar com minha melhor amiga

Já achei que fosse morrer de tanto amor

Já aluguei filme pornô

Já me matriculei numa academia e nunca fiz aula

Já fiz capoeira

Já encontrei a tampa da minha panela

A tal da licença poética

5 out

A "feia" da Julia Roberts em ação como Liz Gilbert

Sempre que um livro é adaptado para o cinema eu fico curiosa para ver a nova versão. Embora na maioria das vezes o resultado fique aquém da versão literária ou, no máximo, tão bom quanto. Eu desconheço qualquer filme que tenha ficado melhor que o livro.

Um dos casos em que a adaptação para as telonas foi fidelíssima e me agradou justamente por isso, foi Ensaio sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles. Ele retratou muito bem o mundo caótico narrado por Saramago, tanto que o próprio autor se emocionou ao assistir o longa. Mas Meirelles recebeu muitas críticas justamente por não ter inovado nada.

Eu discordo das críticas. Para mim versão boa é a que respeita a original. Eu não consigo engolir a mania que Hollywood tem de fundir dois personagens em um só, inventar diálogos que nunca existiram ou alterar o enredo para ficar mais comercial. Me apego à historinha ( que novidade eu apegada a alguma coisa) e fico extremamente desapontada quando viajam demais na maionese. Não gosto da tal da licença poética.

E foi mais ou menos por isso que não gostei do filme Comer, Rezar, Amar. ( Tá, eu sei que esse filme já foi tema de um post da Livia, mas a gente sempre vê as coisas sob perspectivas tão diferentes que dá pra voltar ao tema) Eu li o best seller duas vezes, uma delas semana passada. Portanto tinha cada passagem bem fresca na memória, então foi um choque ver as mutilações que ele sofreu. Especialmente na parte que se passa na India ( o Rezar), que foi justamente com a qual mais me identifiquei. No filme a experiência foi resumida às frustradas tentativas de meditação da protagonista. Foi feito para rir, mas eu sinceramente quase chorei quando li. Fora outros tantos detalhes que não rola listar aqui para não tornar este o post mais chato do ano.

Tá, posso estar sendo radical. Eu geralmente sou assim quando gosto demais de alguma coisa. Entretanto o longa definitivamente não me convenceu. Talvez, se eu tivesse assistido primeiro ao filme para depois ler o livro, pudesse ter gostado mais. Aliás, quando é assim eu geralmente curto a experiência. Ver o filme me desperta a vontade de ler e a leitura é sempre mais prazerosa. Fica a dica! Mas isso aqui é apenas a minha opinião. Não quer dizer que o filme seja ruim ( não é), fui eu que não gostei, entende a diferença?

Duas observaçães ultra mega relevantes sobre a produção americana: A Julia Roberts é irritantemente linda e sexy. Tenho um desejo literal de cortar os pulsos quando a vejo.

Já o Javier Bardem, que para muitas mulheres é o auge da gostosura, me causa mais uma sensação de estranhamento. Sei lá, a assimetria do rosto dele me incomoda muito, quase não consigo prestar atenção no que ele diz. O que neste caso é uma boa pedida, porque ele fingindo que fala português ( é brasileiro no filme) está pior que o Joel Santana falando inglês.

Vocês se lembram daquele filme Showbar ( Coyote Ugly)? A protagonista sai do interior dos EUA e vai para NY onde vira bartender? Pois é, a mocinha em questão é a autora de Comer Rezar Amar, Elizabeth Gilbert. Segundo livro autobiográfico dela que vira filme!

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