Arquivo | dezembro, 2010

Adeus ano velho

29 dez

Posso dizer que 201o foi um ano pesado para mim. Nem bom, nem ruim. E sim cansativo, arrastado, confuso, inquietante, revolucionário.  Tanta coisa aconteceu nesse espaço de tempo que é incrível constatar que foi tudo em 365 dias. Meus planos, meus sonhos, minhas metas profissionais, meu endereço e minha profissão mudaram radicalmente duas vezes.

Ao longo de 2010 iniciei uma jornada de autoconhecimento linda e espinhosa. Saber exatamente quem sou exigiu doses altas de disciplina, entrega, ausência de julgamento e coração aberto.  Confesso que tirar o véu que cobria minha visão sobre mim mesma e ver meus defeitos tão de perto doeu. Entretanto, conhecer a razão ( ou a falta dela) para estes, certamente me faz evoluir diariamente.  Vale cada centavo gasto com a terapia .  

2010 foi o ano em que eu quis voltar a ser adolescente ( só faltou eu fazer uma tatuagem gigante e pintar o cabelo de verde), o ano em que  me entreguei de corpo e alma à prática da yoga, o ano em que voltei a escrever, me assumi como jornalista, voltei a gostar de música, disse adeus definitivo à minha cidade do coração, descobri quem são meus verdadeiros amigos, redescobri um mundo virtual cheio de possibilidades interessantes e aprendi na marra que o amor precisa mesmo ser regado como uma planta, senão murcha e pode até morrer.

Tive momento difíceis, muitos, mas o saldo acabou sendo positivo. Ao final tenho mais a agradecer do que a pedir. Então, obrigada. E hoje agradeço também por essa convenção que criou o que chamamos de ano. E a possibilidade que isso nos dá de recomeçar do zero, como se realmente fizesse diferença fazer isso hoje, dia 29 de dezembro de 2010 ou sábado, dia 1 de janeiro de 2011. Não faz sentido algum, eu sei,  mas é um alento poder dizer adeus a esse ano velho, que já vai tarde. Porque como já disse Drummond: ” Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos”.

Feliz Ano Novo!

Jesus, um cara gente boa!

28 dez

Queridos leitores, começo pedindo desculpas pelo meu sumiço! Saí de férias e nem dei adeus ou explicações! Sigo de férias, mas com saudade de vocês e desse espaço aqui maravilhoso!! Volto com intensidade em Janeiro! Espero que todos tenham tido um Natal gostoso e gostaria de aproveitar a época para falar de Jesus, que é quem celebramos no Natal né! (Ao menos originalmente – hoje virou mais uma data comercial, mas tudo bem… Eu sou uma presenteadora compulsiva! Adoro dar presentes!).

 Minha visão de Jesus é bem diferente da visão da Igreja Católica, sua maior divulgadora! Eu o vejo como o primeiro hippie que o mundo teve! Não, não se choque, vou explicar! Aqui vai a lista de semelhanças entre ele e os hippies “bicho-grilos” da década de 60/70: ele não tinha casa ou nenhum outro tipo de posse, ele não vivia com a família (todos eram sua família), ele não tinha emprego, ele não era estressado, ele aceitava a todos, ele era contra a violência, ele era bem feliz e, acima de tudo, ele era regido pelo amor!!! 

 Com todas essas características, só me resta concluir que ele era um cara meeega gente boa, bom de papo, agradável, iluminado! Por que vocês acham que tanta gente largava tudo para segui-lo? Porque ele devia ser muito divertido, amoroso e interessante! Jesus nunca julgou ou condenou e nunca teve essa expressão séria que imaginamos ao ler os livros religiosos. Para mim, ele era um cara bacana que vivia em uma comunidade de amigos, viajando o mundo, distribuindo o amor dele e mostrando a todos que bens materiais, títulos profissionais ou outras coisas do tipo não valem realmente nada nem trazem felicidade a ninguém (são apenas ilusões, como diria Buda)…

Esse discurso dele foi o que o levou à crucificação, mas, ao contrário do que pensamos, ele não sofreu durante ela! A minha visão é de que Jesus estava em um nível espiritual tão elevado que ele se dissociou totalmente do seu corpo e, ao invés de querer mostrar pra gente o quanto ele sofria “por nossa causa” (de acordo com a igreja), ele tentou mostrar o quanto podemos nos desapegar das dores do corpo se não nos identificamos totalmente com ele. Se soubermos que estamos além do corpo e da mente… A questão é que não tínhamos consciência o bastante pra perceber isso na época!! Ele quis mostrar que, quando o amor é mais forte do que tudo, mesmo uma crucificação e “humilhação pública” não tiram à dignidade e a compaixão do crucificado (claras nas imagens que vemos da cena dele na cruz).

Esse conceito pode parecer um cado revolucionário? Sim! E eu respeito se você não concordar comigo! Mas é minha visão! Pra mim Jesus é amor, amor sem barreira alguma (sem pecado…)! E foi só isso que ele veio mostrar aqui! Ele mostrou que é o amor e a confiança que geram os milagres – que eu defino como eventos não explicados cientificamente, porém, não menos reais que os explicados pela ciência. Pense sobre isso!!! Com isso, Natal pra mim é momento de amar ainda mais e dividir esse amor com os outros! Eu dividi o meu, principalmente em um curso de meditação lindo que dei para 15 pessoas especiais!! E sou grata por Jesus e seu exemplo aqui na Terra!! Volto logo! Beijo no coração, um 2011 cheio de AMOR e Namastê!

Pretexto

21 dez

Era para ser um dia qualquer. Mas ela tinha essa coisa com datas e números. Guardava todos e não esquecia nunca mais. A primeira vez que viu o primeiro namorado num show de talentos do colégio. O dia que foi ao cinema com aquele amigo que depois virou amante. A última vez que falou ao telefone com o ex. Era uma espécie de sina, maldição. Por mais que tentasse esquecer a data de aniversário dele, não funcionava. Então naquele dia 15 ela não conseguia pensar em outra coisa.

Não que fazer aniversário fosse importante para ele, ou pra qualquer pessoa nessa altura da vida, mas era uma data em que era permitido lembrar e pior, era permitido entrar em contato. Escreveu alguns rascunhos de email, apagou todos sem enviar. Pensou em mandar uma mensagem pelo celular (é, ela apagara o telefone, mas ainda sabia o número de cor, maldição!), também desistiu. Até que teve a brilhante ideia de fazer uma ligação. “É rápido, prático e objetivo. Escrever deixa muita coisa nas entrelinhas”. Antes que tivesse tempo de mudar de opinião, já tinha discado.

— Alô.

— Oi, sou eu, tudo bem?

–…

— Você não sabe quem é, né?

— Sei.

— Então quem é?

— Preciso mesmo responder?

— Credo. Você continua grosso.

— Foi para isso que você me ligou?

— Não, liguei para te desejar parabéns. Muitas felicidades, saúde, dinheiro, amor, e todas essas coisas.

— Obrigado.

— E aí, vai comemorar?

— Você sabe que eu não ligo muito para aniversário. Nem meus pais me telefonam mais para me dar parabéns.

— Eu sei, mas é um bom pretexto para entrar em contato com você.

— E você precisa de pretexto?

— Claro que preciso.

— Ah tá, como se alguém conseguisse te deter.

— Nossa, quem vê pensa. Você tem noção há quanto tempo não nos falávamos?

— Seis meses, 13 dias e quatro horas?

— Porra, te ligo na maior das boas intenções e você fica tirando uma com minha cara.

— Vai dizer que você não sabe exatamente quanto tempo faz?

— Errr. Sei. Mas sei o tempo exato de muitas outras coisas também. Não é nada pessoal.

— Quanto tempo faz?

— Cala a boca

— Quanto?

— Não vou falar.

— Fala vai, quero saber.

— Três meses e 20 dias.

— Tudo isso?

— Aham.

— E como você agüentou?

— Você não me deu muita escolha.

— Você também não me deu muita escolha.

— Sei.

— Eu já te expliquei que você me obrigou a fazer certas coisas para o seu próprio bem.

— Ah pronto. Lá vem…

— Me preocupo com você. Não queria que estragasse sua vida.

— A minha ou a sua?

— A sua, claro.

— Mentira. Você tinha é medo de estragar a sua. Tinha medo de eu decidir com todas as forças que queria ficar com você e você ter que se decidir também. Medo de acabar com a ordem e a previsibilidade da sua vidinha medíocre.

— Não. Eu realmente me preocupo com você.

— Sei. E por isso quando você fica bêbado e com saudade você acha OK me ligar pra conversar de madrugada? Aí não tem problema? Só tem problema se for eu quem estiver bêbada e carente, é isso?

— Tá, você tem um pouco de razão.

— Claro que tenho, mas hoje eu só te liguei mesmo para falar parabéns. Aí você me provoca e eu acabo falando mais do que queria.

— Entende porque eu me esforço tanto para não falar mais com você? Não é que eu não deseje ou não sinta saudade, é que acaba sempre nisso aí.

— Eu não quero que seja sempre assim.

— Não vai ser. Um dia vai passar.

— Quando?

— Daqui cinco meses, 23 dias e três horas.

— Odeio quando você tira sarro de mim.

— Adoro te deixar nervosa, você fica ainda mais linda.

— Não começa.

— Tá bom.

— Então feliz aniversário de novo.

— Valeu.

— Um beijo.

— Outro.

Right to be wrong

19 dez

Eu já disse aqui mais de uma vez que sonhava em ser uma diva tipo Beyoncé, mas preciso retirar o que disse. As coisas mudam e meu sonho agora é ser a Joss Stone. Na verdade, não precisava ser ela inteira não, apenas a voz. Se você ainda não a conhecia, pode me agradecer antecipadamente. Porque você está prestes a ouvir uma das vozes mais lindas que existem. E como se não bastasse esse dom, ela ainda é a maior gata e compõe muitas de suas músicas. E tem apenas 22 anos! Eu estou absolutamente hipnotizada por essa artista inglesa e não consigo parar de ouvir o cd Mind Body &Soul, presente da minha amiga fofa Renata.

Como a co-autora do blog Lívia está de férias no Brasil e sem muito tempo para postar, estou sozinha por aqui esses dias. Para vocês não enjoarem das minhas bobagens, hoje vamos de música.  Essa do video é a que estou viciada ouvindo 15 vezes por dia e cantando em voz alta no restante do tempo. A letra tambem é demais. Right to be wrong.

Enjoy!

Os 15 programas de TV que marcaram minha vida

16 dez

O núcleo adolescente de Top Model

 

Lá vou eu com mais uma lista. Acho que com essa encerro a temporada deste ano. Sou tevemaníaca desde sempre e os programas televisivos marcaram e ainda marcam minha vida. Eu já sonhei em ser crítica de televisão, mas hoje me contento em ser apenas espectadora. Os programas serão citados porque de alguma maneira foram importantes na minha história  e não necessariamente por serem os melhores que já existiram. Deixo, por exemplo, Friends de fora. E é óbvio que Friends não poderia faltar numa citação das melhores séries de todos os tempos. Mas como disse, não são os melhores e sim os que mais me marcaram. Ah,tentei fazer por ordem cronológica mas não sou enciclopédia e não dá pra garantir que está certo, ok?

 Novela Roque Santeiro – TV Globo – 1985

É a primeira novela que me lembro de acompanhar fervorosamente. Viúva Porcina, Sinhozinho Malta, lobisomem. Precisa falar mais alguma coisa? E ainda lançaram um álbum de figurinhas com as personagens. Gente, era muiiiito massa. Eu e meu irmão completamos o álbum, lembro perfeitamente de cada foto (a do Ary Fontoura não era foto e sim desenho, eu encasquetei muito com isso).  Aliás, por onde será que ele anda ein ( o álbum e não o Ary )?

Armação Ilimitada – Tv Globo – 85 a 88

Eu diria que esse foi a melhor série da Globo até hoje. Insuperável. Era a alegria das minhas sextas-feiras, quando eu costumava dormir na minha vó. Quem nunca sonhou em ser a Zelda Scott, disputada por Juba e Lula? Aliás, moderninha a Globo mostrando um relacionamento aberto entre uma mulher e dois caras, nos anos 80 né? E pensar que hoje o Lula( André de Biase) virou um careca gordo da Malhação e o Juba ( Kadu Moliterno) bate em mulher. Decepção. Mas enfim, naquela época eles eram tudo. E o Bacana também era figura. O seriado era bem inovador, desde o texto à estrutura narrativa . Nascia aí minha paixão pelo Rio, cenário das aventuras. O canal VIVA bem que podia passar reprise né?

Top Model – TV Globo – 1989

O cabelo dos meus sonhos acabou meio se tornando realidade, acabei de perceber ( numa versão com luzes)

Uma novela cujos personagens do núcleo adolescente/infantil chamavam Jane Fonda, Ringo, Lennon, Olívia e Elvis tinha tudo para ser inesquecível. Acho que foi a primeira novela da Gabriela Duarte ( Olívia) e teve o Rodrigo Penna, que depois virou dj e dono da festa bacanuda Bailinho. A Malu Mader era a top model em questão e eu sonhava em ter uma cabelo igualzinho ao dela. Delícia de novela. A trilha sonora também era bacana, comprei uma fita K7 e fiquei arrasada porque esqueci na praia durante as férias.

Porta da Esperança – Programa Silvio Santos – SBT –

Gente, o que eu chorava nesse quadro era uma loucura. Não me agüentava de emoção quando abriam a porta e tinha lá a cadeira de rodas, as pernas mecânicas, o aparelho de audição ou coisa que o valha. E quando a porta ficava vazia então? Eu tinha vontade de matar o Silvio Santos. Puta maldade fazer isso com as pessoas né? Mas enfim, acho que ele inspirou o Caldeirão do Huck em muita coisa nesse quadro. O Silvio é figuraça e lembro de rir e chorar ao mesmo tempo com ele. Programa trash pra guardar na memória.

Minissérie Desejo – Tv Globo – 1990

Eu sempre gostei de ver histórias reais retratadas no cinema ou na televisão. A minissérie narra uma época da vida de Euclydes da Cunha, autor de Os Sertões. Enquanto ele estava lá nesses sertões, sua esposa apaixonou-se por um homem mais novo, Dilermando de Assis. Isso em 1905!!! O relacionamento tornou-se público e acabou matando o escritor e seu filho mais velho (ambos tentaram assassinar Dilermando, que por ser militar conseguiu se defender). Anna e Dilermando ficaram juntos por anos, mas acabaram se separando. É uma história de amor e tragédia daquelas e eu, romântica desde criancinha, achei o máximo. Na época comprei o livro e pesquisei bastante sobre os dois. Atualmente a minissérie está no ar no canal VIVA. Vera Fischer faz Anna ( morena e com lentes castanhas) e Dilermando é interpretado por Guilherme Fontes.

Minissérie Anos Rebeldes – Tv Globo – 1992

Com 13 anos eu achava que ia mudar o mundo e ver essa minissérie me ajudou a acreditar nisso. Ficava viajando que nasci na época errada e queria ter sido guerrilheira como a personagem da Cláudia Abreu ( que morre numa das cenas mais fortes da tevê brasileira). Não mudei o mundo- ainda-  mas ao menos participei ativamente do movimento dos cara-pintadas pedindo o impeachment do Collor. E olha, eu ia SOZINHA nas passeatas. O poder da ficção,ein?

Beavis and Butthead- MTV – 1994

Eu nunca fui chegada em cartoons, mas este eu ‘precisava’ assistir para me sentir incluída. O melhor amigo do meu namorado da época idolatrava e imitava direitinho a dupla mais boca-suja da tv. Acabei pegando gosto pela coisa e dei boas risadas com o humor negro e delinqüente deles. Era tão ridículo e grotesco que ficava engraçado. Deu saudade!

My so Called Life (tradução no Brasil -horrorosa: Minha vida de cão) – MTV americana – 1995

 

Eu já assistia algumas séries como Barrados no Baile, Anos Incríveis e Party of Five quando fui fazer intercâmbio nos EUA. Lá entrei de vez para o mundo dos seriados. Conheci My-so-called Life e foi meu primeiro vício. Me apaixonei perdidamente pela história de Ângela Chase ( Claire Daines). E claro, fiquei muito a fim do Jordan Catalano, meu primeiro amor televiso ( primeiro de muitos, haha). Seu intérprete, Jared Leto, hoje é vocalista da banda 30 seconds to Mars ( corrigido graças a ajuda de um internauta mais atento) e continua um gato de tirar o fôlego, mas não sei se é bom músico. A cena dele cantando I wanna be sedated é de cortar os pulsos. A série é incrível, mas durou apenas 19 episódios. A trilha sonora é genial, perfeitamente ambientada nos anos 90/grunge. Tenho os episódios baixados e de tempos em tempos revejo, vale a pena! Indico!

The Real World – MTV – 1995

 

Também vi quando fiz intercâmbio. Uma turma de diferentes nacionalidades e temperamentos se mudava para uma casa por uns três meses e eram filmados 24hs por dia. Parece familiar? Pois foi o primeiro reality show da história e era muito bacana. Altamente viciante como todo reality. E produção assinada pela MTV, coisa de primeira.

 Sex and the City – Multishow – 1998 a 2004

 

Muito antes de eu fazer trinta anos eu já me identificava com os dilemas das balzaquianas retratados na série. Desnecessário mencionar que o figurino matador da Sarah Jéssica Parker ( Carrie Bradshaw) me fez começar a gostar de moda ( até então uma calça jeans, uma blusinha e um tênis de skatista eram meu figurino). Cada mulher geralmente se via em uma das personagens e eu, como boa jornalista neurótica, me via na Carrie. Confesso que apliquei várias frases e pensamentos da série na vida real. Nem sempre deu certo, mas me diverti no caminho. (Um deles era assim, para esquecer alguém você precisa de metade do tempo que durou a relação. Exemplo: se namorou 3 meses, desencana em 1 mês e meio e por aí vai. Me apeguei a isso como um mantra, haha, que ridículo) Sou capaz de assistir um episódio por inúmeras vezes sem me cansar. I love it.

Casa dos Artistas – 2001 – SBT

A primeira edição da casa dos artistas, com o crazy Silvio Santos de host e elenco formado por Supla, Bárbara Paz, Patrícia Coelho, Alexandre Frota, Nany Gouveia é inesquecível. Viciei num grau ( ah vá) que fui para Fortaleza com meu irmão enquanto o programa estava no ar e voltava da praia todo dia à tarde para ver a meia-hora ao vivo. As votações malucas por telefone, as regras constantemente alteradas pelo Silvio e o casal fofo-maluquete Supla e Bárbara valiam cada segundo. A Globo deve até hoje se morder de inveja. Top! Tem uns vídeos no youtube pra quem estiver à toa…

Os Normais – TV Globo – 2001 a 2003

Os textos geniais de Alexandre Machado e Fernanda Young interpretados por Fernanda Torres e Luis Fernando só poderiam mesmo virar hit. Alegravam minhas sexta-feiras, teve dias que ri de doer a barriga. Era ótimo para ver com o namorado (marido). Passa até hoje ( reprise) no Multishow e sempre que consigo pegar um episódio faço questão de rever e rir mais um pouquinho

Lost- AXN/ Internet/ 2005 a 2010

Lost mudou completamente a minha relação com os seriados. Até então eu era uma espectadora, viciada algumas vezes, mas que aguardava o dia da exibição na televisão e nunca sequer tinha ouvido a palavra spoiler. A partir de Lost eu conheci sites sobre séries, aprendi a baixar da internet, descompactar legendas, entrar em fóruns de discussão e consegui assistir ao series finale ao vivo! Minha vida mudou! Virei nerd total. Apesar do final decepcionante, nada vai superar as emoções das três primeiras temporadas. É para ficar nos anais da História televisiva.

BBB – 2002 até hoje

Como boa tv junkie eu também assisto BBB, óbvio. Pay-per-view, site, a bagaça toda. Eu e meu marido costumamos dizer que é uma época do ano boa para economizar, porque a gente pára de sair pra ficar vendo Big Brother. Atualmente demoro mais para me apegar, resisto por vários dias, até não conseguir mais e me render. Além disso, o programa marcou minha vida por diversos motivos, mas não posso citar nenhum aqui se não meu marido me mata – e dessa vez com razão. Mas posso dizer que fui a uma eliminação e foi bem bacana. Janeiro de 2011 tá aí né, Bial?

 Quer morrer com o Jared Leto cantando Ramones ?

Conversas que sonhamos ter

14 dez

— Oi Beto. Tudo bem?

— Oi. Tudo bem sim. Quanto tempo.

— Você tá ocupado?

— Não, não. Pode falar.

— Eu preciso te contar uma coisa.

— Manda.

— Você não sabe quem eu vi ontem.

— Quem?

— A Carol.

— Que Carol?

— Sua ex.

— Ã?

— Aquela que você namorou, irmã da Andréa.

— Ahhh…

— Então, encontrei-a por acaso em um evento. E olha, cem quilos ali é pouco viu? Assustei. Mas confesso que fiquei com vontade de tirar uma foto e te mandar com a legenda: olha que gata seu cuzão

— Nossa, por que essa agressividade, o que foi que eu fiz?

— Como assim: “o que foi que eu fiz?”. Você não se lembra?

— Não!

— Vocês começaram a namorar durante um de nossos términos, mas você ainda ficava comigo.

— Nossa, nem lembrava. E nunca mais teria lembrado se você não tivesse dito nada.

— Quê? Você partiu meu coração namorando essa garota pra depois nem se lembrar dela?

— Sinceramente eu nem sei porque namorei essa menina. E não entendo porque você se lembra dessas coisas. Você se apega às coisas erradas.

— É mais fácil esquecer quando não doeu, né?

— Não é isso. É que eu me lembro só do que importa. Das coisas boas. De mim e de você. E eu nunca gostei dessa doida, sempre gostei de você. Você sabe.

— É, mas você tinha um jeito bem estranho de demonstrar seu amor.

— Ah… Eu não sabia o que queria da vida, faz tanto tempo. Mas eu realmente gostava de você. Aliás, acho que nunca gostei tanto de outra mulher na vida.

—  … (!)

— Bom, Ana,  eu preciso sair agora. Foi bom falar com você.

— Também achei.

— Ah, e a foto, você tirou mesmo?

— Não tirei, mas devia ter tirado viu? Cem quilos, meu! Cem quilos.

— Há há. Um beijo, se cuida.

— Outro, você também.

Estrela

12 dez

Axé não é meus estilo de música favorito. Se eu tivesse uma lista de estilos favoritos o axé sequer apareceria nela. Mas eu não tenho uma lista. Enfim, tudo isso para dizer que este post será de certa forma sobre esse determinado estilo musical, apesar de eu não apreciá-lo especialmente.

Ontem á noite eu fui a um show da Ivete Sangalo em Rio Preto. Eu adoro a Ivete, mesmo não tendo nenhum cd dela. Porque tem artistas que são assim, te encantam e te arrebatam por sua simples existência e é disso que quero falar. Desse tipo de estrela de primeira grandeza. Porque você pode não gostar de axé como eu, você pode até não gostar da Ivete, mas você vai concordar comigo que a mulher é um arraso.

Enquanto eu aguardava o início do show-festa (open bar- top) fiquei observando as pessoas que estavam ali como eu e tentando definir o que é exatamente uma diva da música. De uma coisa eu não tinha dúvida, eu estava prestes a ver o show da maior cantora nacional da atualidade. Como a gente percebe estar assim diante de uma estrela de primeira grandeza? Pelo público. Alguém que consegue levar para um show-festa , que começou mais de meia-noite, pessoas da idade dos meus pais ( a turma inteira de sessentões foi), mães lactentes com filhos recém-nascidos, casais desanimados que geralmente só saem para jantar, empregadas domésticas que jamais pisariam num recinto de exposições em outra situação e jornalistas metidas a besta que acham ter o mínimo bom gosto musical, só pode ser uma estrela – e das grandes.  O público de 18 mil pessoas gritando o nome da cantora não me deixa mentir.

Então o show começa. E ela entra. Aí se alguém ainda duvidava da grandiosidade da artista, pagou a língua no mesmo momento. Presença de palco, de espírito, bom humor e um carisma que seriam capaz de elegê-la presidente em primeiro turno. E não é só isso, ela é muito boa no que faz.  Pré-conceitos à parte em relação ao tipo de música. Ela tem timing, tem uma puta voz, a banda que a acompanha é bem talentosa. Eu, que já gosto dela de graça mesmo, acabei cantando todas as músicas, pulando que nem uma louca e perdendo uns três litros de suor. Não havia muita diferença  fã mais dedicada dela ( que compra todos os cds, dvds, etc, etc) e eu.  Entende o que quero dizer? Musa/ diva, é isso. Diante delas somos todos fãs de carterinha.

Eu me arriso aqui a dizer que ela tem tudo que precisa para se tornar uma estrela pop internacional. Só precisava cantar outro tipo de música…

No Divã

10 dez

Sentada na recepção não conseguia parar de morder os lábios…

O cliente do lado olhava de atravessado.

“Mais uma… ai ai coitada”, pensou suspirando.

As pernas cruzadas não paravam quietas e a saia rodada subia levemente, deixando um pedaço da coxa bem torneada de fora.

“Pelo menos tem um corpão”, observou.

– Sra. Vilma, pode entrar.

Entrou rapidamente. Afobada.

– Oi… desculpa vir fora do horário…

– Tudo bem Vilma. Como posso te ajudar?

– É… tive um sonho muito importante e queria te contar.

– Posso deitar no divã?

– Claro. Como preferir.

– Sei que nunca deitei antes, mas esse sonho é melhor ser contado no divã.

– Como preferir.

– É… posso começar?

– Sim.

– Eu anotei em um papel.

– Prefiro se você me contar o que lembra.

– Então tá.

– Ai meu Deus…

– Algum problema?

– Não… é vergonha mesmo.

– Vergonha do sonho?

– É.

Silêncio.

– Toda vez que você fica em silêncio eu falo algo super bobo. E eu já pesquisei na Internet e descobri que isso é uma tática de terapeuta viu?!

Silêncio.

– Ah, então tá né… O sonho…

– Então, eu estava deitada em uma cama bem grande e confortável…

Silêncio

– Nua sabe…

Silêncio.

– Você está me escutando?

– Sim.

– E… bem… Você estava do meu lado.

Começou a morder o lábio de novo. Olhava fixamente o teto. Tremia só de pensar em encarar o rosto dele.

– Ai não pensa que eu sou uma pervertida não tá. Te juro!

– Não penso. Continue.

– Tá. Então, você estava do meu lado, mas com um terno bem esquisito e um chapéu na cabeça. Uma coisa meio O Poderoso Chefão… Aí você me olhava com cara de reprovação, apesar de eu te provocar bastante.

– Sei.

– Você quer que eu pare?

– Depende de você.

– Gente, esse foi nosso diálogo no sonho. Aí que medo!

– E como você se sentia no sonho?

– Quer mesmo saber?

Silêncio.

– Me sentia ótima. Bem sedutora mesmo! Te provoquei na maior cara de pau. O problema é que você não fazia nada. Ups! Falei demais…

– Interessante.

– Interessante. Isso é tudo que você tem a dizer?

Silêncio.

– E então, o que você acha que esse sonho quer dizer? Por que eu estou bem passada com ele. Se meu marido descobre me mata. Aliás, se ele descobre que voc…

Silêncio.

– Que eu?

– Deixa pra lá.

– Tem certeza? Parece importante.

– Ai! Lasque-se mesmo. Que você é bem charmoso e tipão… Ele vai ficar fulo da vida.

Silêncio.

– Vilma, nossa relação aqui é profissional e eu estou aqui para te ajudar com seus desafios. Você está querendo me dizer algo hoje?

– Não… não sei. Estou bem confusa.

– Entendo. Quer falar mais sobre isso.

– Tô pensando se esse sonho é porque estou me sentindo atraída por você… Ou se é só falta do que fazer mesmo.

Silêncio.

– Poxa, meu marido viaja como louco. Minha frustração é grande sabe…

– Entendo.

– Pois é! Esse é o problema! E você entende tudo. Aí complica mais ainda. Charmoso, cheiroso e ainda entende tudo… Socorro né!!

Silêncio.

– Entendo. Penso que talvez seja melhor eu te indicar um outro profissional Vilma.

– Aí mais você já sabe tanto. Vou ter de começar do zero. Preguiça…

– Eu te compreendo, mas penso que outra pessoa, por quem você não tenha sentimentos ambíguos, vai te ajudar mais do que eu no seu processo. Como você se sente com essa possibilidade?

– Posso pensar.

– Sim.

– Aí, mas e o sonho ein?

– Quer falar mais sobre o sonho?

– Me dá uma dica! O que significa?

– O que você acha que significa?

– Putz. Sei lá! Tanta coisa na cabeça. Me ajuda!

– Prefiro que você pense a respeito. E também pense sobre o encerramento de nossos encontros. Acredito que será melhor assim.

– Vou pensar.

Silêncio.

– Mas, nem uma dica do sonho…?

– Bom, quando você decidir sobre sua transferência para outro profissional eu poderei elaborar ele melhor com você. Ou não.

– Que estranho.

– Estranho?

– Resposta estranha. Por que isso?

– Vilma, na próxima consulta traga sua decisão. Pense com calma. Eu estou te sugerindo outra pessoa para mantermos uma relação ética e para que possamos seguir sem maiores problemas.

Saiu meio cambaleante. Evitou olhar pra ele. Agradeceu e saiu rápido.

Voltou uma semana depois.

Encaminhou-se direto para o divã. Deitou. Cruzou as pernas. A bolsa colocou em cima da barriga. Olhando fixamente para o teto.

– É. Não dá pra continuar. Desculpa. Sonhei várias vezes com você. Sempre com a roupa de gângster…

– E você?

– Aí vergonha. Eu te provocando… nua.

– Sei.

– Então melhor parar mesmo né?! Você me desculpa. Eu sinto muito. Não faço por querer.

– Sem problemas. Eu te recomendarei para um ótimo profissional.

– Ai meu Deus, outro homem?

– É um problema pra você?

– Pode ser mulher.

– Sim, pode ser sim.

– Tá! E… agora você pode matar minha curiosidade e responder o enigma desses sonhos…

– Quer mesmo?

– Sim.

– Um momento.

Pegou o telefone.

– Letícia, cancela minhas duas próximas clientes. Demorarei mais que o esperado. E pode sair pra almoçar se quiser também. Obrigada.

– Nossa. É tão grave assim. Eu sou um desastre mesmo!

Caminhou vagarosamente até ela.

Abriu o armário ao seu lado.

Tirou um chapéu a lá Don Corleone de dentro. Colocou na cabeça.

– O chapéu era parecido com esse? Sorriu maroto…

A long way down

8 dez
O autor inglês Nick Hornby. Podia ser mais gatinho né?
“Perhaps getting what you want is never really a coincidence” 

Anos atrás vi o filme Alta Fidelidade, baseado no livro homônimo do autor britânico e pop Nick Hornby. O longa é uma gracinha e me despertou a vontade de ler o livro, que como era esperado superou infinitamente a versão dos cinemas. Por alguma razão obscura eu nunca mais li nada dele desde então. Só vi nos cinemas o Grande Garoto, outro filme engraçadinho que não deve fazer total jus ao livro.

Semanas atrás me deu uma febre por Nick Hornby. Deve ser por causa das listas que ando fazendo. Ele é famoso por gostar de fazer suas listas também, que são muito mais legais que as minhas, aliás.  Só sei que me bateu uma coisa louca que eu precisava  ler alguma coisa do cara. Tipo desepero mesmo. 

Assisti Alta Fidelidade de novo. ( Amo o Jonh Cusack, ela está muito bom como protagonista. E até o Jack Black que geralmente me irrita, tá sensacional. Fiquei com vontade de comprar a trilha do filme. Aliás, essa é uma das características marcantes de Hornby ele mistura música e literatura de um jeito único.) Em seguida comprei num impulso internético o livro A long way Down ( acho que em português é A Grande Queda). Só posso dizer uma coisa: o cara é genial! Faz qualquer aspirante a escritor ( como eu) ter vontade de se recolher à sua humilde ignorância. O livro conta a história de quatro pessoas absolutamente diferentes que se conhecem quando estão pensando em se matar. O encontro acaba fazendo com que mudem de ideia e o que acontece dali para frente é sensacional.

 Há tempos eu procurava um livro que eu quisesse ler de uma só vez. E foi exatamente o que aconteceu, li em três dias, varei madrugadas.  Não me lembro de ter lido nada tão divertido, facilmente digerível e ao mesmo tempo brilhante como A long way down. Eu me via rindo sozinha de madrugada, gargalhando. E olha, eu odeio comédia, nunca acho graça de nada que é feito para ser engraçado. E foi justamente por isso que eu ri. Porque não foi feito para ser engraçado, afinal é um drama, sobre pessoas que querem se matar, certo? Mas ao entrar na mente de cada personagem, a loucura de perto é sempre mais engraçada do que trágica. São as personagens mais complexas e bem construídas que já conheci. Vai pro topo da minha lista de livros favoritos, com certeza.

Fiquei tão fã que já comprei mais dois livros: o mais recente Juliet Nua e Crua e Como ser Legal. Mal posso esperar. E você. tá esperando o que? Corre lá!

 

Melhor livro dos últimos tempos!

A burguesia fede

6 dez

Fechou a porta. Parou. Silêncio.

Decidira ir sozinho para lá. Deixou os celulares, computadores, Ipod, Ipad e cia em casa, para não passar pela tentação.

Pediu para retirarem a televisão do quarto.

Pediu para não passarem nenhuma ligação.

Pediu para não ser incomodado.

Precisava descobrir quem era e o que fazia aqui.

– Quem me colocou nessa porra de vida?

Perguntou-se.

Tudo começou três dias antes, quando, ao deixar o trabalho tarde da noite, teve um impulso de caminhar até um restaurante próximo para tomar um vinho e “despressurizar” antes de chegar em casa.

Conseguiu caminhar por um quarteirão. Percebeu o silêncio inquietante e naquele momento sabia que algo não ia bem.

Tudo aconteceu muito rápido.

– Passa tudo!

– Tudo o quê? Peraí!

– Peraí o caralho. Passa tudo. Relógio, carteira e o terno também. Gostei do corte. É de qualidade.

– Você tá de brincadeira! Ousou falar.

– Tô sim. E a brincadeira pode acabar com uma bala no meio da sua fuça seu burguês do caralho. Acho o que? Que pobre não tem o direito de andar arrumado. Vai se fuder. Passa tudo! Agora quero sapato, meia e a cueca também, pra você aprender a tratar ladrão com respeito.

O 38 seguia apontado pro seu peito enquanto rapidamente entregou tudo ao ladrão. Seu olhar era de pavor e tremia apesar do mormaço da noite de verão.

– Seu puto. Agora quero ver você achar que é melhor do que eu com essa bunda de fora. Acha que é melhor do que eu?

– Não, não acho. Por favor, me deixa ir embora. Você já tem tudo.

– Tenho não seu filho da puta, porque você vai acordar amanhã na sua cama de rei e no seu apartamento de luxo e eu vou acordar no meu barraco de papelão sem saber se é hoje que levo um teco da polícia ou não. Você tem idéia do que é isso, caralho?

– Não, desculpa, não tenho.

– Desculpa o caralho. Você acha que eu escolhi essa vida, porra!

– Não sei… Desculpa. Acho que não… Por favor, me deixa ir.

– Vai seu porra cagão, mas pode crer que eu vou ficar pra sempre na sua memória. Sua consciência vai pesar cada vez que você acordar na sua cama de merda e lembrar que eu e um monte de gente pode te assaltar de novo amanhã, porque não escolhemos essa vida de merda que temos e você não faz porra nenhuma pra melhorar nossa vida. Aliás, você e seus amigos burgueses estão se fudendo pra gente. E é por isso que a gente fode vocês. Tá me ouvindo?

– Tô… tô… Olha, pelo amor de Deus, me deixa ir embora.

– Ahhh, demorou pra apelar pra Deus. Deus o caralho. Deus só na sua vida de playboy de merda. Cadê Deus na minha vida? Nem o diabo me visita seu puto.

– Desculpa… não sei!

– Ah, quer saber. Você é um cagão de merda. Vai se fuder. E olha, lembra de mim viu? Lembra que você é um merda, playboy e egoísta do caralho e que é por isso que vai ficar pelado aqui se cagando de medo. Seu burguês de merda. E se fizer retrato falado meu pros homens tá fudido porque eu tenho seus dados todos aqui nessa sua carteira de merda. Te dou um teco outra noite dessas e você não vai nem ver de onde veio. Tá ligado?

– Pode deixar…

– Agora fica aqui bem quietinho até eu ir embora, sacou? Se mexer eu atiro. Não tenho nada a perder playboy. A vida que vocês me deram é uma bosta e a graça vem quando eu pego um cagão que nem você na minha frente. Vocês putos fingem que nós somos a porra do problema, mas o problema são vocês egoístas do caralho.

E saiu correndo na noite escura e úmida.

E agora ele estava ali. Pensando em cada palavra que lhe foi dita e sabendo com todo seu corpo e convicções que o assalto fora muito mais que um infeliz acaso.

– Sentou na cama. Derrubou seu corpo no colchão. Olhou o teto. Percebeu um ponto amarelo perdido entre a pintura perfeita da suíte mais cara do hotel mais caro da cidade mais cara do país.

– Perfeição não existe nem em hotel 5 estrelas, pensou.

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