Arquivo | janeiro, 2011

Você é lagarta ou borboleta?

31 jan

Transformações. Elas acontecem todo o tempo. Na chuva que chega e muda o cheiro, a umidade, as cores do dia. Ou no amigo novo que te leva a novos bares, parques, te apresenta novos filmes e grupos musicais. No livro que você está lendo e te oferece uma nova perspectiva de vida. Estamos constantemente nos transformando, por mais que não seja claro. No entanto, estamos preparados para nos transformar??

Você deve estar perguntando-se porque eu falo transformação e não mudança (eu estaria). Bem, mudança é algo que pode-se voltar atrás depois, pode-se regressar ao que era antes. Por exemplo, você muda o sofá de lugar na sala, mas, se quiser, ele volta para onde estava. Ou você corta o cabelo curto, mas, se quiser, espera e ele cresce novamente. Transformação, no entanto, não permite que o que era volte a ser… Por exemplo, se você resolve fazer um bolo: você mistura o leite, manteiga, ovos, açúcar, chocolate em pó e fermento, e bota tudo junto no forno… Bem, os ingredientes se transformaram no bolo e você nunca mais poderá fazer com que o bolo volte a ser o ovo, manteiga, etc! (Hum, bateu uma fominha agora!)

Transformar é se reinventar. É deixar de ser algo para ter um novo lay out (fisicamente ou psicologicamente falando). É muito mais profundo do que mudar. Mudar é fácil! Transformar requer consciência e coragem! Por que coragem? Porque não tem mais volta! Seja a transformação positiva ou negativa, os resultados dela serão profundos e bem mais complicados de serem “revertidos”. Logo, tememos as grandes transformações, como ter um novo emprego, casa, opinião (as vezes é difícil…), relacionamento… O ser humanos gosta de segurança. De saber onde é que isso tudo vai dar. A questão é: na verdade, na verdade, não temos segurança alguma! Não temos como controlar 100% nossas vidas (que o diga a dos outros) e esse descontrole gera ansiedade!

A borboleta é o animal que melhor representa a transformação. Antes ela era uma lagarta não tão bela, no entanto, não teve medo de se deixar transformar, por mais que não sabia o que ia acontecer (eu acho que ela não sabe, mas… sei lá né!). Seu desapego em tornar-se algo novo faz com que ela mude 99% de sua configuração genética minha gente! Não é fascinante! E o melhor é que o resultado final é super positivo! Imagina se ela batesse o pé (ou pés) e se negasse a virar borboleta! E você? Quer ser lagarta ou borboleta??

A transformação acontece mesmo quando decidimos mergulhar de vez na imprevisibilidade da vida e se divertir com ela (como fazem as borboletas)! Claro que temos o livre arbítrio pra decidir o que queremos transformar, mas, os resultados nunca são 100% garantidos! Saber viver na incerteza é uma capacidade maravilhosa! Eu tento desenvolver cada vez mais essa capacidade, pois somos muito condicionados a permanecer em nosso porto seguro. Fazendo nossa parte (no processo “transformativo”) o que nos resta é confiar que os resultados sairão da melhor maneira possível, pois fizemos nosso melhor!

Estar consciente aos resultados das transformações também é muito importante. Elas podem gerar ansiedade, medo, raiva, felicidade, divertimentos… Enfim! É importante estar atento até para entender porque você está agindo de certa forma ou porque as pessoas com que você convive estão reagindo a você de certa forma… Ansiedade e medo são naturais no processo, o importante é o que você está fazendo com eles! No fundo, transformações são sempre positivas! As aparentemente negativas tem sempre um recadinho e um aprendizado para nos oferecer! Então: transforme-se e fique atento! Beijo e Namastê!

Meu eu secreto

28 jan

Da para dizer que ela não é uma menina?

Eu gosto de pensar que não tenho preconceitos, pelo menos conscientemente. Porque se tem uma coisa que me incomoda nessa vida é gente preconceituosa. Obvio que não sou perfeita e muitas vezes me pego fazendo julgamentos apressados de pessoas que mal conheço ( e das que conheço também), entretanto tenho lutado contra isso imensamente. É meu objetivo pessoal parar de julgar os outros. Mas estou aqui falando do preconceito de cor, raça, religião e orientação sexual. Esse eu posso afirmar que não tenho.

Como a maioria das pessoas deve saber, o BBB deste ano teve em seu casting uma transexual, a Ariadna. *(Sim, eu assisto BBB. Adoro. Não vejo diferença alguma entre acompanhar um reality show e acompanhar o Brasileirão. Também não há cultura alguma em ver 22 marmanjos suados correndo atrás duma bola. Então me deixe com o meu lazer e não falamos mais nisso ok?)

E como já era de se esperar ela foi eliminada na primeira semana. Isso me incomodou para caramba, mas confesso que eu nunca entendi muito bem esse lance de transexualidade. Então resolvi me informar melhor sobre o assunto. E acabei descobrindo uma matéria maravilhosa da Barbara Walters sobre crianças transgêneras, chamada Meu Eu Secreto.

Como mãe, eu entendi perfeitamente o dilema das mães da reportagem e tiro o meu chapéu para a sensibilidade com que algumas delas lidaram com a situação. Depois de assistir, ninguém em sã consciência pode continuar chamando os transexuais de pervertidos e nojentos, como já vi muitos fazerem por aí. Fica evidente que os transgêneros nasceram com um transtorno (não há consenso se pode ser considerados “doentes”) e não escolhem simplesmente que querem ser de outro sexo por capricho ou perversão.  O transtorno? “ Nascer em um corpo de homem com cérebro e alma de mulher” , foi assim que Jazz , de seis anos, descreveu sua situação.   Jazz nasceu menino, mas desde os dois anos de idade pedia aos pais que a deixassem ser quem verdadeiramente é, uma menina. A luta da pequena pelo direito de se vestir como menina foi uma das coisas mais emocionantes que assisti!

Coloco aqui os vídeos com a matéria e os convido a assistir tambem. A reportagem toda tem uns 35 minutos, mas se você não tiver tempo, assista pelo menos a primeira parte, o recado já tera sido dado! Para mim foi uma grande lição, daquelas que te fazem pensar para sempre. Assistam e depois me contem!

Primeira parte:  

Segunda parte:

Terceira parte:

Quem eu era… já não sou mais…

27 jan

O despertador tocou pela terceira vez.

“É hora”, pensou.

Levantou com um sorriso no rosto e os olhos marejados de emoção.

Foram anos, dias, meses vivendo ali.

Foram sonhos, segredos, risadas, gritos, conquistas, lágrimas, silêncios, decepções compartilhadas com as paredes.

Agora era a hora da nova trilha sonora.

Vestiu-se rapidamente, com precisão.

Calça, blusa, brinco, sapato. Passou perfume na tentativa de deixar ali seu cheiro por mais alguns dias. Como se sua existência estivesse sendo apagada aos poucos.

Pensou no quanto o seu mundo material fora restrito, como as paredes que a protegiam ali.

E como seu mundo real tinha se ampliado enormemente, como névoa que chega em dia frio. Como suspiro que traz a vida de volta.

Juntou os últimos objetos que ainda não estavam encaixotados.

Repetiu sua gratidão várias vezes, para si mesma, para o Universo, para aquele lugar.

A gratidão lhe mostrava a amplitude do que estava para acontecer.

E acalmava seu coração em meio às emoções do incerto.

No incerto tudo é possível.

E é pra lá que eu vou!

Grata!

Quer emagrecer? Ame-se e sinta!

25 jan

Acabo de ler o fantástico livro Women Food and God (Mulheres Comida e Deus em português, se não me engano), da autora Geneen Roth. O livro explica porque muitas vezes nos entregamos desesperados (as) aos potes de sorvete, barras de chocolate, garrafas de vinho ou pizzas de quinta categoria, e porque é tão difícil perder peso (e manter-se magro (a)) mesmo com dietas (que a autora, aliás, abomina e garante não funcionar). Eu adorei a leitura e indico para todos que usam comida (e outros vícios, como cigarro e álcool) em excesso (mesmo que às vezes)! E como sempre adoro perguntar: e você? Sabe qual é a sua relação com comida??

 Quem me conhece bem sabe que eu não bebo (e sou vista como um ET por muitos por conta disso), não fumo, não uso substâncias não liberadas pela Anvisa (ou seja, drogas), mas, caros amigos, eu assumo que, quando a coisa aperta, meu fraco é a comida! Adoro ter cookies como companheiras em semana de provas finais no meu Master, ou devorar chocolate quando estou me sentindo carente, ou cair de boca em um balde de pipoca na sexta à noite sozinha em casa! Sou humana minha gente e muitas vezes ponho o pé na jaca mesmo!!

No entanto, o pós por o pé na jaca não me agrada nem um pouco, assim como você não se sente bem depois de comer a caixa de Bis inteira em minutos… Então, por que agimos assim? De acordo com o livro, quando comemos muito mais do que o necessário (overeating aqui) ou comemos loucamente até achar que vamos explodir, ou comemos e depois vomitamos (bulimia), ou praticamente não comemos (anorexia), enfim, quando nossa relação com a comida não é saudável, algo muito mais profundo do que só “gostar demais de comer” está acontecendo.

A autora explica que isso acontece porque estamos completamente desconectados com nossa alma, com nossa espiritualidade. Além disso, as crises envolvendo comida (excessos ou restrições) são usadas para ignorar (ou não enfrentar, ou deixar de lado) algum problema ou situação que nos traz sentimentos e emoções conflitantes. Resumindo: comemos demais para fugir de algo que nos angustia. Simples, porém genial!!

Pára pra pensar: você come mais que o necessário quando está apaixonada (o)? Ou quando está em um emprego que ama e com uma vida social super animada? Não, correto?! Então está explicado meu povo: comemos para nos alienar de uma realidade que não nos agrada, seja ela uma pequena ansiedade pelo teste na faculdade, ou algo maior, como ter de lidar com a morte de um familiar muito querido.

O problema é que quando comemos a alienação nos oferece uma temporária sensação de tranquilidade que, na verdade, mantém nossos sentimentos e emoções escondidos e bem guardados. Só que, como emoção a gente tem de por pra fora (e sentir), logo logo ela tenta voltar. E é aí que voltamos a comer… E o circulo vicioso se reinicia. É como se fosse um mecanismo de defesa da nossa mente pra não ter de encarar a realidade! Só que com isso acumulamos não só o que estamos ignorando, como também a insatisfação em relação à nossa atitude de comer demais e aos quilinhos a mais que virão depois…

 O problema fica maior porque passamos a não nos admirar e cada vez que comemos é como se comprovássemos que não somos bons o suficiente! Profundo ein?! A autora nos ensina algumas técnicas para nos reconectarmos com nossa alma (que também é Deus), que carrega toda a tranquilidade e equilíbrio que necessitamos para não seguir usando a comida como entorpecente. E a primeira é: tã tã tã tã: Meditação! Ela recomenda todos os tipos possíveis, mas ensina uma interessante onde nos concentramos na nossa barriga e na nossa respiração! E só! Ou seja, deixe todos os outros 5 sentidos e pensamentos de lado e mantenha sua atenção na barriga.

 Outra técnica é a de sempre se questionar (pra quem perdeu vale ler meu primeiro post do ano sobre o assunto) quando você observar que está desesperada (o) pra comer algo (tipo um pote de doce de leite ou uma panela de brigadeiro). Ao invés de se jogar com tudo na comilança, pare por uns 15 a 20 minutos e se questione: 1) se você está realmente com fome e, 2) sobre o porquê dessa necessidade. Ao mesmo tempo, observe as reações e sensações do seu corpo! Para a autora, se reconectar com o corpo (sentir o corpo contra o local onde você está sentado, sentir a roupa na pele, sentir os músculos tensos ou relaxados) é uma questão fundamental para também se reconectar com sua alma e sua inteligência maior!

Reconectando-se com sua alma (ou Deus) você vai perceber, de acordo com ela (e eu concordo total), que tudo é uma questão de amar-se e aceitar-se profundamente e saber que o amor é sempre a solução! Inclusive para seus problemas! Quando nos amamos o bastante temos aquela fé inabalável de que tudo se resolverá da melhor maneira possível e que sempre sobreviveremos! Pronto! Para o post não ser ainda mais enorme eu paro por aqui! Fiz um resumo bem resumido, logo, se ficou curioso (a), compre o livro! Vale a pena! Beijo e Namastê!

Nota Oito

23 jan

Sentada há algumas horas sob o sol escandalosamente quente da praia nordestina, Ana se remexeu na cadeira, tentando encontrar uma posição em que sua barriga ficasse adequadamente esticada e sem dobras. Engordara dois quilos nas festas de fim de ano ( ela deduzia, pois não tinha coragem de subir na balança) e eles pareciam ter se alojado inteiramente nessa região adiposa de seu corpo. Deu um gole na cerveja gelada e disparou ao marido:

— Ei, me responda com 100% de sinceridade. Que nota você daria hoje para o meu corpo? É para falar a verdade, numa boa.

O marido a olhou com certo espanto, mas respondeu em menos de cinco segundos:

— Nota oito.

— Oito??!!!

Como assim oito? O que aconteceu com “a mulher mais gostosa que já conheceu?” Pô, oito é tão, tão, mediano. Sempre odiei tirar oito. Porcaria de nota sem graça, tão perto do sete.

 Percebendo a cara de decepção da esposa, tentou melhorar:

— Amor, você é uma mulher de 32 anos, com um filho, que nunca fez exercício na vida. Seu corpo está ótimo!

Quê? Esse complemento era uma tentativa de melhorar a situação?

Ela sabia que estava um pouco fora de forma. Realmente não praticava nenhuma atividade física com regularidade, com exceção da yoga, havia anos. E com o nascimento do filho se exercitar tinha se tornado um sonho ainda mais distante. Tentou disfarçar a frustração:

— E o que eu preciso melhorar? Perder a barriga e…

— Endurecer o resto.

 Filho-duma-puta. Como ele me fala isso, assim? Quem ele acha que é? Essa barriga de cerveja… Bom a barriga dele continua a mesma desde quando nos conhecemos, não posso reclamar. Mas ele não gerou um filho. Que ódio.

— E como é que você quer que eu faça exercício com um filho desse tamanho? Que horas, ein?

— Bom, se você quisesse mesmo podia substituir as aulas de yoga pela academia ué.

Respondeu com um beijinho, como quem encerra o assunto. Ana engoliu seco e alcançou a latinha de cerveja. Ao dar mais um gole, o  líquido desceu amargando a garganta.

 Putz, é isso. Cerveja. Eu nunca tomei tanta cerveja na vida. Vou parar de beber cerveja.  Devolveu a latinha com cara de nojo.

Que foi? Não quer mais?

— Er.. Não está descendo tão bem…

Tentou pensar em outra coisa, mas não conseguiu. Nota oito. Era terrível. Vou dar um jeito de entrar na academia. Talvez se eu fizer de manhã, tipo umas 7h. Vou ficar a mulher mais gostosa do mundo.

A verdade é que Ana odiava academia. Sempre desprezou secretamente as mulheres que passavam horas do dia levantando peso. Achava que isso as diminuía. Na realidade ela nunca precisara fazer exercício. Agora, invejava a disciplina das ratas de academia.

 Poxa, tem muita gente que elogia minha boa forma. Será que estão mentindo? Uma nota oito não geraria tantos elogios. Bom, mas essas pessoas não estão aqui agora me vendo de biquíni. Argh!

Enquanto brigava consigo mesma, uma mulher saiu do mar. Com aquele corpo perfeito, de fazer qualquer mulher querer cortar os pulsos. Seios firmes, talvez silicone. A barriga chapada e as pernas torneadas no limite perfeito da feminilidade. E a bunda? Virou a cabeça descaradamente para observar. Era redonda, firme e aparentemente desprovida de qualquer celulite. Era óbvio que o marido estava constatando a mesma coisa. Perguntou, entre dentes:

— Essa aí é nota dez ?

— Ah é né?

Ele respondeu, como se a pergunta tivesse sido tão óbvia quanto: “dois mais dois dá quatro?”

Ana não conteve o risinho sarcástico.  Essa aí passa o dia inteiro malhando. Não deve nem trabalhar. Queria ver ela casada e com filho. Preparava-se para fazer o comentário em voz alta, disfarçando o despeito, quando surgiu um bebê começando a andar, correndo em direção da mulher e dizendo:

— Mamãe. Mamãe.

Aquilo era demais! O que ela tinha feito para merecer tamanho castigo? Imediatamente vestiu sua camisa, juntou suas coisas, retomou a latinha de cerveja e se despediu do marido:

— Para mim, essa praia já deu hoje.

*Essa é uma obra de ficção. Entretanto, qualquer semelhança com a vida real pode ser mais do que uma mera coincidência.

Pega na mentira

20 jan

Quem tem boca vai à Roma, mas boca fechada não entra mosquito! Correto? Correto! Nada melhor do que saber a hora de falar e a hora de calar!!! Você sabe??? Eu tenho pensado muito sobre isso e tenho tentando usar minha consciência pra decidir se é melhor (ou não) dar uma opinião, revelar um segredo, me meter em uma conversa ou fazer uma fofoquinha básica!! Palavras são energia pura minha gente e usá-las requer grande responsabilidade!!

Estou exagerando? Bom, Jesus foi crucificado pelas palavras que falava quando pregava. Obama soltou o para sempre histórico “:Yes, we can”, quando ganhou a eleição aqui nos Estates e mudou completamente a história política do país. Não existe nada melhor do que escutar “Eu te amo” de quem amamos. Não existe quase nada pior do que ser ofendido com palavras. Então, palavras tem um grande poder de influência na sua vida e na vida das pessoas ao seu redor, em seus modos de agir, pensar… Logo, vamos ficar atentos ao que está saindo da nossa boca!!

Tive aulas fantásticas sobre a melhor forma de nos comunicarmos e nos relacionarmos no Chopra Center e meus professores sempre nos ensinaram a fazer as seguintes perguntas antes de falar algo: é realmente importante/relevante? É verdade? É positivo? Vai ajudar a pessoa para quem quero falar? Vai proporcionar reações positivas? Seria apenas um julgamento meu (e, logo, desnecessário de ser verbalizado)? Eu falarei em um tom correto e eu estarei ajudando a outra pessoa? Se fizermos todas essas perguntas antes de falar, certamente nossa falação se reduzirá a cerca de 30% do que falamos geralmente!! Muito doido né!!

O positivo é que, reduzindo nossa comunicação ao que realmente é relevante e positivo (claro que sem exageros, pois somos humanos!), estaremos guardando nossa energia para coisas mais produtivas e estaremos ajudando o mundo a ser um lugar melhor!! Evitaremos discussões, brigas e aborrecimentos (quantas vezes você provoca seu marido/esposa, namorado/namorada, mãe, pai, irmão, por dia? Mesmo sabendo que vai ter de enfrentar uma briguinha depois por nada??). Estaremos dando o que temos de melhor: nossos pensamentos e palavras positivas! E receberemos de volta caros leitores!! Então, vamos tentar por um dia? Me conta depois como foi!!! Beijo e Namastê!

2011: o ano para descobrir quem você é!

15 jan

 

Feliz 2011 caro leitor! Mais uma vez, peço desculpas pela ausência aqui no Três Nortes! Sai de férias e depois uma gripe me proporcionou tirar férias das férias!! Mas já estou melhorando! Então, e os planos para 2011? Você é daquele (a) que faz lista de intenções, promessa pra santo, carrega semente de uva ou romã na carteira e tudo mais? Bom, a intenção é sempre muito importante e forte, mas, sem plano de ação, e ação efetiva, não vale muito não!!! Eu defini minhas metas e ações para 2011 e a principal dela é: saber quem eu realmente sou e o porquê das minhas ações, pensamentos e emoções! E você? Sabe quem você realmente é?

 Quando eu digo saber quem você é, eu estou indo bem mais à fundo do que “eu sou Fulano (a) de Tal, que mora em tal cidade, casado (a) com Fulana (o), trabalho na empresa XYZ e fiz faculdade na Universidade Blá Blá Blá”. O que eu quero dizer é: você está consciente de cada ação, conversa e escolha que você faz? Você sabe o que te deixa nervoso (a), frustrado (a), alegre, excitado (a), em detalhes? Você sabe porque algumas vezes reage de certa maneira e se arrepende depois? Você pára para se analisar? Você pára para pensar na maneira que você trata os outros ou que você encara os outros, ou como você encara a vida? Você sabe o como voltar ao equilíbrio? Você sabe o que se passa no mundão doido da sua mente? É um trabalho profundo de auto-percepção!

 Como iniciar essa jornada? Fácil! Comece observando o que as pessoas te falam. Nas minhas férias eu tive vários diálogos importantes, que me mostraram várias consequências das minhas escolhas e como eu influencio o meu ambiente. Outra boa forma é observando seus sentimentos e emoções. Quando estiver em uma situação complicada, ou muito feliz, pergunte-se a si mesmo: Como eu me sinto agora? E vai catalogando…

Ah! Agora, observar seus próprios pensamentos é a melhor maneira de descobrir quem você é!! Observe se eles são mais positivos ou negativos, se eles são auto-punitivos, se são flexíveis, contentes, repetitivos, inovadores… Observe também cada frase que você fala. Quando estiver conversando com alguém, observe-se falando como se você estivesse fora de você… Depois, reavalie porque você escolheu certa palavra, ou expressão…  É divertido e traz muitos insights!

Eu já comecei minha caminhada! Claro que é desafiador se observar 24 horas por dia, mas, quanto mais praticar, mais consciência você ganha!! E esses são caminhos fantásticos para o auto-conhecimento e que nos mostram o que precisamos mudar pra melhorar! Muitas vezes mostram que nossas ações e pensamentos nem nos pertencem… Vieram de nossa escola, família ou religião… Por mais duro que possa ser se conhecer, também é maravilhoso, libertador e transformador, pois só mergulhando profundamente no nosso ser podemos nos reinventar e mudar aquilo que não tem sido positivo na nossa vida ou no nosso modo de ser! Espero que você se una a mim nessa jornada e que dela você renasça ainda mais forte e feliz! Beijos e Namastê!

Vale a pena ouvir de novo

9 jan

Há três semanas ouvindo sem parar o cd da Joss Stone, resolvi dar uma folga pra inglesinha e percorri meu ITunes em busca de algo pra ouvir por mais umas três semanas seguidas. Porque eu sou assim, amo um cd e fico nele por dias e dias, até meio que decorar todas as músicas, enjoar e depois encostar o disco por uns meses. ( Não, isso não quer dizer nada sobre mim tá?)

Enfim, tirei o Marc Ford do castigo. Ano passado passei uns dois meses obcecada e decorando as músicas. Cheguei a postar aqui sobre ele [  https://tresnortes.wordpress.com/?s=marc+ford ]. E resolvi me repetir, porque o cara é MUITO bom. E olha, eu não entendo porra alguma de música. Mas se eu entendesse, diria que ele toca guitarra como poucos. Mas não entendo, então deixo para quem entende me dizer.

Infelizmente Ford não é muito conhecido, então é dificílimo achar vídeos de boa qualidade no You Tube.  Por conta disso, perdi horas buscando alguma coisa com qualidade decente, acabei encontrando tanta coisa  legal – e sem qualidade- que fiquei muito indecisa sobre o que  postar. Optei por ficar com o que realmente conheço e sei de cor.

Excepcionalmente vou colocar dois vídeos então, um com a música que gosto mais, entretanto a qualidade do vídeo deixa a desejar. A versão do cd Weary and Wired é bem mais legal e vale a pena um download. The Other Side.

O segundo e com melhor qualidade. Currents.

Renascer

7 jan

(escrevi em 2007, mas me parece perfeito para esse momento!)

Vem agora vida minha
E abre minhas asas como se o sopro fosse o último
E diga que os anos não nos separaram

Venha vida minha vida
Que o sol brilha lá fora
E mostra que tudo vale
Vale o riso
Vale o pranto
Vale o silêncio
Vale cada sim
E cada não

Vale a escolha
Vale a escola da vida
Vale esse momento só meu
Só nosso

Me namora
Me toma como tua
Que meu suspiro seja seu
Que seja meu seu suspiro

Que a música toque incessantemente
Como se nunca tivesse tocado

Que esse canto que descubro
Se abra em um mundo
Mundo meu
Mundo seu
Vida
Que seja o respiro profundo
Que seja o aroma do nascimento
Que seja o sorriso aberto
Vida minha
Minha vida

Que a dança não pare nunca
Que os rodopios façam-nos
Perder o tempo
Perder o medo
Perder o que não nos pertence mais

Que o chão seja o mesmo
E a melodia sempre bela
Vida minha
Minha vida

O mundo pós-aniversário

4 jan

Tenho lido bastante nos últimos tempos (tentando ficar mais horas longe da net) e gosto de compartilhar aqui os livros que realmente valem a pena. Tempos atrás uma amiga me indicou o livro Mundo pós-aniversário, de Lionel Shriver. Levei 5 noites para terminar de ler, ou seja, devorei.

A trama é a seguinte: Um casal de americanos radicado em Londres, Irina e Lawrence, mantém um relacionamento sólido há nove anos. Até que Irina sente-se inesperadamente atraída por outro homem e se vê diante de uma situação em que precisa escolher se vai em frente e o beija ou se se mantém firme e escapa. O velho paradoxo entre nossas necessidades de segurança no amor e de paixão ardente.

A partir daí a autora desdobra a história em duas. Uma em que Irina trai o parceiro. E a outra em que se mantém fiel. Assim como na vida real, fica muito claro como uma única – e às vezes pequena- escolha pode mudar completamente o rumo da vida de várias pessoas. E a forma com que Shriver conduz a narrativa é muito bem-sucedida e inteligente, relatando as mesmas situações de modo completamente diferente em cada história .

O estilo literário não é exatamente o meu favorito, é um pouco erudito e detalhista para o meu gosto, que prefere livros escritos como se fossem falados. Mas nada que comprometa a diversão. Entretanto, o livro não é divertido. Tampouco é dramático. É uma história que leva obrigatoriamente à reflexão sobre a natureza do amor e da infidelidade.

E vale tanto para homens quanto para mulheres. O retrato psicológico que ela faz das personagens é de uma riqueza impressionante e de uma honestidade cáustica. Impossível não se identificar com algum deles em algum momento ( ou o tempo todo).

De certa forma é uma crítica aos rarefeitos relacionamentos contemporâneos e à forma como nós, adultos, podemos ser infantis em nossas relações amorosas.  Acho que nunca tinha lido algo que caracterizasse tão bem o ser humano.

Ao fim, analisando o rumo que tomaram as duas vidas paralelas, cheguei à conclusão que a vida é realmente feita de escolhas, mas nem sempre somos nós que a fazemos!

Fica a dica!

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