Meu eu secreto

28 jan

Da para dizer que ela não é uma menina?

Eu gosto de pensar que não tenho preconceitos, pelo menos conscientemente. Porque se tem uma coisa que me incomoda nessa vida é gente preconceituosa. Obvio que não sou perfeita e muitas vezes me pego fazendo julgamentos apressados de pessoas que mal conheço ( e das que conheço também), entretanto tenho lutado contra isso imensamente. É meu objetivo pessoal parar de julgar os outros. Mas estou aqui falando do preconceito de cor, raça, religião e orientação sexual. Esse eu posso afirmar que não tenho.

Como a maioria das pessoas deve saber, o BBB deste ano teve em seu casting uma transexual, a Ariadna. *(Sim, eu assisto BBB. Adoro. Não vejo diferença alguma entre acompanhar um reality show e acompanhar o Brasileirão. Também não há cultura alguma em ver 22 marmanjos suados correndo atrás duma bola. Então me deixe com o meu lazer e não falamos mais nisso ok?)

E como já era de se esperar ela foi eliminada na primeira semana. Isso me incomodou para caramba, mas confesso que eu nunca entendi muito bem esse lance de transexualidade. Então resolvi me informar melhor sobre o assunto. E acabei descobrindo uma matéria maravilhosa da Barbara Walters sobre crianças transgêneras, chamada Meu Eu Secreto.

Como mãe, eu entendi perfeitamente o dilema das mães da reportagem e tiro o meu chapéu para a sensibilidade com que algumas delas lidaram com a situação. Depois de assistir, ninguém em sã consciência pode continuar chamando os transexuais de pervertidos e nojentos, como já vi muitos fazerem por aí. Fica evidente que os transgêneros nasceram com um transtorno (não há consenso se pode ser considerados “doentes”) e não escolhem simplesmente que querem ser de outro sexo por capricho ou perversão.  O transtorno? “ Nascer em um corpo de homem com cérebro e alma de mulher” , foi assim que Jazz , de seis anos, descreveu sua situação.   Jazz nasceu menino, mas desde os dois anos de idade pedia aos pais que a deixassem ser quem verdadeiramente é, uma menina. A luta da pequena pelo direito de se vestir como menina foi uma das coisas mais emocionantes que assisti!

Coloco aqui os vídeos com a matéria e os convido a assistir tambem. A reportagem toda tem uns 35 minutos, mas se você não tiver tempo, assista pelo menos a primeira parte, o recado já tera sido dado! Para mim foi uma grande lição, daquelas que te fazem pensar para sempre. Assistam e depois me contem!

Primeira parte:  

Segunda parte:

Terceira parte:

Anúncios

13 Respostas to “Meu eu secreto”

  1. Roberta Barbosa 28 de janeiro de 2011 às 2:28 pm #

    Fá, obrigada por postar estes vídeos e principalmente por tocar em um assunto importante como este. O dia de hoje deixou de ser “somente mais um dia” pra mim… de alguma forma, cresci com isso. Beijo.

    • Fabi Marques 28 de janeiro de 2011 às 2:31 pm #

      Foi exatamente assim q me senti Ro! E quis compartilhar com vcs!

      Enviado via iPhone

  2. Lívia Stábile 28 de janeiro de 2011 às 2:32 pm #

    Nossa amiga, estou super emocionada com a matéria! Tão lindo! Adorei seu post! Posso sentir o desafio e a dor dessas crianças… Muito forte!! Obrigada por nos trazer consciência sobre essa realidade! E abrir nossos corações!! Que cada um tenha a liberdade para ser o que é!!! Beijossss

  3. msilvinha 28 de janeiro de 2011 às 2:48 pm #

    Só tenho a admirar pais que têm a coragem de enfrentar coisas assim e aceitar os filhos pelo que realmente são.

    Outro dia assisti uma entrevista de uma mãe que escreveu um livro “My Princess Boy, a tale of acceptance”. Embora tenha recebido reações muito negativas aqui nos EUA, acho que todos temos a aprender com esse tipo de coisa, ao invés de simplesmente colocar o chapéu do julgamento e apontar os pais como péssimos, o indivíduo (criança ou não) como pervertido, etc… Afinal, é mais fácil ser preconceituoso. :/

  4. Flavia 28 de janeiro de 2011 às 3:43 pm #

    Pois é, meninas, ouvi essa definição de transsexualidade (cérebro de um gênero no corpo de outro) numa aula de Medicina Legal no 5º ano de Direito. É tão mais simples de entender do que parece, não? Isso para dizer que preconceito quase sempre está ligado a falta de informação, ignorância… Por isso acho que temos mais é que ir atrás das explicações de que necessitamos para entender e saber se relacionar com as coisas do mundo. Sem nunca deixar de respeitá-las, claro. Parabéns pela iniciativa, Fá! Beijos pra vc e pra Li 🙂

  5. Bruno Imbroisi 28 de janeiro de 2011 às 8:00 pm #

    “…Fica evidente que os transgêneros são doentes. A doença?…

    Na minha opiniao, nao existe doença.
    O que existe é uma questão biologica:
    Apenas biodiversidade…

    • Fabi Marques 28 de janeiro de 2011 às 8:29 pm #

      Talvez a palavra doenca tenha um sentido pejorativo. O q quis dizer é justamente algo biologico e não uma escolha…

  6. Lívia Komar 29 de janeiro de 2011 às 6:30 pm #

    Fabi, maravilhoso. Mais gente tinha que asssistir isso.
    Eu não vejo BBB por uma questão de gosto, não estou acompanhando a casa, mas vi na Época q ela foi a primeira eliminada e me acendeu uma luzinha: preconceito, talvez?
    Penso que pessoas “diferentes” como essas vêm ao mundo para nos ensinar tolerância. Um dia, se Deus quiser, chegaremos lá.
    Que Deus abençoe e dê forças para essas pessoas e suas famílias continuarem lutando!

  7. lu trevejo 16 de fevereiro de 2011 às 9:08 am #

    Comovente os vídeos.
    Comovente tambem esse blog.
    Bom, né, quando encontramos coisas de qualidade.
    Cheguei aqui através do Blog da Livia Komar e adorei!
    Estou seguindo vcs, ok, meninas?
    Bjosss

  8. monica 20 de fevereiro de 2012 às 5:36 pm #

    Olá, sou brasileira e tenho um filho de 4 anos que há 2 anos vive como menina,pois descobri que ele é transgenero gracas ao documentario.

    • Bel 21 de fevereiro de 2012 às 10:43 pm #

      Parabéns pela sensibilidade Monica e muita luz na jornada de vcs!!

    • Fabi marques 7 de abril de 2013 às 11:05 pm #

      Parabéns por apoia-la nesse momento!

  9. Sônia Maria Duarte 26 de janeiro de 2014 às 1:51 am #

    Fiquei emocionada em ver estes vídeos. Seria tão gratificante se mais pessoas pudessem ter acessos a esses fatos e que fossem divulgados pela mídia.
    Tenho certeza, que muitas coisas irão mudar para estes pais e filhos que estão vivendo esse drama.
    Parabéns pela matéria!!!
    Sônia Maria Duarte- Curitiba Paraná

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: