Arquivo | abril, 2011

Somos todas princesas!

29 abr

 William e a agora princesa Catherine acenam após seu casamento

Eu reconheço: essa manhã, ao invés de acordar e pular para minha meditação, eu primeiro acordei e pulei pra frente da televisão para conferir o casamento dos novos queridinhos da monarquia inglesa: Kate e William! No entanto, parei pra pensar por que é tão importante pra mim e para todos acompanhar o tal do casório (minha cunhada até tentou me dissuadir a ir pra casa dela as 5 da manhã, prometendo fazer deliciosos quitutes pro café da manhã!!)? A resposta veio rapidinho: no fundo, todos queremos ser príncipes e princesas! E você? Concorda comigo?

A idéia de fazer parte da monarquia nos traz muitas ilusões: não se preocupar com dinheiro (acho que essa não é uma ilusão… ai que delícia), morar em palácios lindos, estar rodeado de luxos, estar rodeado de amigos e gente que puxa seu saco o tempo todo, viajar loucamente, estar sempre mega bem vestida (o), etc, etc… Mas, será que isso tudo traz felicidade? Todo mundo conferiu, por anos, a infelicidade visível da princesa Diana. Ela disse a verdade pelo olhar: esse glamour todo minha gente, isso tudo aqui, é uma ilusão… Sorry to disapoint you all, mas é uma ilusão!

O que vocês acham? Eu concordo parcialmente com ela. Mas também acho que, como ela não era uma nobre antes, pode ser que ela tenha tido altas expectativas sobre a vida na monarquia e descobriu que, no final, as pessoas são normais, os problemas são normais (traição do marido, solidão dela…). Só que, ao invés de sofrer em um apartamento de dois quartos e três banheiros, você sofre em um palácio de 35 quartos e 37 banheiros! Felizmente, Diana encontrou a felicidade dela em algo bem mais simples, porém bem mais grandioso: ajudar quem precisava, realizando dezenas (ou centenas, não sei) de trabalhos solidários! Era em suas viagens para África e outros países carentes, onde ela podia literalmente fazer diferença, que ela mostrava sua força, sua realeza e seu contentamento.

 Eu achei o casório de hoje bem lindo. Os noivos parecem saídos de uma história da Disney: lindos, inteligentes e sorridentes. Desejo o melhor do mundo a eles. Espero que ambos, com sua juventude e educação “up-to-date”, possam realmente mostrar um lado mais humano e compassivo da realeza inglesa… Que possam usar suas vozes para trazer melhorias para aqueles que não vivem em casas com 35 quartos ou com 2 quartos. Para aqueles que nem quarto tem… Que o DNA de Diana, que faz parte de William, seja forte o bastante e inspire o casal a ter um papel ativo e solidário, levando adiante aquilo que Diana começou. Porque a nobreza está mesmo em querer que todos possam ter uma vida digna e confortável! Logo, você também tem uma princesa ou um príncipe dentro de você! Pra acordá-los? AJUDE, sirva, sem esperar nada em retorno!! Que o casamento também os inspire! Beijo no coração princesas e príncipes e Namastê!

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Bono e Seu Jorge

18 abr

Depois de um longo e tenebroso inverno finalmente consegui me redimir da cagada que fiz , como narrei aqui (https://tresnortes.wordpress.com/2011/02/11/fim-do-castigo/ ).  Agora posso dizer que fui a um show do U2. O que, na minha opinião, todo mundo deveria fazer ao menos uma vez na vida. E acho que o fiz na hora certa. Há 13 anos eu não gostava tanto deles como agora e o meu cd favorito nem tinha sido lançado.

Foi, sem sobra de dúvidas, o melhor show quevi até hoje e acho muito difícil  que eu veja outra coisa do mesmo nível novamente ( não que não vá exisitir, eu que não devo ir). Fiquei alucinada com a estrutura do megaevento. Fui preparada para caos e sufoco ( como o do show do Rolling Stones na praia de Copacabana, no qual senti medo de morrer pisoteada ou de me perder do meu marido para sempre), mas fui surpreendida da melhor forma possível. Nota dez para a organização. Foi tranquilo beber, comer, ir ao banheiro. Deu até para sentar no chão da pista. Coisa de primeira mesmo.

A abertura do show foi feita pelo grupo inglês Muse, que já me tinha sido indicado pelo meu co-cunhado André. E apesar da ansiedade pra que eles terminassem logo, curti bastante o som da banda e já baixei algumas músicas. Os minutos que separaram o fim do show deles do início da apesentação do U2 foram os mais longos da minha vida. E não vou encontrar adjetivos para descrever a minha emoção ao ouvir os primeiros acordes de “Even Better than the Real Thing”.  Nunca pulei tão alto na vida. Eu não posso dizer que sou fã de carteirinha do U2, porque não sei detalhes da história deles e nem tenho todos os cds. Mas deve ser a banda que gosto há mais tempo na vida e ir ao show de uma banda que você conhece as letras de praticamente todas as músicas é uma emoção nova para mim.

A pista é sem dúvida muito mais adrenalina que a arquibancada. Entra todo mundo numa mesma vibração ( odeio essa palavra, mas é a que melhor descreve), contagiante. 90 mil pessoas cantando e dançando juntas. O bom é que dava para dar umas escapadinhas para as laterais e respirar um pouco mais tranquila. A estrutura do palco chamava quase tanta atenção quanto o Bono. Sério, coisa linda de ver. Só senti falta mesmo dele tocar minha música favorita, Stuck in a Moment. Mas ok, não se pode ter tudo.

Fiquei com um pouco de preguiça das mensagens de protesto e vamos salvar o mundo veiculadas durante o show. Mas o Bono tem esse lado politcamento correto, defensor do mundo blá-blá-blá. Melhor ser assim do que sair destruindo quartos de hotel né ( ou não, vai saber). O fato é que, gostem dele ou não, o cara tem um carisma imensurável e mesmo sendo tão pequeno e não tendo uma voz superpoderosa, vira um gigante no palco.

Se pra mim já tava tudo perfeito, eis que o Seu Jorge aparece pra dar uma canja. Soube que era ele porque além de conhecer aquele vozeirão, conheço a cara dele. Porque se dependesse do nome que o Bono anunciou, podia aparecer a Xuxa ali. Será tão difícil assim pronunciar SEU Jorge?

E já estava bem feliz de vê-lo tocar, pois nunca tinha visto ele fazendo isso ao vivo. E não é que depois, no meio do show, ele passa do meu lado? Do meu lado mesmo, tipo ombro com ombro. Resisti ao impulso de correr atrás dele como ja fiz uma vez de e contei aqui ( https://tresnortes.wordpress.com/2010/11/12/i-am-what-i-am/), entretanto fiquei novamente em estado de idiotice aguda, e cutuquei-o dizendo: Aêee Seu Jorge. ( Aê Seu Jorge? Jura? A única coisa que te vem a mente quando está em frente ao seu ídolo é dizer aê?). Pelo menos ele me devolveu um sorriso lindo, e sumiu na multidão. Sinceramente ninguém mais percebeu que era ele. Nem meu marido que tava colado em mim, mas era, eu juro.

Falando no meu marido… Ele tem um histórico de ir embora de shows antes de tocar a última música. É uma tradição bizarra. Ele entra em pânico ao imaginar todas as milhares de pessoas querendo sair ao mesmo tempo e sempre me arrasta uns minutos antes do fim. Dessa vez não poderia ter sido diferente. Esperei tocar One e fui embora, mas dessa vez eu era a pessoa mais feliz do mundo.

Um pedacinho do dueto ( gravado muito mal e porcamente por mim) aqui:  

Tchau, preguiça.

11 abr

Até os 18 anos eu fiz um pouco de tudo. De ballet clássico a capoeira. Não era uma esportista, mas era fisicamente ativa. Até que mudei para São Paulo e entrei na faculdade. Desde então jamais consegui fazer qualquer atividade física por mais de três meses. Então posso dizer, sem nenhum orgulho, que há 15 anos sou uma pessoa sedentária ( yoga não conta como atividade física né?).

Fiquei bem assustada quando parei pra fazer essas contas. É praticamente metade da minha vida! Muita coisa né? Em 2008 eu encanei que queria ter o corpo da Flávia Alessandra naquela novela que ela fazia pole dance. Me matriculei na melhor academia, com personal e tudo. E levei a sério. Mas no terceiro mês engravidei. E aí… Foi a melhor desculpa que poderia ter encontrado.

A verdade é que  a natureza foi generosa comigo e (quase) sempre fui magra sem esforço, o que estimulou a preguiça. Mas… a idade bate, o espelho não mente e se até o meu marido começou a me dar nota 8 ( ao invés de 10 com louvor) acho que passou da hora de tomar a tal da vergonha na cara. Isto decidido, parti para eliminação:

 Academia : nem morta.

Correr: só se for atrás do Gael.

Natação: legal, mas destrói meu cabelo.

Esportes coletivos: um pouco tarde pra começar.

Tênis: tédio.

Pilates:  Madonna… Corpão… Alongamento! 

Lá vou eu para mais essa empreitada. Na primeira aula cheguei um pouco atrasada. Todas as senhoras já estavam deitadas no chão. Faixa etária das minhas colegas 50, 60 anos. Ok, sem preconceitos. A professora não fez muita questão de socializar e me deixou descobrir sozinha onde sentar, onde encontrar os elásticos, pesos e bolas. Ok, não sou mesmo muito social. Mas sou meio descoordenada pra exercícios, pelo menos nas primeiras aulas. Não consigo só ouvir as instruções, preciso ver. E essa professora é gringa. Primeiramente achei que ela estivesse falando português de Portugal. Mas não, era português com espanhol. E não dava para entender nada. E olha que  hablo español. Mas aquilo era uma língua à parte. Enfim, precisei ficar com a cabeça levantada o tempo todo acompanhando as instruções visualmente e copiando as tiazinhas.

Nos exercícios mais complicados, enquanto eu bufava e me contorcia de dor, minhas colegas sorriam para mim, condescendentes. E a professora só se aproximava de mim para corrigir minha postura, brusca. O que me deixava em pânico, já que ela sempre me dizia algo que eu não conseguia entender e consequentemente não executava.  Passei uma hora tensa, saí da aula moída, suada e surpreendentemente satisfeita. 

Eu adorei pilates. Faço yoga há três anos e encontrei diversas similaridades entre as duas práticas. Apesar das dificuldades iniciais, não vi o tempo passar ( tem coisa mais insuportável que ficar olhando de 5 em 5 minutos para o relógio para a aula acabar?) e senti meu corpo todo trabalhado. Resumindo, acho que encontrei finalmente a atividade que combina comigo! E estou aqui assumindo um compromisso público de me exercitar por mais de três meses.

Que Deus me ajude! Tchau preguiça!

O poder do amor e das amizades

7 abr

Sumi novamente. Peço desculpas, novamente!

Meu irmão se casou sábado passado e a festança durou três dias. Amigos e parentes vieram do Brasil e de outros países e estados e minha atenção ficou totalmente voltada para eles. Espero que vocês entendam! Como ainda estou mergulhada nos acontecimentos dos últimos dias, resolvi escrever exatamente sobre amor e amigos. Por que? Porque sinto que um está totalmente conectado ao outro e os dois são essenciais, atenção, ESSENCIAIS, para nosso equilíbrio mental e espiritual!

 O casório foi uma das cerimônias mais lindas que já vi por dois motivos: 1) foi uma enxurrada de amor entre as duas famílias (a da noiva e a do noivo) que se dão muito bem; e também uma enxurrada de amor das duas famílias para os noivos. 2) foi uma enxurrada de amigos e amigas que participaram oferecendo e celebrando o amor com o casal. Estávamos todos em um campo de alta energia, muita vibração positiva. Pude observar que, quanto mais reunimos essas vibrações, mais elas se multiplicam. Quanto mais pensamos, agimos e falamos sobre amor, amizade e outras qualidades positivas, mais elas crescem! E assim foi durante todo o final de semana.

Claro que existiram alguns pequenos estresses básicos de organização, mas nada…, nada que nos tirasse de um constante sentimento de união e alegria. Comemos muito, rimos muito, dançamos muito, abraçamos e beijamos muito, celebramos a vida. Eu pude ver nos olhos do meu irmão e da mulher dele o quanto eles esperaram por esse momento, não só para eles dois, mas também para dividí-los com amigos e parentes queridos.

 A aceitação mutua entre todos era tanta que muitos baixaram a guarda (inconsciente) do ego e vi momentos históricos, como um senhor muito especial perdendo a vergonha de falar em inglês, ou outro moço muito especial dançando loucamente (apesar de morrer de vergonha de dançar). Os americanos amaram os latinos (atenção, nós estamos entre os latinos!). Os latinos amaram os americanos. Colômbia (cultura da noiva), Brasil e EUA se juntaram em um só coro! O importante era estar ali e ser feliz!

E você? Tem esse suporte de carinho e amor e, mais importante, oferece aos seus amigos e familiares esse amor e aceitação? Convido-o (a) a refletir profundamente e avaliar se você tem aceitado incondicionalmente os que ama, começando por você. Ou você é daquele que quer mudar o mundo e acha que seu jeito de ser é sempre o certo? Deixo a pergunta no ar! Sinta-se à vontade para dividir seus pensamentos! Beijo no coração e Namastê!

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