Arquivo | maio, 2011

E se o mundo acabasse amanhã?

27 maio

Eu gostaria de ser uma daquelas pessoas bem evoluídas que podem dizer que não se arrependem das coisas que fizeram e sim das que não fizeram. Mas não. Eu sou da categoria que tem  uma lista razoável de arrependimentos, e muitos deles de coisas que já fiz. C’est la vie.

Mas já que o tema em voga é o (não) fim do mundo, decidi fazer uma listinha das coisas que ficarei arrasada por ainda não ter feito se ele, de fato, acabar agora. A ideia não é original. Um site  engraçadíssimo ( de tão trash), o NaoSalvo.com.br fez algo parecido e muito engraçado aqui http://www.naosalvo.com.br/vc/o-fim-do-mundo-chegou-e-eu-nunca/ .

Minha pretensão não é ser engraçada. Aliás, eu não tenho pretensão alguma aqui, o que pode até ser um problema. Mas tá bom para uma sexta-feira fria e totalmente sem inspiração.

Então vamos lá. Se o mundo acabar amanhã vou ficar P da vida porque:

– Das três coisas que a sabedoria popular diz serem necessárias na vida de uma pessoa ( escrever um livro, plantar uma árvore e fazer um filho) só fiz uma!

– Não fui à Índia

– Não aprendi a tocar violão

– Não aprendi a falar francês

– Não revelei as fotos do Gael ( gente, o menino tem dois anos e nenhum álbum, me socorram)

– Não comecei aquele trabalho voluntário

-Não tenho casa própria

– Não morei em Nova York

– Não comprei uma pousada no Nordeste

– Não me desculpei pessoalmente com os pais da Graziela ( isso é assunto para outro post)

– Ainda não ouvi meu filho falar ” mamãe eu te amo” ( ele fala mamãe  eu pi ano, é quase a mesma coisa né?)

– Não dancei o último tango em Paris

– Não fiz minha terceira tatuagem

– Não pintei o cabelo de vermelho ( pra alegria do meu marido)

– Não li Em Busca do Tempo Perdido  ( aliás, não li 1/3 dos livros que gostaria de ter lido)

– Não vi o Brasil virar o país do presente ( ao invés do eterno país do futuro)

– Não tive uma experiência espiritual transcendental

Quem tem medo de 2012?

25 maio

Ninguém sabe o que realmente vai acontecer, mas todo mundo tem uma pulga atrás da orelha quando pensa em 2012. Livros, filmes, palestras, teorias das mais variadas, tudo que se pode imaginar já foi dito, mas no fundo, no fundo, não temos idéia do que vai, ou não, rolar. Eu tenho a minha teoria, claro, que é bem menos catastrófica que a versão hollywoodiana, mas não menos profunda no sentido da espiritualidade. Sinto (literalmente) que estamos chegando em um momento crítico da humanidade onde teremos de reaprender a viver, teremos de reaprender a ser. Parece papo de doido? Então siga lendo!

De acordo com textos Hindus, estamos passando pela Era de Kali (Kali Yuga) o que, sendo bem superficial, significa que estamos passando por um era de desonestidade, desrespeito em relação ao outro e à natureza, crimes, violência, sexualidade exacerbada (tudo a ver com nossa realidade), etc. De acordo com as escrituras, essa era tem 432 mil anos, dos quais já vivemos 5 mil. Mas, muita calma nessa hora! Não se desespere ainda. Os textos Hindus também falam que após Kali Yuga viveremos Satya Yuga (Satya em Sânscrito significa verdade absoluta), quando nos reconectaremos como nosso verdadeiro eu e com toda a nossa potencialidade e atributos positivos e divinos.

O bom dessa história toda é que, ainda segundo os textos, uma Yuga (era ou tempo) pode começar dentro de outra e, se alinharmos os dizeres Hindus com o que dizem os textos Maias, Satya Yuga está se aproximando da nossa existência de maneira muuuuito mais rápida do que os 432 mil anos (até porque vamos combinar que tudo hoje em dia está acontecendo em alta velocidade). Isso significa que estamos tendo a oportunidade de nos desenvolver e alcançar um nível existencial e espiritual nunca alcançado antes.

Se você, de repente, decidiu começar a frequentar uma religião, ou fazer terapia, ou se matriculou na yoga, ou quer ir em um retiro espiritual: parabéns!! Você está escutando a vontade do seu eu superior de estar preparado para a Satya Yuga. O planeta está em um momento de intensa transformação. A natureza e seus desastres são a mensagem mais clara disso. Eu não acredito no fim do mundo, não acredito em Apocalipse, mas acredito que chegaremos em um momento de separação mais clara da humanidade. De um lado estarão aqueles que querem evoluir espiritualmente, fazer o bem para toda a sua comunidade, abrir mão da competição e do poder cego, tratar o planeta como uma parte de si, buscar o contentamento desapegado de bens ou títulos.

Do outro lado estarão aqueles que querem seguir suas vidas material confortavelmente, tentando sempre tirar vantagem dos outros, buscando sempre mostrar que são melhores que os outros, não respeitando a natureza (Hello pra você que não recicla – estamos no século XXI e não mata ninguém usar 5 minutos por dia pra reciclar seu lixo. Quando estivermos todos morando em um lixão a céu aberto vou te ligar pra agradecer sua contribuição), tendo medo de perder a ilusória segurança (e bens) que tem. Os do grupo do parágrafo de cima vão trabalhar em prol dessa nova era (e já estão trabalhando) e conseguirão ter e manter uma paz interna real e reconfortante. Os desse parágrafo seguirão ansiosos, cardíacos, depressivos, rancorosos…

Trágico demais? Pode ser. Mas é nisso que acredito. Acredito que o planeta está se polarizando, está se tornando ainda mais dicotômico. Também acredito que chegará o  momento (pode levar centenas de anos, ou não) em que essa realidade não mais aguentará ser dual e, de alguma forma (que não tenho idéia de qual será), ela se tornará única… Será o momento em que saberemos que somos todos um. O momento em que viveremos a famosa unidade com Deus, com o cosmos, com o Universo, ou o que quer que seja que você quer chamar!

Tudo isso pode parecer papo de maluco e se você acha que eu sou maluca: ótimo! A vida já está lotada de gente normal!!! Mas fica aqui o recado: observe sua vida, veja o que você pode melhorar para o bem de todos (não só o seu), siga sua intuição (mesmo que ela te diga algo que parece brega, estranho ou ridículo), siga os recados das “coincidências” que a vida te dá. Acima de tudo, siga seu coração e faça o seu melhor! Fazendo o seu melhor, pode chegar 2012, pode chegar o dia do juízo final ou o que quer que seja: quem faz o bem recebe o bem! E essa é a lei Universal inabalável!! Beijo no seu coração e Namastê!

Quem vê cara não vê coração

20 maio

 

“Quem vê cara não vê coração”. “As aparências enganam”. “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento” (essa é em sua homenagem mãe!). E por aí vai… A questão é: muitas vezes julgamos os outros pela aparência (idade, cor, altura, peso, nacionalidade, roupas, cabelo, unhas…), e isso, caro leitor, é um dos maiores erros que cometemos. Quem você é, quem eu sou, quem seu vizinho cabeludo é – está muuuuito além da aparência física e quando deixamos nossos pré-julgamentos de lado conseguimos nos conectar com o outro em um nível muito mais genuíno, positivo e construtivo.

Explico a idéia desse post. Minhas aulas de verão começaram aqui nos EU e, ao entrar na sala, me deparo com um senhor entre seus 70/75 anos, bem com cara de Avô fofo da novela das nove. Todos cochichavam entre si “Esse aí é o professor??”, chocados e já prevendo que as próximas 7 semanas de aula seriam as mais tediosas de toda a história da humanidade. Porém, contudo, entretanto, o Dr. Quintar (que tem até pós-doutorado) se mostrou uma das pessoas mais modernas que eu já conheci. Argentino com sotaque interessante (parece hindu), ele mostrou-se 100% aberto à novas idéias, fez piada, contou histórias engraçadas, mostrou toda a sua sensibilidade e extenso conhecimento na área de forma humilde e bonita. Quebrou um super tabu na cabeça de praticamente toda a sala… Sinceramente eu acho que ele é bem mais “de vanguarda” do que eu!!

Saí da aula pensando no quanto somos quadrados. Isso mesmo, somos quadrados: criamos nossas caixas de julgamentos selamos elas bem seladinhas e mantemos os padrões ultrapassados lá por anos e anos…  Idade atualmente é apenas uma referência boba, afinal, os 30 são os novos 20 (ufa!), os 40 os novos 30 e, os 70, depois da minha aula, se tornaram os novos 18!!! Sugiro que você pare para pensar quais são seus principais pré-julgamentos (e preconceitos) e se eles são, de fato, reais. Muitas vezes eles estão baseados em situações não muito positivas do passado, mas que não tem de ser generalizadas para o resto do mundo. E o problema é que essas situações acabam limitando nossas vidas.

Quer outro exemplo? Beleza traz felicidade. Bem, eu conheço um punhado de gente gato (a) com força mas que, assim como nós reles mortais, tem sérios problemas de auto-estima ou de auto-realização. Sim, eles também são inseguros, eles também sofrem, e muitas vezes, a beleza excessiva traz problemas ao invés de abrir portas. Não se iluda meu amigo!!! A questão é: quanto mais nos apegarmos à aparência (nossa e dos outros), mais sofrimento teremos, primeiro porque estamos sempre julgando (e buscando a impossível perfeição padrão Globo ou Caras) e segundo porque o nosso corpo muda o tempo todo…

Sugiro que você passe a se aceitar profundamente (principalmente com suas gordurinhas laterais, ruguinhas e fios de cabelo branco nascendo) por uma hora, diariamente. Depois vá aumentando os minutos. Você pode fazer isso repetindo mentalmente “eu me aceito profundamente”. Ou fechar os olhos e se conectar com as batidas do seu coração, mandando muito amor e energia positiva para todo o seu corpo. Te garanto que, assim que você passar a se aceitar mais, você também aceitará mais o próximo, você será mais aceita (o) por todos, e sua vida ficará muito mais agradável e colorida!

Observe como as pessoas podem te surpreender no dia-a-dia se você der uma chance a elas de mostrar quem elas realmente são, muito além da marca do jeans que usam, ou da altura do salto, ou dos muitos cabelos brancos espalhados pela cabeça. Isso tudo, meus caros amigos, é uma grande bobagem. O que vale mesmo é sua alma, suas idéias, sua energia! Beijo no coração e Namastê.

Memória olfativa: eu tenho, e você?

18 maio

Acho que já deu para perceber que sou daquelas pessoas que lembram de tudo.  Talvez eu não lembre de coisas cotidianas, como pagar a conta de luz , ir ao médico e principalmente onde deixei a chave do meu carro. Mas guardo muito bem as lembranças de tudo que acontece comigo. De coisas importantes a pequenos acontecimentos, costumo me lembrar de cada frase dita, dos gestos, da música que estava tocando, da roupa que as pessoas vestiam e do cheiro.

Pois é, eu tenho uma ótima memória olfativa. E acho engraçado como meu cérebro reage de imediato a um cheiro familiar e me traz de volta todos os sentimentos despertados por essa fragância em algum momento do passado. Fiquei pensando nisso esses dias, depois do banho, quando estava arrumando o cabelo e de repente me vi viajando sei lá quanto minutos ali, de frente para o espelho. Tudo por causa de um cheiro.

Então hoje vamos de TOP 7 ( não consegui chegar no 10, sorry)!

Quais cheiros te trazem lembranças ( boas e ruins)? Para mim, os principais são estes aqui ó:

1- Cheiro de laquê ( fixador de cabelo) ->  Nove anos da minha vida, eu e mais 100 meninas nos arrumávamos no banheiro do clube antes do Espetáculo ( como a professora fazia questão de chamar) de final de ano. E dá-lhe laquê pra manter os coques no lugar. Foi essa lembrança que me fez viajar no banheiro outro dia.

2- Cheiro de sangue -> Quando eu tinha uns 11 anos, estava brincando de pega-pega com meu primo e para fugir  fechei uma porta de vidro durante a corrida. Mas ele estava bem atrás de mim e enfiou a mão porta adentro. Cortou o tendão do dedinho e saiu sangue como se ele estivesse para morrer. Meu primo perdeu as férias por conta dessa brincadeira. E o cheiro forte ( e a culpa) me assombraram por meses. Até hoje, se sinto cheiro de sangue, lembro perfeitamente da mão do Dudu atravessada na porta da cozinha.

3- Cheiro de aquecedor -> Tá, eu sei que vocês vão dizer cheiro de aquecedor não existe. Mas existe! Juro! É o cheiro dos Estados Unidos ( do meu, pelo menos). O cheiro das lojas de departamento e da casa onde eu morava. As poucas vezes ( moro no sertão)  que entro em um lugar que está com aquecedor ligado, lembro na mesma hora!

4-Farenheit -> Lembram desse perfume? Era unanimidade entre os meninos ( e algumas meninas) no início dos anos 90. Outro dia, um aluno meu estava usando e me senti tele transportada para a boate Koxixo em Rio Preto, conversando com algum moleque de camisa e gel no cabelo.

5- Cheiro de babaloo rosa -> Meu primeiro beijo. O garoto fumava e acho que mascou um pacote antes de me beijar. E estava com um na boca na hora H. Eu sentia o cheiro e me apavorava de imaginar onde aquele chiclete ia parar. Alguns beijos e muita baba depois, o chiclete continuou na boca do garoto, para meu alívio. Até hoje o cheiro me faz rir.

6- Cheiro de Alecrim – Logo que casei comprei um sprayzinho de alecrim para purificar e energizar o ambiente. Usava todo dia, naquela paixão pela casa nova e pelo maridão. Depois, aprendi a usar o tempero ( delicioso) em legumes e peixes.  Juro que fico mais apaixonadinha quando sinto aquele cheiro, que me lembra a felicidade incomparável de ser recém-casada.

7- Cheiro de madeira – Minha melhor amiga da época ( e até hoje minha irmã) comprou uma cama de casal quando tinha uns 14 anos. De madeira. O cheiro de madeira nova empesteou o quarto dela por dias e até hoje me lembro daquele quarto quando compro algum móvel novo.

E você, quais cheiros te despertam lembranças?

How much is too much?

11 maio

Qual a primeira coisa que você faz ao acordar?

E a última que faz antes de dormir?

Houston, we have a problem.

Eu caí de amores pela Internet assim que a conheci. A ponto de, hoje, nem lembrar mais como era minha vida sem ela. Mantivémos então  uma relação saudável. Até porque, por muito tempo eu tive um PC arqueozóico e conexão discada. Ou seja, se conectar era uma aventura.

O tempo passou, a conexão banda larga chegou, junto com meu lap top. E as horas navegando aumentaram. Até ganhar um Iphone de presente do meu irmão, o que significa ter acesso 24 horas, em qualquer lugar. Última coisa que faço antes de dormir? Checar os emails e ler o twitter. Primeira ação do dia? Enquanto caminho em direção ao quarto do meu filho, vou ligando o celular e checando Facebook, twitter e email. Nesta ordem.

Dez anos atrás, trabalhei num órgão público e uma das minhas colegas era viciadaça na Net. Tinha um milhão de amigos virtuais e conhecera seus últimos namorados em chats. Eu secretamente sentia pena dela. Achava aquela vida a coisa mais triste do mundo. Quem diria, Fabiana.

Atualmente passo o dia conectada por conta do trabalho e praticamente só tenho contato virtual com meus chefes e colegas de redação. Além disso, 90% das minhas amizades só sobrevivem à distância, graças ao Facebook e MSN. Dez anos atrás, eu duvidava que as pessoas conseguissem se relacionar de verdade no mundo virtual. Hoje, tenho certeza que isso é possível.

O Twitter me trouxe uma rede de amigos e um network que eu jamais criaria na vida real. Inclusive meu atual trabalho rolou graças a uma dessas amizades. Eu sou muito anti-social, morro de preguiça ( e vergonha) de conversar com pessoas que não conheço.  No microblog eu acabo compartilhando com completos desconhecidos. E acho um barato. É uma forma totalmente revolucionária de se relacionar.  Fora que metade das notícas e bombas da atualidade, vazam primeiro no twitter. O Facebook, por outro lado, me reaproximou de pessoas queridas com as quais não teria a menor chance de conviver. Verdade seja dita, me trouxe para perto de um monte de gente babaca também. Mas para isso existe a tecla excluir!

Até aí, perfeito. Qual a preocupação então?

A preocupação é que, hoje, quarta-feira, 22h50, eu estou aqui em frente ao computador e meu marido está na sala, jogando Angry Birds no Ipad. Ao invés de estarmos juntos, conversando. E diversas vezes acaba sendo mais fácil  dar um recado pra ele via email do que pessoalmente. Sem exagero.

A preocupação é que muitas vezes me pego, no meio de uma conversa, acessando o Iphone. Sem qualquer pudor, como se fosse normal. “Olha o papo até tá bom, mas preciso ver se tem algo melhor rolando no twitter” . Ou então durante uma rara baladinha com minhas amigas, perco minutos preciosos de conversa fora, para checar rapidinho meu email. E olha, eu não sou o Eike Batista. Nenhum email meu é tão urgente assim. E o pior, se tem email, via de regra, respondo na hora. Compulsão. Já tomei várias broncas da minha mãe por isso.

Resumindo. Acho que está na hora de dar um tempo. Um tempo para viver. Um tempo para namorar. Um tempo para curtir meu filho. Um tempo para ler um livro. Não sei se vou conseguir sozinha. Talvez eu precise de ajuda. Sério. Existe rehab virtual?

Somos todos Tensos-Compulsivos

5 maio

Se você conhece bem uma dessas sensações: ombro tenso, garganta seca, estômago queimando, testa franzida, pescoço dolorido, constipação, lábios pressionados, coluna cheia de pequenos nódulos, insônia, irritabilidade; seja bem-vindo (a) – você faz parte do Grupo Não-Anônimo Tensos Compulsivos (GNATC). Vivemos em um mundo onde para “ser alguém (de “valor”)” temos de estar constantemente tensos. Sim, porque se você está relaxado meu amigo, você não está trabalhando o suficiente, ou não está realizando nada que lhe traga posses, títulos, poder ou notoriedade. Se você está relaxado, companheiro, você é um vagabundo!

Exagerei? Não acho não. Entramos em um vício louco de nos estressar continuamente para poder provar pra gente mesmo (e, principalmente, para os outros) que somos alguém, que temos valor… Exemplo? Desespero nos primeiros dias de férias. Alguns pensam que vão perder o trabalho quando voltar das férias (porque a empresa percebeu que pode viver muito bem sem sua presença); outros perdem sua identidade, pois se vêem somente como trabalhadores, e por aí vai. Criamos essa idéia coletiva de que para se trabalhar (ou estudar) bem, para atingir algo, tem de ser com muito estresse, muita tensão, muito drama, caso contrário não é tão importante.

E quem paga o preço caro leitor? Você! Isso mesmo, com essa idéia maluca que a sociedade criou e você aceitou e acatou total, você está destruindo não só sua sanidade mental, mas também seu corpo físico. Doenças crônicas, doenças do coração, diabetes, câncer, pressão alta, tendinite, os famosos piripaques sem diagnóstico, gastrite, etc, todos eles agradecem seu estresse. E, até onde eu sei, tensão e estresses não são garantia de riqueza, poder e glória. Mas são garantia de visitinhas periódicas ao médico! Oh se são!

Se você acha que você só está atingindo algo ou sendo alguém quando você está transbordando de estresse, cansaço e tensão, é hora de começar a rever seus conceitos. Quanto mais estresse, mais bloqueamos as energias do nosso corpo e, principalmente, as energias da vida. E está mais que provado que relaxamento aumenta criatividade, memória e funções executivas do seu cérebro, o que significa que você tem uma capacidade muito maior de racionalizar problemas e encontrar soluções inovadoras na vida e no trabalho.

Uma ditado muito antigo diz que “Felicidade é o estado de total relaxamento”. Eu concordo total (mas assumo que tenho minha carteirinha do GNATC, apesar de estar tentando me “desfiliar” dele)! Então, tente RELAXAR enquanto você vive seu dia. Respire fundo muitas vezes sempre que um desafio novo aparecer. Quando respiramos profundamente e lentamente estamos ativando nosso Sistema Nervoso Parassimpático, responsável pelo relaxamento.

Ele também guarda nossa energia para momentos onde ela realmente é importante. Ele ainda ativa nossos hormônios sexuais, regula os hormônios do sono, libera hormônios rejuvenescedores, acalma o coração, a pressão, melhora a digestão… Enfim, quanto mais você ativá-lo, mais você estará sexualmente satisfeito (a), mais jovem, mais relaxado (a), mais magro (a) e dormindo muito como um anjinho. Quer coisa melhor? Ah, e sem querer fazer muita propaganda: ele também é ativado durante a yoga,  meditação, massagem, reiki!

Então é isso. Reveja seus conceitos e veja o quanto essa tensão/estresse tem te ajudado. Caso não esteja ajudando, reveja sua rotina, sua visão sobre o mundo, sua visão sobre você mesmo! Mude seus hábitos, mude seus pensamentos e, consequentemente, mude sua vida! Lembre-se, você é o responsável por sua realidade! E torná-la mais leve e agradável é de total responsabilidade sua! E vamos todos cancelar nossa filiação com GNATC!!! Beijo grande e Namastê!

Monólogo

3 maio

M.

Depois de tanto tempo, decidi responder.  Antes que você mergulhe de vez na loucura que criou. 

Me espanta que você questione a natureza dos meus sentimentos. Depois de tantas outras coisas, é o meu silêncio que você vai escolher como lembrança? É realmente necessário explicar que meu distanciamento é justamente o oposto da frieza e indiferença?  Não está claro que eu simplesmente não tenho opção? Que preciso me afastar pra te esquecer. Porque lembrar dói. E falar contigo significa abrir espaço para que lembranças me assolem. E com elas a memória do seu cheiro, do seu gosto e do seu jeito único de me olhar.

Não, eu não sou frio e insensível como você me pinta. Eu sou fraco e vulnerável. Você sabe disso melhor do que ninguém. Aliás, foi justamente por isso que você se apaixonou por mim. Lembra? Eu era o homem sensível com quem você sempre sonhou. Até você me transformar num monstro cruel e sem sentimentos.

E não venha me dizer que você ainda gosta de mim (te conheço demais para acreditar nisso). Porque é sua vaidade que te faz me procurar.  Sua indignação com minha suposta indiferença. Puro egoísmo de menina mimada.

É só se lembrar que já esgotamos todas as possibilidades de ficarmos juntos sem nos destruir.  Que a melhor coisa para sua vida, foi eu ter saído dela. E que sumir, talvez, tenha sido a única coisa boa que fiz por você. O resto é fantasia.

Então, não (nos) enlouqueça.   Me deixe viver sem seu fantasma me rondando. Vá ser feliz – e me deixe tentar também.

Boa sorte.

Um beijo.

Z.

Você, caro leitor: um transformador de vidas e ambientes

2 maio

PS: esse texto cai muito bem com a morte de Bin Laden. Ao invés de culpar os outros pela falta de paz no mundo, comece você a ser um veículo de paz… Somos todos responsáveis pela nossa realidade… Boa leitura!

Não me lembro muito bem aonde foi que eu li, mas em algum lugar (livro ou revista) estava escrito esse que é um dos ensinamentos budistas que mais me tocou até hoje. Ele diz que devemos sempre deixar o lugar em que estamos melhor do que nós o encontramos quando chegamos lá. Isso se aplica para tudo: sua casa, seu carro, o banheiro público do shopping, a sala de espera do consultório médico, a casa dos amigos. Esse é o passo primário para tornar o mundo melhor. Achei lindo, fácil de fazer e muito coerente! E aí vem a pergunta: você, caro leitor, tem feito sua parte para tornar esse mundo um mundo melhor (para você e para os outros)???

Por que eu deveria me preocupar com isso? Você pergunta. Bem, meu amigo, vou te contar algo que já virou senso comum mesmo para os céticos: energia se propaga e influencia tudo ao redor, logo, se você faz a sua parte, ao menos o seu meio ambiente (e o daqueles que dividem ele com você) será bem mais agradável do que antes! Se você sorri, você recebe sorrisos de volta. Se você é genuinamente gentil (sem esperar nada em troca), gentilezas cairão no seu colo, se você faz o máximo para manter o seu arredor limpo e bonito, você sempre verá e terá mais limpeza e beleza no seu dia-a-dia! Simples e eficiente! Sacou?

Sempre que eu me lembro (e tento me lembrar o máximo possível, apesar de não conseguir 100% do dia) eu tento sair do lugar onde estou deixando-o mais limpo ou mais agradável. Sempre existe um elogio (sincero) que você pode fazer para quem está te servindo, você sempre pode secar a pia ou jogar no lixo o papel que caiu no chão do banheiro do restaurante que você foi (ou do seu trabalho), você pode levar uma flor ou um vinho, ou um livro sempre que for na casa de alguém, você pode dizer obrigada ao seu professor no final da sua aula. Enfim, pequenos gestos que geram uma vibração mais elevada e que vão se refletir na vida de muita gente, mesmo que sutilmente.

Uma tia querida ficou hospedada na minha casa em abril e ela, sem saber, era uma fiel represente do dizer budista: sempre que saia da minha casa (para passear ou jantar) ela deixava o meu apartamento muito mais limpo e organizado do que estava. É claro que o prazer de tê-la comigo foi ainda maior! E aprendi bastante! Minha mãe é uma eterna inspiração nesse quesito e segue total esse dizer oriental (mesmo sem saber que ele existe): ela simplesmente adora dar presentes, adora reconhecer as qualidades dos outros e adora limpar uma casa (sucesso total em todos os aspectos da limpeza!!), logo, a vida dela é sempre muito agradável e alegre.

Então está confirmado: quem genuinamente tem a intenção de tornar a vida dos outros melhor acaba tornando a sua vida muito mais saborosa! Fica aí a dica! Ao invés de reclamar de tudo, pare de se preocupar com seu próprio umbigo e tente fazer com que sua família, seus amigos, seus colegas de trabalho e todos os ambientes pelos quais você habita sejam melhores do que quando você os encontrou! Depois me conta o efeito! Boa sorte! Beijo no coração, ótima semana e Namastê!

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