How much is too much?

11 maio

Qual a primeira coisa que você faz ao acordar?

E a última que faz antes de dormir?

Houston, we have a problem.

Eu caí de amores pela Internet assim que a conheci. A ponto de, hoje, nem lembrar mais como era minha vida sem ela. Mantivémos então  uma relação saudável. Até porque, por muito tempo eu tive um PC arqueozóico e conexão discada. Ou seja, se conectar era uma aventura.

O tempo passou, a conexão banda larga chegou, junto com meu lap top. E as horas navegando aumentaram. Até ganhar um Iphone de presente do meu irmão, o que significa ter acesso 24 horas, em qualquer lugar. Última coisa que faço antes de dormir? Checar os emails e ler o twitter. Primeira ação do dia? Enquanto caminho em direção ao quarto do meu filho, vou ligando o celular e checando Facebook, twitter e email. Nesta ordem.

Dez anos atrás, trabalhei num órgão público e uma das minhas colegas era viciadaça na Net. Tinha um milhão de amigos virtuais e conhecera seus últimos namorados em chats. Eu secretamente sentia pena dela. Achava aquela vida a coisa mais triste do mundo. Quem diria, Fabiana.

Atualmente passo o dia conectada por conta do trabalho e praticamente só tenho contato virtual com meus chefes e colegas de redação. Além disso, 90% das minhas amizades só sobrevivem à distância, graças ao Facebook e MSN. Dez anos atrás, eu duvidava que as pessoas conseguissem se relacionar de verdade no mundo virtual. Hoje, tenho certeza que isso é possível.

O Twitter me trouxe uma rede de amigos e um network que eu jamais criaria na vida real. Inclusive meu atual trabalho rolou graças a uma dessas amizades. Eu sou muito anti-social, morro de preguiça ( e vergonha) de conversar com pessoas que não conheço.  No microblog eu acabo compartilhando com completos desconhecidos. E acho um barato. É uma forma totalmente revolucionária de se relacionar.  Fora que metade das notícas e bombas da atualidade, vazam primeiro no twitter. O Facebook, por outro lado, me reaproximou de pessoas queridas com as quais não teria a menor chance de conviver. Verdade seja dita, me trouxe para perto de um monte de gente babaca também. Mas para isso existe a tecla excluir!

Até aí, perfeito. Qual a preocupação então?

A preocupação é que, hoje, quarta-feira, 22h50, eu estou aqui em frente ao computador e meu marido está na sala, jogando Angry Birds no Ipad. Ao invés de estarmos juntos, conversando. E diversas vezes acaba sendo mais fácil  dar um recado pra ele via email do que pessoalmente. Sem exagero.

A preocupação é que muitas vezes me pego, no meio de uma conversa, acessando o Iphone. Sem qualquer pudor, como se fosse normal. “Olha o papo até tá bom, mas preciso ver se tem algo melhor rolando no twitter” . Ou então durante uma rara baladinha com minhas amigas, perco minutos preciosos de conversa fora, para checar rapidinho meu email. E olha, eu não sou o Eike Batista. Nenhum email meu é tão urgente assim. E o pior, se tem email, via de regra, respondo na hora. Compulsão. Já tomei várias broncas da minha mãe por isso.

Resumindo. Acho que está na hora de dar um tempo. Um tempo para viver. Um tempo para namorar. Um tempo para curtir meu filho. Um tempo para ler um livro. Não sei se vou conseguir sozinha. Talvez eu precise de ajuda. Sério. Existe rehab virtual?

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4 Respostas to “How much is too much?”

  1. Lívia Stábile 12 de maio de 2011 às 11:02 am #

    Linda: amei! Eu estou assim também sabia… É a primeira coisa que faço e a última tb… Um horror! Adorei e já mudei minha rotina essa manhã!!! A Apple mudou a vida de todo mundo (well, nós deixamos né…)!! Thank you!! Beijos e boa sorte!

    • Fabi Marques 12 de maio de 2011 às 11:21 am #

      Eu tbm demorei um pouco mais pra ligar o celular hoje! Mas ainda assim, já chequei tudo umas 5 vezes até agora! Preciso de ajuda mesmo, rs

  2. patricia amaro 17 de maio de 2011 às 8:01 am #

    Amei! Para mim vc é uma destas pessoas super bacanas com as quais pude retomar contato por conta da internet! Tão gostoso! Acho que se estivermos sempre preocupadas com o equilibrio só tiraremos proveito da tecnologia. Ignorar as ferramentas virtuais é mais problematico do que ficar viciada, ao meu ver! Eu fico aflita que estou pouco conectada no twitter, acredita? É que acho fantástico o twitter, só não ganha do blog para mim!
    Ah! E acho que se fizermos uma pesquisa ficaremos abismados com o a quantidade de pessoas que como nós vai na internet assim que acorda e antes de dormir!
    beijos
    Pati

Trackbacks/Pingbacks

  1. Social Media Free « Três Nortes - 9 de junho de 2011

    […] eu nunca tinha realmente me viciado em nada, até agora. Fato já exposto aqui em outro post (https://tresnortes.wordpress.com/2011/05/11/how-much-is-too-much/ )  estou completamente viciada no Facebook e no Twitter. Não é nada que me faça mal, ao […]

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