Quem vê cara não vê coração

20 maio

 

“Quem vê cara não vê coração”. “As aparências enganam”. “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento” (essa é em sua homenagem mãe!). E por aí vai… A questão é: muitas vezes julgamos os outros pela aparência (idade, cor, altura, peso, nacionalidade, roupas, cabelo, unhas…), e isso, caro leitor, é um dos maiores erros que cometemos. Quem você é, quem eu sou, quem seu vizinho cabeludo é – está muuuuito além da aparência física e quando deixamos nossos pré-julgamentos de lado conseguimos nos conectar com o outro em um nível muito mais genuíno, positivo e construtivo.

Explico a idéia desse post. Minhas aulas de verão começaram aqui nos EU e, ao entrar na sala, me deparo com um senhor entre seus 70/75 anos, bem com cara de Avô fofo da novela das nove. Todos cochichavam entre si “Esse aí é o professor??”, chocados e já prevendo que as próximas 7 semanas de aula seriam as mais tediosas de toda a história da humanidade. Porém, contudo, entretanto, o Dr. Quintar (que tem até pós-doutorado) se mostrou uma das pessoas mais modernas que eu já conheci. Argentino com sotaque interessante (parece hindu), ele mostrou-se 100% aberto à novas idéias, fez piada, contou histórias engraçadas, mostrou toda a sua sensibilidade e extenso conhecimento na área de forma humilde e bonita. Quebrou um super tabu na cabeça de praticamente toda a sala… Sinceramente eu acho que ele é bem mais “de vanguarda” do que eu!!

Saí da aula pensando no quanto somos quadrados. Isso mesmo, somos quadrados: criamos nossas caixas de julgamentos selamos elas bem seladinhas e mantemos os padrões ultrapassados lá por anos e anos…  Idade atualmente é apenas uma referência boba, afinal, os 30 são os novos 20 (ufa!), os 40 os novos 30 e, os 70, depois da minha aula, se tornaram os novos 18!!! Sugiro que você pare para pensar quais são seus principais pré-julgamentos (e preconceitos) e se eles são, de fato, reais. Muitas vezes eles estão baseados em situações não muito positivas do passado, mas que não tem de ser generalizadas para o resto do mundo. E o problema é que essas situações acabam limitando nossas vidas.

Quer outro exemplo? Beleza traz felicidade. Bem, eu conheço um punhado de gente gato (a) com força mas que, assim como nós reles mortais, tem sérios problemas de auto-estima ou de auto-realização. Sim, eles também são inseguros, eles também sofrem, e muitas vezes, a beleza excessiva traz problemas ao invés de abrir portas. Não se iluda meu amigo!!! A questão é: quanto mais nos apegarmos à aparência (nossa e dos outros), mais sofrimento teremos, primeiro porque estamos sempre julgando (e buscando a impossível perfeição padrão Globo ou Caras) e segundo porque o nosso corpo muda o tempo todo…

Sugiro que você passe a se aceitar profundamente (principalmente com suas gordurinhas laterais, ruguinhas e fios de cabelo branco nascendo) por uma hora, diariamente. Depois vá aumentando os minutos. Você pode fazer isso repetindo mentalmente “eu me aceito profundamente”. Ou fechar os olhos e se conectar com as batidas do seu coração, mandando muito amor e energia positiva para todo o seu corpo. Te garanto que, assim que você passar a se aceitar mais, você também aceitará mais o próximo, você será mais aceita (o) por todos, e sua vida ficará muito mais agradável e colorida!

Observe como as pessoas podem te surpreender no dia-a-dia se você der uma chance a elas de mostrar quem elas realmente são, muito além da marca do jeans que usam, ou da altura do salto, ou dos muitos cabelos brancos espalhados pela cabeça. Isso tudo, meus caros amigos, é uma grande bobagem. O que vale mesmo é sua alma, suas idéias, sua energia! Beijo no coração e Namastê.

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Uma resposta to “Quem vê cara não vê coração”

  1. Fabi Marques 23 de maio de 2011 às 1:50 pm #

    Adorei o texto! E a foto foi perfeita! Boa semana. bjo

    Ah, e eu já tinha dado esse titulo para um post antigo. Falando sobre um cantor Alice Copper, que se veste e se pinta como um doido, mas tem músicas super bacanas e até um rock romantico

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