A decisão mais radical da minha vida

4 jul

Estou prestes a fazer a coisa mais radical de toda a minha vida. Não, não é saltar de paraquedas, nem tatuar todo o meu corpo, nem ser motorista da Fórmula Indy. Farei o que considero ser a coisa mais desafiadora da atualidade. Na minha opinião, nada requer mais coragem… (fundo musical de suspense) Tã tã tã tã: passarei 10 dias meditando, sem contato com o mundo exterior. E sem falar.

 Não existe NADA mais radical do que abrir mão do celular, da Internet, do carro, das compras, da televisão (apesar de que já quase não vejo mais), da música, dos livros, do escrever, do conversar com amigas, do conhecer novas pessoas, do sair pra jantar, dançar, do falar com minha mãe, pai e irmão no telefone, do fazer yoga, do ser a Lívia ativa. Não existe nada mais radical do que silenciar-se. Nada mais radical do que aceitar apenas ser, sem “nada fazer” a não ser meditar.  

 Se você nesse momento está surtando (a) e/ou em choque, ou falando pra você mesmo que você JAMAIS faria isso, saiba que você não é o primeiro (a) nem o último (a). Eu quase desisti de falar para as pessoas o que estou indo fazer porque todo mundo tem um mini-piripaque quando eu conto. Algo do tipo: “Você tá louca. Nem a pau Juvenal. Eu não consigo. Ai meu Deus…” e por aí vai. Muito interessante ver a reação.

 Esse é um desejo meu muito antigo, desde de quando li a matéria da Eliane Brum na Época (que eu considero a melhor matéria já feita – pesquisa no site da revista que você acha) sobre a experiência dela no mesmo retiro que farei, só que ela fez no Brasil. Desde aquele dia (acho que 2007 ou 20088) prometi a mim mesma que teria essa experiência um dia. Uma grande amiga minha acabou indo para o mesmo centro da Eliane, que não fica tão longe da Flórida, e quando voltou e me contou sua experiência. Não pensei duas vezes: aqui vou eu!

 Mas por que Lívia? Muitos me perguntam. A resposta é: porque a resposta para tudo está dentro de mim, logo, tenho de me silenciar e ir além da minha mente pra saber quem realmente sou. Sim, eu já faço isso diariamente (e é o que me mantém equilibrada e feliz), mas saio da meditação e volto pra vida normal, falando que nem papagaio em dia de mudança (modificação do cachorro!! Hahaha, vocês entenderam a idéia). A vida cotidiana puxa nossa atenção para fora o tempo todo. Vivemos em alta velocidade, mas, sinceramente, não quero ser escrava desse mundo doido que criamos não… Quero mergulhar mais profundamente em mim mesma!

 Então vou me silenciar pra enfrentar minhas fraquezas e fazer as pazes com elas, pra assumir minhas qualidades e incorporá-las ainda mais no meu dia-a-dia. Pra fazer crescer dentro de mim a serenidade que é preciso quando você trabalha auxiliando pessoas a encontar a cura de seus problemas, a qualidade de vida e a felicidade. Pra eu ser uma pessoa melhor e assim conseguir ajudar as pessoas, e o mundo, a ser melhor também!

 No silêncio está o real encontro com a alma, está o redescobrir o amor, o coração… no silêncio mora a compreensão, a compaixão, a fé inabalável, a empatia, a felicidade genuína que se chama contentamento.  No silêncio mora minha alma, sua alma, a alma do mundo. No silêncio não existe ambição, não existe ego, não existe necessidades superficiais, não existe preconceito, não existe ciúmes, cobrança, não existe julgamento, não existe medo, não existe expectativa, não existe ansiedade, não existe pressa, não existe dúvida. Onde mais eu poderia querer ir?

 Por conta disso ficarei 10 dias sumida! Talvez um cadinho mais. Mas meu coração estará sempre com vocês, mesmo quando eu estiver concentrada na minha prática.

É na ausência de palavras que eu quero me reencontrar e desse reencontro poder estar ainda mais ao dispor do mundo, pra que possamos viver em uma realidade melhor!!! Um beijo no seu coração! Espero que seus próximos dias sejam iluminados! Namastê!

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5 Respostas to “A decisão mais radical da minha vida”

  1. Fabi Marques 4 de julho de 2011 às 1:19 pm #

    Coragem amiga! Eu super toparia fazer um retiro destes. Quem sabe ainda iremos a um juntas? Boa sorte. Beijos e namaskar

  2. Mari Ceratti 4 de julho de 2011 às 2:05 pm #

    Força, companheira! Não é todo mundo que tem coragem de enfrentar assim a própria subjetividade. Esperamos o seu relato depois. 😉 Beijos.

  3. Beta 4 de julho de 2011 às 2:51 pm #

    Felicidades mil, prima querida. Um dia ainda faço isso. Beijo bem grande! Beta

  4. pin 4 de julho de 2011 às 5:59 pm #

    Boa jornada interna, querida. Um beijo, Pin

  5. telma 4 de julho de 2011 às 7:36 pm #

    Liviaaaa Maria! achei demais esta experiência. te desejo força para suportar pois não deve ser nada fácil. adoraria fazer! quem sabe um dia tb vou, ne Fabi? bjs bjs e lembre-se de mim rsrsrrs

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