Arquivo | setembro, 2011

São Paulo: a cidade onde posso tudo

28 set

Fala aí se essa foto não é perfeita?

Estou aqui sentada no mesmo lugar que escrevi o primeiro post do meu primeiro blog, quase 10 anos atrás. No mesmo apartamento.

Engraçado, toda vez que venho a São Paulo faço uma questão quase doentia de passar por aqui. Nesse pedacinho da região da Paulista, da alameda Campinas até o Shopping. É como se eu olhasse para os lados e pudesse me encontrar logo ali, andando. São Paulo me desperta uma puta saudade de mim mesma. Quero re-experimentar as sensações que eu tinha. Os cheiros, gostos, sabores.

São Paulo me inspira de um jeito.  Quero ver tudo e todos, mas também quero ficar sozinha. Porque aqui eu não fico sozinha, eu fico comigo. E dá vontade de me trancar num quarto com vista para o prédio vizinho,bem cinza,  e ficar quatro dias escrevendo, sem dormir. E depois dá vontade de viver a vida intensamente.

E nem posso dizer que quando morava aqui era a pessoa mais feliz do mundo. Não era. Eu era bem instável, bem perdida. Mas eu não me desesperava,  porque eu podia tudo. Em São Paulo a gente tem essa sensação, de poder tudo. Então eu nem tinha muita pressa em arrumar o emprego dos meus sonhos,  escrever meu livro,  ir àquela peça de teatro. Porque cada amanhecer trazia um dia novo e cheio de oportunidades. Todas as oportunidades do mundo. Então, ter pressa para quê? Eu não vou sair daqui mesmo.

Só que eu saí. Fui embora. E foi assim, de repente. Quer dizer, eu decidi mudar, e dali duas semanas recebi uma ligação dizendo: você tem que mudar segunda-feira. Então eu já não podia mais tudo. E foi bem difícil acostumar.

Aí você se pergunta: por que diabos você não volta para São Paulo ?

E eu me fiz a mesma pergunta recentemente. E levei a questão ao meu marido. Consideramos a possibilidade. E me bateu pânico. Pois é, pânico. Deixa eu tentar explicar. É como se o amor da sua vida reaparecesse depois de anos, querendo casar com você. Justamente quando você tivesse desencanado, e estivesse bem feliz , e com outro. É uma analogia meio tosca, mas para mim é perfeita.

Então ficamos assim, São Paulo e eu: vivendo nosso caso de amor mal resolvido à distância.

Não vamos mudar para cá. Afinal, estou feliz. E com outro.

Lobão – o louco sensível

21 set

Para quem acompanhou a trajetória de Lobão com certo distanciamento, como eu, o livro autobiográfico ( Lobão: 50 anos a mil) traz revelações incríveis.

A vida de Lobão rendeu um livro  de mais de 500 páginas,  são tantas passagens e loucuras que em alguns momentos parece inverossímel. Aí entra o trabalho do jornalista Claudio Tognolli, que anexou ao relato documentos e matérias que comprovam as histórias narradas pelo músico.

Eu não sabia ( ou tinha esquecido) que ele fez parte da primeira formação da banda Blitz , mas acabou saindo antes do lançamento do disco.  Lobão começou a tocar aos 3 anos e aos 17 virou músico profissional.  Apesar de muito louco em todos os sentidos, o cara é brilhante como músico e conhecer sua trajetória é também conhecer a trajetória do rock brasileiro dos anos 80 e 90.

Apesar de seus hits ( Me chama, Vida Bandida, Rádio Blá, etc), o músico parece ter sofrido uma espécie de maldição e nunca conseguiu estourar nas vendas de seus discos. No livro dá pra entender a jornada da criação de seu selo independente e até simpatizar com a causa.

Ele também explica a antiga pendenga com Herbert Vianna de forma madura e lúcida. Assim como todas as outras polêmicas, como a prisão, as brigas com as gravadoras  e com as bandas da qual fez parte. Desfaz a imagem caricatural de Lobo Mau- brigão e polêmico- para mostrá-lo na verdade como um cara genial e doce, cujo único mal  foi ter sido muito louco ( hoje não usa mais drogas pesadas).   Além disso, mostrou o lado romântico incurável, já que Lobão passou anos se apaixonando perdidamente, emendando um relacionamento no outro, até encontrar a mulher da vida dele, Regina, com quem está casado até hoje.

Devorei o o livro ( na versão digital TOSCA da Saraiva -cheia de bugs) em 4 dias.  Mas tenho algumas reclamações a fazer. Na minha opinião faltou um editor. A narração pula de uma história para a outra sem aviso. Informações de datas dadas pelo autor em uma história, são desmentidas em seguida pelas matérias anexadas.  Ele mesmo se confunde e se perde no tempo, uma hora diz que foram três semanas, outra que foi numa semana só. Não consegui até agora saber quanto tempo ele ficou preso, pois no livro há umas três versões. Além disso, muita informação é jogada, incompleta,  e a gente tem que preencher as lacunas no youtube ou no google . É como se estivéssemos dentro do cérebro doidão do músico, que dispara sua metralhadora de pensamentos sem pausa.

Além disso, muitas matérias anexadas falam exatamente a mesma coisa, o recurso acaba cansando.

Ainda assim, é leitura recomendada para quem gosta de rock ou quer saber mais sobre a música nos anos 80 e 90.

Curiosidades:

– Lobão namorou a Monique Evans

– Ele tentou se matar mais de uma vez

– Quando João Gilberto ligou para ele pedindo para regravar o sucesso Me Chama, ele estava completamente chapado e quase não entendeu a conversa

– Lobão se apresentou no Faustão no domingo de eleições presidenciais em 89 e cometeu um crime eleitoral ao pedir ao público que votasse no Lula

– Foi ele que criou o nome Blitz para a banda

– Ele foi apaixonado pela Marina Lima, mas por motivos óbvios não rolou nada

– Esse clipe abaixo foi gravado pela Globo no tempo que Lobão passou preso por porte de drogas

E aqui o vídeo dele no Faustão

Jesus e Buda de mãos dadas e as lições que a vida nos oferece: Dia 9

19 set

Caros leitores!

Peço desculpas pelo sumiço. A vida acontece e, sinceramente, escrever é um processo criativo, logo, se não me sinto inspirada não escrevo. Quero doar o que existe de melhor em mim, nem mais nem menos! Dia 9 chegou. Divirta-se!

Dia 9 – O dia em que Buda e Jesus tiveram um “get together”

O dia começou bem e a meditação correu tranquilamente. O tédio de ontem foi embora, assim como as dezenas de resistências ou impurezas (como eles gostam de chamar no Vipassana) que passam pela nossa mente e corpo diariamente. Pude concluir que quanto mais aprendemos a, literalmente, sentar e ficar em contato com essas impurezas, senti-las e observá-las indo embora (mesmo que demore), mais nos livramos da ansiedade, estresse, medo. Mais compreendemos a força e capacidade que temos de superar qualquer desafio. Lição para o resto da vida. Transformação celular meus caros!

Também consegui entender, enfim, a importância de alinhar a espinha (coluna) para meditar: as sensações são tão mais sutis quando sento corretamente… a energia flui bem melhor quando a coluna está reta e, posso concluir, os 7 principais chakras (centros energéticos) em seus devidos lugares. Dica para os navegantes: sente-se em uma almofada firme (se possível compre uma especial para meditação) que deixe seu quadril mais alto (de 6 a 10 cm) que seu joelho e o (a) ajuda a sentar corretamente. Pra mim, o ideal e ter a coluna reta e o abdômen levemente contraído, o bastante para manter a coluna reta e não curvar a lombar. Os braços ficam dobrados confortavelmente, as mãos repousam sob os joelhos, abertas mesmo, pois segurar o dedo indicador e o dedão juntos (aquela posição das mãos tradicional em fotos de gente meditando), para quem está começando, pode ser difícil e tirar a concentração. Ombros relaxados, porém alinhados (não curvados pra frente) e as pernas cruzadas formam a “ultimate-master-plus-perfect-position” para a prática!

Voltando ao relato: no nono dia, durante os intervalos, lembrei do meu tempo de casada. Sim, para os que não sabem eu já fui Sra Lívia!! Era como se eu estivesse fazendo uma faxina e retirando qualquer assunto daquela época ainda mal resolvido dentro de mim. A meditação tem esse efeito de limpar memórias, levando embora as que não servem mais e mantendo as positivas. Pude ter uma perspectiva clara, como nunca antes, do meu casamento, de onde falhei, do que aprendi… De quem fui e quem sou. E das coisas boas que vivi. Minha vida de casada foi a maior lição que já tive e foi graças a ela que sou quem sou hoje.

As experiências que temos, principalmente as mais marcantes, são lições de vida e a razão de estarmos aqui. E nessa categoria de experiências, os relacionamentos – sejam eles no trabalho, com família, amigos, namorado (a), esposo (a) – estão no topo da lista TOP 10 de aprendizado! Uma vez que você entende o que tem de transformar ou aperfeiçoar, os desafios daquele(s) relacionamento(s) desaparece(m). “Eu agarantcho!!”. Por outro lado, quanto mais você se joga no drama dos relacionamentos, culpa o outro, grita, esperneia, fala mal do outro para seus amigos, mais você continuará enfrentando os mesmos desafios, até aprender (quem já casou várias vezes, ou trocou de emprego várias vezes, ou trocou de amigos várias vezes deve saber o que estou falando, mesmo que não queira admitir) a lição.

O clima introspectivo do dia foi potencializado pela chuva que nos acompanhou o dia todo. Era como se ela estivesse limpando a alma do grupo todo e, ao mesmo tempo, nos incentivando a ficar mais tempo na sala meditando. A energia das mulheres e homens era uma só. Estávamos todos em harmonia, um grupo, uma só respiração, algo que poucas vezes senti na vida. Uma observação: tudo isso que escrevo pode parecer absolutamente abstrato para você caro leitor, e eu não o culpo: como já expliquei antes, estamos tendo aqui uma experiência intelectual, ou seja, eu relato minha experiência e você a lê. Você está agregando conhecimento para seu hipocampo (local onde temos nossa memória, de acordo com a neurociência). No entanto, nada disso fará muito sentido enquanto você não “EXPERIENCIAR” o que estou contando, enquanto você não sentar e “permirtir-se” ter a experiência da meditação. Enquanto você não entregar suas dúvidas, desconfianças, perguntas e curiosidades e simplesmente praticar o processo meditativo ao ponto de entregar sua alma a ele e poder sentir quem você realmente é: pura energia, pura inteligência, pura potencialidade, puro amor. Do fundo do meu coração, eu espero que um dia você possa experimentar isso, pois é a maior libertação que um homem pode ter!

Lembra quando eu contei dos meus pensamentos sobre a diferença entre Jesus e Buda, e a mensagem que eles trouxeram para a mundo? Durante muito tempo não consegui entender porque suas mensagens eram tão diferentes: Jesus pregando o amor incondicional e Buda pregando a aceitação total da realidade e eliminação dos desejos. Pois bem, no nono dia, a água que caía do céu hidratou não só a terra do lindo retiro onde estávamos, mas também meus pensamentos e insights: depois do almoço, sentada embaixo de altas árvores, sentindo pequenas gotas de água caindo sobre meus ombros eu cabelo, eu tive uma mini-iluminação: a mensagem foi sempre a mesma, mas entregue de forma adequada às sociedades em que eles viveram.

Isso mesmo! O amor incondicional de Jesus é absolutamente impossível sem a aceitação da realidade de Buda! Como amar tendo desejos individualistas ou não aceitando o outro, ou não aceitando sua vida como ela é agora? Como ir além da ilusão da vida material sem ser puro amor? Impossível. Os dois foram grandes mestres e sabiam que não adiantaria explicar a lição de outra forma em suas respectivas épocas. Jesus, que viveu em um tempo de total barbárie, guerras e violência, teve de trazer a mensagem de que somos todos iguais, irmãos, e que o amor é o mais importante e a única salvação. Buda, que viveu em uma época onde o poder hierárquico era muito importante (e segue sendo, ainda não aprendemos…) e também o poder por experiências espirituais “mágicas” (que eram buscadas por mestres e pela população geral) teve de deixar claro que o importante é aceitar o que existe agora, no presente, e é essa aceitação que trará a paz e o amor interno. Tudo muito coerente e adequado! Dois mestres com a mesma mensagem: o caminho para a evolução e a auto-realização é por meio do amor e da aceitação. Ambos tem de ser vividos incondicionalmente. Um é impossível sem o outro. Got it??

Naquela noite tivemos a última aula com o Goenka. De certa forma foi triste e comecei a temer o dia seguinte, quando ele nos lembrou que voltaríamos a falar. Um arrepio correu solto no corpo e senti minha testa tensa. “Quando o diálogo começa, a meditação termina”, ele disse. Não poderia estar mais certo. Não existe meditação profunda quando conversas e fofocas multiplicam nossos pensamentos e desequilibram nosso equilíbrio energético. (Entende agora porque tem gente que passa anos em uma caverna na Índia?) “Será que dá pra esperar mais um dia? Só mais um vai…?”, quase gritei pra tela de televisão por onde ele discursava. O olhar das minhas companheiras também era de pânico: “Não estou pronta pra voltar pra esse mundo doido não”, devia ser o que a maioria delas pensava! Escovei o dente, creminhos no rosto, pijama, cama. “Relaxa a testa Lívia”, falei pra mim mesma. Amanhã é um novo dia e, com o advento da fala de volta no cenário, tudo é possível. “Que Deus nos ajude” e desmaiei.

Beijo no coração e Namastê.

As coisas que mais me irritam

16 set

Por baixo dessa franjinha deve haver mais de sete sobrancelhas

Não é segredo para ninguém que o bom humor não é uma das minhas características mais marcantes.  Não acordo dando bom dia para o sol, aliás, dificilmente dou bom-dia para alguém, já que o auge do meu mau humor é justamente nessa hora. E costumo levar umas duas horas para ter vontade de conversar algo além do estritamente necessário. (Fica a dica: quer falar comigo? Espere passar das 10  da manhã). Os espanhóis costumam chamar isso de mala leche.

Sou chata, brava, tenho zero de paciência e me irrito com uma rapidez que deve bater algum recorde mundial.  Para piorar ( ou melhorar) sou sagitariana e de uma sinceridade que beira o insuportável.  Mas, olha, não vivo reclamando da vida ou das pessoas, não. Gosto bastante da minha vida!

Quando eu era pequena, um tio muito querido costumava me chamar de “sete sobrancelhas”, devido a minha carinha de brava. Na escola, por um breve período, fui apelidada de Ana Machadão, em homenagem à personagem de Debora Bloch em uma novela. Nessa época, eu devia ter uns 7, 8 anos, e batia em qualquer menino que viesse me encher o saco. Fofura né?

Apesar de tudo isso, conviver comigo nem deve ser tão difícil, prova disso é que tenho um bom número de amigos e há mais de décadas não brigo com nenhum deles. Se houve alguma briga, pode apostar, não partiu de mim e certamente fiz o possível para evitar. (Meu marido está totalmente proibido de comentar essa parte e me contradizer. Falei amigos, marido não conta)

Com o passar do tempo a tendência é melhorar. Se você me conheceu aos 18 anos, sabe do que estou falando. Hoje faço yoga e tomo os florais indicados pela minha super terapeuta e co-autora desse blog.  Mas a minha essência não muda. E sinceramente, aprendi a gostar  de ser assim. É   uma forma de proteção.

Exemplo: recentemente viajei a trabalho com umas vinte pessoas. Eu era a única mulher do grupo.  Desnecessário dizer que os rapazes estavam numa pegada meio “adolescente em festa open bar”. Mas, graças ao meu jeitinho, ninguém teve coragem de brincar comigo e não precisei ser desagradável com ninguém.  Final feliz para todo mundo.

Bom, por que estou escrevendo tudo isso mesmo? Ah, lembrei. Isso era uma introdução para que vocês entendessem o espírito da minha próxima lista: as coisas que mais me irritam.

AS COISAS QUE MAIS ME IRRITAM.

— Gente que joga lixo na rua pela janela do carro. ( meu sonho é inventarem um buzina que diga: porcão)

— Moto estacionada atrás do meu carro. Colada. ( Um dia ainda vou dar uma de louca e derrubar uma delas, ah se vou)

— Procurar vaga para estacionar

— Flanelinha (pior do que demorar horas para achar uma vaga é achar e ter um flanelinha te esperando: deixa dois real aí amiga?)

— Ligar para qualquer operadora TIM, NET, Claro, etc

— Gente que paga as contas no caixa do supermercado e empaca a fila. E pior ainda quando o caixa está em treinamento.

— Funcionário público mais mal humorado do que eu

— Burocracia burra.

— A vizinha da casa dos meus pais batendo panelas debaixo da minha janela em pleno domingo

— Calor  ( só suporto o calor se estiver de biquíni)

— Jogo de truco ( quer me mandar embora de um churrasco, comece a jogar truco)

— Jogo de biribol ( quer me matar? divida o churrasco em dois grupos, os que jogam truco e os que jogam biribol)

—  Bandinha de pagode ao vivo ( esse é o trio que acaba com qualquer churrasco pra mim: bandinha de pagode, truco e biribol)

— Meu marido querer ver televisão na hora de dormir. Tô falando de uma e meia da manhã. Estou à caça de um fone de ouvidos sem fio para acabar com esse problema conjugal

—  Atendente de telemarketing ou afins meio surda no telefone. Tem coisa pior que vc ter que repetir mil vezes o que tá falando?

—  Manicure que pica o dedo ( aliás, preciso de uma indicação pq aqui em Ribeirão tá foda. Há um ano tomo picada toda vez, raiva)

— Espinha ( ter espinhas em qualquer idade é um motivo de irritação, mas aos 32 é inaceitável)

— Gente cafona ( gosto é que nem cu, eu sei, mas olha, tem gente que capricha demais na cafonice e me irrita, sorry)

E você, o que te irrita?

Hurt by Jonnhy Cash

13 set

Não sei o que está acontecendo. Não tenho inspiração para escrever nem duas linhas.

Em tempos assim, me refugio na música. E descobri essa versão de Hurt, do Nine Inch Nails, gravada por Jonnhy Cash. Salvou o dia, a semana e o mês. Coisa linda de doer.

Aproveitem!

” You are someone else.

I´m still right here”

Legião Day

6 set

Sempre ouvi dos mais rockers e entendidos de música que Legião Urbana era meio baba, que só precisa de dois acordes para tocar e blá blá blá. Eu não entendo nada de música, mas tenho certeza que independente de quantos acordes existem em suas músicas, pouquíssimas bandas de rock brasileiras atravessaram gerações como o Legião ( ok, sei que o certo é no feminino, mas não consigo, me soa muito estranho).

Todo mundo sabe ao menos uma música deles de cor. É instintivo. Eu sei quase todas. E não tô nem aí para o que dizem, para o que é hypster ou hype no mundo da música. Eu A -D-O-R-O   Legião. Falar que o Renato Russo é um poeta e cair no óbvio, eu sei, mas dá para dizer que ele foi um letrista comum?

As músicas e as letras do Legião Urbana foram o background da minha adolescência. Tudo que fiz dos 13 aos 18 anos teve a banda como trilha sonora.  Faz parte de quem sou, da minha história.  E ouvi-los me traz um caminhão de nostalgia. Mas uma saudade boa, lembranças doces e que enchem o coração de alegria, pois significam que eu vivi!

Eu sou da época que saber a letra de Faroeste Caboclo inteirinha era o mais cool que alguém podia chegar a ser!   Saber Eduardo e Mônica também ganhava pontos na escala social. Tem música que levanta o astral, tem música que dá vontade de chorar.

Fico bastante tempo sem ouvir, mas quando ouço uma só música, já dá vontade de ouvir e cantar todas as outras. E é o que estou fazendo hoje. Declarei o Legião Day aqui no meu home office.

Então é isso, estou sem inspiração alguma para um post elaborado e como acordei ouvindo todos os CDs do Legião, estou contaminada e deu vontade de compartilhar.

Para mim essa letra é a coisa mais linda do mundo!

Enjoy e bom feriado.

Índios

 

Aquió, tem um post bem divertido sobre legião, me rendeu boas risadas: http://vidaordinaria.com/2010/09/entendendo-legiao-urbana/

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