Arquivo | novembro, 2011

Naked

30 nov

1

Redecorou tudo

O da direita foi pra esquerda

O que estava em cima foi pra baixo

Diagonais são sempre mais interessantes

Trocou os lados, trocou os nortes

Redecorou por for a – por dentro

Dançou dançou dançou…

Rodopiou

Os movimentos das mãos vieram

Livremente

Ser livre dá medo

Respirou fundo

O Sol nasce no coração e depois sobe pra cabeça

Pensar cansa

Let the mind go

Let the mind

Let the

Let

Go

2

A noite veio mais rápido que o esperado

Reconhece tua sombra e segue em frente

Se você está caminhando pelo Inferno… continue caminhando

O caos abre espaço pra criação

Lembra “teu cajado e tua vara me consolam”

E segue

3

Is within my soul

That I recognize you my Lord

Is within my silence

That I see your goodness

Is within my gratitude

That I know there is much more than what we can see, and smell, and taste, and hear, and touch

So I just let my heart open

And feel you

And I let the tears drop

Because they are full of the eternal truth

Because they are full of you

And I dwell there

With you

4

If I open the door

And let go of conditions

I only see beauty

I only see creation

There is a vast emptiness

Within each one of us

There is where everything begins

There is where you are God

There is where Love is

There is where I always want to be

5

You fear paradox

When paradox is all there is

In this limited realm

Go beyond duality

And know the truth

6

You dance like the wind

It makes my heart smile

You talk like the water

It makes my heart cry

You look like the fire

It makes me shake

You walk like the moon

It makes me pray

You silence like the sky

It makes me be who I am

Ah, o cinema argentino…

18 nov

Um conto chinês

Ah, o cinema argentino. ..

Nunca me decepciona. Cada filme, uma nova surpresa. E boa, sempre boa. Os filmes são de uma simplicidade arrebatadora. Nada de orçamentos grandiosos, apenas boas histórias ( sempre bem desenvolvidas) e bons intérpretes. Ou melhor, um bom intérprete: Ricardo Darín. Que está em 100 de cada 100 filmes porteños que assisti. E o cara é mágico. Tem a capacidade de nos fazer esquecer completamente de seus personagens anteriores, por mais marcantes que tenham sido. Cada filme, uma nova faceta.

Um conto chinês é sobre Roberto (Darín), um veterano de guerra solitário e cheio de manias que acolhe em sua casa, contra a sua vontade, um chinês que não habla nada de español e está completamente perdido. A relação dos dois é complicada não somente pela diferença de idioma e cultura, mas também pela rudeza do protagonista. A convivência forçada acaba sutilmente construindo uma relação bonita e inusitada, que faz Roberto perder a casca. Ao enfrentar seus piores demônios, ele passa a ver a vida de outra maneira. Cada cena, cada pequeno detalhe, cada choque cultural são de uma beleza singular. O drama é pontuado por pequenos momentos de humor, que dão leveza ao longa. É um filme que enche o coração.

Muto bem dirigido por Sebastián Borensztein, que também assina o roteiro, o longa argentino é imperdível. Literalmente, não dá pra perder. Então corra!


* Um conto chinês ganhou Melhor Filme no Festival de Roma

Amanhecer, aceitar e levitar

14 nov

PS: para entender essa imagem você tem de ler o texto!! Ahã!

Como muitos sabem, recentemente passei uma semana meditando e alguns dias “em silêncio”. A maioria dos meus leitores adoram seguir minhas aventuras meditativas, então, vou contar um pouquinho como foi, mas também vou dar um puxão de orelha em vocês no final! Mas por hora, let’s have fun! O workshop Seduction of Silence (Sedução do Silêncio ou Seduzido pelo Silêncio – que soa mais coerente) foi exatamente o que eu precisava, mas não o que eu queria. Essa é uma das minhas lições preferidas: aprender que expectativas sempre vão por água abaixo e o melhor vem mesmo quando descobrimos o porquê das coisas serem como são!

Meu plano era passar, ao menos, 4 ou 5 dias em total silêncio. Bem, lá chegando descobri que o silêncio seria por exatos 3 dias e meio e que, apesar de 50 pessoas estarem em silêncio, outros 250 participantes não estavam e ainda falavam como pobre na chuva durante toda a semana!! A infra-estrutura do evento não permite que você fique em completo silêncio, afinal, você tem de comprar comida e pessoas falam com você mesmo você tendo um crachá que diz claramente que você está em silêncio… Além disso, aulas de yoga, workshops com timbas, tambores, tamborins e instrumentos musicais super legais,  mantras e atividades envolvendo dança e muita música faziam parte da programação, tornando impossível um mergulho interno profundo!

Enfim, para somar à realidade do evento, a amiga que dividia o quarto comigo tinha acabado de descobrir que um parente muito próximo estava com câncer e a situação era bem delicada, logo, eu deixei bem claro que ela poderia conversar comigo sobre o que estava acontecendo a qualquer momento, pois ela ainda estava digerindo a informação e tentando ajudar a família com detalhes práticos, como cirurgias, quimio e radio, terapia, etc. Combinamos de quebrar o silêncio à noite, por 1 ou 2 horas, pra ela desabafar e dividir comigo seus pensamentos e apreensões. Em suma, caros amigos, o silêncio foi um Silêncio Organizações Tabajara Total!!!

No começo fiquei indignada com toda a situação (quem me conhece deve imaginar): meus planos subiram no telhado. Entretanto, muito rapidamente entendi (e ACEITEI) completamente o que eu estava fazendo ali, qual era a minha função ali! Função 1 – relaxar e me divertir, o que o workshop super “agarantche”. Função 2 – escutar e ajudar a minha amiga no que ela
precisava. Função 3 – aprender técnicas de meditação beeeem interessante e ver situações que, se eu não tivesse visto com os meus próprios olhos, não acreditaria que fossem verdade… Então fica a dica: sempre que você irritar-se com algo que não saiu como você planejava ou com algo inesperado em sua vida, pergunte-se: Qual é a lição que eu tenho que aprender com isso? Também pergunte-se: Como eu posso ajudar, ou servir, diante disso? Essas duas perguntas são mágicas e as respostas virão na hora certa!

Então eu curti demais! Dancei, pulei, abracei meus amigos, permiti viver intensamente o momento presente (já que Internet e telefone estavam off), me reconectei com a certeza de que o Universo sempre, sempre, sempre, me apóia, e, claro, meditei!!! Sobre a meditação, uma só palavra: LEVITAÇÃO! Isso mesmo! Eu vi meu professor levitando (Deepak Chopra, o professor que nos ensinou a técnica, está na foto acima. E, sim, ele era amigo do Michael Jackson)! Não a levitação imóvel que vemos em filmes ou desenhos, mas o corpo dele saindo do chão sem ele ter de mover um só músculo – era como se ele saltasse, mas as pernas dele estavam cruzadas em posição de lótus, o que impossibilita um pulo tão alto, mesmo que você seja mega forte. O segredo é alcançar altos níveis de consciência e transcender nossa idéia sobre corpo e espaço. Mas não empolgue muito! É possível levitar, mas carece muita meditação, técnica e muuuita prática! Sim, somos capazes de muuuuito mais do que imaginamos! Quem nos limita é nossa própria mente! Voltei pra casa com a alma lavada: com o que vi, vivi e me permiti, minha fé na nossa capacidade foi redobrada e meu coração se abriu mais ainda para o desconhecido e o inexplicável! Quem dúvida muito (do que é cientificamente inexplicável) é porque teme muito. Crer é para os corajosos e curiosos!

Agora, vem a bronca: Acordar para uma nova vida, ou para uma nova percepção de vida, ou um novo conceito de vida, depende apenas de uma coisa: um AMANHECER. Assim sendo, toda manhã é uma nova oportunidade de mudar absolutamente TUDO ao seu respeito ou à respeito da sua vida. É só querer. E não me venha com churumelas do tipo “é tão difícil…”, “eu não tenho tempo suficiente”… Reclamar não muda situação nenhuma minha gente! Adoro que vocês curtam ler minhas aventuras, mas eu também quero que vocês vivam as de vocês e me contem depois! Basta querer e usar a sua energia em direção ao seu objetivo. E só. Pode ser que sua mudança comece de maneira bem prática e física, por exemplo, um novo corte de cabelo, uma faxina no guarda-roupa, um workshop sobre como administrar seu tempo… Não importa! O que importa é: o que quer que você faça (e mova energia) com o alvo em melhorar quem você é, em se reinventar, e em melhorar sua qualidade de vida, trará muito mais benefício do que você poderia imaginar quando deu o primeiro passo! Levitando ou não! Então, vamos caminhar?

Beijo no coração e Namastê!

Rio: um amor de verão

4 nov

E o tanto que foi difícil escolher UMA foto? Ô cidade maravilhosa.

Quem me conhece pessoalmente ou acompanha meus blogs desde os primórdios tá careca de saber que eu sou uma apaixonada pelo Rio de Janeiro.  E não é uma paixão casual do tipo ai-que-cidade-linda-quero-voltar-sempre, mas sim estou-arrumando-as-malas-e-mudando-pra-cá-já.

Sério.

A primeira vez que fui para lá, aos 10 ou 11 anos, para ir ao Xou da Xuxa (mea maxima culpa), lembro de ter os olhinhos brilhando ao ver a paisagem lá de cima do Pão de Açúcar. E de achar o máximo abrir a janela do meu hotel e dar de cara com a Favela da Rocinha. Favela como ponto turístico, só mesmo no Rio de Janeiro.

Mais de uma década depois é que fui realmente me apaixonar pela cidade. De arrumar as malas, colocar o sonho e a coragem dentro, e mudar para lá. E mais uma vez vou usar uma analogia com relacionamentos amorosos para explicar minha paixão por essa cidade. Meu marido não gosta muito desse meu recurso estilístico, mas juro que não consigo fugir dele.  ( Ju, I love you)

O Rio para mim é a típica paixão de verão.  Aquele amor louco que bate fácil quando você está de férias e dando o melhor de si para o mundo. Você tem certeza que vocês vão ficar juntos para sempre. É tudo tão lindo e maravilhoso, que  você nem vê os defeitos.  Só pensa em prolongar ao máximo aquela sensação de bem-estar e felicidade. Aí acabam as férias. Você vai embora chorando e combinando um novo encontro o mais breve possível.  Na verdade você já está pensando em casamento.

Você volta para sua rotina, depois de um tempo ela acaba te engolindo e os planos de reencontrar sua paixão vão sendo postergados. Até que um dia, depois de meses se perguntando “E se?”,  bate uma saudade avassaladora e você decide voltar. E o reencontro é melhor do que o esperado. Está tudo ainda mais lindo e colorido. Vocês exploram o que têm de melhor e botam toda a sujeira e as fraquezas para baixo do tapete. Certeza que foram feitos um para o outro. Você só pensa em casamento, mala e cuia. Mas as férias acabam de novo.Você tem que ir embora e o ciclo se repete mais uma, duas, vinte vezes.

Até o dia em que você fica madura o suficiente para perceber que na verdade vocês não foram feitos um para o outro porcaria nenhuma. Que os defeitos que você insistia em não enxergar, estão ali e são grandes demais para continuarem sendo ignorados. E então você se coloca no seu devido lugar. E passa a ver tudo com clareza. Não, vocês não vão casar.  Ele ( o Rio de Janeiro, no caso. Isso aqui é só metáfora, lembram?) é apenas um amor de verão. Amor com data de validade. E aprende, finalmente,  a desfrutá-lo  no tempo certo.  Aproveitar o que ele tem de bom para te oferecer. E depois ir embora.

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