Arquivo | dezembro, 2011

Scar Tissue

29 dez

A gente sabe que um livro é muito bom, quando ao terminar de lê-lo, os personagens principais ficam na sua cabeça por um tempo e você se pega lembrando das histórias por dias e dias. Estou exatamente assim, só que neste caso os personagens não são fictícios. Estou há duas semanas pensando no Anthony Kiedis, Flea e o restante da gangue do Red Hot Chilli Peppers. Acabei de ler a autobiografia do Anthony, chamada Scar Tissue e estou impactada até agora.

Ando numas de ler biografias, de setembro pra cá já li quatro:  Lobão, Steve Jobs, Shakspeare e agora a do Kiedis. Eu sempre gostei de Red Hot,  Blood Sugar Sex Magik foi um dos primeiros cds que eu comprei e  acompanho a banda desde então. O show deles foi sem sombra de dúvida o que mais curti e pulei em toda minha vida. Entretanto, até o mês passado eu sabia zero da vida pessoal dos caras. Nada além do que  já foi  amplamente divulgado pela mídia, como o fato de Anthony ter sido super drogado e de um dos integrantes da banda ter morrido de overdose nos anos 80.

O livro demora a deslanchar, as primeiras 30 páginas sobre a família dele são chatas de doer e a impressão inicial é de que o cara é um completo idiota, mas aos poucos comecei a simpatizar com sua jornada e ao final a evolução pela qual ele passou é algo realmente admirável.  Anthony Kiedis foi mega ultra master plus junkie, começou a se drogar aos 13, foi criado por um pai malucão que traficava nos anos 70 e só em 2000 é que conseguiu se livrar de fato do vício. História digna de roteiro de filme.

Tudo é muito emocionante e curioso, a narrativa de sua alucinada vida amorosa, os altos e baixos do vício, a chegada do sucesso. Mas o bacana mesmo é ver como a banda surgiu, assim, meio por acaso e sem pretensões.  Como Kiedis foi inseguro quanto ao seu talento como cantor por muitos anos ( como letrista ele sempre soube que mandava bem). Como a  banda se desintegrou e renasceu inúmeras vezes. A luta de todos eles contra as drogas e o processo de criação de cada CD e de algumas músicas. Achei bacana saber também que o Pearl Jam e o Nirvana abriram os show da turnê de Blood Sugar e que a bandas de Seattle estouraram justamente nesta época. Muito legal mesmo.

Leitura obrigatória para os fãs de Red Hot e rock em geral!

Um aperitivo: a música ” I could Have Lied” foi feita por Anthony em homenagem a Sinead O´Connor após o término do namoro dos dois ( eu não tinha a menor ideia de que eles já haviam se relacionado).

À procura do setlist perfeito

6 dez

Meus pais não são muito ligados em música. Para vocês terem uma ideia, o aparelho de som na casa deles é de 1993. Isso mesmo. E nem foi uma aquisição feita originalmente por eles. Era do meu irmão, passou para mim e sobrou para eles. E o toca cds não funciona mais. Então todas as festas familiares deixam a desejar neste quesito. A gente tem que ficar ouvindo o som da televisão, graças a uns 5 ou 6 dvds de shows que estão lá desde que o mundo é mundo. Aí tem meu irmão, que é muito legal, mas só sabe ouvir Chiclete e Ivete. E axé para mim cai como uma luva, desde que eu esteja bêbada E/OU em cima de um trio. E em festas como o Natal, por exemplo, eu não estou nem uma coisa, nem outra.

Quando o tocador de cds ainda funcionava eu cheguei a levar meu case e tentar derrubar o reinado axezeiro. Mas nunca consegui acertar. Ficava mais de 15 minutos para escolher um cd e quando escolhia bastavam duas músicas para eu mesma achar  inadequado e alguém que partilhava da minha opinião substituir o cd do Strokes/Pearl Jam pelo do Chiclete Ao Vivo ( quem será?) ou então do Andrea Bocelli. Pois é. Não deve ser nada fácil a vida de um DJ.

Na reunião com as amigas a mesma coisa. Por  algum motivo que me escapa, nunca pensamos na música antes da festa, só lembramos quando já estamos lá, aí  acabo tentando resolver a situação sem planejamento algum e geralmente não dá muito certo. É impressionante. Posso estar totalmente in love com uma banda/música, de passar o dia inteiro com ela no  volume máximo, sabe? E vou colocá-la pra tocar,  toda feliz achando que vai arrasar, mas a galera D-O-R-M-E.  Incrível.

A Adele, por exemplo, faz o maior sucesso no mundo inteiro e no meu Ipod, mas na hora H as pessoas só conseguem ouvir uma música e depois são consumidas por um sono avassalador. E assim é com todos os meus favoritos : Amy Winehouse, Joss Stone, Ben Harper, etc.  Até do Eric Clapton a galera conseguiu reclamar. Se eu passo para o rock´n´roll , também não dura duas músicas sem reclamação.

Na nossa última confraternização de fim de ano, depois de trocar 5 vezes de música/banda/estilo em 10 minutos, estava quase desligando o som quando resolvi apelar e botei Legião. Escutei uns três gritinhos. Ok, Legião também não é a coisa mais animada do planeta, mas o pessoal adora cantar. E lembrar do que fazia na época. Fica todo mundo nostálgico, levantando os bracinhos e cantando aos berros. Acertei na mosca!

Então pensei comigo: se eu descobrisse mais umas cinco ou seis opções, dessas infalíveis, que animam da minha avó à minha amiga mais descoladinha, podia repensar minha carreira de DJ. Só que eu não consegui pensar em mais nada. Então tive o insight da minha vida: eu nunca vou poder ser DJ. Taí uma coisa que não sei fazer. Colocar música pra galera.  Mas seria legal  poder escolher umas músicas animadas para essas situações de emergência, então tive a ideia de pedir ajuda aos universitários. Fiz um apelo no Facebook e com as respostas de alguns amigos bolei o que deve ser o SETLIST perfeito para agradar gregos e troianos. Só falta testar.

Setlist para animar a festa

  • Flashback
  • Funk anos 70
  • Rock anos 80 ( nacional  –  Blitz e internacional – Depech Mode)
  • Jorge Benjor ( quando ainda era Ben)
  • Gloria Gaynor
  • ABBA
  • Legião Urbana
  • Madonna – anos 80
  • Beatles

E você, tem alguma sugestão?

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