Arquivo | fevereiro, 2012

Saudade das minhas amigas

25 fev

Com o passar do tempo, passamos a sentir mais saudade de coisas pequenas. Tão pequenas e cotidianas que um dia acreditamos ser eternas, garantidas, vitalícias.
O que eu teria feito se alguém me dissesse, 10 anos atrás, que num sábado de madrugada eu sentiria meu coração doer de vontade de encontrar minhas amigas?
Ou que então eu não saberia dizer onde qualquer uma delas estava passando sua noite?
Eu provavelmente riria, e explodiria em um discurso sobre o quanto eu tinha certeza que jamais me afastaria delas, sempre saberia seus passos e os acompanharia.
Mas com o passar do tempo…
O improvável vira estatística.

O nunca vira talvez.

E a maior parte de suas verdades desaparecem, ou se transformam.
Eu, hoje, sinto saudade das minhas amigas.
Da nossa convivência diária, dos segredos compartilhados, da ausência de julgamentos.
Da maior tolerância, do menor senso crítico. Da efemeridade das brigas.
Saudade de nos trocarmos juntas, uma maquiando a outra. Dos armários partilhados.

Do sol nos surpreendendo no meio da noite. Do som alto no carro tocando Legião, Ben Harper ou Smashing Pumpkins.
Das descobertas mútuas. Das cagadas anunciadas, dos fins de noite memoráveis.
Saudade.
De um tempo bom que não volta mais.
Saudade de tudo aquilo que eu- graças a Deus- vivi!

 

*Postado originalmente no falecido blog Meu Novo Cotidiano, também num sábado,  no dia 08 de março de 2008

Curtindo a vida adoidada

15 fev

Se você teve infância, ou adolescência, Curtindo a vida adoidado está entre os filmes mais bacanas que você já assistiu! Nada mais libertador do que tirar um dia da sua vida pra soltar a franga, abrir as asas, soltar as feras e cair na gandaia! Bem, não que eu seja Ferris Bueller (nome do protagonista no filme), mas eu também tenho curtido a vida adoidado nos últimos meses! Não caros leitores, não estou alcançado esse nível de curtição por meio de drogas, sexo ou rock and roll, mas sim com a companhia do que é essencial para realmente deixar a vida te levar: o ato de permitir-se!

Falo muito disso aqui, mas agora estou vivendo o que falo intensamente, o que me dá mais propriedade sobre o assunto! Desde janeiro tenho me permitido explorar o mundo com muito menos preconceito, amarras e valores vazios que fazem parte da nossa mente, mas não foram colocados lá por nós mesmos! Tenho cantado como doida (não que eu tenha uma voz alá Adele, mas canto mesmo assim), tenho dançado como doida (não que o Municipal do Rio de Janeiro vá me contratar para o corpo de balé dele, mas danço mesmo assim), tenho feito bobagens do tipo trepar em uma árvore, no meio da rua, com amigas, pra meditar, literalmente, nas alturas, e por aí vai!

Não me levo mais a sério. Como dizem as tradições Tântricas e até mesmo as mais sérias, como as hindus, a vida é uma grande brincadeira (Lila – em Sânscrito – estava com saudade de inserir Sânscrito nos meus textos), então vamos brincar! Tenho vivido como criança que não se preocupa com que os outros vão falar se ela sair vestida de homem aranha pra ir ao supermercado com a mãe (nossa, ia ser engraçado ir de homem aranha fazer comprar! Hihihi). Tenho me desnudado (não literalmente, por hora!) dos preconceitos, da vergonha (que vem com o auto-julgamento), das amarras que nos colocamos por medo, porque alguém nos criticou no passado (e tomamos a crítica como verdade absoluta) ou por osmose das regras fúteis da sociedade. E, let me tell you, é tão libertador!! Pra que esperar pelo Carnaval (quando nos deixamos levar pela alegria infantil e sem julgamentos…)?? Deixar-se ser é um dos maiores desafios que o homem tem, pois acabamos entrando nessa roda viva onde o certo é o que aparece na Caras ou na Vogue desse mês.

Matamos nossa criança interna quando damos mais valor ao cabelo chapado (ou o corte da estação) e o lábio “botoxizado” do que à arte e a liberdade de ser diferente e autêntico. Matamos a diversão quando seguimos o padrão me-divirto-indo-pra-balada-pra-tirar-120-fotos-pra-colocar-no-Facebook-amanhã. Muito estranho. Sinceramente, eu não quero fazer parte dessa “festa estranha com gente esquisita”. Ser esquisito, pra mim, é ser padrão, é ser normal, é tentar se adequar à regras que não foram analisadas ou aprovadas previamente por você. E tenho dito! Apesar desse post parecer só uma descrição superficial das minhas “mais altas aventuras” (momento sessão da tarde na Globo), na realidade, mostra o processo de “reivindicação da minha real identidade” – que está rolando right now! Se isso parece meio sem sentido pra você, pergunte-se “O que significa reivindicar minha real identidade? E como posso fazer isso?”. Todas as fases da vida são muito mais profundas (e belas) do que julgamos. Basta você abrir o coração para a poesia que existe em cada uma delas!!!

Mas você tem todo o direito de discordar de tudo o que estou relatando (ou reivindicando) e deixar aqui sua opinião! E, se você é genuinamente feliz seguindo as regras e sendo padrão, parabéns! Siga dançando sua música, pois o que funciona pra mim não necessariamente funciona pra você. Mas eu fui caga-regras por muitos anos (como já assumi várias vezes aqui) e esse lado meu sempre viverá dentro de mim, então quero fazer o máximo pra deixar ele de férias e realmente aproveitar a vida adoidada! A receita pra isso é bem simples: adicione liberdade de expressão, sinceridade, autenticidade, arte, inocência, imaginação, alegria, bons amigos, falta de pudor e curiosidade (se quiser adicionar algo mais, fique à vontade). Misture tudo. E divirta-se!

PS: se você não está se divertindo adoidado ao menos uma vez por dia, comece agora! Cante, dance, corra, ligue pra alguém que te faz rir, assista a um vídeo engraçado na Internet (como esse que é um dos meus preferidos! O dançarino super se libertou), faça algo pra elevar sua alma! Beijo no coração e Namastê!

Minhas séries do momento

8 fev

Na absoluta falta de coisa melhor para escrever, resolvi fazer um post listando as séries que tenho assistido no momento. Não que eu ache que alguém se importe, mas esse blog é metade meu e isso me dá o poder de escrever o que eu quiser. Há.  Brincadeira. Médio. Seguinte, como eu sou uma super maníaca por séries, muita gente ( umas 3 por ano) me pergunta o que eu recomendo. Então segue aqui a minha listinha.

Gostaria de dizer que sou totalmente parcial e tendenciosa. Tenho um pouco de preguiça de ver séries novas e só faço isso se elas me forem indicadas por alguém que realmente entenda do assunto tipo a Cláudia Croitor do Legendado . Também não sou muito chegada em sitcoms ( tirando Friends) e  adoro um drama.  Acho que é isso. Divirtam-se!

GREY´S ANATOMY

A série médica está na oitava temporada e é a minha favorita há sete anos. O hospital é apenas o pano de fundo para muito drama e emoção ( litros de lágrimas). Acho as interpretações fantásticas, raríssimas vezes fiquei insatisfeita com um episódio. Para uma série se manter 8 temporadas no ar praticamente com os mesmos personagens e com críticas extremamente positivas é porque é coisa boa mesmo. Shonda Rhymes rocks! Tem o meu segundo casal preferido de todos os tempos Meredith e Shepard ( Ellen Pompeo e Patrick Dempsey). Se você tiver que escolher apenas uma, é essa! Pegue o lencinho e corra para frente da tevê ( ou computador).

BREAKING BAD

Contrariando todas as expectativas, garrei amor numa série  que fala sobre tráfico de drogas e tals. Só pelas interpretações de Walter White (Bryan Cranston) e Jesse Pinkman (Aaron Paul) ( ambos ganhadores de Emmy pelas performances) já valeria a pena. Mas além disso o enredo é bom, muito bom.  Uma das melhores coisas da televisão.  Já falei sobre ela aqui ó: Breaking Bad.

PARENTHOOD

Também já fiz um post sobre ela aqui antes Minha Nova família : Braverman. Parenthood é, como o próprio nome diz, uma série familiar.  Me emociono bastante nos episódios. É uma série fofa, daquelas que enchem o coração de alegria.

FRINGE

Depois do decepcionante final de Lost, fiquei meio arisca com ficção científica, especialmente quando J.J. Abrams está envolvido. Mas acabei cedendo aos encantos de Fringe e viciei.  Aviso: é ficção científica das brabas, do tipo que fala de universos paralelos, teorias conspiratórias e cientistas que sabem tudo sobre tudo. Então,  se você não curte muito é melhor nem se arriscar. Tem o fofíssimo Joshua Jackson, o eterno Pacey de Dawson´s Creek.  Saiba mais sobre o programe nesse post aqui ó: You Gotta Love Walter.

THE KILLING

É uma série policial baseada em um seriado dinamarquês. Basicamente fala sobre a investigação do assassinato da adolescente Rosie Larsen.  Cada nuance  e reviravolta da investigação são mostrados, além da jornada emocional dos pais da garota diante da morte e das investigações. Tudo isso debaixo do céu chuvoso e cinza de Seattle e com atores que não parecem ter saído de um editorial de revista. Gente de carne e osso. O que torna a trama mais verossímil e viciante. Por enquanto só houve uma temporada de 13 episódios e a segunda temporada deve estrear em abril.

HOMELAND

Homeland é uma série americana, baseada na série israelense Hatufim . O programa é estrelado por Claire Danes, que foi o que me atraiu. Isso e o Globo de Ouro de Melhor Drama que eles ganharam no início do ano.  Carrie Mathison (Claire Danes)  é uma oficial de operações da CIA que passou a acreditar que um fuzileiro americano, o Sargento Nicholas Brody( Damian Lewis),  recém libertado prisioneiro de guerra da Al-Qaeda, passou para o lado inimigo e agora representa um significativo risco a segurança nacional. Por enquanto só vi o primeiro episódio, mas já deu pra sentir que veio pra ficar na minha listinha. Super produção!

GOSSIP GIRL

Dá vergonha de assumir, mas sim, eu vejo Gossip Girl. O seriado adolescente mais forçado da história.  è baseado na obra de mesmo nome ( e bestseller teen) da  Cecily von Ziegesar. Assisto pra passar raiva, xingar os roteiristas e babar muito nos figurinos e no elenco. É isso. Não recomendo, mas também não consigo largar.

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