Curtindo a vida adoidada

15 fev

Se você teve infância, ou adolescência, Curtindo a vida adoidado está entre os filmes mais bacanas que você já assistiu! Nada mais libertador do que tirar um dia da sua vida pra soltar a franga, abrir as asas, soltar as feras e cair na gandaia! Bem, não que eu seja Ferris Bueller (nome do protagonista no filme), mas eu também tenho curtido a vida adoidado nos últimos meses! Não caros leitores, não estou alcançado esse nível de curtição por meio de drogas, sexo ou rock and roll, mas sim com a companhia do que é essencial para realmente deixar a vida te levar: o ato de permitir-se!

Falo muito disso aqui, mas agora estou vivendo o que falo intensamente, o que me dá mais propriedade sobre o assunto! Desde janeiro tenho me permitido explorar o mundo com muito menos preconceito, amarras e valores vazios que fazem parte da nossa mente, mas não foram colocados lá por nós mesmos! Tenho cantado como doida (não que eu tenha uma voz alá Adele, mas canto mesmo assim), tenho dançado como doida (não que o Municipal do Rio de Janeiro vá me contratar para o corpo de balé dele, mas danço mesmo assim), tenho feito bobagens do tipo trepar em uma árvore, no meio da rua, com amigas, pra meditar, literalmente, nas alturas, e por aí vai!

Não me levo mais a sério. Como dizem as tradições Tântricas e até mesmo as mais sérias, como as hindus, a vida é uma grande brincadeira (Lila – em Sânscrito – estava com saudade de inserir Sânscrito nos meus textos), então vamos brincar! Tenho vivido como criança que não se preocupa com que os outros vão falar se ela sair vestida de homem aranha pra ir ao supermercado com a mãe (nossa, ia ser engraçado ir de homem aranha fazer comprar! Hihihi). Tenho me desnudado (não literalmente, por hora!) dos preconceitos, da vergonha (que vem com o auto-julgamento), das amarras que nos colocamos por medo, porque alguém nos criticou no passado (e tomamos a crítica como verdade absoluta) ou por osmose das regras fúteis da sociedade. E, let me tell you, é tão libertador!! Pra que esperar pelo Carnaval (quando nos deixamos levar pela alegria infantil e sem julgamentos…)?? Deixar-se ser é um dos maiores desafios que o homem tem, pois acabamos entrando nessa roda viva onde o certo é o que aparece na Caras ou na Vogue desse mês.

Matamos nossa criança interna quando damos mais valor ao cabelo chapado (ou o corte da estação) e o lábio “botoxizado” do que à arte e a liberdade de ser diferente e autêntico. Matamos a diversão quando seguimos o padrão me-divirto-indo-pra-balada-pra-tirar-120-fotos-pra-colocar-no-Facebook-amanhã. Muito estranho. Sinceramente, eu não quero fazer parte dessa “festa estranha com gente esquisita”. Ser esquisito, pra mim, é ser padrão, é ser normal, é tentar se adequar à regras que não foram analisadas ou aprovadas previamente por você. E tenho dito! Apesar desse post parecer só uma descrição superficial das minhas “mais altas aventuras” (momento sessão da tarde na Globo), na realidade, mostra o processo de “reivindicação da minha real identidade” – que está rolando right now! Se isso parece meio sem sentido pra você, pergunte-se “O que significa reivindicar minha real identidade? E como posso fazer isso?”. Todas as fases da vida são muito mais profundas (e belas) do que julgamos. Basta você abrir o coração para a poesia que existe em cada uma delas!!!

Mas você tem todo o direito de discordar de tudo o que estou relatando (ou reivindicando) e deixar aqui sua opinião! E, se você é genuinamente feliz seguindo as regras e sendo padrão, parabéns! Siga dançando sua música, pois o que funciona pra mim não necessariamente funciona pra você. Mas eu fui caga-regras por muitos anos (como já assumi várias vezes aqui) e esse lado meu sempre viverá dentro de mim, então quero fazer o máximo pra deixar ele de férias e realmente aproveitar a vida adoidada! A receita pra isso é bem simples: adicione liberdade de expressão, sinceridade, autenticidade, arte, inocência, imaginação, alegria, bons amigos, falta de pudor e curiosidade (se quiser adicionar algo mais, fique à vontade). Misture tudo. E divirta-se!

PS: se você não está se divertindo adoidado ao menos uma vez por dia, comece agora! Cante, dance, corra, ligue pra alguém que te faz rir, assista a um vídeo engraçado na Internet (como esse que é um dos meus preferidos! O dançarino super se libertou), faça algo pra elevar sua alma! Beijo no coração e Namastê!

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