Arquivo | março, 2012

O dia em que fui assaltada

25 mar

Tem coisas na vida que a gente pensa que só acontece em filme, ou na vida de alguém bem distante. Até acontecer com você. Foi na noite de sexta-feira – quando em dois segundos eu me vi sendo jogada no chão. Caí de lado e meus óculos voaram longe. Só consegui gritar que ele estava com a minha bolsa, e que era pra ligar pra polícia. E comecei a gritar que eu tinha perdido meus óculos e não conseguia enxergar, pois era noite. Minha amiga gritou de volta que ela tinha pego meus óculos. Relaxei. Não ver a realidade é assustador, mesmo quando a realidade é assustadora.

Tudo começou uma hora antes, quando saindo do restaurante que eu e minhas amigas frequentamos bastante, após nossa aula preferida de yoga, resolvemos ficar na frente do restaurante, literalmente na calçada de uma esquina, conversando. Como sempre fazemos. Fecharam o restaurante, toda a equipe foi embora. A rua estava super movimentada por conta de um festival de música electronica que está acontecendo aqui e aglomerando mais de 160 mil pessoas. Carros e pessoas passavam por nós o tempo todo. Até brincamos que vários gatinhos estavam passando por aquela esquina! Seguimos conversando.

Eu e minhas duas amigas tínhamos o plano de ir dormir cedo e até negamos o convite de um amigo de ir pra casa de um conhecido, onde outros amigos estavam. No entanto, somos muito unidas e acabamos relatando tudo o que aconteceu com cada uma naquela semana (momento terapia mesmo) e quando vimos mais de uma hora tinha passado. O dono do restaurante, Alex, gente boa e amigo nosso, chegou (pois ele mora em cima do restaurante) com a namorada. Nos comprimentou, conversamos por 5 minutos e ele subiu pra casa dele.

Depois tudo aconteceu muito rápido, como filme mesmo. Eu vi o ladrão se aproximando. Eu tinha em cada ombro uma bolsa (uma só com roupas – claro que ele levou a outra, com todos os meus pertences) e a chave do meu carro na mão (pois já estávamos indo embora). Eu olhei pra ele pausadamente e vi que ele estava com o rosto bem brilhoso e que caminhava rápido. Negro, mais alto e forte do que eu. Cabeça raspada. Vestia-se muito bem – jeans e uma camisa polo listrada. Fiquei com medo por um segundo. No segundo seguinte analisei meu próprio pensamento e falei pra mim mesma pra não ser racista e fiquei com um cado de vergonha do meu modo de pensar. Ao mesmo tempo senti que era importante criar um círculo de energia azul, ao meu redor e ao redor das minhas amigas, por proteção. No meio da pequena prece que estava fazendo pra nos proteger eu já estava no chão.

Caí como uma jaca (na vida tem de rir né gente). Ele me jogou com força no chão pra conseguir tirar a bolsa do meu ombro. Vi arranhões e hematomas instantâneos no meu ombro, braço, costas e cintura. Não tinha sangue e eu consegui me levantar com a ajuda de uma amiga. Conseguia andar e me mover, então estava tudo bem. A adrenalina era liberada rapidamente no meu corpo e eu tremia e sentia calor ao mesmo tempo. Não sentia dor, só um arder quente nos arranhões, de longe, como se fosse uma memória de dor dos tempos passados. Eu grito o Alex e ele sai da casa correndo e entra no carro dele sem eu nem mesmo precisar dar grandes explicações. Nesse momento uma das minhas amigas e um outro cara que estava na rua estão correndo atraz do ladrão. Pensei o quanto eles eram loucos. Ele podia estar armado.

O pânico veio quando me vi sem óculos e não enxergando muito a minha frente. Começo a gritar pelos meus óculos e minha amiga, que me ajudou a levantar, me acalma dizendo que tem meus óculos, meu casaco e minhas chaves do carro. Eu digo que minhas chaves ainda estão na minha mão e não tenho casaco algum. Nos damos conta que a chave do carro e a camisa polo pertencem ao ladrão. Nesse momento sabíamos que mais cedo ou mais tarde a polícia o pegaria. Alex sai em disparada, mas o cara pula uma cerca no meio de um matagal e some.

A polícia chega. Três carros, em menos de 10 minutos. Começam a pegar nossas informações. Antes da polícia chegar minha amiga parou um conhecido (conhecido mesmo, com quem trocamos palavras, na frente do mesmo restaurante, dois meses atras) e contou o que aconteceu. Ele está de moto e ela pede pra ele tentar achar o ladrão, após descrevê-lo. A polícia se mostra interessada, mas sem muita energia pra realmente procurar pelo ladrão. Até o momento em que o moço da moto volta com a notícia de que acha viu o cara, suando muito, perto de um posto de gasolina, há 3 quadras de onde estávamos. Eu assisto a tudo aquilo passiva. Não consigo pensar muito. Só penso no meu telefone (Cuidado, Iphones podem tomar sua vida e alma), meus cartões de crédito, minha carteira de motorista, minha chave de casa…

A polícia se anima com a novidade e dirige em direção ao posto de gasolina. O ladrão começa a correr. Em menos de 3 minutos mais de 10 carros de polícia fecham cerca de 2 quarteirões. Ninguém entra, ninguém sai. Cena de filme americano. Um detective chega e começa a pegar nosso depoimento e informações. Por rádio ele nos fala que vão pegá-lo, pois a polícia estava trazendo cachorros que farejam o suor de foragidos e com isso SEMPRE conseguem capturá-los. Acho tudo muito surreal, mas começo a acreditar quando vejo um dos policias com uma arma na mão, e meio que preparado para o que der e vier.

Menos de 10 minutos depois e o ladrão foi pego. Os policias comemoram. Eles estavam todos agitados e animados com a perseguição. Viciados em adrenalina, eu diria. Mais alguns minutos e eu estou no carro do detective pra ir reconhecer o ladrão. O vidro dele é fumê, luzes fortes dos outros carros de polícia ofuscam a visão do ladrão, ele me explica. Ainda assim estou apreensiva. Olho firme nos olhos dele de novo. Ele tenta achar os meus. Não deve ter visto meu rosto, mas viu meu pescoço e colo, à mostra no meu vestido tomara-que-caia. Ele está totalmente transtornado. Suado, com o jeans rasgado, a perna sangrando (os cachorros o morderam, pois ele não queria sair de baixo de uma casa de madeira – que geralmente tem tipo um porão aberto  de meio metro fixado no chão – onde tentou se esconder), uma blusa regata branca (que estava por baixo da polo) toda suja de terra. Ele é a imagem da sociedade doente da qual fazemos parte. Impossível não reconhecê-lo, entretanto, alí todo esfarrapado, ele é outro. Ele é o retrato do desespero.

Começo a chorar. Me sinto culpada por estar mandando alguém pra cadeia. Penso no quanto vivemos em um mundo maluco, onde um segundo de ação estúpida vai custá-lo tão caro. Penso no quanto ele deve ter sofrido na infância e adolescência pra se arriscar assim, por nada (pois, sinceramente, eu não estava vestida nem tinha uma bolsa que parecesse de gente rica, ao contrário, eu parecia uma hippie recém-saída da aula de yoga, de chinelo e tudo)… Parte da nossa sociedade está doente e nós somos todos culpados, pois ainda achamos que é mais importante ter uma bolsa de 3 mil reais do que ajudar pessoas que não tem onde morar, ou o que comer. Pois estamos desconectados um dos outros e pensamos que o que vale é sempre levar vantagem. Pois deixamos de ajudar instituições de caridade ou ONGS, mas não deixamos de gastar 50 reais no salão toda semana, nem de comprar a tal da Dudalina, que nada mais é do que uma camisa de estampa esdrúxula, que custa o olho da cara (e eu tenho uma ein, que me foi presenteada, mas tenho!). Sinceramente, estamos todos doentes.

O detective me fala que eu não posso pensar assim, pois ele me machucou e tem de pagar pelo o que fez. É sempre mais fácil por a culpa toda nos outros e fingir que sempre fomos perfeitos e não temos responsabilidade nenhuma. Minhas duas outras amigas também são levadas para identificá-lo. Bombeiros chegam pra olhar os ferimentos dele… Senti muita compaixão pelo ladrão, senti dó pelo futuro dele, senti medo, pois ele viu minha cara e pode ter escondido meus documentos em um lugar que possa pegar de volta depois (as carteiras de motorista aqui tem seu endereço e foto nelas… E a minha ainda está sumida), senti culpa por ele estar indo pra cadeia, senti gratidão, pois estou viva, saudável e protegida, senti saudade dos meus pais… Senti tudo, mas não senti raiva dele. Consegui imaginar perfeitamente ele dormindo em uma cela de cadeia fria e escura, enquanto eu dormíria confortavelmente na minha cama. Senti que o mundo está louco e que não quero fazer parte do sistema que criou essa situação toda.

A policial da perícia chega e tira fotos dos meus machucados. Ela é uma mulher, mas não pergunta se estou bem, se preciso de algo, nem tenta me confortar. Pra ela eu sou um caso light, uma bobagem. Ela também está anestesiada pelo sistema. Um outro policial estaciona seu carro perto de onde estamos e se aproxima do carro do detetive que me acompanhou e da moça da perícia. Nós todos conversamos e ele conta que o cara já tem passagem pela cadeia estadual, o que significa que ele provavelmente já fez algo ainda pior. Se ele estiver em liberdade condicional não sai da cadeia em menos de 25 anos, me afirmam.

Conversamos todos lá até que uma das minhas amigas (que foi tentar achar minha bolsa)  e o Alex voltam correndo com a camisa polo dele toda suada. Ele tirou a camisa no matagal pra tentar passar despercebido… Nesse momento o policial que tinha o carro a menos de 4 metros de onde estávamos fala que vai dar a camisa de volta pra ele, abre a porta e joga a camisa lá dentro. Descobrimos que ele está no carro, provavelmente nos olhando o tempo todo. Gelo. Não há mais nada o que fazer. É rezar pra Deus me proteger de agora em diante (como sempre fez) e pra esse moço nunca querer me ver de novo.

Ainda temos tempo de conversar sobre meditação e yoga com os policiais. Os convidamos para ir a uma aula de yoga e ainda digo que se eles quiserem posso ir na polícia ensinar meditação pra eles (quão louca sou eu? Ou seria o efeito da adrenalina?? Mas eu acho mesmo que ia ajudar muito eles). Eu realmente fiquei impressionada com o trabalho e eficiência da polícia. Os agradecemos e eles vão embora. Procuramos minha bolsa por mais de uma hora no matagal, em plena madrugada, 5 pessoas, mas nada. Volto pra casa. Abro a porta. Fecho a porta. Choro. O choro vem e vai. Não sei muito bem o que fazer.

Escrevo alguns e-mails necessários (como boa virginiana que sou, e como estou sem telefone).Tomo um banho. Deito. O corpo, no lado esquerdo, começa a doer. Sinto a adrenalina se diluindo. Sinto cansaço. Sinto dor. Não consigo me mexer muito. Tenhos dois travesseiros, um de cada lado da cama, pra me sentir mais segura. Pra sentir contato com algo. Rezo muito. Agradeço minha vida, minhas amigas, minha família, minha sanidade mental, minha saúde… Mando muita luz para o ladrão. Peço perdão por tê-lo mandando pra cadeia, mas sei que eu fui só um veículo para o karma dele, que tinha de ser pago. Agradeço a Deus por eu também estar pagando pelo meu karma, seja ele o que for. Sigo rezando.

Depois de umas duas horas sinto o sono chegando. Como se estivesse sob o efeito de um sonífero, sinto que estou começando a dormir. Sono leve. Imagens ainda vem à mente. Apago, mas estou alerta. Durmo, mas não relaxo. Abro o olho 5 horas depois. Observo o conforto da minha cama. Observo como sou abençoada e sinto meu corpo feliz entre os lençóis. Penso que ontem foi quase como um sonho, ou um filme. Penso que eu abri os olhos pra minha vida de sempre, e o ladrão abriu os olhos em uma cela de cadeia. Tento imaginar o que ele está sentindo, pensando… Será que se arrepende do que fez? Será que me culpa? Será que culpa sua família, ou vida, por ter chegado onde chegou? Será que os machucados doem muito? Será que ele tem família, filhos ou amigos pra quem ligar ? Tantos serás…

Que Deus o abençoe onde quer que ele esteja. Que ele possa um dia entender que ele pode sair dessa vida do crime e encontrar a paz, mesmo que seja em um emprego que não pague tão bem, mas o ofereça dignidade, conforto e tranquilidade. Que ele um dia possa se perdoar por todos os seus erros. Que um dia ele possa ter amigos como eu tenho, ter uma família como a que eu tenho, e possa ver a vida como eu vejo… Que um dia o coração dele esteja curado. E o meu também!

Ps: escrevo esse texto pois escrevê-lo faz parte do meu processo de cura. Se quiserem ajudar, por favor, enviem rezas e boas energias para o ladrão. Elas serão escutadas e o ajudaram, com certeza. Que possamos todos trabalhar por uma sociedade mais igualitária (sem idealismos ou política envolvida, ok?), por uma sociedade consciente, menos egoísta, menos imediatista e com o coração repleto de compaixão. Beijo no coração e Namastê.

Quinze minutos antes morrer

19 mar
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O cano gelado pressionava fortemente minha têmpora esquerda. Como se quisesse furar minha cabeça sem precisar apertar o gatilho. Nessa hora há pouco espaço para pensar e sentir qualquer coisa que não seja medo.

Eu derreti. As pernas bambearam e senti o suor brotar instantaneamente de minhas extremidades. Quanto mais ele colava seu corpo ao meu, mais eu suava.

Enquanto isso, eu aguardava que Milena conseguisse descer do carro para que eles pudessem partir. Finalmente minha amiga saiu, permanecendo estática diante de nós. Eu não conseguia enxergar a expressão do seu rosto, eu não via mais nada. Apenas respirava e aguardava que ele me soltasse e me deixasse desabar no chão.

Mas houve uma mudança de planos. Disseram algo que eu não pude ouvir. Fui arrastada para dentro do carro, que partiu numa arrancada, pude ver apenas a imagem de Milena se afastando na noite escura, imóvel. Até que não vi mais nada além de escuridão.

Ele sussurrava no meu ouvido. Dizia barbaridades, me ofendia. Mas eu não ouvia. Aquela história de que minutos antes da morte você um filminho da sua vida? Balela. Nada lhe vem à cabeça além de pânico. Por alguns instantes cheguei a tentar imaginar um modo de escapar. Tomar-lhe a arma da mão e atirar nos dois. Como se adivinhasse meus pensamentos ele imobilizou os meus braços.

– É só você fazer o que a gente pedir e vai ficar tudo bem – tentou me acalmar.

– Não me machuquem, por favor – implorei com o fio de voz que me restava.

O que eles queriam de mim? A primeira possibilidade que tomou meus pensamentos foi a de estupro. Amaldiçoei a saia que escolhi tão caprichosamente naquela noite. Bem que me disseram que com jeans estupro era quase impossível. A Milena está de jeans, eu deveria ter colocado aquela calça bordada.

-Não nos dê ideias. – disse o outro entre gargalhadas, como se tivesse lido meus pensamentos.

Ambos cheiravam a álcool e tinham um aspecto sujo, mal tratado. Cara de bandido. Exatamente o clichê que se espera de alguém  que vai te assaltar.

– Queremos seu dinheiro paty. Vamos parar num banco qualquer pra tirar toda sua grana.

Um arrepio frio percorreu meu corpo da cabeça aos pés. Eu estava sem cartão, não havia nada em minha micro-bolsa além de gloss e minha carta de motorista. Naquela hora eu soube que iria morrer.

– Olha, eu estou sem carteira. A gente estava indo a uma festa, sabe? Open bar. Não precisava de dinheiro – respondi tentando controlar o tremor da voz.

– Sua vaca mentirosa, nós vamos acabar com tua raça- ameaçou o outro.

– Passa tudo ou a gente vai te matar – ele disse apertando meu braço com uma força hercúlea.

– Não tenho, não tenho mesmo – respondi num sopro, mas eles não me ouviram.

A sensação de gelado do cano do revólver havia desaparecido. Como se eu já estivesse acostumada com aquela força na minha cabeça, como se meu corpo se preparasse para o pior. Súbito, percebi que não sentia mais nada. Nem as pernas, nem os braços. Apenas uma queimação estranha um pouco acima da minha orelha esquerda. Um líquido quente escorrendo. Sangue.

Atiraram? Mas nem ouvi o barulho.

Senti que arregalava os olhos e tentava perguntar por que eles haviam feito aquilo. Eu estava morrendo. Eu podia sentir que rapidamente minha vida se esvaía junto com o sangue que escorria. Não pensei no meu namorado, não pensei nos meus pais, não vi Deus e sequer me lembrei dele.  Não pensei em nada além da estupidez da minha morte. Senti apenas a dor e o esvaziamento do meu corpo. Reuni o fio de força que me restava e encarei meu assassino. Olhei-o nos olhos, disse filho-da-puta e morri.

Três anos em mil

9 mar

Meu pequeno grande amorMal posso acreditar, mas o meu bebê está fazendo três anos. E sejamos realistas, ele não é mais um bebê. Passou rápido demais. Foram 1096 dias tão intensos que já nem lembro como era minha vida antes de Gael. Hoje um molequinho esperto e metido a independente que tem voz e vontade próprias.

E isso muda absolutamente tudo! Como é gostoso ouvi-lo falar palavras difíceis (errado, claro, mas nem corrijo porque é fofo demais) ,  formular raciocínos e fazer perguntas, muitas perguntas. Nossa vida ficou tão mais fácil desde que aposentei minha bola de cristal e não preciso mais adivinhar o que se passa em sua cabecinha. Nos últimos meses finalmente passei a enxergá-lo como um serzinho e não como um prolongamento de mim.

Até porque somos muito diferentes. Ele está sempre bem-humorado e disposto a fazer amizades. Não passa por ninguém sem desejar bom dia ou dizer “ oi, tudo bem?”.  ( Digamos que eu não sou conhecida pelo meu bom humor). É muito atento aos detalhes,  do tipo que nota se você está de sapato novo, ( enquanto eu demoro meses para notar qualquer tipo de mudança na minha própria casa) e preocupado com a felicidade dos que o cercam.

Incansável, é capaz de passar duas horas ininterruptas correndo pelo clube e chegar em casa ainda querendo brincar  de esconde-esconde. Difícil é convencê-lo de que está na hora de dormir. Isso não acontece sem que eu conte ao menos uma história e cante duas músicas. Mas o Universo é tão maravilhoso que, apesar de me mandar um moleque dos mais agitados e sapecas, o fez carinhoso como jamais  sonhei. Do tipo que segura minha mão sem motivo aparente e me acorda com beijinhos ( tá, tem dias que me acorda com tapões também). E me faz sentir a pessoa mais amada e completa do mundo. Meu amigo, meu companheiro.

E eu, que sempre acreditei que realizaria coisas grandiosas e  deixaria um legado para o mundo, tenho hoje a certeza de que já fiz a coisa mais importante da minha vida, que é ter colocado o Gael no mundo. Ele é o meu maior e melhor legado.

Tenho como missão educá-lo para fazer a diferença nesse mundo doido em que vivemos. E é libertador levantar os olhos e parar de mirar no meu próprio umbigo. Que responsabilidade gratificante é olhar para frente e ajudar o meu molequinho a construir um futuro feliz. E eu, sinceramente, não desejo mais nada além disso.

Feliz aniversário, meu príncipe. Meu mundo é um lugar melhor por causa de você!

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