Arquivo | outubro, 2012

Halloween e o Palhaço (a) dentro de cada um de nós

30 out

Uma das melhores e maiores lições da vida é aprender a não se levar tão a sério… O Halloween, ou Dia das Bruxas, é comemorado na quarta-feira, mas eu já curti a leveza de ser criança de novo no final de semana, quando me vesti de palhaça! Pra falar sobre a importância e os benefícios de explorar o nosso mundo da fantasia, segue mais um vídeo meu, que fiz com mais confiança depois do feedback positivo que recebi do primeiro! Halloween sempre teve um sabor especial pra mim, mesmo porque eu fui pioneira em comemorá-lo na minha pequena cidade natal, Ji-Paraná (RO)! Na época, reuní 6 ou 7 amigos em casa (entre 7 e 10 anos, acho…), nos fantasiamos e saímos pedindo doce ou prenda na rua da minha casa! Completamente ignorando o fato de que quase ninguém naquela época sabia do que se tratava, conseguimos ganhar como doce um saco de açúcar e uma lata de cocada preta (nunca me esqueço). Depois de alguns olhares perplexos, algumas portas fechadas na cara e os dois doces citados acima batemos na casa de um vizinho que estava levemente embriagado e, sem saber o que um bando de crianças vestidas de fantasmas e bruxas faziam na porta da casa dele, mandou o cachorro dele avançar em nossa direção. A minha rua era cheia de vira-latas e praticamente todos se reuniram pra nos dar o que seria o maior carrerão das nossas vidas.  Nunca vou me esquecer dos nossos gritos, lençóis e vassouras voando pelo céu! Hoje é hilário, mas no dia foi um cado traumatizante (que o diga uma de minhas amigas que não parou de chorar por mais de uma hora por conta do susto).Ainda bem que nossas mães estavam lá para dar aquele suporte psicológico!  Lição aprendida: nunca mais pedi doce ou prenda… Mas sigo me fantasiando!

Se quiser comente aqui o que você vai ser nesse Halloween! E feliz Dia das Bruxas!

Beijos no coração e Namastê!

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A coragem de uma dança

23 out

(Esse vídeo é dedicado a Gabrielle Roth) Caro leitor, criei coragem e resolvi mostrar a minha cara! Depois de mais de uma semana avaliando se publicava, ou não, esse vídeo que gravei por impulso, decidi que vale correr o risco, pois além do medo das críticas está o meu compromisso com o meu propósito de vida! A coragem cresceu depois que Gabrielle Roth, a criadora da modalidade 5Rhythms (que eu dancei no dia em que gravei o vídeo), faleceu. Ela é considerada a pessoa mais influente no que chamamos de “dança meditativa” aqui nos EUA, mas eu prefiro definir como “terapia meditativa corporal”. Uma das melhores experiências de auto-conhecimento e meditação que já tive. Então aí vai! Curiosamente, o vídeo fez com que eu me enxergasse de maneira diferente.  Ele acabou sendo um exercício de auto-conhecimento, pois nunca antes vi o que as pessoas viam (ou como me viam) e pude observar meus gestos, minhas caretas, meu tom de voz… Achei super legal e indico a experiência a todos! Fique à vontade para comentar, criticar e rir das minhas loucurinhas. Acima de tudo, fica o meu desejo de criar um espaço livre onde eu possa me expressar melhor e assim proporcionar a você a coragem e liberdade de fazer o mesmo! Beijo no coração e Namastê!

Revisitando o passado blogger

16 out

Eu não sei se vocês sabem, mas eu criei o meu primeiro blog há mais de 10 anos. Para ser mais exata foi em maio de 2002. Naquela época pouca gente sabia criar um blog. Eram outros tempos. Postar links ou fotos era tarefa  apenas para os superentendidos de HTML, e só aprendi a mudar o tamanho da fonte porque tinha um amigo que trabalhava em um site e me ensinou uns truques.

Sinceramente nem sei o que eu tinha em mente quando comecei a postar. Não era um diário, pois ele era visto por algumas pessoas que eu nem conhecia, mas também não tinha pretensão alguma além de comunicar.

Tinha lá pouco mais de meia dúzia de fiéis leitores, que comentavam e achavam graça das minhas aventuras de caipira na capital. Então fui acreditando que escrevia algo que prestasse. Alguns anos depois, o título do blog  (Louco Cotidiano)  não fazia mais sentido para a jornalista que abandonou  a vida na metrópole por amor e se estabeleceu pacatamente em Ribeirão Preto. Mudei de blog, de endereço e de vida.

Tanto tempo depois,   bateu uma nostalgiazinha e resolvi limpar as teias de aranha desse meu primeiro contato com a vida blogger. Queria relembrar  o que eu fazia e pensava há mais de uma década. E o resultado foi decepção total. Que blog tosco! Que vergonha das coisas que eu escrevia/ fazia / pensava.  É dessa vida que tenho saudade?

Ai ai ai. Será que todo mundo sente essa vergonha alheia de si mesmo ao ler seus textos antigos?

Reler esses textos crus sobre o início da minha vida adulta ( que só falavam sobre baladas, homens, crise existencial) me deixou corada. Era isso mesmo que eu pensava, ou estava fazendo tipo para alguém que eventualmente me leria?  Não eram essas ideias que eu recordava possuir.

Isso tudo me fez refletir: quanto da nossa memória é real? E quanto a gente romanceia? Porque na minha cabeça eu era superculta, hype, tinha uma vida animadíssima, ia às melhores baladas do mundo. E a analisando friamente, meus posts mostram que não foi bem assim. Meu textos era dolorosamente banais e eu reclamava pra caramba de tédio.

Será que daqui alguns anos, quando eu ler os textos deste blog, alguns elaborados com tanto afinco ( cof cof cof), vou também me achar uma tosca,  etc? Será que parte da evolução do ser humano é revisitar o passado e constatar que está tudo muito melhor no presente? Ou isso é coisa de gente com autocrítica excessiva e cruel?

Será?

Seja seu próprio “vidente”!

4 out

Recebi uma mensagem muito especial (que repasso no quarto parágrafo) de um oráculo chamado Mensagens de Jeremias Horta. Sempre valorizei muito os oráculos, que são mensagens especiais escritas por pessoas ou seres espiritualmente evoluídos. Explicando melhor, o Wikipédia define oráculo como “a resposta dada pela Divindade a uma questão pessoal através de artes divinatórias”. Oráculos sempre contém algo mágico para comunicar e, quando conectado (a) com  a sua alma (ou seu eu-interior), antes de escolher a carta (geralmente ele é impresso em cartas), sempre recebe palavras adequadas e de conforto (ou um puxão de orelha, caso necessário) para a situação que está passando. Oráculos existem há milhares de anos e em diversas civilizações e religiões. O oráculo dialoga com o seu coração e é uma das minhas ferramentas preferidas para reconectar-me com o meu Norte quando sinto que a minha mente está neurótica e agitada demais. Eu recomendo a todos que queiram usá-lo como um diálogo sincero com seu verdadeiro eu. Quase como uma “fast-therapy”!

As Cartas de Jeremias, como eu chamo, são particularmente especiais pra mim, pois foram meu primeiro contato com um oráculo, há mais de 5 anos, ao me consultar com um dos meus principais guias e mestres, em Brasília. Nunca consegui achá-las para comprar, pois a edição era antiga e estava esgotada. Mês passado, uma amiga muito querida, que tinha a versão antiga e sabia do meu apreço por elas, me presenteou com a nova edição, que segundo ela foi adquirida por sua mãe de maneira suada! Presente bom é assim: inesperado e cheio de espiritualidade!

Sinto a necessidade de repassar a carta, ou mensagem, que recebi hoje, pois sinto que ela serve não só pra mim, mas para a humanidade toda, pois estamos em um momento de intensa ansiedade, angústia e pressa. Estamos desconectados. Espero que você, tanto quanto eu, possa saborear e meditar com cada frase escrita.

“Viver enquanto se espera, entregar-se ao momento, deixar que ele seja, viver. Viver sem pressa, cada passo, sem nada antecipar ou adiar. Fazer o que tiver de ser feito. A entrega é que nos dá a vida, fora isso a aflição. Entregar-se é estar sem pressa e sem anseios, sem preocupação. Ocupar-se, livre. Você se liberta na ocupação. A liberdade está no ato presente, sem cabeça, sem aspirar. * Estar envolvido é esquecer os deveres, os ideais, as idéias. É entregar-se de corpo e alma ao que se está vivendo. Entregar-se de corpo e alma. Viver de corpo e alma. Estar inteiro, de forma que o corpo expresse a alma e a alma aceite os limites do corpo. * Um precisa auxiliar o outro. Um precisa ouvir os anseios, limites, e necessidades do outro. A alma quer voar, o corpo quer ficar. O corpo é pesado e preso, a alma é leve e solta. Um não tem, nem quer ter limites, o outro é todo limitado. O corpo só consegue viver o presente, num só lugar, a alma aflita quer voar. Num corpo livre e solto, a alma voa. A alma presa inquieta o corpo. Inquietude é a intolerância da alma aos limites do corpo. Um corpo tenso é a intolerância do corpo à liberdade da alma. Inquietude e tensão são reflexos de um desacordo, de um não viver de corpo e alma. Para se viver de corpo e alma, é necessário muita prontidão, muita paciência. Prontidão é uma disposição, um mergulhar no que é, deixando de lado todo e qualquer ideal. Paciência é saber esquecer o que se espera e entregar-se ao momento, facilitando a prontidão. Paciência é esperar não esperando, é saber querer e não ter o que se quer.”

Corpo e alma em equilíbrio. Viver sem pressa. Entregar… Necessário e desafiador. Você consegue? Beijo no coração e Namastê.

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