Arquivo | maio, 2013
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Conquistar é Viver

26 maio

 

Queridos Leitores,

Estou de volta com um vídeo sobre conquistas, batalhas, gratidão, etc! Peço desculpas pelos erros de português! Faço tanto esforço pra falar dignamente em inglês que tenho relaxado em manter um vocabulário bom na nossa língua maravilhosa! Mas o que vale mesmo é a mensagem, e essa está cheia de coisas boas pra vocês! Façam comentários e contem-me das suas conquistas. Beijo no coração e Namastê!

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Vendaval

5 maio

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Ironicamente, minha casa nova estava a poucos metros da sua. Você ainda morava só e, provavelmente, ainda atraía presas pra sua teia de ilusões…

Eu tinha visitas. Redecoraram os quartos. Mudaram as camas. Não entendi a falta de sensibilidade… O simbolismo foi claro… a vida muda sem pedir permissão. Olho pela janela, você está no meu território (novamente)… papeando como se o passado não nos unisse com memórias curtas, amargas, cínicas.

Uma mistura de surpresa, raiva, nojo, ressentimento, ansiedade e paralisia no meio da estranheza daquele momento. Meu único desejo era de vomitar… Vomitar em cima do castelo de areia que você ajudou a destruir. Vomitar na sua dissimulação, na sua bruxaria, na sua falsidade.

Chamei meus amigos, expliquei a situação. Detalhei o passado, o drama, a cena Mexicana que vivi graças a você. Pareceram compreender, mas seguiram escutando seu canto de sereia, seu mar de mentiras.

Cansei. Joguei meu batom e meu blush na sua cara já mascarada. Mais maquiagem pra disfarçar suas intenções mórbidas. Não tenho o livro de magia negra que você usou – pra poder lhe enviar sapos e escorpiões. Minhas armas são sempre brancas e não foram o suficiente no passado, nem hoje. Minutos depois você estava de volta.

Uma mistura de asco, de dor profunda, de coração aberto por milhares de pequeninos espinhos estava de volta. Pensei que o tempo tinha curado. Mentirosos. O tempo empoeira a dor que não foi medicada. Meu corpo pulsava na minha garganta.

Meu desejo era de esmagar sua cabeça contra a parede. De gritar no seu ouvido o que você fez, o que você crio, sua irresponsabilidade, sua falta de caráter, de ética… Respirei, engoli a raiva.

Com tom de voz baixo pedi, por favor, com as mãos em posição de reza, pra você ir embora. Falei que minha inabilidade em entender suas atitudes, sua maldade, seu plano milimetricamente arquitetado, ainda necessitavam luz e perdão.

Foi quando acordei. Agradecida por ser um sonho. Sonhos são o caminho nobre para o inconsciente, disse Freud. O meu ainda guarda tua sombra. Pensei que você poderia ter morrido. Pensei que sua alma penada decidira, durante o recreio no inferno, me assustar.

Internet. Descobri que você realmente morreu… morreu pra sua vida dissimulada, morreu pro seu papel de infligir dor, morreu. Não sei qual foi a surpresa maior: descobrir que você ainda mora em uma gaveta  empoeirada do meu inconsciente, ou descobrir que você está vivendo a vida mundana que sempre sonhou.

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