Arquivo | junho, 2013
Vídeo

Pra não dizer que não falei das flores

19 jun

(Atenção: esse vídeo tem várias cenas fortes de violência e morte)

Uau, caros leitores! Que momento maravilhoso estamos passando (apesar de todos os feridos e todas as injustiças e abusos de poder da polícia). Uau! Eu honro cada brasileiro que saiu às ruas ou às janelas nos últimos dias. Eu me orgulho de uma nação que finalmente disse “Basta” e resolveu engajar-se politicamente para criar uma realidade melhor. Não existe fórmula secreta, ou instantânea – mudança começa de dentro pra fora! Com o brasileiro mudando (ou melhor, elevando) sua consciência, a realidade geral da nação também mudará.

Não espero transformações “fast-food”. Não acho que a honestidade vai imperar em poucos meses, que a desigualdade social vai se diluir rapidamente, ou que o governo passará a investir em hospitais e escolas tanto quanto em estádios, mas esse é um começo! Ou recomeço, pois acho que o começo mesmo aconteceu na época dos movimentos contra a ditadura!! Assistindo o vídeo acima eu vi taaaanta semelhança com o que aconteceu naquela época e agora. Muito interessante! Vamos retomar nossa consciência de cidadãos, que ficou perdida entre os anos 80 e 90…

Vamos também, acima de tudo, transformar em nós mesmos o que precisa ser mudado. O “jeitinho brasileiro” é um dos maiores perpetuadores da situação em que estamos! Saia da sua zona de conforto, seja honesto em cada pequena atitude, pense na coletividade e na comunidade ao invés de pensar na individualidade! Juntos podemos muito mais! A dica que segue é a que sempre tento aplicar na minha vida: antes de agir, ao invés de perguntar “Como posso me dar bem nessa situação??”, pergunte-se “Como posso ajudar, como posso servir”. Eu garanto que sua vida vai mudar pra melhor, e a do Brasil também!! Beijo no coração e Namastê!

To be continued…

10 jun

Image

Ela abriu a porta.

Não disseram nada. Ele pegou a sua mão. Caminharam de mãos dadas. Era sua primeira vez naquela casa, mas ele instintivamente a guiou até o quarto.

Parou. Olhou nos olhos dela. Sorriu levemente. Ela respirava profundo. Seu rosto mostrava curiosidade, ansiedade  e certeza. Ele beijou-a levemente. Os lábios mornos  se tocaram. A saliva transformou o beijo em uma dança. As línguas aceleraram o ritmo.

Ele parou. Olhou pra ela novamente. Seus olhos continham uma ternura explícita e um tesão tímido que transpirava em seu corpo. Delicadamente, começou a desabotoar sua camisa. Ela olhava imóvel. Ele desvencilhou as alças do seu vestido sem pressa. Deixou à mostra seu colo, seus seios, sua carne. Involuntariamente ela se curvou, ainda contendo seu corpo da entrega final.

Ele pegou as suas mãos, posicionou-as em suas costas e a abraçou. Os corpos quase nus se tocaram pela primeira vez. A eletricidade fez ambos tremerem levemente. Sorriram. Ele beijou seu ombro, beijou seus seios, beijou seu ventre. Ela acariciou seu cabelos, seu pescoço. Seus dedos percorriam suavemente suas costas, sem pressa…

Eram duas almas antigas reencontrando-se mais uma vez. As vidas conjuntas foram tantas que não careciam de muito diálogo. O tempo era necessário apenas para explorar a carne nova, os novos formatos, o cheiro do presente. Passaram o resto da noite entre curvas, ângulos, expressões, texturas, gosto.

As primeiras palavras foram ditas ao amanhacer. “Seu suspiro continua doce”, ele disse.

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