Despedida

3 out

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Que venha a chuva

Raios, trovões…

Que o vendaval derrube minhas ilusões e projetos

A terra me acolhe

Eu danço com ela

Eu deixo meu cabelo se misturar ao vento

Eu te enterro na minha dança

Eu me renovo

Eu uso meu punhal

Eu corto as partes que em mim ferem

As feridas ainda abertas, por anos, por vidas…

Consciente delas

As encaro, as respeito, as sinto

Te agradeço: a dor escondida é a que mais fere

Eu então vomito o velho…

Mais me vale a dor de ser profunda

Do que o ócio da superficialidade

Mais me vale acolher as emoções

Do que fugir do que me move por dentro

Eu rodo, eu suo, eu pulo, eu não tenho fim…

O suor me purifica, meu corpo me ampara

Minha dança é minha reza

Minha dança é meu Adeus

Meu coração segue aberto:

Adeus. 

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