Arquivo | Bem estar RSS feed for this section

Retorno ao Brasil e Silêncio

8 nov

cópia de 944A2461

Olá queridos (as) leitores!!! Saudade grande de vocês! Como muitos já devem saber, voltei a morar no Brasil! Após 6 anos me aperfeiçoando nas questões mais importantes da vida – autoconhecimento, aprender nosso propósito de estar aqui e aprender a usar esse propósito para servir e ajudar o Mundo – o coração e o destino me ofereceram sinais claros de que era hora de voltar! E cá estou! Feliz e contente. Me sentindo literalmente em casa. Com a alma ainda se ajustando (pois tudo é um processo), mas  muito certa da decisão do retorno e das missões que tenho pela frente (e algumas que já estou realizando!!).

Entre as atividades mais importantes que realizei ao retornar está um retiro de silêncio, yoga e meditação do qual participei em outubro em um local muito especial e com um facilitador também especial! Quem me segue faz tempo já acompanhou minhas peripécias no retiro de silêncio de 10 dias que realizei em 2011 na Georgia, nos EUA (para quem quiser conferir, os posts começam em agosto de 2011 se não me engano… eles foram um sucesso by the way!!). Retornei ao silêncio pela terceira vez com intenções e experiências bem diferentes, mas não menos ricas e engrandecedoras!

Desta vez meu relato foi publicado no site Nowmastê – um website dedicado totalmente ao autoconhecimento por meio de várias vertentes, como a yoga e a psicologia. Vale a pena conferir o site: http://www.nowmaste.com.br e seguirei escrevendo por lá como colaboradora! Aproveito para deixar o link para o meu texto, que vale muito ler como forma de inspiração e pelas dicas no final!

http://www.nowmaste.com.br/11/05/o-silencio-e-o-reencontro-com-a-alma-por-livia-stabile/

E tem muito mais por vir! Muitas novidades que estou formatando para disseminar ferramentas poderosas de transformação! Por hora deixo aqui o meu abraço apertado e o meu tradicional beijo no coração! Sigo extremamente grata por todo o carinho que tenho recebido de todos! A vida e as pessoas têm sido muito maravilhosas comigo! Então, boa leitura, beijo no coração e Namastê!

Sobre a tentativa banal de entender as mulheres

27 maio

 

 

 

Image

Luta tola a de quem busca nos entender. Não fomos concebidas para ser entendidas, desvendadas… Nascemos para despir a rigidez do mundo, vivemos para dançar com o inesperado, o fulgaz, o belo, o mistério maior. Mudamos como o vento – assim, de repente – pois somos a metáfora viva da realidade: suaves como uma brisa tola, ferozes e implacáveis como a ventania dos Andes.

Mulheres foram criadas para vestir as flores que Deus criou. Somos a essência da luz interna do que está por vir. Geradoras de tormentos e paixões, aqui estamos para fazer o coração bater em golpes, a razão tirar férias, o grito sair no gozo. Somos o retrato da inocência que reveste as estrelas, a pureza que vem das fontes de água, o encanto da floresta úmida ao amanhecer.

Escutem-me! Deixem de lado a tentativa já falha de nos compreender. Somos fluídas, elétricas, mutantes, melodiosas. Mantenham apenas o desejo de nos desfrutar, explorar, reverenciar, encantar-se com nossa presença sabendo que a cada amanhecer somos outra. Deixe que tragamos o incômodo do imprevisível emocional para suas vidas pacatas.

O sagrado feminino corta com sua espada todo resquício de distração banal. Uma mulher, em sua graça divina, requer total atenção, invoca o foco do guerreiro, ancora a verdade da presença consciente. Jogamos suas rotinas no lixo e tornamos suas vidas um circo aberto de atrações místicas, sobrenaturais.

Permita que nossa inconstância deixem-os loucos e que apenas abraçando-nos forte, pressionando-nos contra seus corpos e calando-nos com suas línguas, vocês possam encontrar alguns minutos de paz. E depois… depois é um novo amanhecer. 

 

As seis lições da doença e o poder da autocura

26 fev

Image

Somos todos curandeiros (as)! Incluindo você caro leitor (a). A palavra curandeiro, em geral, tem uma conotação negativa do Brasil. Acreditamos que somente alguém com um diploma e muitos anos de estudos tradicionais pode curar alguém (e olha que sou filha de dois médicos e os admiro mais do que tudo nessa vida…). Felizmente, as terapias holísticas e alternativas vem provando, por meio de pesquisas científicas, o poder e a eficácia de modalidades como reiki, florais, passes, yoga, alimentação natural, meditação, oração, etc… Vou além e afirmo que você tem a capacidade de autocura e de ser um veículo de cura para alguém que necessite.

Assisti um vídeo fantástico da China mostrando “médicos médiuns” fazendo um tumor maligno desaparecer em uma senhora somente com o poder da mente deles. Um ultra-som mostrou o tumor diminuindo até desaparecer conforme eles sintonizavam-se com o corpo da paciente e simplesmente enviavam pensamentos e energias de que o corpo dela estava curado, forte, e não continha nenhum tumor. Eu pessoalmente conheço uma pessoa que só curou leucemia após usar alimentação natural (principalmente sucos de espinafre e cenoura), meditação e pranayamas (exercícios respiratórios) que foram passados para ela por meio de um amigo que recebeu as instruções do guru dela (que morreu faz 3 anos) via meditação e sonhos. Hoje ela está curadinha, apesar de os médicos afirmarem que ela só teria mais 6 meses de vida…

A energia, o movimento corporal e a alimentação são fatores primordiais para se manter saudável e para a cura natural. No fim, tudo se resume a energia. O que você “carrega” nos seus pensamentos são energias, porque ativam seu cérebro, seus hormônios e neurotransmissores (afetando seu corpo e estado mental). O que você come é energia (literalmente, a comida vira energia no corpo e te mantém vivo – logo, você é o que come – muito cuidado!!). Mover o corpo é mover a energia dentro de você, que geralmente fica estagnada (gerando doenças) caso não seja ativada por meio de exercícios. Esse é o recado bem simplificado de como manter-se saudável!

A seguir enumero exemplos de aprendizados que pessoas que se curaram (por auto-cura ou até mesmo medicina tradicional) geralmente experienciam:

1)      A Fé na capacidade de cura. Fé inabalável – daquela que mesmo quando a mente começa a temer o futuro, você respira fundo e mantém no seu coração (que sabe bem mais do que a mente) a crença de que está curado e saudável!

2)      A Busca por entender qual é a lição a ser aprendida com a doença. Toda doença física se inicia no campo energético/mental e tem algum recado para nos dar. As lições podem ser variadas, tais como perdoar alguém (ou nós mesmos),  passar a confiar na nossa capacidade e força, servir como exemplo, ajudar pessoas com o mesmo desafio, mudar o rumo de nossas vidas, praticar paciência, entrega, etc…

3)      A Entrega ao Divino. Não importa sua religião ou crença, geralmente as doenças abrem nossos corações para a crença e confiança em algo maior e nos entregamos a essa força divina.

4)      A Mudança na visão do mundo. Quem sofre de alguma condição física geralmente, no decorrer do processo de cura, passa a enxergar a vida de forma diferente, apreciar cada momento, abrir o coração para ser ajudado (a), entender que tudo tem seu tempo…

5)      A Mudança no estilo de vida. Outra característica é a mudança de rotina, carreira, alimentação, cuidado com o corpo, modo de ser relacionar… Não conheço ninguém que se curou e não fez mudanças radicais em algum aspecto de suas vidas…

6)      A Gratidão. Não tem jeito, quando estamos doentes entendemos como somos abençoados por um corpo pefeito que, em geral, é muito saudável. A gratidão em casos de doenças sérias vem em vários aspectos da vida e são um reconhecimento dos pequenos presentes que a vida nos oferece diariamente e que só quando a “realidade” sai dos trilhos conseguimos enxergar… Enxergar o quanto o caminho era florido e passamos a dar valor a cada flor, cada aroma, cada sorriso, cada pessoa em nossas vidas, cada carinho, cada pausa que entra no nosso dia.

Espero que lendo esse texto não esperemos por uma doença para aprender tudo isso. O processo de acordar para nossa essência divina, nosso poder de autocura, nosso verdadeiro eu, acontece de forma muito mais saborosa quando feito sem dor, sem sofrimento. Um terapeuta querido costumava me dizer que podemos aprender pelo amor ou pela dor. Também espero que, assim como eu tenho trabalhado para escolher cada vez mais aprender pelo amor, você faça o mesmo! Beijo no coração e Namastê queridos curandeiros!!

 

Vídeo

Maratona interna e o poder de superar

3 fev

Queridos Leitores, espero que esse vídeo inspire-os a acreditar no seu poder interno e agir em concordância com seus sonhos e metas! Estamos em um momento muito especial nesse planeta, onde as manifestações estão ocorrendo muito rapidamente, logo, cuidado com seus pensamentos e atitudes! Como disse no vídeo anterior, estou finalmente oferecendo meus serviços de terapeuta para brasileiros via Skype. Caso você tenha interesse em receber meu auxílio na sua jornada, por favor me escreva ou entre no site http://www.innerlifetransformations.org para saber um pouco mais sobre o meu trabalho. O site está sendo traduzido para o português… Obrigada pela sua presença no blog e deixe seu comentário ou sugestão para tornar esse post ainda mais especial! Beijo no coração e Namastê!

Vídeo

Vida com mais satisfação? Pergunte-me como!!

29 jul

Inspiração vem de inspirar! Inspirar é trazer para dentro de si vida! O novo vídeo fala sobre a importância de cultivar a inspiração e de questionar-se de que forma você está inspirando as pessoas e o mundo ao seu redor! Espero que o vídeo seja inspirador e te ajude a ter mais clareza em relação às situações, ações, momentos ou pessoas que podem tornar sua vida melhor! E eu quero saber quais são as suas maiores inpiraçãoes! Por favor, participe e deixe um comentário aqui no blog! Beijo no coração e Namastê!

Crise = perigo+oportunidade

29 nov

Quem nunca passou por uma crise na vida que jogue a primeira pedra! Esse video sobre os momentos de crise e como lidar com eles de forma mais suave e rápida. Fique à vontade para dividir suas crises e ensinamentos nos comentários! Beijo no coração e Namastê!

A coragem de uma dança

23 out

(Esse vídeo é dedicado a Gabrielle Roth) Caro leitor, criei coragem e resolvi mostrar a minha cara! Depois de mais de uma semana avaliando se publicava, ou não, esse vídeo que gravei por impulso, decidi que vale correr o risco, pois além do medo das críticas está o meu compromisso com o meu propósito de vida! A coragem cresceu depois que Gabrielle Roth, a criadora da modalidade 5Rhythms (que eu dancei no dia em que gravei o vídeo), faleceu. Ela é considerada a pessoa mais influente no que chamamos de “dança meditativa” aqui nos EUA, mas eu prefiro definir como “terapia meditativa corporal”. Uma das melhores experiências de auto-conhecimento e meditação que já tive. Então aí vai! Curiosamente, o vídeo fez com que eu me enxergasse de maneira diferente.  Ele acabou sendo um exercício de auto-conhecimento, pois nunca antes vi o que as pessoas viam (ou como me viam) e pude observar meus gestos, minhas caretas, meu tom de voz… Achei super legal e indico a experiência a todos! Fique à vontade para comentar, criticar e rir das minhas loucurinhas. Acima de tudo, fica o meu desejo de criar um espaço livre onde eu possa me expressar melhor e assim proporcionar a você a coragem e liberdade de fazer o mesmo! Beijo no coração e Namastê!

No Baile da Vida

19 set

Eu sei, eu sei. Estou sumida… Peço desculpas. A vida tem me carregado na sua melodia única, que tem sido bem agitada ultimamente. Mas aqui estou, com o coração apertado de saudade desse blog. Tenho tantas idéias, inspirações, mas a “realidade” ou a “rotina doida” corta meus pensamentos pela metade e não consigo concluir meus planos literários. No entanto, hoje me dei uma folguinha para dedicar tempo a você querido leitor (a)!

Como você tem passado?  O que tem feito? Como tem se sentido? O que tem sonhado ou aprendido? Estamos em um momento tão único… Não, não acho que o mundo acaba em dezembro, mas te garanto que as mudanças planetárias estão acontecendo em velocidade máxima. Vejo isso na minha vida e na vida de amigos e queridos. Você tem sentido também?  Você tem enfrentado alguma dificuldade que parece nunca largar do seu pé?  Você tem lidado com algo que vem te incomodando há tempos e você não entende por que não consegue resolver? Se você respondeu sim para uma dessas perguntas, ótimo! É hora de fazer a faxina no armário da alma e jogar fora aquilo que não te serve mais.

Eu tenho enfrentado vários desafios. Voltei para a terapia e tenho encarado meus medos e fantasmas como há muito tempo não fazia. Estou desenterrando defuntos pra poder cremar e deixar as cinzas irem embora e nunca mais me limitarem. Estou jogando na minha cara minhas fraquezas, desculpas, inseguranças, erros, pra fazer delas meus guias de cura. Curar o quê? Alma e mente meus caros! Agradeça cada problema que aparece na sua vida, pois  ele é seu passaporte para o crescimento espiritual e psicológico. Agradeça cada pessoa que te irrita, magoa, desanima, pois ela é um espelho do que existe dentro de você e precisa ser resolvido. No início do ano, 2012 chegou e gritou aos quatro cantos: “Não tem escapatória cambada, é hora de mudar”!!!

E com a mudança vem a beleza de saber que somos todos estudantes curiosos da mágica da vida. O importante agora é encontrar as suas armas para lidar com os desafios. Entre as minhas está a dança. Isso mesmo, a dança! Deixei a yoga (ou asanas, a parte física da yoga) um pouco de lado para mergulhar no mistério da dança livre, aquela sem coreografia ou sem necessidade de ser bonita. Ela pode parecer desajeitada, errada, engraçada, encabulada, ou ser agressiva, energética, sensual, emocionada. A dança muitas vezes é uma prece e eu tenho feito da minha dança um ritual de gratidão e de entrega. A dança me faz transcender. Aqui nos Estados Unidos, aulas e eventos que usam a dança como veículo terapêutico e de transformação têm se multiplicado. São homens e mulheres, de todas as idades, deixando o corpo falar. E é uma das coisas mais lindas de se ver. Em uma palavra: LIBERDADE!

E nela, na dança, deixo de ser meu ego, deixo de ser minha mente, me entrego ao processo. Meu corpo é inteligente o bastante pra mover-se sem comando. Meu corpo segue meu coração e o resultado é o encontro com o vazio. É como se a mente hibernasse por algumas horas. É o meditar dançante. Ou a dança meditativa. É o se deixar levar. É o entregar e confiar. Tenho me amado mais quando danço.  Tenho descoberto um pouco mais sobre quem sou ao final de cada ritual. Tenho tido uma conversa diferente com Deus cada vez que a música começa a tocar e entrego meu corpo a uma espécie de catarse da alma. Dançando me sinto genuína, inteira, íntegra. Me sinto corajosa, guerreira, selvagem. Me sinto pura e quieta. Me sinto em paz!

E você? Quer dançar comigo? Beijo dançante e Namastê!

Direitos iguais?

31 jul

Décadas atrás, umas senhoras que estavam cansadas de ficar em casa bordando, cozinhando, limpando e cuidando dos oito filhos, resolveram fazer uma revolução e queimaram seus sutiãs em praça pública pedindo direitos iguais para homens e mulheres. Tá, não foi exatamente assim, mas vocês entenderam. Foi uma vitória, um avanço, uma revolução. Mas acho que o resultado dessa revolução pode não ser exatamente o que elas tinham em mente.

Sim, hoje podemos votar. Sim, podemos – queremos, gostamos de — trabalhar, não há ~limites~ no mundo para esse gênero multifacetado que é o feminino. Entretanto, não importa o cargo que você ocupa no trabalho, quanto você ganha ou quantas horas você trabalhou no dia, se você chegar em casa e tiver uma pilha de louça suja ou um filho precisando de banho, adivinhem quem é que vai cuidar disso? Você minha querida amiga. Direitos iguais para quem?

Por melhor e mais participativo que seja seu marido ( e nem estou reclamando do meu, que é até acima da média. Love you Ju), na hora que o bicho pega, sobre sempre  para a mulher. Se o filho está de férias, o marido pode dar uma força, mas o encargo é da mãe. Se a empregada faltar, se a babá pedir as contas, o marido vai faltar do trabalho para cuidar da casa e dos filhos? Vai virar a madrugada fazendo serviços domésticos? Em 99% dos casos a resposta é não.

Quem não gostaria, depois de um dia cheio de trabalho, em que você resolve todos os pepinos do mundo, de sentar na sala com os pés para cima e abrir uma cerveja gelada assistindo a novela. E comer aquele prato delicioso que simplesmente brota na sua frente sem que você tenha feito qualquer esforço.  Daí é só dar um beijinho no seu filho amado, que já está banhado e de pijamas na cama, esperando apenas seu boa-noite. Eu gostaria e muito, mas minha realidade ( e acredito que de boa parte da população feminina casada e com filhos) é bem outra.

Reality bites. Mesmo quem tem babá e empregada todos os dias (o que não é meu caso), duvido que chega em casa e não faz mais nada. Nem que seja vestir aquele lingerie caprichado para animar o marido, numa noite em que não se está nada animada. Porque tem mais essa minhas amigas, além de profissional competente e boa mãe, você tem que estar linda e gostosa para seu marido Eu não sei vocês, mas aqui em casa as contas não batem!

É meio que uma maldição essa tal liberdade das mulheres. Na teoria, somos livres para fazermos tudo que quisermos, mas na prática simplesmente não damos conta. Simples assim. Eu me esforço ao máximo para não faltar com meu filho, no trabalho também é complicado baixar o nível. Resultado: ou minha casa fica meio desarrumada ou meu marido fica insatisfeito.

Não há horas suficientes no meu dia (tenho três trabalhos) para dar conta de tudo, ou ao menos, fazer tudo bem feito.  Ando sempre com aquela sensação de dívida, de dever não cumprido. Estou sempre me cobrando por aquilo que não fiz. É mais ou menos a sensação de andar na corda bamba, com as duas mãos ocupadas e um deadline para cumprir. Exaustivo, para dizer o mínimo.

E nesses dias de cão e excesso de tarefas, eu pergunto: valeu a pena queimar a porra dos sutiãs? Porque olha, as ultra feministas vão  me xingar, mas não sei não se eu não preferia estar em casa bordando, cozinhando e cuidando dos meus oito filhos. Tá, oito é demais, podia ser um só mesmo. Ok, ok, estou brincando ( mais ou menos)

Se você ainda não casou e nem tem filhos, não se assuste. Mas também não se iluda achando que com  você vai ser muuuito diferente. O que você pode fazer é educar seus filhos para que eles façam  diferente. É o que tento fazer com o meu!

Ah, e se você é homem e leu isso aqui até o fim, fica a dica: Antes de reclamar que a geladeira está vazia ou que sua mulher não tem tempo para você, coloque-se no lugar dela, nem que seja por cinco minutos.

Compro, logo existo

24 jul

Vivemos em um mundo onde ter uma bolsa de mais de dois mil reais é “fundamental” para estar na moda. Onde não saber qual é a celebridade do momento, e o que ele ou ela está fazendo nesse momento, e com quem, e usando que tipo de roupa, é estar absolutamente alienado (a) do mundo. Vivemos em um momento onde raramente pessoas sorriem para estranhos, ou mesmo para conhecidos, com real carinho e atenção. Vivemos em uma sociedade que respeita quem tem muito dinheiro, mesmo que seja corrupto, mesmo que seja mentiroso, mesmo que maltrate seus empregados ou sonegue imposto. Vivemos em uma realidade onde o medo impera. Onde nunca pode-se deixar a janela do carro aberta e sentir a brisa no rosto. Onde não se pode sair de casa sem o celular. E se o celular não for smart – você é um completo idiota. Onde não se pode ir a lugar algum sem postar uma foto ou adicionar um status dizendo onde você está, com quem você está e o que você está fazendo. Se você não postou, nunca aconteceu… Somos todos reféns de nós mesmos. Abrimos mãos da nossa liberdade de escolha, liberdade de ir e vir, privacidade, criatividade. Somos patéticos.

Desculpe a franqueza, mas hoje abro espaço para o meu lado crítico e bruto. Quem você pensa que é? Quem nós, brasileiros, americanos, cubanos, europeus, asiáticos, pensamos que somos?? Estamos todos tão perdidos e iludidos nessa roda viva que criamos. Estamos tão afundados na nossa rotina corrida, suada, sofrida, estressada, alienada, inconsciente. Trabalhamos como loucos pra ganhar dinheiro, pra gastar o dinheiro que fizemos pra ter de trabalhar mais pra pagar o que gastamos… e assim a roda gira, e assim os banqueiros e os industriais agradecem nossa santa ignorância e cegueira em manter essa sociedade de consumo vazia e podre. E, para retribuir nossa imbecilidade, eles nos oferecem generosamente as liquidações de fim de estação! Ah que maravilha! Nós, como robôs hipnotizados pelas músicas frenéticas que tocam nas lojas, compramos incessantemente e entregamos o cartão de crédito para o caixa com um sorriso nos lábios. Três segundos depois de pagar não lembramos mais a cara do caixa, ou a cara do vendedor que nos atendeu, ou o que estamos levando pra casa. Mas levamos. A sacola nos oferece um sensação de existir. Nos dá uma certa importância. A sacola nos oferece o sentir, nos tira do estado de dormência por alguns minutos. Compro, logo existo. Esse é o mantra do momento. Bem-vindo à “nova era”.

%d blogueiros gostam disto: