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Retorno ao Brasil e Silêncio

8 nov

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Olá queridos (as) leitores!!! Saudade grande de vocês! Como muitos já devem saber, voltei a morar no Brasil! Após 6 anos me aperfeiçoando nas questões mais importantes da vida – autoconhecimento, aprender nosso propósito de estar aqui e aprender a usar esse propósito para servir e ajudar o Mundo – o coração e o destino me ofereceram sinais claros de que era hora de voltar! E cá estou! Feliz e contente. Me sentindo literalmente em casa. Com a alma ainda se ajustando (pois tudo é um processo), mas  muito certa da decisão do retorno e das missões que tenho pela frente (e algumas que já estou realizando!!).

Entre as atividades mais importantes que realizei ao retornar está um retiro de silêncio, yoga e meditação do qual participei em outubro em um local muito especial e com um facilitador também especial! Quem me segue faz tempo já acompanhou minhas peripécias no retiro de silêncio de 10 dias que realizei em 2011 na Georgia, nos EUA (para quem quiser conferir, os posts começam em agosto de 2011 se não me engano… eles foram um sucesso by the way!!). Retornei ao silêncio pela terceira vez com intenções e experiências bem diferentes, mas não menos ricas e engrandecedoras!

Desta vez meu relato foi publicado no site Nowmastê – um website dedicado totalmente ao autoconhecimento por meio de várias vertentes, como a yoga e a psicologia. Vale a pena conferir o site: http://www.nowmaste.com.br e seguirei escrevendo por lá como colaboradora! Aproveito para deixar o link para o meu texto, que vale muito ler como forma de inspiração e pelas dicas no final!

http://www.nowmaste.com.br/11/05/o-silencio-e-o-reencontro-com-a-alma-por-livia-stabile/

E tem muito mais por vir! Muitas novidades que estou formatando para disseminar ferramentas poderosas de transformação! Por hora deixo aqui o meu abraço apertado e o meu tradicional beijo no coração! Sigo extremamente grata por todo o carinho que tenho recebido de todos! A vida e as pessoas têm sido muito maravilhosas comigo! Então, boa leitura, beijo no coração e Namastê!

As seis lições da doença e o poder da autocura

26 fev

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Somos todos curandeiros (as)! Incluindo você caro leitor (a). A palavra curandeiro, em geral, tem uma conotação negativa do Brasil. Acreditamos que somente alguém com um diploma e muitos anos de estudos tradicionais pode curar alguém (e olha que sou filha de dois médicos e os admiro mais do que tudo nessa vida…). Felizmente, as terapias holísticas e alternativas vem provando, por meio de pesquisas científicas, o poder e a eficácia de modalidades como reiki, florais, passes, yoga, alimentação natural, meditação, oração, etc… Vou além e afirmo que você tem a capacidade de autocura e de ser um veículo de cura para alguém que necessite.

Assisti um vídeo fantástico da China mostrando “médicos médiuns” fazendo um tumor maligno desaparecer em uma senhora somente com o poder da mente deles. Um ultra-som mostrou o tumor diminuindo até desaparecer conforme eles sintonizavam-se com o corpo da paciente e simplesmente enviavam pensamentos e energias de que o corpo dela estava curado, forte, e não continha nenhum tumor. Eu pessoalmente conheço uma pessoa que só curou leucemia após usar alimentação natural (principalmente sucos de espinafre e cenoura), meditação e pranayamas (exercícios respiratórios) que foram passados para ela por meio de um amigo que recebeu as instruções do guru dela (que morreu faz 3 anos) via meditação e sonhos. Hoje ela está curadinha, apesar de os médicos afirmarem que ela só teria mais 6 meses de vida…

A energia, o movimento corporal e a alimentação são fatores primordiais para se manter saudável e para a cura natural. No fim, tudo se resume a energia. O que você “carrega” nos seus pensamentos são energias, porque ativam seu cérebro, seus hormônios e neurotransmissores (afetando seu corpo e estado mental). O que você come é energia (literalmente, a comida vira energia no corpo e te mantém vivo – logo, você é o que come – muito cuidado!!). Mover o corpo é mover a energia dentro de você, que geralmente fica estagnada (gerando doenças) caso não seja ativada por meio de exercícios. Esse é o recado bem simplificado de como manter-se saudável!

A seguir enumero exemplos de aprendizados que pessoas que se curaram (por auto-cura ou até mesmo medicina tradicional) geralmente experienciam:

1)      A Fé na capacidade de cura. Fé inabalável – daquela que mesmo quando a mente começa a temer o futuro, você respira fundo e mantém no seu coração (que sabe bem mais do que a mente) a crença de que está curado e saudável!

2)      A Busca por entender qual é a lição a ser aprendida com a doença. Toda doença física se inicia no campo energético/mental e tem algum recado para nos dar. As lições podem ser variadas, tais como perdoar alguém (ou nós mesmos),  passar a confiar na nossa capacidade e força, servir como exemplo, ajudar pessoas com o mesmo desafio, mudar o rumo de nossas vidas, praticar paciência, entrega, etc…

3)      A Entrega ao Divino. Não importa sua religião ou crença, geralmente as doenças abrem nossos corações para a crença e confiança em algo maior e nos entregamos a essa força divina.

4)      A Mudança na visão do mundo. Quem sofre de alguma condição física geralmente, no decorrer do processo de cura, passa a enxergar a vida de forma diferente, apreciar cada momento, abrir o coração para ser ajudado (a), entender que tudo tem seu tempo…

5)      A Mudança no estilo de vida. Outra característica é a mudança de rotina, carreira, alimentação, cuidado com o corpo, modo de ser relacionar… Não conheço ninguém que se curou e não fez mudanças radicais em algum aspecto de suas vidas…

6)      A Gratidão. Não tem jeito, quando estamos doentes entendemos como somos abençoados por um corpo pefeito que, em geral, é muito saudável. A gratidão em casos de doenças sérias vem em vários aspectos da vida e são um reconhecimento dos pequenos presentes que a vida nos oferece diariamente e que só quando a “realidade” sai dos trilhos conseguimos enxergar… Enxergar o quanto o caminho era florido e passamos a dar valor a cada flor, cada aroma, cada sorriso, cada pessoa em nossas vidas, cada carinho, cada pausa que entra no nosso dia.

Espero que lendo esse texto não esperemos por uma doença para aprender tudo isso. O processo de acordar para nossa essência divina, nosso poder de autocura, nosso verdadeiro eu, acontece de forma muito mais saborosa quando feito sem dor, sem sofrimento. Um terapeuta querido costumava me dizer que podemos aprender pelo amor ou pela dor. Também espero que, assim como eu tenho trabalhado para escolher cada vez mais aprender pelo amor, você faça o mesmo! Beijo no coração e Namastê queridos curandeiros!!

 

Vídeo

Maratona interna e o poder de superar

3 fev

Queridos Leitores, espero que esse vídeo inspire-os a acreditar no seu poder interno e agir em concordância com seus sonhos e metas! Estamos em um momento muito especial nesse planeta, onde as manifestações estão ocorrendo muito rapidamente, logo, cuidado com seus pensamentos e atitudes! Como disse no vídeo anterior, estou finalmente oferecendo meus serviços de terapeuta para brasileiros via Skype. Caso você tenha interesse em receber meu auxílio na sua jornada, por favor me escreva ou entre no site http://www.innerlifetransformations.org para saber um pouco mais sobre o meu trabalho. O site está sendo traduzido para o português… Obrigada pela sua presença no blog e deixe seu comentário ou sugestão para tornar esse post ainda mais especial! Beijo no coração e Namastê!

Fly

19 set

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We are opposites

You are the Grandfather Sun’s son

I’m the Moon’s daughter

We meet at dawn

You expand

I hold you between my legs

You want to let go of what it was

I remind you of it so you can grow beyond

I am the witch I feared for so long

You are an unconscious wizard

I let you inside my dream world

I feel you getting high

You say my name to make sure I am still here

I take you to the mist

My eyes are open

Your eyes are open

Your eagle’s eyes

I let him fly me to the land where only our whispers can be heard

I let him fly you to where there is the silence of presence

I make you sit there

I leave you alone

You taste the unknown; you don’t know where to go

I come back; I sit in front of you

I hold the space you need to become

We change roles, both student and teacher

It is a dance

You call my name again

Yes, I am here

I guide you back to Earth

You let go of the bright rays of light

You open your eyes again,

Mine were never closed.

Vídeo

Vida com mais satisfação? Pergunte-me como!!

29 jul

Inspiração vem de inspirar! Inspirar é trazer para dentro de si vida! O novo vídeo fala sobre a importância de cultivar a inspiração e de questionar-se de que forma você está inspirando as pessoas e o mundo ao seu redor! Espero que o vídeo seja inspirador e te ajude a ter mais clareza em relação às situações, ações, momentos ou pessoas que podem tornar sua vida melhor! E eu quero saber quais são as suas maiores inpiraçãoes! Por favor, participe e deixe um comentário aqui no blog! Beijo no coração e Namastê!

Na frequência certa

18 dez

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Há tempos venho namorando a ideia de ir a um retiro, mas nunca tinha rolado a perfeita conjunção de fatores – tempo, dinheiro, oportunidade e companhia – para eu realizar esse desejo.  Talvez eu não estivesse pronta.  Então surgiu esse curso de meditação no Parque Visão Futuro, um lugar do qual eu já havia ouvido falar muito, e quatro amigas toparam ir.

Depois de nos perdermos absurdamente ( quatro mulheres,  dois GPS e 222 opiniões diferentes), chegamos ao parque ecológico. Já estava escuro e embora não pudéssemos enxergar quase nada, era possível sentir o cheiro do perfume das flores. Isso, perfume das flores. Eu não sei vocês, mas eu, sempre que imaginava cheiro de flores, pensava em cheiro de velório, coroa de flores, sei lá. Não era algo agradável. Fiquei encantada com essa nova sensação e é a primeira coisa que me vem a mente quando lembro do parque.

Iniciamos o dia seguinte com uma palestra sobre meditação. Com dados científicos e tal. Tem até um Departamento de Harvard estudando o assunto, vejam só. Provavelmente para apaziguar os ânimos dos mais céticos como eu. Nesse momento, meu senso crítico ainda estava afloradíssimo. Eu estava observando as pessoas e meio que zoando e colocando apelidos em  todo mundo, mentalmente.  A fundadora do Parque, Susan Andrews, que carinhosamente chamamos de monja ou Didi, é uma americana que após anos morando na Índia decidiu vir para o Brasil montar uma ecovilla e ensinar aos outros a procurar a felicidade dentro de si mesmos.  Eu não sou muito atenta para a energia das pessoas, mas a dessa mulher é algo impossível de se ficar imune. Ela irradia uma luz a quilômetros de distância. E repito: não sou do tipo que vê luz irradiando das pessoas. Mas só de olhar para ela, dá vontade de sorrir, abraçar. Agradecer. Uma hora ela pegou na minha mãe, e juro, era como se eu estivesse de mãos dadas com um anjo. Difícil descrever sem soar piegas ou deslumbrada.

Na hora da primeira meditação, senti muita dor nas costas, um calor insuportável e fui atacada por pernilongos. Mudei de lugar no meio do processo (imagine a cara das pessoas com a louca aqui levantando no meio do silêncio pra sentar num local mais fresco. Super zen, só que não).  Fiquei bem irritada com a situação e comigo mesma. Não consegui nem me concentrar o suficiente para repetir o mantra ou acalmar a minha respiração ( algo me diz que eu estava bufando). Só queria que acabasse logo e quando tocou o sino eu quase saí correndo pelas colinas.

Depois do almoço (vegetariano delicioso) fomos para uma sala no alto de uma colina, com uma vista maravilhosa, praticar yoga. Só que não era yoga, era um negócio meio mal explicado que nem vou saber definir aqui. Repetitivo, chato. Nada de ásanas.  Eu já estava começando a pensar que teria que mudar o meu objetivo do final de semana, não haveria grandes revelações ou descobertas, seria apenas um descanso num sítio com comida vegetariana e um monte de bicho grilo.

O próximo exercício foi caminhar, em total silêncio, até a mata e lá permanecer por uns quarenta minutos, com um papel e um caixa de giz de cera na mão.  Me esforcei para não pensar no ridículo da situação, achei um cantinho para sentar, e fiquei lá, esperando a tal revelação. Ainda passei bem uns cinco minutos brigando com um galho que insistia em bater na minha cabeça e espantando os bichos que pousavam na minha perna.  Até que encontrei uma posição agradável, controlei o ritmo da respiração, olhei para cima e vi, por uma brecha entre a copa das árvores, o céu azul e uns pássaros voando. Ouvi o canto deles e  finalmente: click! Desliguei meus julgamentos e me conectei com a natureza, com o meu propósito do final de semana e com Deus.

Continuamos em silêncio até a próxima meditação.  Que aconteceu ao pôr do sol, numa sala cheia de janelas, que davam para as árvores e o cair do sol. Consegui encontrar uma posição que não doía as costas,  fui acalmando e acho que pela primeira vez na vida consegui meditar calma e profundamente.

Eu gostaria de relatar tudo que aconteceu depois ( na verdade eu o fiz, mas o texto ficou longo, chato e meio nonsense). Entretanto,  nada que eu escreva vai sequer passar perto do que realmente experimentei.  Depois de mais de uma década de busca espiritual, eu finalmente encontrei o meu canal de conexão com Deus. É como se eu estivesse há anos tentando sintonizar uma rádio, e ás vezes conseguisse, mas sempre pegando mal, com estática. E finalmente  descobrisse a frequência exata! Hahahaha, analogia péssima, mas foi o melhor que consegui.

Voltei para casa renovada, grata e feliz. E recomendo a experiência com força!

Para quem quiser conhecer mais sobre o Parque e a Susan entrem no site: www.visaofuturo.org.br

P.S. Quem diria que eu estaria escrevendo um post ~sério~ sobre meditação ein?

A coragem de uma dança

23 out

(Esse vídeo é dedicado a Gabrielle Roth) Caro leitor, criei coragem e resolvi mostrar a minha cara! Depois de mais de uma semana avaliando se publicava, ou não, esse vídeo que gravei por impulso, decidi que vale correr o risco, pois além do medo das críticas está o meu compromisso com o meu propósito de vida! A coragem cresceu depois que Gabrielle Roth, a criadora da modalidade 5Rhythms (que eu dancei no dia em que gravei o vídeo), faleceu. Ela é considerada a pessoa mais influente no que chamamos de “dança meditativa” aqui nos EUA, mas eu prefiro definir como “terapia meditativa corporal”. Uma das melhores experiências de auto-conhecimento e meditação que já tive. Então aí vai! Curiosamente, o vídeo fez com que eu me enxergasse de maneira diferente.  Ele acabou sendo um exercício de auto-conhecimento, pois nunca antes vi o que as pessoas viam (ou como me viam) e pude observar meus gestos, minhas caretas, meu tom de voz… Achei super legal e indico a experiência a todos! Fique à vontade para comentar, criticar e rir das minhas loucurinhas. Acima de tudo, fica o meu desejo de criar um espaço livre onde eu possa me expressar melhor e assim proporcionar a você a coragem e liberdade de fazer o mesmo! Beijo no coração e Namastê!

No Baile da Vida

19 set

Eu sei, eu sei. Estou sumida… Peço desculpas. A vida tem me carregado na sua melodia única, que tem sido bem agitada ultimamente. Mas aqui estou, com o coração apertado de saudade desse blog. Tenho tantas idéias, inspirações, mas a “realidade” ou a “rotina doida” corta meus pensamentos pela metade e não consigo concluir meus planos literários. No entanto, hoje me dei uma folguinha para dedicar tempo a você querido leitor (a)!

Como você tem passado?  O que tem feito? Como tem se sentido? O que tem sonhado ou aprendido? Estamos em um momento tão único… Não, não acho que o mundo acaba em dezembro, mas te garanto que as mudanças planetárias estão acontecendo em velocidade máxima. Vejo isso na minha vida e na vida de amigos e queridos. Você tem sentido também?  Você tem enfrentado alguma dificuldade que parece nunca largar do seu pé?  Você tem lidado com algo que vem te incomodando há tempos e você não entende por que não consegue resolver? Se você respondeu sim para uma dessas perguntas, ótimo! É hora de fazer a faxina no armário da alma e jogar fora aquilo que não te serve mais.

Eu tenho enfrentado vários desafios. Voltei para a terapia e tenho encarado meus medos e fantasmas como há muito tempo não fazia. Estou desenterrando defuntos pra poder cremar e deixar as cinzas irem embora e nunca mais me limitarem. Estou jogando na minha cara minhas fraquezas, desculpas, inseguranças, erros, pra fazer delas meus guias de cura. Curar o quê? Alma e mente meus caros! Agradeça cada problema que aparece na sua vida, pois  ele é seu passaporte para o crescimento espiritual e psicológico. Agradeça cada pessoa que te irrita, magoa, desanima, pois ela é um espelho do que existe dentro de você e precisa ser resolvido. No início do ano, 2012 chegou e gritou aos quatro cantos: “Não tem escapatória cambada, é hora de mudar”!!!

E com a mudança vem a beleza de saber que somos todos estudantes curiosos da mágica da vida. O importante agora é encontrar as suas armas para lidar com os desafios. Entre as minhas está a dança. Isso mesmo, a dança! Deixei a yoga (ou asanas, a parte física da yoga) um pouco de lado para mergulhar no mistério da dança livre, aquela sem coreografia ou sem necessidade de ser bonita. Ela pode parecer desajeitada, errada, engraçada, encabulada, ou ser agressiva, energética, sensual, emocionada. A dança muitas vezes é uma prece e eu tenho feito da minha dança um ritual de gratidão e de entrega. A dança me faz transcender. Aqui nos Estados Unidos, aulas e eventos que usam a dança como veículo terapêutico e de transformação têm se multiplicado. São homens e mulheres, de todas as idades, deixando o corpo falar. E é uma das coisas mais lindas de se ver. Em uma palavra: LIBERDADE!

E nela, na dança, deixo de ser meu ego, deixo de ser minha mente, me entrego ao processo. Meu corpo é inteligente o bastante pra mover-se sem comando. Meu corpo segue meu coração e o resultado é o encontro com o vazio. É como se a mente hibernasse por algumas horas. É o meditar dançante. Ou a dança meditativa. É o se deixar levar. É o entregar e confiar. Tenho me amado mais quando danço.  Tenho descoberto um pouco mais sobre quem sou ao final de cada ritual. Tenho tido uma conversa diferente com Deus cada vez que a música começa a tocar e entrego meu corpo a uma espécie de catarse da alma. Dançando me sinto genuína, inteira, íntegra. Me sinto corajosa, guerreira, selvagem. Me sinto pura e quieta. Me sinto em paz!

E você? Quer dançar comigo? Beijo dançante e Namastê!

Tocando em frente

10 jun

Quando somos sensíveis a vida, ela nos mostra pequenos milagres diariamente. Entretanto, todos nós temos grandes momentos de transformação que são responsáveis pelos principais traços da nossa personalidade. Eu conto alguns dos meus abaixo, no primeiro post-lista que escrevo (Fabi é a escritora oficial de listas do blog!). Fique à vontade para contar os seus também!!

1)      Sair de casa. Aos 17 anos eu me mudei para Campinas, não tinha mais como escapar: era hora de deixar o conforto do ninho! Lembro-me perfeitamente que no primeiro dia na nova vida eu chorei ininterruptamente por mais de duas horas. Foi como parir um novo eu. Chorei o medo, chorei o passado, chorei o namorado que ficou, chorei o fim das mordomias de casa e o carinho materno, chorei o que não sabia, chorei quem era e chorei quem viria a ser. Não existe nada mais transformador do que abrir mão da sua segurança e abrir as asas para o desconhecido. Nunca mais chorei como naquele dia. Do choro renasci para uma nova Lívia.

2)      O dia em que meu tio morreu. Pela primeira vez vi meu pai chorando, vulnerável, entregue a dor. Pela primeira vez vi o luto nos olhos dos meu irmão e senti a indignação dele pela vida ter nos tirado alguém tão especial. Senti junto. A dor nos transforma em um só. Pela primeira vez me arrependi verdadeiramente: durante a doença do meu tio eu me afastei… não sabia muito bem como administrar o que estava acontecendo. Difícil administrar a morte de quem amamos. Me arrependi por muitos anos. Hoje sei que a distância foi o que de melhor eu consegui “fazer” naquele momento. Ele foi um transformador de vidas, meu tio… Sua morte me mostrou o quanto é importante comunicar o que sentimos e dividir nossas vidas e momentos com quem amamos.

3)      O dia em que minhas palavras geraram justiça. Na minha aventureira vida de jornalista tive a oportunidade de escrever matérias de denúncia, com algumas delas, graças a Deus, resultando em processos criminais e justiça para as vítimas. Na primeira delas, denunciei uma creche muito pobre onde o dono, um ex-militar, colocava crianças em quartos escuros com seu cachorro pastor alemão dentro ou fazia outras tantas torturas horríveis, “para gerar disciplina” entre os pequenos… No dia em que ele foi setenciado a pagar indenização aos pais das crianças vitimadas e escutei de uma das mães “Muito obrigada, nunca pensei que justiça fosse possível pra gente pobre”, entendi porque eu estava viva e o que realmente me fazia feliz. Não existe nada mais realizador do que ajudar e trazer de volta a fé e a coragem das pessoas.

4)      O meu divórcio. Entre as coisas que tenho mais gratidão  está o meu casamento. O amor que senti pelo meu ex-marido me mostrou o quanto sou capaz de amar e hoje entendo que posso expandir esse amor não só para relacionamentos amorosos, mas também para toda a humanidade. Ao mesmo tempo, meu divórcio (ou melhor dizendo, meu casamento) me mostrou minha sombra, meus aspectos negativos, aquela versão negra que sempre tentamos esconder. Como esposa, nos meus momentos dark side, fui infantil, ciumenta, medrosa, fraca, submissa, histérica (como diria Freud)… Ainda tenho tudo isso dentro de mim, mas hoje aceito minhas loucuras e lido com elas de forma bem mais positiva. Negar nossa sombra é negar nosso eu. Deixar nossa sombra nos controlar é negar nossa alma. Culpar o outro pela nossa sombra é viver com os olhos e o coração vedados.  Relacionamentos são obras do destino para nos mostrar onde ainda temos de melhorar. Ao me divorciar me permiti ser quem realmente queria ser. Me permiti explorar a vida sem tanto julgamento, preconceito, rigidez. Deixei a luz entrar. Descobri minha vida espiritual durante o processo e isso foi fundamental para ser quem sou hoje. Ao meu casamento, ex-marido e ao meu divórcio sou grata.

5)      O dia em que decidi deixar o Brasil. A vida ia bem. Emprego, namorado, salário estável. Mas meu coração pedia mais. Nunca esquecerei. Eu estava deitada na minha cama, falando com meu irmão ao telefone, quando ele me convidou para ir morar com ele por um tempo. Ele não sabe, mas foi como se Deus falasse comigo por meio dele. Meu corpo todo se arrepiou. Naquele momento eu sabia que não tinha volta. Um mês e meio depois fechei minha vida no Brasil. Tudo fluiu de maneira fácil. Uma amiga-irmã me disse antes de partir “É um novo país, uma nova terra. Lá você pode ser quem você quiser. Nunca se esqueça disso”. Eu não esqueci. Ser quem eu realmente quero ser é meu trabalho diário. Me desapegar das normas e regras impostas por uma sociedade doente e vazia estão no meu cardápio constantemente. Sempre busco escolher a liberdade. Mesmo que me doa. Mesmo que o medo venha junto. Mesmo que as vezes não funcione! Sempre vale a pena, pois ela, a liberdade de ser minha verdade, ela é minha!

6)      O dia em que aprendi a meditar. Pode parecer cena de filme, ou loucurinhas de Lívia, mas no dia em que recebi meu mantra no primeiro workshop de meditação do Chopra Center, em fevereiro de 2009, foi como se tudo o que vivi até aquele momento estivesse me preparando para aquela experiência. Entrei na sala esfumaçada de incenso. O cheiro era inebriante. Éramos só eu e a instrutora. Ela cantava docemente um mantra longo, parte da cerimônia de entrega do meu mantra pessoal. Meus olhos estavam fechados. Vi claramente a cena do meu nascimento. Vi a sala do hospital São Paulo. Senti quem eu era e o que pensava. Eu não queria nascer… eu estava cansada dessa vida mundana. “Outra encarnação não vai gente…”, reclamei algo do tipo… Me sentia cansada da vida na Terra, da loucura desvairada que criamos pra/na humanidade. Não teve jeito. Já estava do lado de fora, chorando. Entendi, naquele dia, naquele fevereiro, ao meditar em meio ao fumacê e sentindo cada célula do meu corpo vibrando, que minha missão aqui ainda é longa, e bela, é rica. Me reencontrei com minha alma. Voltando ao momento do parto, acariciei aquele criança mal-humorada (que segui sendo por muitos anos) e expliquei pra ela que tudo ia ficar bem. Que a vida seria cheia de aventuras, e dramas, e amores, e amigos, e poesia e luz. Mas acima de tudo, que tudo ia ficar bem. Meditar, pra mim, segue sendo esse ritual místico e mágico de recordar  diariamente que, quando vivemos alinhados com o espírito, tudo sempre acaba bem. E assim é!

E você? Quais foram os momentos que te transformaram profundamente? Beijo no coração e Namastê

Xô urucubaca e os aprendizados em meio ao caos

20 abr

Não, não quero dramatizar o que aconteceu comigo. No entanto, tenho de concordar que drama é o que não tem faltado na minha vida! Desde janeiro deste ano todos os meus cartões de crédito foram clonados (sim, todos), meu cachorro fugiu e ficou desaparecido por 3 semanas (o que me fez pensar que ele estava morto e eu fiquei de luto até quando ele foi encontrado), fui assaltada (os detalhes dessa novela Mexicana estão no post anterior, caso você não tenha lido), um familiar querido e importante faleceu e tive um desentendimento com uma das minhas melhores amigas! Ufa! Chega né pessoal lá de cima! Decidi que a fase “urucubaca Lívia 2012” acaba hoje, dia 20 de abril! E tenho dito!

De qualquer forma, o post não é para dar detalhes da macumba com galinha e cachaça que devem ter deixado em uma esquina qualquer de Miami pra mim não, mas para contar o que aprendi em meio ao caos de todos esses acontecimentos sequenciais. E, se você pensa que eu estou me expondo demais, aqui vai minha resposta – “Eu não tenho vergonha de ser quem sou, nem dos meus erros, nem medo do julgamento dos outros. Estou aqui pra dizer e ser minha verdade e com isso espero inspirar outros a ser o mesmo, pois somos todos estudantes da vida”.

Então aqui vai:

1)      Nada é pessoal. As coisas acontecem não com você, mas por meio de você! Parece difícil entender esse conceito. Até pra mim, mas se você tem algum conhecimento de meditação, yoga, budismo ou espiritismo, vai entender melhor o que estou falando. Caso contrário, comece a observar a sua vida e teste a minha teoria (com total liberdade pra discordar)! O que quero dizer é que as coisas aconteceram não pra me afetar pessoalmente, mas para que eu pudesse expressar a minha humanidade por meio delas. É tipo um filme, caro leitor! Minha alma decidiu colocar todas essas situações na minha vida (atual) pra que eu pudesse curar algumas feridas do passado (passado meaning outras vidas), ou para que eu aprendesse algo nessa vida mesmo, ou para que eu tivesse uma nova perspectiva em relação a vida, relacionamentos, medos… Ex: o ladrão que me roubou não queria roubar algo de mim, Lívia Stábile, mas sim de alguém que faz parte de uma classe social que  tem muito mais acesso, riqueza, educação e oportunidade do que a classe social dele. A amiga com quem tive um desentendimento não estava ofendida comigo, mas com uma parte dela mesma (alguns chamam essa parte de ego!!) que ainda se julga magoada por atitudes de terceiros (no caso euzinha) que não tem noção de que tais atitudes a magoariam. Pude aprender várias lições com cada uma das situações que se apresentaram por meio de mim! E sou grata por ser um veículo ativo de criação e aprendizado!

2)      Toda crise pede renovação. Cada pequeno ou grande drama que acontece na sua vida faz com que você veja ela (ou a interprete) de outra maneira. Em uma pequena escala, hoje dou muito menos atenção para meu celular (até porque estou usando um bem velho) e para minha vida cibernética (e-mail, Facebook) e vivo muito mais no momento presente. Em uma grande escala, hoje acredito ainda mais na força do Universo e da proteção que pessoas de bem, como eu e você, recebem em situações de perigo. Explico: descobri que o ladrão que me roubou tem passagem extensa na polícia, incluindo roubo com revólver, agressão a policiais, tráfico de drogas, etc. O que me fez ver que cair no chão foi o que de menos perigoso poderia, e de fato, aconteceu durante o episódio. E sou grata por isso. Então, lembre-se, drama chama renovação! Reavalie suas idéias, julgamentos, veja de que forma você contribuiu para a situação e renove o que precisar ser renovado.

3)      Amigo de verdade não tem preço. Quando digo amigo incluo minha família, pois família pode ser família, mas não de amigos! Hehe! Graças a Deus a minha é formada de amigos! Em momentos de trauma não existe nada que acelere a cura mais do que o amor e o carinho de amigos. Não hesite em pedir ajuda, ou carinho, ou atenção. Muitas vezes esperamos que as pessoas saibam o quanto estamos carentes de amor, mas elas não tem ideia do que está passando na nossa fértil mente! Pois ninguém tem uma bola de cristal portátil na bolsa! Logo, se você não estiver recebendo aquilo que precisa (não o que quer egoisticamente, olha a direfença!) de seus queridos, peça! Eles vão agradecer sua comunicação clara! Eu pedi ajuda mesmo, deixei bem claro minha vulnerabilidade e me sinto amparada em vários sentidos!!! E agradeço abertamente minha família e amigos que me apoiaram de várias formas, mandaram boas vibrações e aguentaram meu jeito estranho (e choroso) de ser nos últimos tempos!

4)      Em momentos de trauma seu corpo e sua mente congelam! Isso mesmo! Após liberar muita adrenalina (em momentos agudos de choque, susto, ou medo) o seu corpo entra em um estado de conservação de energia (no caso do perigo se prolongar e você precisar de mais energia mais tarde), e o seu metabolismo desacelera. Fiquei absolutamente sem vontade de me mexer (até porque doía muito meu peito e costelas) por mais de 20 dias e quando voltei a Yoga, essa semana, senti meu corpo todo travado, como se muitos nódulos de energia bloqueada tivessem se espalhado por ele. Além disso ganhei uns quilinhos básicos, claro, mas sinto tanto amor e gratidão pelo meu corpo e pela minha saúde que eles representam nada além da minha capacidade de recuperação rápida! No lado mental, fiquei pelo menos 2 semanas me sentindo fora do meu próprio corpo, me sentindo violada, estranha, sem achar graça na vida, sem fazer minhas piadas bobas, sem ser eu. Fui uma estranha dentro de mim. Graças a ajuda de amigos (+ família) e de amigos que também são terapeutas holísticos aqui, eu volei “a mim mesma”! Hahaha! Entretanto, a experiência de ser um estranho no ninho foi fantástica e agora posso entender bem melhor a reação de pessoas que passaram por situações traumáticas! Minha compaixão, paciência, empatia e admiração por elas, no mínimo, triplicou.

5)      Nada na vida é mais importante do que o amor! Tá, pode parecer brega, piegas, eu não ligo não!!! Nada na vida é mais importante que o amor!! Sempre existe uma saída para os maiores desafios se você relembrar o amor que você tem dentro de você! E amor no sentido maior mesmo! Amor por você mesmo, amor pela vida, amor porque aqueles que te amam, amor por aqueles que te ferem (lembre-se, nada é pessoal). O livro Curso em Milagres tem uma frase genial que diz “Todo ataque é um grito de ajuda”. Acho lindo e verdadeiro. Sempre que se sentir atacado (a), por um desconhecido( a) ou conhecido (a), enxergue o grito de ajuda por traz do ataque e ofereça seu amor, ao invés de oferecer raiva, rancor, vingança ou medo. Veja o que acontece! Seu amor é capaz de mudar tudo, de abrir portas e janelas para infinitas possibilidades, de fazer sua alma dançar ao vento, de criar flores no jardim do seu coração. Sempre que estiver vivendo qualquer dificuldade, ou desafio (como eu prefiro falar), lembre-se do seu amor, de como ele é infinito. Sinta-o, agradeça-o. É lá que todas as respostas estão!

Aprendi muitas outras coisas além das enumeradas acima, mas sei que seu tempo é valioso, então relato apenas as mais importantes. Se você já passou por momentos desafiadores e aprendeu algo que não está aqui, por favor, deixe seu comentário e enriqueça ainda mais esse blog, oferecendo sua sabedoria para outros que precisem! Agradeço sempre sua leitura, carinho e atenção!

Beijo no coração e Namastê!

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