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As melhores séries do momento

5 nov

Não escrevo há séculos, eu sei… Não tenho tido muito tempo ocioso e quando tenho, acabo assistindo séries. Nesse ano acompanhei 20 delas, isso mesmo, 20. Resolvi então  listar aqui as que mais valem a pena! Quem sabe assim vocês me perdoam pelo sumiço?

GREY´S ANATOMY

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É a série que vejo há mais tempo, estou tão envolvida que não tenho mais condições de julgar se ainda é boa mesmo ou se já deveria ter terminado. Sei que choro quase todo episódio e a trilha musical me faz descobrir bandas e músicas  muito bacanas.

BREAKING BAD

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Se você ainda não assistiu, corra! A quinta e última temporada terminou há algumas semanas e posso dizer sem medo de errar que ficará na história das melhores séries ever.  Quando o letreiro começou a subir, lagriminhas nos olhos e coração apertado e feliz. Aquela sensação única ( e rara) de quando você tem certeza que viu algo histórico e se sente orgulhoso de ter acompanhado tudo. Televisão também pode ser arte, espero que vocês saibam disso! A história do professor de química loser que ao descobrir que tem câncer resolve mudar de vida e se envolve com produção e tráfico de meth acabou de ganhar o Emmy , só pra mostrar que não estou errada. E os protagonistas, Walter White (Bryan Cranston) e Jesse Pinkman (Aaron Paul) também já foram premiados. As temporadas são curtas e garanto que você não vai perceber o tempo passar!  Vai lá agora. Corra. Por favor!

 

THE KILLING

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A terceira temporada da série policial baseada em um seriado dinamarquês mostra a dupla de investigadores Sarah Linden  e Stephen Holder tentando solucionar mais um crime.  A terceira temporada foi  uma grata surpresa. Se você não tiver paciência para assistir as temporadas anteriores,  foque na terceira e te garanto que será feliz. São apenas 12 episódios nessa última e te garanto que você vai me agradecer ao final de cada um deles! Infelizmente a série só teve três temporadas, mas vale muito!

SCANDAL

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Preciso confessar  que ao ver os primeiros teasers da série eu disse a mim mesma: não verei nunca.  E só comecei a ver por motivos de: absoluta falta de outra opção ( durante o break) e por ser produção de Shonda Rhimes, a mesma de Grey´s Anatomy.  Mas a real é que  viciei master plus.  A história gira em torno de Olivia Pope  a “ consertadora de conflitos “ ( em português fica meio nada a ver esse título, mas enfim) que tem um affair mal resolvido  com o presidente dos Estados Unidos.  O romance  é o pano de fundo para a resolução dos casos que chegam até Pope. Ela e sua equipe solucionam desde acusações de estupro a sequestro de ditador. Muitas emoções! Adoro!

ORANGE IS THE NEW BLACK

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Baseada no livro homônimo de Piper Kerman e adaptada por Jenji Kohan (de Weeds), a série acompanha Piper (Taylor Schilling), uma “patricinha”  de NY que acaba presa em uma penitenciária federal  por um crime que cometeu 10 anos antes ( carregar drogas para sua então namorada, a traficante Alex, Laura Prepon de The 70’s show).  Sem qualquer experiência para lidar com o novo ambiente, Piper enfrenta uma série de dilemas e conflitos em seu novo mundo. Jason Biggs ( de American Pie) é o noivo de Piper. Série produzida pelo Netflix, altamente viciante.

REVENGE

ImagemSim, eu vejo Revenge. E muito antes de passar na Globo, tá? O drama inverossímil estrelado por Madeleine Stowe e Emily VanCamp já está na quarta temporada e continuo acompanhando sem saber direito o porquê. Acho que de tão surreal, é bom. É só não esperar muito realismo e embarcar nessa sede de vingança que tem como locação o balneário mais chique dos EUA, os Hamptons.

THE BRIDGE

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Eu assisti somente aos cinco primeiro episódios, porque né, tenho mais 11 séries pra ver, mas é bem legalzinha e vou voltar a ver assim que o midseason chegar. Baseada na série escandinava de mesmo nome, The Bridge  conta a história de um crime que ocorre em uma ponte que é a fronteira entre El Paso (Estados Unidos) e Juarez (México). Dois detetives, um de cada país, são encarregados pela  investigação.  Estrelado por  Diane Kruger e Demián Bichir . Curiosidade: a personagem de Krueger tem Aspergers.

THE NEWSROOM

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Nunca tinha prestado atenção nessa série , até pegar um voo diurno de 10 horas.  Na falta de uma opção melhor, acabei vendo metade de uma temporada de uma só vez.  E que surpresa boa!  A série de Aaron Sorkin ( de West Wing e do filme a Rede Social)  mostra os eventos de bastidores de um canal à cabo de notícias, principalmente do programa comandado por  Will McAvoy (Jeff Daniels – que só fui perceber que era o Lóide de Debi &Lóide na segunda temporada), que junto com sua equipe tenta colocar no ar um programa apesar de obstáculos pessoais, comerciais e corporativos. The Newsroom também é estrelada por  Emily MortimerJohn Gallagher, Jr.Alison Pill, Thomas Sadoski, Dev PatelOlivia Munn e Sam Waterston. Muito boa!

EN TERAPIA

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Todo mundo já deve ter ouvido falar de da versão americana In Treatment ou da versão brasileira  Sessão de Terapia . Optei por uma terceira versão, a argentina, também no Netflix. O intuito era praticar meu espanhol, mas acabei encontrando uma série de primeira! Aprendo tanto com cada episódio que quase equivale a uma sessão de terapia. Os episódios são curtinhos e nem parece que você ficou quase meia hora vendo duas pessoas conversarem! Para quem gosta de aprender sobre relacionamentos interpessoais  e quer desenferrujar o espanhol, é uma boa pedida! Recomendo!

HOMELAND

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Claire Danes, que interpreta  a oficial de operações da CIA  Carrie Mathison , ganhou um Emmy de melhor atriz esse ano . Preciso admitir que a série, que  já foi irretocável nas duas primeiras temporadas, deslizou em alguns episódios da terceira e ficou difícil ter certeza que a recuperará o status de melhor série da vida . Mas o prazer em assistir permanece e confio que vai ficar tudo bem. É  (ou era?)daquelas séries que você termina sentado na ponta da cadeira e com a boca aberta!

PARENTHOOD

Parenthood - Season 4

Já falei sobre ela aqui também, série fofa que emociona,   daquelas que enchem o coração de alegria e nos fazem ter vontade de ter uns quatro filhos só pra ter uma família como aquela!

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Girls – a voz de uma geração?

8 jun

É oficial, tenho uma nova paixão: Girls, do canal HBO.

A série conta a vida de quatro garotas de 20 e poucos anos em Nova York. Embora a sinopse possa remeter a Sex and The City, as similaridades encerram por aqui. Na vida dessas  garotas  não há dinheiro para comprar sapatos manolo blahnik, falta até para o aluguel. Não há glamour, guarda roupas invejáveis ou o sonho de encontrar um príncipe encantado.

A série faz um retrato ácido de uma geração que chega a idade adulta ainda dependendo financeiramente dos pais. Mostra com franqueza o conformismo e falta de sonhos dessa juventude “ perdida”.

Lena Dunham, 26 anos, protagoniza, dirige e escreve a maior parte das cenas. Os diálogos são rápidos, inteligentes e verdadeiros. O roteiro foi baseado em suas próprias experiências, trazendo uma autenticidade difícil de ver na televisão nos dias de hoje.

O realismo da série chega a ser um pouco deprimente, não fossem as pitadas de humor – desajeitado e sarcástico – que nos fazem sorrir diante do inusitado.

Confesso que nos três primeiros episódios, a falta de glamour da protagonista e a crueza das histórias não me encantaram, só depois é que passei a ver beleza em tudo e me apaixonei.

Recomendo super!

 

 

Minhas séries do momento

8 fev

Na absoluta falta de coisa melhor para escrever, resolvi fazer um post listando as séries que tenho assistido no momento. Não que eu ache que alguém se importe, mas esse blog é metade meu e isso me dá o poder de escrever o que eu quiser. Há.  Brincadeira. Médio. Seguinte, como eu sou uma super maníaca por séries, muita gente ( umas 3 por ano) me pergunta o que eu recomendo. Então segue aqui a minha listinha.

Gostaria de dizer que sou totalmente parcial e tendenciosa. Tenho um pouco de preguiça de ver séries novas e só faço isso se elas me forem indicadas por alguém que realmente entenda do assunto tipo a Cláudia Croitor do Legendado . Também não sou muito chegada em sitcoms ( tirando Friends) e  adoro um drama.  Acho que é isso. Divirtam-se!

GREY´S ANATOMY

A série médica está na oitava temporada e é a minha favorita há sete anos. O hospital é apenas o pano de fundo para muito drama e emoção ( litros de lágrimas). Acho as interpretações fantásticas, raríssimas vezes fiquei insatisfeita com um episódio. Para uma série se manter 8 temporadas no ar praticamente com os mesmos personagens e com críticas extremamente positivas é porque é coisa boa mesmo. Shonda Rhymes rocks! Tem o meu segundo casal preferido de todos os tempos Meredith e Shepard ( Ellen Pompeo e Patrick Dempsey). Se você tiver que escolher apenas uma, é essa! Pegue o lencinho e corra para frente da tevê ( ou computador).

BREAKING BAD

Contrariando todas as expectativas, garrei amor numa série  que fala sobre tráfico de drogas e tals. Só pelas interpretações de Walter White (Bryan Cranston) e Jesse Pinkman (Aaron Paul) ( ambos ganhadores de Emmy pelas performances) já valeria a pena. Mas além disso o enredo é bom, muito bom.  Uma das melhores coisas da televisão.  Já falei sobre ela aqui ó: Breaking Bad.

PARENTHOOD

Também já fiz um post sobre ela aqui antes Minha Nova família : Braverman. Parenthood é, como o próprio nome diz, uma série familiar.  Me emociono bastante nos episódios. É uma série fofa, daquelas que enchem o coração de alegria.

FRINGE

Depois do decepcionante final de Lost, fiquei meio arisca com ficção científica, especialmente quando J.J. Abrams está envolvido. Mas acabei cedendo aos encantos de Fringe e viciei.  Aviso: é ficção científica das brabas, do tipo que fala de universos paralelos, teorias conspiratórias e cientistas que sabem tudo sobre tudo. Então,  se você não curte muito é melhor nem se arriscar. Tem o fofíssimo Joshua Jackson, o eterno Pacey de Dawson´s Creek.  Saiba mais sobre o programe nesse post aqui ó: You Gotta Love Walter.

THE KILLING

É uma série policial baseada em um seriado dinamarquês. Basicamente fala sobre a investigação do assassinato da adolescente Rosie Larsen.  Cada nuance  e reviravolta da investigação são mostrados, além da jornada emocional dos pais da garota diante da morte e das investigações. Tudo isso debaixo do céu chuvoso e cinza de Seattle e com atores que não parecem ter saído de um editorial de revista. Gente de carne e osso. O que torna a trama mais verossímil e viciante. Por enquanto só houve uma temporada de 13 episódios e a segunda temporada deve estrear em abril.

HOMELAND

Homeland é uma série americana, baseada na série israelense Hatufim . O programa é estrelado por Claire Danes, que foi o que me atraiu. Isso e o Globo de Ouro de Melhor Drama que eles ganharam no início do ano.  Carrie Mathison (Claire Danes)  é uma oficial de operações da CIA que passou a acreditar que um fuzileiro americano, o Sargento Nicholas Brody( Damian Lewis),  recém libertado prisioneiro de guerra da Al-Qaeda, passou para o lado inimigo e agora representa um significativo risco a segurança nacional. Por enquanto só vi o primeiro episódio, mas já deu pra sentir que veio pra ficar na minha listinha. Super produção!

GOSSIP GIRL

Dá vergonha de assumir, mas sim, eu vejo Gossip Girl. O seriado adolescente mais forçado da história.  è baseado na obra de mesmo nome ( e bestseller teen) da  Cecily von Ziegesar. Assisto pra passar raiva, xingar os roteiristas e babar muito nos figurinos e no elenco. É isso. Não recomendo, mas também não consigo largar.

Vale a Pena Ver de Novo – Os 10 filmes mais “ reassistíveis”

22 ago

Existem alguns filmes que – independente de quantas vezes eu já tiver visto – se estiverem passando na televisão, acabo  vendo novamente.  Não são necessariamente os melhores filmes da minha vida, mas algo neles me desperta um desejo irresistível de sentar em frente à telinha e assistir tudo de novo. E mesmo com a eliminação do efeito-surpresa, ainda é possível me divertir e emocionar com cenas  que posso recitar os diálogos de memória.

Preparei aqui uma listinha com os dez filmes mais reassistíveis ( sim, neologismo) na minha humilde opinião. Alguns são obras-primas do cinema, outros nem tanto. A Julia Roberts e o Steven Spielberg estão em três deles. Tem desde sessão da tarde a filme de terror dos anos 80.  Fazer essa lista foi bem mais difícil do que eu imaginava. Estavam no páreo filmes como Ghost, O Poderoso Chefão, Forrest Gump, O Amor Não Tira Férias e Curtindo a Vida Adoidado.  Para conseguir definir exatamente quem merecia fazer parte desse Top Ten estabeleci como critério o fator atratividade 100%, ou seja: são os dez filmes que eu realmente não conseguiria deixar de rever caso estivessem passando em algum canal.

Divirtam-se.

Garota Rosa- Shocking ( Pretty in Pink) – clássico das sessões da tarde. O filme de 1986 conta a história de amor entre a pobretona (Andy Walsh)– que só usa Pink –  e o riquinho ( Andrew McCarthy). Destaque para os figurinos, o atrapalhado e apaixonado Duckie ( interpretado por Jonh Cryer , o Alan de Two and a Half Man)  Nunca mais vi a atriz principal. Por onde será que ela anda?  Roteiro de John Hughes.

Uma Linda Mulher ( Pretty Woman) –  a história da Cinderela moderna. Dispensa apresentações né? Lançou Julia Roberts ao estrelato e colocou Richard Gear no imaginário das mulheres.  Assisti  umas  dez vezes e não me canso de ver a Julia Roberts arrasando naquele vestido vermelho ou voltando cheia de sacolas para esfregar na cara da vendedora que a tratou mal. Querem cair duros? O filme já tem 21 anos! Direção de  Garry Marshall.

Os Goonies  ( The Goonies) – mais um campeão das sessões da tarde. O filme de Steven Spielberg é uma aventura de adolescentes que buscam um tesouro de piratas para salvar a família de um amigo que está falindo.  Destaques para o Slot ( irmão deformado  e comedor de chocolate, que acabou virando meu apelido por conta de uma alergia no olho que me deixava assim, meio Slot né Livia?), o gordinho que não consegue parar de comer nunca e as invenções do japinha. Ah e a cena do beijo entre Mikey (Sean Astin) e a namorada do irmão também é bem inesquecível. Tem livro, que eu comprei e li algumas vezes . O único do elenco que me lembro de ter visto depois foi o intérprete de Mikey, que está em Senhor do Anéis como Sam, um dos melhores amigos do hobbit Frodo.

Closer – Perto Demais  (Closer)  –  Para mim um dos melhores filmes sobre relacionamentos da história do cinema americano. Adoro cada diálogo, cada olhar, cada música. Elenco de peso: Julia Roberts, Jude “Lindo” Law, Natalie Portman e Clive Owen.   Preciso dizer mais alguma coisa? Direção de  Mike Nichols e aquela música linda que grudou na cabeça de 100% dos expectadores ( The blower´s daughter) e foi regravada por Seu Jorge e Ana Carolina.

Poltergeist – Melhor filme de terror de todos os tempos. Quem não se lembra da loirinha hipnotizada pela estática da tevê? E quem não teve, pelo menos por um dia, pânico  de palhaços ? Faz bastante tempo que não assisto e imagino que os efeitos especiais devem parecer toscos perto do que há hoje, mas ainda assim é um filme que vai me fazer prender a respiração, principalmente na cena das cadeiras que se mexem sozinhas. Saudade do cinema dessa época! Mais um filme de Steven Spielberg, que dessa vez assinou o roteiro e a produção.

… E o vento levou ( Gone with the wind) – o filme de 1939 foi o predileto na minha infância e pré-adolescência. Faz no mínimo uma década que não vejo, mas tenhocerteza que se ele estivesse disponível em algum canal eu veria de novo, por mais longo que ele seja. E olha, ele é looongo. Clark Gable e  Vivian “ Scarlet O´hara” Leigh formam um dos casais mais charmosos da história. E o fato deles não ficarem juntos no final torna o filme ainda mais inesquecível.

Um Lugar Chamado Notting Hill (Notting Hill )– Ao fazer essa lista me dei conta do quanto gosto da Julia Roberts e nem sabia. Pois então; adoro essa comédia romântica com toda minha força. Hugh Grant está ( é) um charme como o cara que se apaixona pela estrela de cinema. Destaque para o flatmate dele, uma das personagens mais engraçadas ever, interpretado por   Rhys Ifans .  Cena favorita? Julia chorando ao dizer: I After all… I’m just a girl, standing in front of a boy, asking him to love her.  Direção de Roger Mitchell, o mesmo de Quatro Casamentos e Um Funeral

Clube da Luta (Fight Club) – O filme de David Fincher , pela lógica, não deveria fazer parte de uma lista dos filmes mais “ reassistíveis”, já que o elemento surpresa , para muitos, é justamente a graça do longa. Claro que o impacto da primeira vez é inesquecível, mas o filme é bom demais para se ver uma vez só. Até mesmo para você entender melhor a surpresa do final. Para variar Edward Norton arrasa,  Brad Pitt também manda bem como Tyler Durden  e a esquisita Helena Bonham-Carter  interpreta um papel que cai como uma luva em sua esquisitice.  Os diálogos são memoráveis: “The first rule of Fight Club is: You do not talk about Fight Club”.

ET – o extra-terrestre– Primeiro filme a ultrapassar a marca 700 milhões de dólares, o blockbuster de Steven Spielberg merece todo crédito. Você só não assistiu se estiver morto ( ou se tiver menos de 12 anos, talvez). Minha cena predileta é do E.T. ficando breaco e Elliot tendo todos os sintomas à distância. História de amizade fofa. Pra quem não sabe, a meninha lorinha do filme é Drew Barrymore, que depois do sucesso do filme ficou viciada em cocaína e álcool e blá blá blá, mas se recuperou alguns anos depois e hoje tá aí fazendo todas as comédia românticas do mundo.

Lendas da Paixão ( Legends of the Fall) – Meu irmão trouxe a fita VHS quando fez intercâmbio nos EUA. Eu acho que decorei cada fala entre a personagem de Julia Ormond e Brad Pitt. E sou capaz de chorar de novo em seu reencontro na prisão. A história de três irmãos que se apaixonam pela mesma mulher numa época de guerra. Cena favorita: Tristan ( Pitt) volta da guerra e passa pela casa onde agora Suzana mora, casada com seu irmão. Observação importante: O Brad Pitt tá bem gato. Só perde para ele mesmo, em Tróia.

PS- Sempre que faço estes posts mega elaborados e trabalhosos ninguém lê. Mas tudo bem, sou brasileira e não desisto nunca.

You gotta love Walter

12 jul

Me ausentei demais daqui. A vida real está exigindo minha presença constante e meu filho está de férias. Ou seja, preciso de um clone e ainda assim não seria suficiente. Portanto, como o ócio criativo está inexistente e a inspiração não está das melhores, resolvi fazer um post com dica televisiva.

Eu nunca gostei de sci-fi. Para terem uma ideia, nunca assisti Guerra nas Estrelas, nenhum dos seis ( são seis acho).  Não me desperta o interesse, simples assim.  Então, quando o produtor de Lost, J.J. Abrams, lançou mais um seriado eu nem tive a curiosidade de saber qual era.  Entretanto, nessa mid season ( para quem não sabe, chama-se mid season o período de ” férias” das séries principais nos Estados Unidos. É quando geralmente são lançados pilotos de séries para testes, ou séries mais curtas) por indicação de uma expert, resolvi dar uma chance à Fringe.

O seriado é sobre uma divisão do FBI chamada Fringe, especializada em investigar casos estranhos e inexplicáveis. Para  ajudá-los, os agentes resgatam de um manicômio um brilhante cientista, criador de uma ciência nada ortodoxa chamada Fringe. A série é TOTALMENTE ficção científica, não vou mentir, mas as histórias são muito bem construídas e ao contrário de Lost, tudo tem uma explicação, e ela não demora cinco temporadas para chegar. Ah,  é lógico que também tem um romancezinho no ar, que ninguém é de ferro.  Além disso, Walter Bishop, magistralmente interpretado por John Noble (Denethor de Senhor dos Anéis)é o meu personagem favorito da televisão de todos os tempos. Juro, se você não quiser nem entender os casos complicadinhos, perca ao menos alguns minutos para morrer de rir com Walter.  Estou apegada, apegadíssima.

No último mês assisti 59 episódios.  A série já teve três temporadas e a quarta deverá estrear em setembro. No Brasil você pode ver no Warner Channel. Ao lado de John Noble, Joshua Jackson, o eterno Pacey de Dawson´s Creek,   a atriz australiana Anna Torv, desconhecida até então e Lance Redddick que também fez Lost.

Eu recomendo. Abaixo um vídeo com alguns dos muitos momentos hilariantes de Walter. You gotta love Walter!

Os 15 programas de TV que marcaram minha vida

16 dez

O núcleo adolescente de Top Model

 

Lá vou eu com mais uma lista. Acho que com essa encerro a temporada deste ano. Sou tevemaníaca desde sempre e os programas televisivos marcaram e ainda marcam minha vida. Eu já sonhei em ser crítica de televisão, mas hoje me contento em ser apenas espectadora. Os programas serão citados porque de alguma maneira foram importantes na minha história  e não necessariamente por serem os melhores que já existiram. Deixo, por exemplo, Friends de fora. E é óbvio que Friends não poderia faltar numa citação das melhores séries de todos os tempos. Mas como disse, não são os melhores e sim os que mais me marcaram. Ah,tentei fazer por ordem cronológica mas não sou enciclopédia e não dá pra garantir que está certo, ok?

 Novela Roque Santeiro – TV Globo – 1985

É a primeira novela que me lembro de acompanhar fervorosamente. Viúva Porcina, Sinhozinho Malta, lobisomem. Precisa falar mais alguma coisa? E ainda lançaram um álbum de figurinhas com as personagens. Gente, era muiiiito massa. Eu e meu irmão completamos o álbum, lembro perfeitamente de cada foto (a do Ary Fontoura não era foto e sim desenho, eu encasquetei muito com isso).  Aliás, por onde será que ele anda ein ( o álbum e não o Ary )?

Armação Ilimitada – Tv Globo – 85 a 88

Eu diria que esse foi a melhor série da Globo até hoje. Insuperável. Era a alegria das minhas sextas-feiras, quando eu costumava dormir na minha vó. Quem nunca sonhou em ser a Zelda Scott, disputada por Juba e Lula? Aliás, moderninha a Globo mostrando um relacionamento aberto entre uma mulher e dois caras, nos anos 80 né? E pensar que hoje o Lula( André de Biase) virou um careca gordo da Malhação e o Juba ( Kadu Moliterno) bate em mulher. Decepção. Mas enfim, naquela época eles eram tudo. E o Bacana também era figura. O seriado era bem inovador, desde o texto à estrutura narrativa . Nascia aí minha paixão pelo Rio, cenário das aventuras. O canal VIVA bem que podia passar reprise né?

Top Model – TV Globo – 1989

O cabelo dos meus sonhos acabou meio se tornando realidade, acabei de perceber ( numa versão com luzes)

Uma novela cujos personagens do núcleo adolescente/infantil chamavam Jane Fonda, Ringo, Lennon, Olívia e Elvis tinha tudo para ser inesquecível. Acho que foi a primeira novela da Gabriela Duarte ( Olívia) e teve o Rodrigo Penna, que depois virou dj e dono da festa bacanuda Bailinho. A Malu Mader era a top model em questão e eu sonhava em ter uma cabelo igualzinho ao dela. Delícia de novela. A trilha sonora também era bacana, comprei uma fita K7 e fiquei arrasada porque esqueci na praia durante as férias.

Porta da Esperança – Programa Silvio Santos – SBT –

Gente, o que eu chorava nesse quadro era uma loucura. Não me agüentava de emoção quando abriam a porta e tinha lá a cadeira de rodas, as pernas mecânicas, o aparelho de audição ou coisa que o valha. E quando a porta ficava vazia então? Eu tinha vontade de matar o Silvio Santos. Puta maldade fazer isso com as pessoas né? Mas enfim, acho que ele inspirou o Caldeirão do Huck em muita coisa nesse quadro. O Silvio é figuraça e lembro de rir e chorar ao mesmo tempo com ele. Programa trash pra guardar na memória.

Minissérie Desejo – Tv Globo – 1990

Eu sempre gostei de ver histórias reais retratadas no cinema ou na televisão. A minissérie narra uma época da vida de Euclydes da Cunha, autor de Os Sertões. Enquanto ele estava lá nesses sertões, sua esposa apaixonou-se por um homem mais novo, Dilermando de Assis. Isso em 1905!!! O relacionamento tornou-se público e acabou matando o escritor e seu filho mais velho (ambos tentaram assassinar Dilermando, que por ser militar conseguiu se defender). Anna e Dilermando ficaram juntos por anos, mas acabaram se separando. É uma história de amor e tragédia daquelas e eu, romântica desde criancinha, achei o máximo. Na época comprei o livro e pesquisei bastante sobre os dois. Atualmente a minissérie está no ar no canal VIVA. Vera Fischer faz Anna ( morena e com lentes castanhas) e Dilermando é interpretado por Guilherme Fontes.

Minissérie Anos Rebeldes – Tv Globo – 1992

Com 13 anos eu achava que ia mudar o mundo e ver essa minissérie me ajudou a acreditar nisso. Ficava viajando que nasci na época errada e queria ter sido guerrilheira como a personagem da Cláudia Abreu ( que morre numa das cenas mais fortes da tevê brasileira). Não mudei o mundo- ainda-  mas ao menos participei ativamente do movimento dos cara-pintadas pedindo o impeachment do Collor. E olha, eu ia SOZINHA nas passeatas. O poder da ficção,ein?

Beavis and Butthead- MTV – 1994

Eu nunca fui chegada em cartoons, mas este eu ‘precisava’ assistir para me sentir incluída. O melhor amigo do meu namorado da época idolatrava e imitava direitinho a dupla mais boca-suja da tv. Acabei pegando gosto pela coisa e dei boas risadas com o humor negro e delinqüente deles. Era tão ridículo e grotesco que ficava engraçado. Deu saudade!

My so Called Life (tradução no Brasil -horrorosa: Minha vida de cão) – MTV americana – 1995

 

Eu já assistia algumas séries como Barrados no Baile, Anos Incríveis e Party of Five quando fui fazer intercâmbio nos EUA. Lá entrei de vez para o mundo dos seriados. Conheci My-so-called Life e foi meu primeiro vício. Me apaixonei perdidamente pela história de Ângela Chase ( Claire Daines). E claro, fiquei muito a fim do Jordan Catalano, meu primeiro amor televiso ( primeiro de muitos, haha). Seu intérprete, Jared Leto, hoje é vocalista da banda 30 seconds to Mars ( corrigido graças a ajuda de um internauta mais atento) e continua um gato de tirar o fôlego, mas não sei se é bom músico. A cena dele cantando I wanna be sedated é de cortar os pulsos. A série é incrível, mas durou apenas 19 episódios. A trilha sonora é genial, perfeitamente ambientada nos anos 90/grunge. Tenho os episódios baixados e de tempos em tempos revejo, vale a pena! Indico!

The Real World – MTV – 1995

 

Também vi quando fiz intercâmbio. Uma turma de diferentes nacionalidades e temperamentos se mudava para uma casa por uns três meses e eram filmados 24hs por dia. Parece familiar? Pois foi o primeiro reality show da história e era muito bacana. Altamente viciante como todo reality. E produção assinada pela MTV, coisa de primeira.

 Sex and the City – Multishow – 1998 a 2004

 

Muito antes de eu fazer trinta anos eu já me identificava com os dilemas das balzaquianas retratados na série. Desnecessário mencionar que o figurino matador da Sarah Jéssica Parker ( Carrie Bradshaw) me fez começar a gostar de moda ( até então uma calça jeans, uma blusinha e um tênis de skatista eram meu figurino). Cada mulher geralmente se via em uma das personagens e eu, como boa jornalista neurótica, me via na Carrie. Confesso que apliquei várias frases e pensamentos da série na vida real. Nem sempre deu certo, mas me diverti no caminho. (Um deles era assim, para esquecer alguém você precisa de metade do tempo que durou a relação. Exemplo: se namorou 3 meses, desencana em 1 mês e meio e por aí vai. Me apeguei a isso como um mantra, haha, que ridículo) Sou capaz de assistir um episódio por inúmeras vezes sem me cansar. I love it.

Casa dos Artistas – 2001 – SBT

A primeira edição da casa dos artistas, com o crazy Silvio Santos de host e elenco formado por Supla, Bárbara Paz, Patrícia Coelho, Alexandre Frota, Nany Gouveia é inesquecível. Viciei num grau ( ah vá) que fui para Fortaleza com meu irmão enquanto o programa estava no ar e voltava da praia todo dia à tarde para ver a meia-hora ao vivo. As votações malucas por telefone, as regras constantemente alteradas pelo Silvio e o casal fofo-maluquete Supla e Bárbara valiam cada segundo. A Globo deve até hoje se morder de inveja. Top! Tem uns vídeos no youtube pra quem estiver à toa…

Os Normais – TV Globo – 2001 a 2003

Os textos geniais de Alexandre Machado e Fernanda Young interpretados por Fernanda Torres e Luis Fernando só poderiam mesmo virar hit. Alegravam minhas sexta-feiras, teve dias que ri de doer a barriga. Era ótimo para ver com o namorado (marido). Passa até hoje ( reprise) no Multishow e sempre que consigo pegar um episódio faço questão de rever e rir mais um pouquinho

Lost- AXN/ Internet/ 2005 a 2010

Lost mudou completamente a minha relação com os seriados. Até então eu era uma espectadora, viciada algumas vezes, mas que aguardava o dia da exibição na televisão e nunca sequer tinha ouvido a palavra spoiler. A partir de Lost eu conheci sites sobre séries, aprendi a baixar da internet, descompactar legendas, entrar em fóruns de discussão e consegui assistir ao series finale ao vivo! Minha vida mudou! Virei nerd total. Apesar do final decepcionante, nada vai superar as emoções das três primeiras temporadas. É para ficar nos anais da História televisiva.

BBB – 2002 até hoje

Como boa tv junkie eu também assisto BBB, óbvio. Pay-per-view, site, a bagaça toda. Eu e meu marido costumamos dizer que é uma época do ano boa para economizar, porque a gente pára de sair pra ficar vendo Big Brother. Atualmente demoro mais para me apegar, resisto por vários dias, até não conseguir mais e me render. Além disso, o programa marcou minha vida por diversos motivos, mas não posso citar nenhum aqui se não meu marido me mata – e dessa vez com razão. Mas posso dizer que fui a uma eliminação e foi bem bacana. Janeiro de 2011 tá aí né, Bial?

 Quer morrer com o Jared Leto cantando Ramones ?

Breaking Bad

27 out

Mr White ( Bryan Cranston) e Jesse (Aaron Paul) em seu primeiro dia de "trabalho" juntos

Há tempos eu vinha procurando uma série sensacional para ocupar a lacuna deixada por Lost na minha vida. Mas estava difícil. Não tenho mais tanto tempo livre para ficar testando séries aleatoriamente, até me apaixonar. Então comecei a pedir dicas para quem realmente entende do assunto. Diante de algumas sugestões, recorri ao Torrent para me presentear com alguns episódios . Uma destas séries foi Modern Family, mas tive o imenso azar ( e completa desatenção) de baixar a primeira temporada em russo. Deu preguiça de baixar de novo e parti para a segunda opção Breaking Bad.

Comecei a assistir despretensiosamente, sem nem saber direito qual era a trama. E então fui surpreendida da melhor maneira possível. Depois de muitos anos viciada em american tv-series eu já sei identificar rapidamente quando estou diante de um hit. E eu estou. Breaking Bad rules!

A história de desenvolve a partir de um americano médio ( Bryan Cranston – que por sinal é a cara do meu pai americano), professor de química de high school que ao descobrir ter câncer no pulmão resolve produzir crystal meth ( a droga mais fodida no mercado atual) junto com um ex-aluno ( Aaron Paul), para ganhar dinheiro e deixar para a família. E logo de cara acaba se metendo em um assassinato.

Improvável né? Sim e o show mostra justamente o quão absurda é essa escolha de vida. As cenas são realistas e até meio cômicas, com diálogos impagáveis. A direção é impecável e a atuação dos dois atores é simplesmente perfeita. Não é á toa que ambos já foram premiados com o Emmy por suas performances em Breaking Bad ( Bryan Cranston por três vezes consecutivas).

Eu ainda estou no final da primeira temporada e atualmente a terceira está no ar nos Estados Unidos ( não sei em que canal passa por aqui). E nada me faz mais feliz do que saber que tenho dezenas de episódios para baixar! Viciante! Confere aí e me conta.

Escolhi esse teaser que apresenta a série para quem tiver curisidade de saber do que estou falando!

For Precious Girls Everywhere

23 jul

Você anda reclamando da vida? Acha que tem muitas dificuldades? Está cansado (a) de tudo? Então me faça um favor, aliás faça um favor a si mesmo e assista Preciosa : Uma história de esperança.

O filme que concorreu a seis Oscar esse ano e levou dois ( melhor roteiro adaptado e melhor atriz coadjuvante) é o equivalente a um soco na cara e um chute bem na boca do estômago. Um chacoalhão poderoso. Terminei o filme aos prantos. E confesso que até agora, se parar para lembrar de algumas coisas, ainda tenho vontade chorar. E não é um dramalhão, mas sim, como diz o nome, uma história de esperança.

Uma história pesada, densa. Não é entretenimento, é vida, luta, lição. Pelo menos para mim foi assim. O filme narra a vida de Precious (Gabourey Sidibe) uma adolescente negra, obesa, pobre que é expulsa da escola por estar grávida do segundo filho. Coisas que não facilitam a vida de ninguém.  Mas ainda tem mais: ela engravidou após anos de abuso sexual por parte do seu pai e  a mãe, ou melhor o monstro, ao invés de protegê-la, abusa verbal e fisicamente todos os dias. Papel brilhantemente interpretado pela vencedora do Oscar de atriz coadjuvante,  Mo’Nique. Para vocês terem ideia do quanto ela está bem, se eu a encontrasse na rua hoje acho que seria obrigada a espancá-la. De ódio. A estreante Gabourey Sidibe também está excelente  e confortável como a personagem título ( concorreu ao Oscar, mas perdeu para a Sandra Bullock), mas ainda não sei dizer se é por talento ou se ela simplesmente está interpretando a si mesma.  E o mais intrigante é que ela, Preciosa, não se vitimiza em momento algum.

As cenas da cruel realidade da protagonista são filmadas com uma câmera na mão, o que nos aproxima das personagens. Isso só muda quando Preciosa ativa seu único recurso para sobreviver: fantasiar. Então as cenas são filmadas de modo convencional. O recurso traz um resultado muito interessante, na minha humilde e leiga opinião. Ao longo do filme, junto com o nó no estômago ( há cenas quer despertam mesmo um embrulho/nojo) cresceu em mim um sentimento de negação.  Do tipo ” É ficção, me recuso a acreditar que exista isso na vida real. Me recuso a crer em tamanho desamor”.  Mas a real é que casos assim EXISTEM. Puxando pela memória em dois segundos já me lembro daquele monstro austríaco que trancafiou a filha e seus filhos-netos sei lá quantos anos num porão. E semo precisar ir tão longe, tem o lavrador maranhense que “deu” sete filhos a sua filha. Oi? Esse é o mundo que vivemos? Então para tudo que eu PRECISO descer.

Voltando ao filme: a trilha sonora é bem legal. Ainda não tive tempo de ver os créditos, mas me chamou a atenção. E tem duas participações especiais bem inusitadas:  Mariah Carey interpreta a assistente social que atende Precious ( coisa que fez bem, acreditem!) e o gato do Lenny Kravitz aparece como o enfermeiro – e  gato-  Jonh Jonh. É um alento em meio a tanto sofrimento!

Então quando digo: “Vá assistir ao filme””  não estou sugerindo, estou mandando! Vai logo! Agora!  E depois me conta!

A nossa Preciosa

Minha nova família: Braverman

19 jul

 

Lauren Grahan agora é Sarah Braverman. Adeus Lorelai!

It’s official! Agora tenho mais uma série para acompanhar. 

Quando morei nos Estados Unidos, há 15 anos, me apaixonei pelo mundo das séries. A primeira delas, My So Called Life, foi um vício pra toda vida e desde então jamais passei uma temporada sem ter ao menos uma série na qual sou viciada.  De lá pra cá muita coisa mudou. Naquela época o vício se resumia a ver os episódios conforme eles passavam na tevê. Havia reprises que a gente nunca sabia quando iam ser,  se a série teria outra temporada ou não era sempre um suspense. 

Hoje com a internet bombando, sites especializados em séries e programas especiais para baixar os episódios no mesmo dia em que são exibidos nos EUA, o vício adquiriu proporções muito mais divertidas!!! Para mim, o auge foi ver o Season Finale de Lost ao vivo, enquanto era transmitido nos EUA. Viva a tecnologia! 

Essa introdução toda foi só para contar que durante o  mid season, com fim de Lost, Gossip Girl  e Grey’s Anatomy em férias, encontrei uma série nova para amar! Parenthood. 

Estrelado por Lauren Graham (a Lorelai de Gilmore Girls),  Peter Krause (Nate Fisher de Six Feet Under),  Erika Christensen (Traffic, Swimfan) e Craig T. Nelson ( Poltergeist)  entre outros,  Parenthood é uma  série sobre família, que como sugere o nome,  fala sobre as dificuldades de ser pai, educar crianças e adolescentes, com todos os seus clichês.  A relação de intimidade e cumplicidade entre os quatro irmãos Braverman é coisa linda de se ver. Dá vontade voltar no tempo e criar uma intimidade com meu irmão que nunca tive.  E os diálogos são brilhantes! 

 Lauren Graham está ótima como Sarah, mãe separada de dois adolescentes que volta a morar com os pais porque não tem dinheiro. E se sente meio incapaz e decadente. Bem diferente de sua personagem de GG, mas  ainda com um quê de Lorelai ( Miss you Lorelai!). 

Peter Krause  também está ótimo no papel de Adam, pai de uma  adolescente que arruma o primeiro namorado e de um garoto de oito anos diagnosticado com Asperger, um tipo de autismo.  Até agora a cena mais emocionante que vi foi da mãe explicando para filha porque Adam, o pai, se comportava de maneira tão irracional ao descobrir que ela estava namorando. 

Filha: Ele está muito bravo? 

Mãe: Ele está mais é com medo do que qualquer outra coisa. 

Filha: Mas medo do que? 

Mãe:  De te perder… 

E corta pra ele na porta do quarto ouvindo tudo com o coração apertado. Confesso que lagriminhas saíram dos meus olhos. Mas eu não sou parâmetro porque choro com extrema facilidade. 

Parenthood não vai mudar sua vida, mas é uma daquelas séries gostosas de ver. Que te emocionam e divertem ao mesmo tempo.  No Brasil a segunda temporada passa no canal LIV, se não me engano às quintas-feiras. Mas, com acesso a internet e paciência,  você pode ver o dia que quiser!  Eu recomendo!

The Braverman, minha nova família da televisão!

Dance it out

6 jul

 “Quem canta os males espanta”, isso já está todo mundo cansado de saber. Mas e quem dança? Para mim não há nada mais terapêutico e divertido do que uma boa dançada. É o que funciona de imediato para espantar o baixo astral. Sim, yoga funciona, meditação também. Mas nem sempre ( ou melhor quase nunca) eu tenho paciência para me concentrar tanto tempo em mim! Ao contrário de nossa amiga  Lívia Stábile, que tem conhecimento e dedicação de sobra para vivenciar e ainda nos passar ensinamentos e lições de yoga, paciência e meditação.

Eu sou ligada no 220. Impaciente, cronicamente insatisfeita, ansiosa e mal humorada. Ah, e imediatista. E há dias em que tudo isso piora!! Nesses dias nem mesmo as aulas de yoga ou a sessão de terapia ( thank God for therapy) me confortam 100%. E então eu copiei inventei minha própria terapia. Dançar.

Antigamente, quando eu era mais nova, mais solteira e com menos filhos, eu botava uma roupa de night e saía pra ferver. Uma hora na pista de dança, completamente desligada do que se passava ao meu redor, entregue ao ritmo da música e do meu corpo, me salvavam de qualquer deprê. Atualmente ando longe das pistas de dança, por N motivos que não convém agora listar. Mas continuo apostando com força no poder da dança. Em casa mesmo, com o som no talo e ninguém por perto. Nem que seja por duas músicas.

A trilha sonora varia de acordo com o estado de espírito. Há dias em que um rock anos 80 vale. Outros em que prefiro dance music. Tem dias de Lady Gaga e dias de Shakira. Acho o efeito mais perceptível se der pra cantar, berrando junto. Precisa de uma dica para começar? Dancing with myself  de Billy Idol ( quer refrão mais apropriado do que este?). E se você se sentir ridículo demais, lembre-se que não é o único adept0. No meu seriado predileto, Grey’s Anatomy, Cristina ( Sandra Oh) e Meredith ( Ellen Pompeo) já recorreram ao método “dance it out” mais de uma vez. E a cena antológica que posto aqui é do seriado My –So Called Life (obra prima televisiva dos anos 90), quando Angela ( Claire Danes) finalmente desencana de seu amor Jordan (Jared CUTE Leto) e dança pra celebrar. E vc? Tá esperando o quê?

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