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E agora?

31 jul

 

O moço ao lado pareceu se incomodar com o tamborilar de seus dedos no balcão do bar, mas ela fingiu não perceber. Sentada sozinha, inventava maneiras de se distrair sem que precisasse conversar com alguém. Deu mais um gole na pint de Guinness, que desceu amarga e quente. Mania que esses pubs têm de servir cerveja quente como se estivéssemos na Europa, pensou em voz alta e suspirou, atraindo novamente o olhar do moço ao seu lado, que dessa vez sorria.  Retribuiu com um sorriso sem dentes. Não estava a fim de fazer novos amigos, manter os antigos já era esforço suficiente.

Revirou a bolsa em busca de seu celular. Nenhuma ligação ou mensagem. Pensou em checar os emails ou tuitar alguma coisa, mas estava tentando se livrar do vício de navegar no celular a todo minuto.  Sentiu uma angústia crescente em seu peito e não conseguiu identificar o porquê. Devia ser porque estava esperando e odiava esperar. Estava absorta nesses pensamentos quando viu o amigo entrando no pub. Haviam sido muito próximos na época da faculdade, de fazer tudo juntos, mas não se viam pessoalmente há mais de dez anos. Finalmente a imagem borrada que tinha guardada em sua memória foi ganhando contornos mais vivos e realistas.

—  Oi! Desculpe o atraso, mas me enrolei lá no trabalho. – se explicou Saulo

—  Já estou na segunda cerveja! – ela respondeu empunhando orgulhosamente o copo

Foram longos segundos de estranhamento e timidez enquanto se olhavam sem poder dizer nada, tentando relembrar cada conversa trocada ao longo dos anos e combinar as frases ditas com os rostos e corpos ali presentes.

Ela sugeriu que ele se sentasse logo e começasse a beber. Optaram por permanecer ali mesmo no balcão. Parecia a opção mais acertada, assim estariam juntos, mas não apenas os dois, já que ainda não estavam à vontade.

Algumas horas e cervejas depois a intimidade que experimentaram no passado, já havia se estabelecido novamente. Riram um riso solto, genuíno. Empolgada durante alguma constatação maluca, ela tocou o braço dele de leve, sem querer.  O contato lhe causou uma reação estranha e inesperada, sensação que preferiu atribuir ao sexto pint de cerveja. Falaram em ritmo frenético, as palavras transbordando da língua, tentando condensar anos de falta de convivência em algumas horas.  Súbito, Saulo se ajeitou na banqueta, como se estivesse se preparando para anunciar algo muito importante.

— Que foi? – perguntou olhando pela primeira vez bem nos olhos dele.

— Eu não ia te contar, mas agora que estamos aqui frente a frente eu sinto que preciso compartilhar isso contigo.

— Fala logo.

— Estou com um pouco de vergonha. Promete que não vai me julgar?

— Eu? Te julgar? – questionou quase gargalhando.  – Logo você que conhece meu lado mais negro!

— Te contei que desde que marquei a data do casamento, estou me sentindo meio esquisito, né? Sempre fui todo correto e parece que agora estou sentindo necessidade de me libertar um pouco.

— Sei…

— Fico fantasiando umas coisas. Crio umas histórias na minha cabeça. Uma espécie de fuga, para me distrair do fato que nunca mais vou poder comer outra mulher na vida, acho.

—  Típico devaneio Sauliano. Tá, e daí? – ela comentou revirando os olhos

— Não é nada que eu realmente pense em concretizar, mas é que tem sido meio freqüente.

— Fala logo Saulo! Que porra de suspensa é essa?

—  Eu tenho fantasiado com você!

Surpresa, sentiu as bochechas queimando e o sangue de todo seu corpo correr em direção às maçãs do rosto. A sensação durou menos de cinco segundos. Logo lembrou que estava diante do seu brother e resolveu não dar muita importância à confissão repentina.

— Que falta de criatividade fantasiar bem comigo ein? – comentou pra quebrar o gelo.

Continuaram conversando por mais algum tempo sobre literatura, relacionamento, sexo e fantasias, da forma despretensiosa de sempre. Ele parecia absolutamente natural, como se nada tivesse acontecido.  Ela não. Aquela revelação tinha confundido sua cabeça. Não sabia se era o álcool, mas o fato é que agora não conseguia mais olhar diretamente nos olhos dele, pois temia que ele pudesse adivinhar o que se passava em sua cabeça. E o que ela pensava naquele momento era inconfessável, até mesmo para o seu melhor amigo.

 

De repente, tudo ficou sensual e com duplo sentido. A forma como ele pegava no copo, o jeito dele ajeitar o cabelo que insistia em cair sobre os olhos e até mesmo o modo como fungava o nariz a cada cinco minutos, por conta de uma rinite. Descobriu em Saulo um apelo sexual que nunca imaginara existir.

Por volta das 11 horas, conforme haviam combinado, foram conhecer o novo apartamento dele, recente aquisição que o deixava muito orgulhoso. Precisava compartilhar isso com você, ela havia dito.

Ao chegar, ele se serviu de uísque puro, sem gelo e ofereceu a ela uma dose misturada com água de coco, seu drink favorito.  Clara avaliou que talvez devesse parar de beber, mas já não tinha forças para tomar essa decisão sozinha. Enquanto ele preparava a bebida, ela percorreu os dedos pela coleção de cds exposta na estante da sala, somente bandas de rock pesado:  Black Crowes, Nine Inch Nails, Metallica. Nada muito romântico, pensou e balançou a cabeça, desaprovando o próprio pensamento. Estava prestes a escrutinar a estante de livros, mas neste exato momento ele voltou à sala com os dois copos na mão e um sorriso malandro. Entre um gole e outro, se olharam em silêncio. Ele tá me olhando diferente ou tô viajando por causa do que ele me contou?

O apartamento ainda não estava completamente mobiliado e era quase possível ouvir a tensão sexual se instalando e estendendo por todos os cômodos. Para sair daquela situação indefinida ela pediu pra ler um de seus textos, o que a princípio ele negou, alegando timidez. Ela continuou pedindo, quase insistente, porque não sabia mais o que fazer com aquele silêncio incômodo e achou que ler um conto dele pudesse dissipar a sensação. Ele acabou cedendo. Abriu um arquivo no computador e imprimiu duas folhas. Essa é uma das minhas fantasias com você, você se incomoda?

Hesitante, ela pegou os papéis e bateu os olhos rapidamente no texto. Algumas palavras fizeram seu sangue mais uma vez correr rapidamente para o rosto. Preferiu se levantar e continuar a leitura longe dele, perto da janela. Conforme a leitura avançava, uma onda de calor lhe tomava o corpo enquanto a razão ia sumindo de modo quase indisfarçável. As palavras começaram a se embaralhar. Ou eu tô muito bêbada ou eu tô seriamente a fim de ficar com ele.

— Qual parte você está lendo?

— A parte em que o cara finalmente beija a garota.

Então ele se colocou a apenas dois dedos de distância, atrás dela, sussurrando coisas ininteligíveis em seu ouvido. Ela sentiu as pernas amolecendo e um arrepio gostoso percorrendo a espinha. Tentou resistir, mas seu corpo não obedeceu. Inevitavelmente beijaram-se. Ele a encostou na parede, forçando seu corpo sobre o dela. Beijou seu pescoço bem devagar, queria reter na memória seu cheiro e seu gosto. Gostava dela. Sempre havia gostado. Aturdida pelo trinômio álcool, prazer e surpresa, Clara decidiu expurgar a culpa que sentia por estar ficando com o melhor amigo, comprometido, e se entregou.  Então lhe lançou um olhar que dispensava palavras e ele entendeu.

Meia-hora depois o suor pingava no chão e ele sentiu que poderia morrer ali, naqueles segundos que sucedem o gozo. Exangues e ofegantes, os dois se espalharam pelo chão, cada um para um lado, respirando devagar.

De um lado ela pensava E agora? Do outro, ele também.

 

 

 

 

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Porque sumimos…

24 ago

Oi leitores! Estou aqui para avisá-los que o Três Nortes não morreu… O que acontece é que eu e a Lívia estamos tocando projetos pessoais paralelos e com isso não temos tido tempo de postar por aqui. Um dia eu volto, prometo. Enquanto esse dia não chega, você pode acompanhar minhas peripécias pela maternidade no meu blog: http://www.blogmaecomestilo.blogspot.com  e pode continuar se inspirando com os conselhos e vídeos da Lívia em seu site http://www.plenessencia.com.br

Divirtam-se e até breve!

Meditação para todos: o que você precisa saber para transformar a sua vida!

4 ago

Queridos leitores, tudo bem? Saudade de vocês, mas em um momento super-duper transformativo que me impede de dedicar-me tanto ao blog! Por isso resolvi postar o meu primeiro vídeo sobre meditação em inglês mesmo! Peço desculpas pelo idioma, mas fiz esse vídeo para um workshop online aqui em Miami e acho que vale a pena divir com vocês! Mesmo que você não seja craque em inglês, tenho certeza de que você vai entender bem (até porque eu não sou craque em inglês!). Convido a todos para praticar a técnica que descrevo no vídeo levando em conta o que expliquei sobre meditação! Lembre-se, pensamentos fazem parte da prática. Não se apegue a eles, nem os julgue ou critique! Simplesmente volte ao mantra SO HUM sempre que observar que está pensando em outra coisa e siga praticando! E me conte o que achou do vídeo e como foi sua experiência meditando! Estamos passando por uma fase bem desafiadora do planeta, meditação é uma das melhores ferramentas para lidar de forma saudável e pacífica com as turbulências! Espero que gostem e espero que esse vídeo forneça boas informações a vocês! Beijo no coração, obrigada e Namastê!

Sobre a tentativa banal de entender as mulheres

27 maio

 

 

 

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Luta tola a de quem busca nos entender. Não fomos concebidas para ser entendidas, desvendadas… Nascemos para despir a rigidez do mundo, vivemos para dançar com o inesperado, o fulgaz, o belo, o mistério maior. Mudamos como o vento – assim, de repente – pois somos a metáfora viva da realidade: suaves como uma brisa tola, ferozes e implacáveis como a ventania dos Andes.

Mulheres foram criadas para vestir as flores que Deus criou. Somos a essência da luz interna do que está por vir. Geradoras de tormentos e paixões, aqui estamos para fazer o coração bater em golpes, a razão tirar férias, o grito sair no gozo. Somos o retrato da inocência que reveste as estrelas, a pureza que vem das fontes de água, o encanto da floresta úmida ao amanhecer.

Escutem-me! Deixem de lado a tentativa já falha de nos compreender. Somos fluídas, elétricas, mutantes, melodiosas. Mantenham apenas o desejo de nos desfrutar, explorar, reverenciar, encantar-se com nossa presença sabendo que a cada amanhecer somos outra. Deixe que tragamos o incômodo do imprevisível emocional para suas vidas pacatas.

O sagrado feminino corta com sua espada todo resquício de distração banal. Uma mulher, em sua graça divina, requer total atenção, invoca o foco do guerreiro, ancora a verdade da presença consciente. Jogamos suas rotinas no lixo e tornamos suas vidas um circo aberto de atrações místicas, sobrenaturais.

Permita que nossa inconstância deixem-os loucos e que apenas abraçando-nos forte, pressionando-nos contra seus corpos e calando-nos com suas línguas, vocês possam encontrar alguns minutos de paz. E depois… depois é um novo amanhecer. 

 

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Eclipse lunar, Cruz Cardinal e como isso tudo afeta você!

15 abr

Olá leitores queridos! Segue mais um vídeo sobre esse momento super importante que estamos passando! Só para explicar melhor, no final do vídeo eu falo um pouquinho sobre o curso de meditação online que estou oferecendo para pessoas no Brasil. Se tiver interesse, meu e-mail é o livia.yoga@gmail.com. Pronto, chega de “momento-marketing”!! Espero que goste do vídeo! Deixe seu comentário sobre seus desafios ou o que quiser dividir com a gente! Beijo no coração e Namastê!!

Vídeo

Como lidar com momentos de ansiedade, surtos, pitis e afins!

27 mar

Quem nunca perdeu a linha em uma situação estressante que jogue a primeira pedra! Eu, “como boa ser humana que sou”, não estou imune aos surtos de ansiedade. Logo, resolvi fazer esse vídeo com dicas simples que super funcionam pra lidar com os momentos da vida onde não temos controle sobre a situação (mas sempre temos controle sobre como vamos lidar com a situação) e estamos prontos para descer do salto!! Se vc tiver algum método eficaz de lidar com o estresse, por favor, deixe seu comentário para engrandecer ainda mais esse post! Beijo no coração e obrigada!

Encontro em um dia frio

16 jan

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O frio inesperado gelava seus ossos enquanto  desviava dos carros no trajeto. Os dentes começaram a bater e ela desejou um cachecol como nunca. Considerou a hipótese de desviar do caminho e  ir atrás de uma loja comprar um casaco, mas antes que terminasse seu raciocínio, já estava dentro do pub.

Com sempre, sentou-se sozinha numa mesa alta, no canto do bar e  pediu uma pint de Guiness. Pode sentir seu corpo recuperando a temperatura normal enquanto tentava decifrar qual música a banda tocava. Fechou os olhos para se concentrar melhor na melodia da canção e ao abri-los enxergou uma garrafa de Stella colocada à sua frente, já ia reclamar quando notou que não era a garçonete que estava em sua frente. Não conseguiu dizer nada,  apenas fez um esforço sobrenatural para não desabar ali mesmo.

–  Você ainda toma Stella?- ele perguntou

Pensou em levantar e lhe dar um abraço, mas não conseguiu.  Apenas sorriu com metade da boca.  Eram tantas as coisas não ditas e guardadas durante esses anos, que as palavras se embolaram todas, uma disputando importância com a outra, e resultaram presas na garganta,  sufocadas.  Foi salva pela garçonete que chegou  trazendo a cerveja. Finalmente as palavras se acertaram e ela conseguiu formular uma frase, com o fiapo de voz que lhe restava.

– Agora eu tomo Guiness.

Respondeu, para em seguida beber meia pint em um gole só, arrancando dele um suspiro e um sorriso.

– Eu não imaginei que fosse me sentir assim ao te reencontrar.

– Já eu, tinha certeza. Por isso sempre evitei, mas hoje o universo conspirou a favor…

Ela virou o restante do copo e imediatamente pediu mais uma cerveja:

-Vou te acompanhar na Stella em homenagem aos velhos tempos.

Ele abriu um sorriso largo, meio aliviado, como se soubesse que ela finalmente estava voltando a si. Mais solta, ela emendou um assunto no outro, sem pausa, temendo que o silêncio os fizesse lembrar  daquilo que realmente queriam dizer. Assim, passaram  os primeiros 30 minutos  conversando sobre amenidades, resumindo o que lhes havia acontecido nos últimos anos em que ficaram sem se falar. Deram algumas risadas, sentiram-se tão à vontade que quase acreditaram  ser bons amigos.

Em um momento de descuido, o silêncio os tomou de assalto e, sem alternativa, renderam-se.  Seus olhares preencheram o vazio deixado pela falta das palavras. Ela tentou se distrair, olhando para a coleção de bebidas por trás do balcão, mas podia sentir os olhos dele, fulminantes, enxergando sua alma.  Alguém abriu uma janela e uma golfada de ar frio lhe gelou a espinha. Em uma fração de segundos começou a tremer, sentia tanto frio que mal conseguia raciocinar.  Seu corpo todo chacoalhava e ela já não sabia se aquilo era apenas frio ou resultado daquele encontro. Ele se aproximou e cobriu-a com o seu casaco. Durante o movimento, seus joelhos se tocaram , lembrando-a de tudo que ela se esforçava tanto para esquecer.  Pediu mais uma cerveja, a saideira.

– Preciso ir embora.

Ele consentiu com a cabeça. Pede para eu ficar vai. Silêncio. Ela novamente tentou desviar a atenção,  lendo  os rótulos das garrafas detrás do balcão. Ainda podia sentir os olhos dele acompanhando cada movimento seu. Olhou para o teto, mas não havia nada que pudesse distraí-la ali.

– Por que fica olhando para essas garrafas toda hora?

– É uma tática.

– Tática?

– Pra não manter contato visual.

– E funciona?

– Não… Para de me olhar desse jeito vai.

–  Por quê?

– Porque parece que você está lendo meus pensamentos.

– É que eu estou pensando a mesma coisa que você.

Como me esconder desse homem que me conhece do avesso? O que eu posso dizer que ele já não saiba?

Sorrateiramente  seus corpos  escorregaram  de seus bancos e se aproximaram, atraídos como ímãs. Se respirassem  um pouco mais profundamente, suas pernas se tocariam de novo. Ela sorriu com o pensamento, mas suas palavras não concordaram com suas ideias:

– Eu não acho que isso aqui seja uma boa.

–  E não é. Mas desde quando  a gente se importa com isso?

Desde quando? Não saberia responder. O fato é que agora ela se importava com isso. E precisava partir, ou perderia o ônibus e a razão. Levantou-se na direção dele e perguntou se podiam dar um abraço.

– Devemos.

Sentiu  a força dos seus braços em sua  cintura e decidiu prolongar o momento. Aproveitou o calor e o cheiro daquele corpo tão familiar. Recebeu um beijo demorado, no canto da boca, e saiu. Sentiu uma bola de espinhos se formando em seu peito, subindo até a garganta e enchendo seus olhos d’água. Com a visão meio embaçada, saiu  para a rua. O vento não parecia mais tão gelado. Percebeu que estava de casaco e sorriu.

 

Vídeo

Como manifestar suas intenções em 2014!

1 jan

Feliz Ano Novo queridos leitores! Começamos 2014 com uma Lua Nova super especial que vai te apoiar na realização dos seus sonhos e desejos! Siga as dicas desse vídeo nos 3 próximos dias, que serão os dias mais poderosos dessa lua! Que nesse ano possamos elevar nossas consciências de forma coletiva para criar uma realidade mais amorosa, compassiva e feliz para todos nós! Beijo no coração, Namastê e força na lista de intenções!

As melhores séries do momento

5 nov

Não escrevo há séculos, eu sei… Não tenho tido muito tempo ocioso e quando tenho, acabo assistindo séries. Nesse ano acompanhei 20 delas, isso mesmo, 20. Resolvi então  listar aqui as que mais valem a pena! Quem sabe assim vocês me perdoam pelo sumiço?

GREY´S ANATOMY

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É a série que vejo há mais tempo, estou tão envolvida que não tenho mais condições de julgar se ainda é boa mesmo ou se já deveria ter terminado. Sei que choro quase todo episódio e a trilha musical me faz descobrir bandas e músicas  muito bacanas.

BREAKING BAD

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Se você ainda não assistiu, corra! A quinta e última temporada terminou há algumas semanas e posso dizer sem medo de errar que ficará na história das melhores séries ever.  Quando o letreiro começou a subir, lagriminhas nos olhos e coração apertado e feliz. Aquela sensação única ( e rara) de quando você tem certeza que viu algo histórico e se sente orgulhoso de ter acompanhado tudo. Televisão também pode ser arte, espero que vocês saibam disso! A história do professor de química loser que ao descobrir que tem câncer resolve mudar de vida e se envolve com produção e tráfico de meth acabou de ganhar o Emmy , só pra mostrar que não estou errada. E os protagonistas, Walter White (Bryan Cranston) e Jesse Pinkman (Aaron Paul) também já foram premiados. As temporadas são curtas e garanto que você não vai perceber o tempo passar!  Vai lá agora. Corra. Por favor!

 

THE KILLING

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A terceira temporada da série policial baseada em um seriado dinamarquês mostra a dupla de investigadores Sarah Linden  e Stephen Holder tentando solucionar mais um crime.  A terceira temporada foi  uma grata surpresa. Se você não tiver paciência para assistir as temporadas anteriores,  foque na terceira e te garanto que será feliz. São apenas 12 episódios nessa última e te garanto que você vai me agradecer ao final de cada um deles! Infelizmente a série só teve três temporadas, mas vale muito!

SCANDAL

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Preciso confessar  que ao ver os primeiros teasers da série eu disse a mim mesma: não verei nunca.  E só comecei a ver por motivos de: absoluta falta de outra opção ( durante o break) e por ser produção de Shonda Rhimes, a mesma de Grey´s Anatomy.  Mas a real é que  viciei master plus.  A história gira em torno de Olivia Pope  a “ consertadora de conflitos “ ( em português fica meio nada a ver esse título, mas enfim) que tem um affair mal resolvido  com o presidente dos Estados Unidos.  O romance  é o pano de fundo para a resolução dos casos que chegam até Pope. Ela e sua equipe solucionam desde acusações de estupro a sequestro de ditador. Muitas emoções! Adoro!

ORANGE IS THE NEW BLACK

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Baseada no livro homônimo de Piper Kerman e adaptada por Jenji Kohan (de Weeds), a série acompanha Piper (Taylor Schilling), uma “patricinha”  de NY que acaba presa em uma penitenciária federal  por um crime que cometeu 10 anos antes ( carregar drogas para sua então namorada, a traficante Alex, Laura Prepon de The 70’s show).  Sem qualquer experiência para lidar com o novo ambiente, Piper enfrenta uma série de dilemas e conflitos em seu novo mundo. Jason Biggs ( de American Pie) é o noivo de Piper. Série produzida pelo Netflix, altamente viciante.

REVENGE

ImagemSim, eu vejo Revenge. E muito antes de passar na Globo, tá? O drama inverossímil estrelado por Madeleine Stowe e Emily VanCamp já está na quarta temporada e continuo acompanhando sem saber direito o porquê. Acho que de tão surreal, é bom. É só não esperar muito realismo e embarcar nessa sede de vingança que tem como locação o balneário mais chique dos EUA, os Hamptons.

THE BRIDGE

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Eu assisti somente aos cinco primeiro episódios, porque né, tenho mais 11 séries pra ver, mas é bem legalzinha e vou voltar a ver assim que o midseason chegar. Baseada na série escandinava de mesmo nome, The Bridge  conta a história de um crime que ocorre em uma ponte que é a fronteira entre El Paso (Estados Unidos) e Juarez (México). Dois detetives, um de cada país, são encarregados pela  investigação.  Estrelado por  Diane Kruger e Demián Bichir . Curiosidade: a personagem de Krueger tem Aspergers.

THE NEWSROOM

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Nunca tinha prestado atenção nessa série , até pegar um voo diurno de 10 horas.  Na falta de uma opção melhor, acabei vendo metade de uma temporada de uma só vez.  E que surpresa boa!  A série de Aaron Sorkin ( de West Wing e do filme a Rede Social)  mostra os eventos de bastidores de um canal à cabo de notícias, principalmente do programa comandado por  Will McAvoy (Jeff Daniels – que só fui perceber que era o Lóide de Debi &Lóide na segunda temporada), que junto com sua equipe tenta colocar no ar um programa apesar de obstáculos pessoais, comerciais e corporativos. The Newsroom também é estrelada por  Emily MortimerJohn Gallagher, Jr.Alison Pill, Thomas Sadoski, Dev PatelOlivia Munn e Sam Waterston. Muito boa!

EN TERAPIA

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Todo mundo já deve ter ouvido falar de da versão americana In Treatment ou da versão brasileira  Sessão de Terapia . Optei por uma terceira versão, a argentina, também no Netflix. O intuito era praticar meu espanhol, mas acabei encontrando uma série de primeira! Aprendo tanto com cada episódio que quase equivale a uma sessão de terapia. Os episódios são curtinhos e nem parece que você ficou quase meia hora vendo duas pessoas conversarem! Para quem gosta de aprender sobre relacionamentos interpessoais  e quer desenferrujar o espanhol, é uma boa pedida! Recomendo!

HOMELAND

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Claire Danes, que interpreta  a oficial de operações da CIA  Carrie Mathison , ganhou um Emmy de melhor atriz esse ano . Preciso admitir que a série, que  já foi irretocável nas duas primeiras temporadas, deslizou em alguns episódios da terceira e ficou difícil ter certeza que a recuperará o status de melhor série da vida . Mas o prazer em assistir permanece e confio que vai ficar tudo bem. É  (ou era?)daquelas séries que você termina sentado na ponta da cadeira e com a boca aberta!

PARENTHOOD

Parenthood - Season 4

Já falei sobre ela aqui também, série fofa que emociona,   daquelas que enchem o coração de alegria e nos fazem ter vontade de ter uns quatro filhos só pra ter uma família como aquela!

Despedida

3 out

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Que venha a chuva

Raios, trovões…

Que o vendaval derrube minhas ilusões e projetos

A terra me acolhe

Eu danço com ela

Eu deixo meu cabelo se misturar ao vento

Eu te enterro na minha dança

Eu me renovo

Eu uso meu punhal

Eu corto as partes que em mim ferem

As feridas ainda abertas, por anos, por vidas…

Consciente delas

As encaro, as respeito, as sinto

Te agradeço: a dor escondida é a que mais fere

Eu então vomito o velho…

Mais me vale a dor de ser profunda

Do que o ócio da superficialidade

Mais me vale acolher as emoções

Do que fugir do que me move por dentro

Eu rodo, eu suo, eu pulo, eu não tenho fim…

O suor me purifica, meu corpo me ampara

Minha dança é minha reza

Minha dança é meu Adeus

Meu coração segue aberto:

Adeus. 

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