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Retorno ao Brasil e Silêncio

8 nov

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Olá queridos (as) leitores!!! Saudade grande de vocês! Como muitos já devem saber, voltei a morar no Brasil! Após 6 anos me aperfeiçoando nas questões mais importantes da vida – autoconhecimento, aprender nosso propósito de estar aqui e aprender a usar esse propósito para servir e ajudar o Mundo – o coração e o destino me ofereceram sinais claros de que era hora de voltar! E cá estou! Feliz e contente. Me sentindo literalmente em casa. Com a alma ainda se ajustando (pois tudo é um processo), mas  muito certa da decisão do retorno e das missões que tenho pela frente (e algumas que já estou realizando!!).

Entre as atividades mais importantes que realizei ao retornar está um retiro de silêncio, yoga e meditação do qual participei em outubro em um local muito especial e com um facilitador também especial! Quem me segue faz tempo já acompanhou minhas peripécias no retiro de silêncio de 10 dias que realizei em 2011 na Georgia, nos EUA (para quem quiser conferir, os posts começam em agosto de 2011 se não me engano… eles foram um sucesso by the way!!). Retornei ao silêncio pela terceira vez com intenções e experiências bem diferentes, mas não menos ricas e engrandecedoras!

Desta vez meu relato foi publicado no site Nowmastê – um website dedicado totalmente ao autoconhecimento por meio de várias vertentes, como a yoga e a psicologia. Vale a pena conferir o site: http://www.nowmaste.com.br e seguirei escrevendo por lá como colaboradora! Aproveito para deixar o link para o meu texto, que vale muito ler como forma de inspiração e pelas dicas no final!

http://www.nowmaste.com.br/11/05/o-silencio-e-o-reencontro-com-a-alma-por-livia-stabile/

E tem muito mais por vir! Muitas novidades que estou formatando para disseminar ferramentas poderosas de transformação! Por hora deixo aqui o meu abraço apertado e o meu tradicional beijo no coração! Sigo extremamente grata por todo o carinho que tenho recebido de todos! A vida e as pessoas têm sido muito maravilhosas comigo! Então, boa leitura, beijo no coração e Namastê!

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As seis lições da doença e o poder da autocura

26 fev

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Somos todos curandeiros (as)! Incluindo você caro leitor (a). A palavra curandeiro, em geral, tem uma conotação negativa do Brasil. Acreditamos que somente alguém com um diploma e muitos anos de estudos tradicionais pode curar alguém (e olha que sou filha de dois médicos e os admiro mais do que tudo nessa vida…). Felizmente, as terapias holísticas e alternativas vem provando, por meio de pesquisas científicas, o poder e a eficácia de modalidades como reiki, florais, passes, yoga, alimentação natural, meditação, oração, etc… Vou além e afirmo que você tem a capacidade de autocura e de ser um veículo de cura para alguém que necessite.

Assisti um vídeo fantástico da China mostrando “médicos médiuns” fazendo um tumor maligno desaparecer em uma senhora somente com o poder da mente deles. Um ultra-som mostrou o tumor diminuindo até desaparecer conforme eles sintonizavam-se com o corpo da paciente e simplesmente enviavam pensamentos e energias de que o corpo dela estava curado, forte, e não continha nenhum tumor. Eu pessoalmente conheço uma pessoa que só curou leucemia após usar alimentação natural (principalmente sucos de espinafre e cenoura), meditação e pranayamas (exercícios respiratórios) que foram passados para ela por meio de um amigo que recebeu as instruções do guru dela (que morreu faz 3 anos) via meditação e sonhos. Hoje ela está curadinha, apesar de os médicos afirmarem que ela só teria mais 6 meses de vida…

A energia, o movimento corporal e a alimentação são fatores primordiais para se manter saudável e para a cura natural. No fim, tudo se resume a energia. O que você “carrega” nos seus pensamentos são energias, porque ativam seu cérebro, seus hormônios e neurotransmissores (afetando seu corpo e estado mental). O que você come é energia (literalmente, a comida vira energia no corpo e te mantém vivo – logo, você é o que come – muito cuidado!!). Mover o corpo é mover a energia dentro de você, que geralmente fica estagnada (gerando doenças) caso não seja ativada por meio de exercícios. Esse é o recado bem simplificado de como manter-se saudável!

A seguir enumero exemplos de aprendizados que pessoas que se curaram (por auto-cura ou até mesmo medicina tradicional) geralmente experienciam:

1)      A Fé na capacidade de cura. Fé inabalável – daquela que mesmo quando a mente começa a temer o futuro, você respira fundo e mantém no seu coração (que sabe bem mais do que a mente) a crença de que está curado e saudável!

2)      A Busca por entender qual é a lição a ser aprendida com a doença. Toda doença física se inicia no campo energético/mental e tem algum recado para nos dar. As lições podem ser variadas, tais como perdoar alguém (ou nós mesmos),  passar a confiar na nossa capacidade e força, servir como exemplo, ajudar pessoas com o mesmo desafio, mudar o rumo de nossas vidas, praticar paciência, entrega, etc…

3)      A Entrega ao Divino. Não importa sua religião ou crença, geralmente as doenças abrem nossos corações para a crença e confiança em algo maior e nos entregamos a essa força divina.

4)      A Mudança na visão do mundo. Quem sofre de alguma condição física geralmente, no decorrer do processo de cura, passa a enxergar a vida de forma diferente, apreciar cada momento, abrir o coração para ser ajudado (a), entender que tudo tem seu tempo…

5)      A Mudança no estilo de vida. Outra característica é a mudança de rotina, carreira, alimentação, cuidado com o corpo, modo de ser relacionar… Não conheço ninguém que se curou e não fez mudanças radicais em algum aspecto de suas vidas…

6)      A Gratidão. Não tem jeito, quando estamos doentes entendemos como somos abençoados por um corpo pefeito que, em geral, é muito saudável. A gratidão em casos de doenças sérias vem em vários aspectos da vida e são um reconhecimento dos pequenos presentes que a vida nos oferece diariamente e que só quando a “realidade” sai dos trilhos conseguimos enxergar… Enxergar o quanto o caminho era florido e passamos a dar valor a cada flor, cada aroma, cada sorriso, cada pessoa em nossas vidas, cada carinho, cada pausa que entra no nosso dia.

Espero que lendo esse texto não esperemos por uma doença para aprender tudo isso. O processo de acordar para nossa essência divina, nosso poder de autocura, nosso verdadeiro eu, acontece de forma muito mais saborosa quando feito sem dor, sem sofrimento. Um terapeuta querido costumava me dizer que podemos aprender pelo amor ou pela dor. Também espero que, assim como eu tenho trabalhado para escolher cada vez mais aprender pelo amor, você faça o mesmo! Beijo no coração e Namastê queridos curandeiros!!

 

Na frequência certa

18 dez

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Há tempos venho namorando a ideia de ir a um retiro, mas nunca tinha rolado a perfeita conjunção de fatores – tempo, dinheiro, oportunidade e companhia – para eu realizar esse desejo.  Talvez eu não estivesse pronta.  Então surgiu esse curso de meditação no Parque Visão Futuro, um lugar do qual eu já havia ouvido falar muito, e quatro amigas toparam ir.

Depois de nos perdermos absurdamente ( quatro mulheres,  dois GPS e 222 opiniões diferentes), chegamos ao parque ecológico. Já estava escuro e embora não pudéssemos enxergar quase nada, era possível sentir o cheiro do perfume das flores. Isso, perfume das flores. Eu não sei vocês, mas eu, sempre que imaginava cheiro de flores, pensava em cheiro de velório, coroa de flores, sei lá. Não era algo agradável. Fiquei encantada com essa nova sensação e é a primeira coisa que me vem a mente quando lembro do parque.

Iniciamos o dia seguinte com uma palestra sobre meditação. Com dados científicos e tal. Tem até um Departamento de Harvard estudando o assunto, vejam só. Provavelmente para apaziguar os ânimos dos mais céticos como eu. Nesse momento, meu senso crítico ainda estava afloradíssimo. Eu estava observando as pessoas e meio que zoando e colocando apelidos em  todo mundo, mentalmente.  A fundadora do Parque, Susan Andrews, que carinhosamente chamamos de monja ou Didi, é uma americana que após anos morando na Índia decidiu vir para o Brasil montar uma ecovilla e ensinar aos outros a procurar a felicidade dentro de si mesmos.  Eu não sou muito atenta para a energia das pessoas, mas a dessa mulher é algo impossível de se ficar imune. Ela irradia uma luz a quilômetros de distância. E repito: não sou do tipo que vê luz irradiando das pessoas. Mas só de olhar para ela, dá vontade de sorrir, abraçar. Agradecer. Uma hora ela pegou na minha mãe, e juro, era como se eu estivesse de mãos dadas com um anjo. Difícil descrever sem soar piegas ou deslumbrada.

Na hora da primeira meditação, senti muita dor nas costas, um calor insuportável e fui atacada por pernilongos. Mudei de lugar no meio do processo (imagine a cara das pessoas com a louca aqui levantando no meio do silêncio pra sentar num local mais fresco. Super zen, só que não).  Fiquei bem irritada com a situação e comigo mesma. Não consegui nem me concentrar o suficiente para repetir o mantra ou acalmar a minha respiração ( algo me diz que eu estava bufando). Só queria que acabasse logo e quando tocou o sino eu quase saí correndo pelas colinas.

Depois do almoço (vegetariano delicioso) fomos para uma sala no alto de uma colina, com uma vista maravilhosa, praticar yoga. Só que não era yoga, era um negócio meio mal explicado que nem vou saber definir aqui. Repetitivo, chato. Nada de ásanas.  Eu já estava começando a pensar que teria que mudar o meu objetivo do final de semana, não haveria grandes revelações ou descobertas, seria apenas um descanso num sítio com comida vegetariana e um monte de bicho grilo.

O próximo exercício foi caminhar, em total silêncio, até a mata e lá permanecer por uns quarenta minutos, com um papel e um caixa de giz de cera na mão.  Me esforcei para não pensar no ridículo da situação, achei um cantinho para sentar, e fiquei lá, esperando a tal revelação. Ainda passei bem uns cinco minutos brigando com um galho que insistia em bater na minha cabeça e espantando os bichos que pousavam na minha perna.  Até que encontrei uma posição agradável, controlei o ritmo da respiração, olhei para cima e vi, por uma brecha entre a copa das árvores, o céu azul e uns pássaros voando. Ouvi o canto deles e  finalmente: click! Desliguei meus julgamentos e me conectei com a natureza, com o meu propósito do final de semana e com Deus.

Continuamos em silêncio até a próxima meditação.  Que aconteceu ao pôr do sol, numa sala cheia de janelas, que davam para as árvores e o cair do sol. Consegui encontrar uma posição que não doía as costas,  fui acalmando e acho que pela primeira vez na vida consegui meditar calma e profundamente.

Eu gostaria de relatar tudo que aconteceu depois ( na verdade eu o fiz, mas o texto ficou longo, chato e meio nonsense). Entretanto,  nada que eu escreva vai sequer passar perto do que realmente experimentei.  Depois de mais de uma década de busca espiritual, eu finalmente encontrei o meu canal de conexão com Deus. É como se eu estivesse há anos tentando sintonizar uma rádio, e ás vezes conseguisse, mas sempre pegando mal, com estática. E finalmente  descobrisse a frequência exata! Hahahaha, analogia péssima, mas foi o melhor que consegui.

Voltei para casa renovada, grata e feliz. E recomendo a experiência com força!

Para quem quiser conhecer mais sobre o Parque e a Susan entrem no site: www.visaofuturo.org.br

P.S. Quem diria que eu estaria escrevendo um post ~sério~ sobre meditação ein?

Xô urucubaca e os aprendizados em meio ao caos

20 abr

Não, não quero dramatizar o que aconteceu comigo. No entanto, tenho de concordar que drama é o que não tem faltado na minha vida! Desde janeiro deste ano todos os meus cartões de crédito foram clonados (sim, todos), meu cachorro fugiu e ficou desaparecido por 3 semanas (o que me fez pensar que ele estava morto e eu fiquei de luto até quando ele foi encontrado), fui assaltada (os detalhes dessa novela Mexicana estão no post anterior, caso você não tenha lido), um familiar querido e importante faleceu e tive um desentendimento com uma das minhas melhores amigas! Ufa! Chega né pessoal lá de cima! Decidi que a fase “urucubaca Lívia 2012” acaba hoje, dia 20 de abril! E tenho dito!

De qualquer forma, o post não é para dar detalhes da macumba com galinha e cachaça que devem ter deixado em uma esquina qualquer de Miami pra mim não, mas para contar o que aprendi em meio ao caos de todos esses acontecimentos sequenciais. E, se você pensa que eu estou me expondo demais, aqui vai minha resposta – “Eu não tenho vergonha de ser quem sou, nem dos meus erros, nem medo do julgamento dos outros. Estou aqui pra dizer e ser minha verdade e com isso espero inspirar outros a ser o mesmo, pois somos todos estudantes da vida”.

Então aqui vai:

1)      Nada é pessoal. As coisas acontecem não com você, mas por meio de você! Parece difícil entender esse conceito. Até pra mim, mas se você tem algum conhecimento de meditação, yoga, budismo ou espiritismo, vai entender melhor o que estou falando. Caso contrário, comece a observar a sua vida e teste a minha teoria (com total liberdade pra discordar)! O que quero dizer é que as coisas aconteceram não pra me afetar pessoalmente, mas para que eu pudesse expressar a minha humanidade por meio delas. É tipo um filme, caro leitor! Minha alma decidiu colocar todas essas situações na minha vida (atual) pra que eu pudesse curar algumas feridas do passado (passado meaning outras vidas), ou para que eu aprendesse algo nessa vida mesmo, ou para que eu tivesse uma nova perspectiva em relação a vida, relacionamentos, medos… Ex: o ladrão que me roubou não queria roubar algo de mim, Lívia Stábile, mas sim de alguém que faz parte de uma classe social que  tem muito mais acesso, riqueza, educação e oportunidade do que a classe social dele. A amiga com quem tive um desentendimento não estava ofendida comigo, mas com uma parte dela mesma (alguns chamam essa parte de ego!!) que ainda se julga magoada por atitudes de terceiros (no caso euzinha) que não tem noção de que tais atitudes a magoariam. Pude aprender várias lições com cada uma das situações que se apresentaram por meio de mim! E sou grata por ser um veículo ativo de criação e aprendizado!

2)      Toda crise pede renovação. Cada pequeno ou grande drama que acontece na sua vida faz com que você veja ela (ou a interprete) de outra maneira. Em uma pequena escala, hoje dou muito menos atenção para meu celular (até porque estou usando um bem velho) e para minha vida cibernética (e-mail, Facebook) e vivo muito mais no momento presente. Em uma grande escala, hoje acredito ainda mais na força do Universo e da proteção que pessoas de bem, como eu e você, recebem em situações de perigo. Explico: descobri que o ladrão que me roubou tem passagem extensa na polícia, incluindo roubo com revólver, agressão a policiais, tráfico de drogas, etc. O que me fez ver que cair no chão foi o que de menos perigoso poderia, e de fato, aconteceu durante o episódio. E sou grata por isso. Então, lembre-se, drama chama renovação! Reavalie suas idéias, julgamentos, veja de que forma você contribuiu para a situação e renove o que precisar ser renovado.

3)      Amigo de verdade não tem preço. Quando digo amigo incluo minha família, pois família pode ser família, mas não de amigos! Hehe! Graças a Deus a minha é formada de amigos! Em momentos de trauma não existe nada que acelere a cura mais do que o amor e o carinho de amigos. Não hesite em pedir ajuda, ou carinho, ou atenção. Muitas vezes esperamos que as pessoas saibam o quanto estamos carentes de amor, mas elas não tem ideia do que está passando na nossa fértil mente! Pois ninguém tem uma bola de cristal portátil na bolsa! Logo, se você não estiver recebendo aquilo que precisa (não o que quer egoisticamente, olha a direfença!) de seus queridos, peça! Eles vão agradecer sua comunicação clara! Eu pedi ajuda mesmo, deixei bem claro minha vulnerabilidade e me sinto amparada em vários sentidos!!! E agradeço abertamente minha família e amigos que me apoiaram de várias formas, mandaram boas vibrações e aguentaram meu jeito estranho (e choroso) de ser nos últimos tempos!

4)      Em momentos de trauma seu corpo e sua mente congelam! Isso mesmo! Após liberar muita adrenalina (em momentos agudos de choque, susto, ou medo) o seu corpo entra em um estado de conservação de energia (no caso do perigo se prolongar e você precisar de mais energia mais tarde), e o seu metabolismo desacelera. Fiquei absolutamente sem vontade de me mexer (até porque doía muito meu peito e costelas) por mais de 20 dias e quando voltei a Yoga, essa semana, senti meu corpo todo travado, como se muitos nódulos de energia bloqueada tivessem se espalhado por ele. Além disso ganhei uns quilinhos básicos, claro, mas sinto tanto amor e gratidão pelo meu corpo e pela minha saúde que eles representam nada além da minha capacidade de recuperação rápida! No lado mental, fiquei pelo menos 2 semanas me sentindo fora do meu próprio corpo, me sentindo violada, estranha, sem achar graça na vida, sem fazer minhas piadas bobas, sem ser eu. Fui uma estranha dentro de mim. Graças a ajuda de amigos (+ família) e de amigos que também são terapeutas holísticos aqui, eu volei “a mim mesma”! Hahaha! Entretanto, a experiência de ser um estranho no ninho foi fantástica e agora posso entender bem melhor a reação de pessoas que passaram por situações traumáticas! Minha compaixão, paciência, empatia e admiração por elas, no mínimo, triplicou.

5)      Nada na vida é mais importante do que o amor! Tá, pode parecer brega, piegas, eu não ligo não!!! Nada na vida é mais importante que o amor!! Sempre existe uma saída para os maiores desafios se você relembrar o amor que você tem dentro de você! E amor no sentido maior mesmo! Amor por você mesmo, amor pela vida, amor porque aqueles que te amam, amor por aqueles que te ferem (lembre-se, nada é pessoal). O livro Curso em Milagres tem uma frase genial que diz “Todo ataque é um grito de ajuda”. Acho lindo e verdadeiro. Sempre que se sentir atacado (a), por um desconhecido( a) ou conhecido (a), enxergue o grito de ajuda por traz do ataque e ofereça seu amor, ao invés de oferecer raiva, rancor, vingança ou medo. Veja o que acontece! Seu amor é capaz de mudar tudo, de abrir portas e janelas para infinitas possibilidades, de fazer sua alma dançar ao vento, de criar flores no jardim do seu coração. Sempre que estiver vivendo qualquer dificuldade, ou desafio (como eu prefiro falar), lembre-se do seu amor, de como ele é infinito. Sinta-o, agradeça-o. É lá que todas as respostas estão!

Aprendi muitas outras coisas além das enumeradas acima, mas sei que seu tempo é valioso, então relato apenas as mais importantes. Se você já passou por momentos desafiadores e aprendeu algo que não está aqui, por favor, deixe seu comentário e enriqueça ainda mais esse blog, oferecendo sua sabedoria para outros que precisem! Agradeço sempre sua leitura, carinho e atenção!

Beijo no coração e Namastê!

Envelhecer com Dignidade: você consegue?

13 jan

Você é daquelas (ou daqueles) que compra todo creme novo que promete milagrosamente remover as rugas do seu rosto? Ou já está planejando, ou realizando, aplicações de botox pra manter tudo up? Ou economizando dinheiro pra fazer aquela recauchutada (mama-barriga-quadril)? Bem, estou segura que você não está sozinha (o) nessa empreitada, mas gostaria de conversar hoje sobre a arte de envelhecer com dignidade (não que o citado acima retire a dignidade… depende de você). Estou inspirada para falar sobre esse assunto por dois motivos: primeiro porque vivemos em uma sociedade obcecada por jovialidade e totalmente sem noção no quesito envelhecimento (o que faz com que Ana Maria Braga, Hebe, Marisa (Lula) e Vera Fisher pareçam a mesma pessoa). Segundo, porque passei alguns dias com minha mãe e fiquei mega orgulhosa de ver como ela está envelhecendo com tranquilidade e inteligência.

Comecemos pela realidade da situação: envelhecer é fato, não tem como fugir. Saiu da barriga da mãe, respirou, já está envelhecendo!!! O processo de morte das células e de “desaceleração” das atividades do corpo que nos “mantém jovem” é inegável, principalmente se você passou dos 30, como eu. Então, porque tentar negar, bloquear ou remediar algo que vem de dentro da gente? E mais! Caro leitor (a), sejamos honestos: de nada adianta se entupir de cremes se você fuma, bebe, come fritura, carne, doces (esse eu como vai, ui ui…), não se exercita e, principalmente, passa o dia xingando terceiros ou reclamando da vida!

Se você quer retardar o envelhecimento, te passo a receita mais quente do momento (e comprovada por vários cientistas): alimente-se muuuito bem, faça atividade física diariamente e, acima de tudo, esteja de bem com a vida! Estresse é o pior fator de envelhecimento e para esse não existe creminho não!!! Toda vez que você xinga alguém, reclama da vida ou tem pensamentos negativos, seu corpo libera hormônios que aceleram o envelhecimento! Então tá combinado: começou o drama, pare na hora e pense nas rugas filha (o)!!! Funciona que é uma beleza!

E procure atividades que retardem o envelhecimento! Claro que vou fazer a propaganda básica da meditação e yoga né! Um dos professores de yoga mais famosos do mundo é o brasileiro Dharma Mittra. Ele tem 73 anos e vou te falar que o que ele faz com o corpo eu estou longe de fazer viu! Yoga e meditação provocam o efeito contrário do estresse no corpo, ou seja, liberam hormônios que combatem o estresse e o envelhecimento! Melhoram a circulação, a capacidade cardíaca, a elasticidade dos músculos e da pele. São uma benção, como gosto de falar.

Encerrando com minha mãe. Perto dos seus 62 anos, ela tem mais energia do que eu tenho, um corpo super em forma e uma luz interna e externa que poucas vezes vi em mulheres da idade dela. Por que? Por vários motivos: ela se alimenta muito bem (come, em media, 3 tipos de frutas e vegetais diariamente), se exercita constantemente (pilates e caminhada), e está de bem com a vida! É claro que ela também usa os creminhos mágicos (by the way, eu também uso viu!), mas seu contentamento interno é que faz o efeito. Nunca a vi reclamando que está ficando velha, saudosa do seu corpo nos velhos tempos, exagerando na maquiagem ou bijuteria pra parecer mais nova, ou nada do tipo. Ela segue íntegra, digna, sabendo que sua beleza existe em cada fase da vida. É um exemplo de vida e um orgulho muito grande pra mim! Observe sua relação com o tema envelhecimento. Questione a necessidade de seguir as regras e valores de uma sociedade de consumo vazia. E faça do seu envelhecimento seu maior presente, pois não existe nada como o efeito calmante da maturidade! Beijo no coração e Namastê!

Amanhecer, aceitar e levitar

14 nov

PS: para entender essa imagem você tem de ler o texto!! Ahã!

Como muitos sabem, recentemente passei uma semana meditando e alguns dias “em silêncio”. A maioria dos meus leitores adoram seguir minhas aventuras meditativas, então, vou contar um pouquinho como foi, mas também vou dar um puxão de orelha em vocês no final! Mas por hora, let’s have fun! O workshop Seduction of Silence (Sedução do Silêncio ou Seduzido pelo Silêncio – que soa mais coerente) foi exatamente o que eu precisava, mas não o que eu queria. Essa é uma das minhas lições preferidas: aprender que expectativas sempre vão por água abaixo e o melhor vem mesmo quando descobrimos o porquê das coisas serem como são!

Meu plano era passar, ao menos, 4 ou 5 dias em total silêncio. Bem, lá chegando descobri que o silêncio seria por exatos 3 dias e meio e que, apesar de 50 pessoas estarem em silêncio, outros 250 participantes não estavam e ainda falavam como pobre na chuva durante toda a semana!! A infra-estrutura do evento não permite que você fique em completo silêncio, afinal, você tem de comprar comida e pessoas falam com você mesmo você tendo um crachá que diz claramente que você está em silêncio… Além disso, aulas de yoga, workshops com timbas, tambores, tamborins e instrumentos musicais super legais,  mantras e atividades envolvendo dança e muita música faziam parte da programação, tornando impossível um mergulho interno profundo!

Enfim, para somar à realidade do evento, a amiga que dividia o quarto comigo tinha acabado de descobrir que um parente muito próximo estava com câncer e a situação era bem delicada, logo, eu deixei bem claro que ela poderia conversar comigo sobre o que estava acontecendo a qualquer momento, pois ela ainda estava digerindo a informação e tentando ajudar a família com detalhes práticos, como cirurgias, quimio e radio, terapia, etc. Combinamos de quebrar o silêncio à noite, por 1 ou 2 horas, pra ela desabafar e dividir comigo seus pensamentos e apreensões. Em suma, caros amigos, o silêncio foi um Silêncio Organizações Tabajara Total!!!

No começo fiquei indignada com toda a situação (quem me conhece deve imaginar): meus planos subiram no telhado. Entretanto, muito rapidamente entendi (e ACEITEI) completamente o que eu estava fazendo ali, qual era a minha função ali! Função 1 – relaxar e me divertir, o que o workshop super “agarantche”. Função 2 – escutar e ajudar a minha amiga no que ela
precisava. Função 3 – aprender técnicas de meditação beeeem interessante e ver situações que, se eu não tivesse visto com os meus próprios olhos, não acreditaria que fossem verdade… Então fica a dica: sempre que você irritar-se com algo que não saiu como você planejava ou com algo inesperado em sua vida, pergunte-se: Qual é a lição que eu tenho que aprender com isso? Também pergunte-se: Como eu posso ajudar, ou servir, diante disso? Essas duas perguntas são mágicas e as respostas virão na hora certa!

Então eu curti demais! Dancei, pulei, abracei meus amigos, permiti viver intensamente o momento presente (já que Internet e telefone estavam off), me reconectei com a certeza de que o Universo sempre, sempre, sempre, me apóia, e, claro, meditei!!! Sobre a meditação, uma só palavra: LEVITAÇÃO! Isso mesmo! Eu vi meu professor levitando (Deepak Chopra, o professor que nos ensinou a técnica, está na foto acima. E, sim, ele era amigo do Michael Jackson)! Não a levitação imóvel que vemos em filmes ou desenhos, mas o corpo dele saindo do chão sem ele ter de mover um só músculo – era como se ele saltasse, mas as pernas dele estavam cruzadas em posição de lótus, o que impossibilita um pulo tão alto, mesmo que você seja mega forte. O segredo é alcançar altos níveis de consciência e transcender nossa idéia sobre corpo e espaço. Mas não empolgue muito! É possível levitar, mas carece muita meditação, técnica e muuuita prática! Sim, somos capazes de muuuuito mais do que imaginamos! Quem nos limita é nossa própria mente! Voltei pra casa com a alma lavada: com o que vi, vivi e me permiti, minha fé na nossa capacidade foi redobrada e meu coração se abriu mais ainda para o desconhecido e o inexplicável! Quem dúvida muito (do que é cientificamente inexplicável) é porque teme muito. Crer é para os corajosos e curiosos!

Agora, vem a bronca: Acordar para uma nova vida, ou para uma nova percepção de vida, ou um novo conceito de vida, depende apenas de uma coisa: um AMANHECER. Assim sendo, toda manhã é uma nova oportunidade de mudar absolutamente TUDO ao seu respeito ou à respeito da sua vida. É só querer. E não me venha com churumelas do tipo “é tão difícil…”, “eu não tenho tempo suficiente”… Reclamar não muda situação nenhuma minha gente! Adoro que vocês curtam ler minhas aventuras, mas eu também quero que vocês vivam as de vocês e me contem depois! Basta querer e usar a sua energia em direção ao seu objetivo. E só. Pode ser que sua mudança comece de maneira bem prática e física, por exemplo, um novo corte de cabelo, uma faxina no guarda-roupa, um workshop sobre como administrar seu tempo… Não importa! O que importa é: o que quer que você faça (e mova energia) com o alvo em melhorar quem você é, em se reinventar, e em melhorar sua qualidade de vida, trará muito mais benefício do que você poderia imaginar quando deu o primeiro passo! Levitando ou não! Então, vamos caminhar?

Beijo no coração e Namastê!

Dia 11 – de volta pra casa e o medo da vida mundana

20 out

 Bom dia Winnie!

Bom dia Hummingbird (passarinhobeija-flor em inglês, e meu apelido durante meu retiro de 10 dias em silêncio aprendendo a Meditação Vipassana)!

Foi bom levantar e poder dizer bom dia pra minha roommate! A escuridão ainda tomava conta do céu e a lua cheia nos banhava com sua luz prateada. Me arrumei rapidamente. Pontualmente às 6 da matina eu estava sentadinha no meu colchonete e com um sorriso no rosto me entreguei a última meditação do curso. Apesar da conversa estar liberada, não podíamos falar no Dhamma Hall, onde o silêncio é sempre lei. A hora passou rápido e no final da meditação escutamos, pela última vez, a voz de Goenka nos dando algumas dicas de como manter a prática diária, nos parabenizando pela coragem de nossa iniciativa e nos desejando muitas felicidades e Metta (amor em Pali).

Saí da sala emocionada. O combinado era tomar café, fechar as malas (que todas arrumamos na noite anterior) e ajudar a limpar todo o complexo Bangu, refeitório e o Dhamma Hall, pois um novo grupo chegaria na próxima quarta-feira. O café tinha todo o “restodontê” dos dias anteriores: sopa de quinoa, cookies, brownies, e tudo mais de gostoso. Até pipoca! A mulherada comeu alegremente e falamos do nosso medo de enfrentar a “realidade”. Para os textos Indus antigos, e para vários livros de mestres atuais, a única realidade é aquela que nunca muda. Nunca mesmo.

Então, o que é real? Seu trabalho muda o tempo todo, você (seu corpo e sua mente) muda o tempo todo, a natureza, o dia, as pessoas, mudam o tempo todo… Então, o que é real “Jisuuuis”??? Caros amigos, para os sábios e gurus de ontem e de hoje (como Eckhart Tolle, Deepak Chopra, etc) a única coisa real é sua alma, e todas as outras almas, pois elas são constantes e imortais… Fogo, revólver, acidentes, nada consegue destruir a alma, ou espírito, que é eterno e reencarna pra quem é de reencarnação ou vai para o paraíso (ou céu) pra quem é de céu! Logo, pode relax total com o resto porque tudo isso aqui, essa vida, sua casa, sua bolsa Louis Vuitton que você dividiu em 12 vezes, suas celulites, seu carro que já está ficando velho, seu time que perdeu o campeonato, são todos irreais!!!

Fácil falar né! A questão é (e você deve estar cansado (a) de me ouvir falando isso): apenas com a meditação, apenas com a experiência e ir além dos seus pensamentos e das suas sensações, é que você vai experienciar o que estou relatando e aí sim passar a dar muuuuuito menos valor a tolices como se descabelar por não ter a bota da moda, ou por ter levado um fora federal do(a) ex, por não ter o iPhone 4S-plus-mega-hyper… Você saberá (saberá mesmo, não só intelectualmente) e sentirá que além de tudo isso existe o que é real e isso é uma libertação maravilhosa e profunda!  Você conhecerá profundamente seu ego e reconhecerá quando ele estiver limitando sua vida, tentando te fazer pensar que certas coisas são mais importantes do que realmente são… Plus, bebidas, Maconha, LSD, Ayuasca, tudo isso é bobagem: a grande viagem, a grande onda, a grande visão, a grande paz, o grande relaxamento, vem mesmo com a meditação! A melhor das drogas  (droga no sentido de alterar seu estado mental de agitado – o estado mais comum em que vivemos – para um estado profundo de relaxamento e consciência elevada). Sacou?

Bom, voltando ao último dia: tirei algumas fotos do retiro e resolvi (como boa brasileira que sou) entrar escondidinha no Dhamma Hall pra tirar uma foto da sala mais energizada que já conheci e que acolheu minha meditação e meus pensamentos selvagens! Gente, uma coisa muito bizarra aconteceu: as fotos simplesmente não saíam… Bolas de luz embaçavam a foto, apesar de não ter luz forte, umidade ou nada do tipo que pudesse causar esse efeito. Senti que o recado era “Querida, esse lugar é sagrado e não foi feito pra ser cartão postal”.  A energia era muito alta e por isso as circunferências de luz, olhando melhor, parecem até ter profundidade, como se fossem auras. PS: a foto acima não é a do meu Dhamma Hall, mas é a do Dhamma Hall em algum outro centro Vipassana pelo mundo. Nossa sala era mais aconchegante, mas os colchonetes e a simplicidade da sala são os mesmos da minha. PS2 aqui: um mês antes de ir para o retiro eu estive no Brasil e fui dar uma volta na mata fechada do sítio do meu Pai. Andando no meio da mata eu conversei com os espíritos da mata (tá, sou meio doidinha, mas tudo bem) e pedi pra eles me darem um sinal de que existiam por meio das fotos que eu ia tirar. Saí tirando foto de galhos, folhas, etc. Caros amigos, em duas fotos que tirei próxima à uma árvore gigante, as mesmas bolas de luz do Dhamma Hall apareceram (menores, mas estão lá)!! Só posso creditar que a vida é muito
mais mágica e especial do que podemos imaginar!

Desisti das fotos. Voltei pro refeitório e comecei a limpar. Sou virginiana, então já viu né! Limpei até a alma do lugar!!! Definitivamente mora uma Amélia dentro de mim! Ah, esqueci de contar: o professor me chamou pra lembrar que eu não estava autorizada a ensinar Vipassana. Disse que claro, nem me sinto pronta. Na vida, eu acredito, a gente tem de dominar o melhor possível aquilo que ensinamos, e eu só estava (e estou) começando a explorar essa técnica. Depois da sessão faxina fui pegar meu celular, carteira, chave do carro… – era a vida mundana de volta… Peguei minha mala. Beijei e abracei todas as minhas colegas de encarceramento. Lasque-se a regra do não tocar ninguém! All we need is Love people, vamos abraçar!!!

Entrei no carro. Olhos marejados. Liguei pra minha mãe pra dizer que estava viva e tudo estava bem. No alô dela eu já estava chorando, as lágrimas corriam, mas aguentei firme pra não assustar ela né! Essas experiências intensas enchem o coração de amor e ficamos bem mais sensíveis que o “normal”.  Depois liguei pro meu irmão, mais lágrimas! Ele me perguntou se eu já tinha me iluminado, se tinha batido um papo com Buda, etc. Meu irmão sempre consegue dizer as coisas mais hilárias sobre minha jornada espiritual, principalmente porque não entende muito, mas adora opinar e tirar sarro. Eu acho um barato. Assim rio do que ele e as pessoas que não entendem muito podem estar pensando, ou julgando, dos “yoguinis-hippies-pé-sujos” como eu! PS: eu gosto de tomar banho e não mudo não!

Liguei o carro e saí na estrada de terra rodeada de árvores enormes próximas ao retiro. Quando alcancei o asfalto liguei o rádio. Onze dias sem música foram meu recorde. Curiosamente Bon Jovi tocava na única rádio local não-country. Apesar da música ser meio brega (olha o julgamento aí gente) não poderia ter caído melhor:

“It’s my life
It’s now or never
I ain’t gonna live forever
I just want to live while I’m alive
(It’s my life)
My heart is like an open highway
Like Frankie said
I did it my way
I just wanna live while I’m alive
It’s my life”

Realmente, assim como Bon Jovi (hehe), eu sou uma pessoa que vivo minha vida, cada dia mais, seguindo meus princípios (e não os da sociedade). Cada vez mais, graças a Deus, me esforço para ser autêntica e seguir meu coração, independente do que os outros pensam,
julgam, esperam de mim ou me recomendam. Realmente meu coração está aberto, como nunca antes. Realmente o importante é viver o agora, viver a sua vida (e não a vida dos seus amigos, vizinhos, colegas de trabalho ou celebridades que você passa horas seguindo em Twitter ou sites de fofoca). Realmente o que importa é o agora. É esse momento. É essa vida. Sua vida. Respira fundo, olha ao redor, sinta seu coração batendo. Você é único (a), esse momento é único. E ele é todo seu. Lágrimas seguiam correndo no meu rosto, o carro deslizava pelas estradas centenárias da Georgia. No rádio e na minha mente: “It’s my life”…

Beijo no coração e muuuuito Metta pra vocês. Namastê.

Dez dias sem falar, meditando: o Diário de uma sobrevivente Parte I

25 jul

Olá Caro Leitor. Por onde começar esse texto? Os dez dias mais intensos da minha vida? Os mais fantásticos? Os mais difíceis e reveladores? Os de maior raiva, alegria, perdão, insight e gratidão? Não existem termos exatos para definir o que eu passei e senti nos meus 10 dias em silêncio aprendendo a Meditação Vipassana – a meditação originalmente ensinada por Buda, conhecido como “O Iluminado”. Logo, decidi dividir os dias em diferentes textos, pra tentar descrever minhas impressões da melhor maneira possível, pois um só texto não é suficiente para relatar minha aventura, minha viagem ao lugar mais misterioso de todos os lugares: o meu próprio inconsciente. Aviso aos navegantes: o relato é longo, mas eu garanto que vale a pena e que você vai se divertir em pelo menos um dos parágrafos.

Todo mundo que encontro começa me perguntando se eu realmente fiquei em silêncio por 10 dias. Tipo, “nem um “puta merda” quando topava na parede você soltava??”. Caros amigos, sou sempre a favor da verdade, então, aí vai: não fiquei. Era liberada apenas a comunicação com a sua “gerente”, espécie de supervisora/salva-vidas, em caso de emergências ou dúvidas pertinentes; e com o professor designado para auxiliar no curso. No entanto, as palavras se resumiam a 8 frases, quando muito, por dia. A média era de 3 frases diárias, tipo “Sim”, “Estou sentindo isso e aquilo”, “Tudo bem”. De resto, puro silêncio. E no nono dia passei o dia inteiro sem falar uma palavra, mas conto sobre o nono dia em outro texto.

 Primeiro quero deixar bem claro que o curso todo é de graça em todo o mundo (inclusive no Brasil). Sim, de graça! O aspecto mais bonito de todos, na minha opinião! Mas você pode doar o quanto ($$) quiser ou voltar ao local para trabalhar como voluntário (a) (cozinhando, servindo os alunos), o que eles apreciam mais que doação. Entretanto, sendo gratuito, você segue as regras dele direitinho ou então é convidado a se retirar. Assim que cheguei lá e entreguei meu celular (por razões óbvias), a carteira e chave do meu carro, comecei a entender que estava passando por um ritual de entrega total. São dez dias sem comunicação alguma com o resto do mundo, sem livros pra ler, sem diários pra escrever, sem nenhum equipamento eletrônico. É você com você mesmo. E só.  

 

Amigas, não gritem, não se desesperem, mas passei 10 dias sem maquiagem alguma (nem mesmo meu corretivo básico, pois ninguém é obrigado conviver com minhas olheiras), sem perfume ou creminhos cheirosos e, para piorar, sem nenhuma bijuteria ou jóia. Nada de anéis, correntes ou brincos. No primeiro dia ainda consegui usar meu colar com minha pedra ametista fofa pendurada, mas, no dia seguinte, o professor me pediu pra tirar. Sim, isso mesmo, eu vivi a vida de uma freira por 10 dias e não consigo parar de admirá-las. A ausência de apetrechos é libertadora, eu garanto.  

 A rotina era intensa: às 4:20 da manhã o sino tocava para nos acordar e avisar que em 10 min a primeira meditação do dia começaria. Ela ia até às 6:30, quando o café era servido. Das 8 às 9 acontecia a primeira meditação em grupo, o que significa que você é obrigada a ir, a não ser que seja caso de vida ou morte. Depois das 9 outra meditação segue até às 11horas, quando o almoço é servido. Das 12 às 13h o professor atende os alunos com dúvidas ou chama os alunos para fazer perguntas e saber como eles estão indo. Das 13 às 14:30 tem mais uma sessão de meditação. Das 14:30 às 15:30 acontece a segunda meditação em grupo, seguida por meditação aberta (o que significa que vc não é obrigada a ficar lá dentro) até às 17h, quando um Tea Break (ou seja, nada de cafézinho, bolinho, bolachinhas) é servido, acompanhado somente de frutas (esta era a última refeição do dia).

 Das 18 as 19h acontecia a última meditação em grupo, seguida do discurso (ou aula) do Goenka – principal professor de Vipassana e quem guia (por meio de gravação) todo o processo. As aulas eram gravadas e mostradas em duas televisões de tela plana. Apesar de ser uma gravação, era o momento que eu mais gostava, pois o Goenka é um professor muito especial e considerado um Guru entre muita gente. Ele explicava melhor a técnica e falava sobre os ensinamentos originais de Buda, sem os ismos das religiões que seguem ele. Também cantava mantras que no começo achei engraçado (pela forma como ele cantava) e depois acabei me apaixonando. A aula acabava lá pelas 20:30 e aí voltávamos a meditar até as 21h. Das 21h às 21h30 você podia fazer perguntas para o professor. Às 22h todos deveriam estar na caminha, dormindo. E tudo começava novamente no outro dia, mesma sequência, mesmo roteiro, mesmo tudo.

 Quesito comida aos amigos que também perguntaram: vegetariana e, para o meu gosto, muito gostosa! O café da manhã tinha pães, leites (de vaca, arroz e soja), suco, chás, frutas, cereal, aveia, iogurte. Tudo orgânico, sem glúten. O almoço era sempre muito gostoso e variado, com muitas saladas e verduras, arroz integral, mas nada de carne e a sobremesa foi escassa (depois conto como eu materializei os doces – ahã!!). O chá da tarde consistia apenas em frutas e chá. O chá da tarde se tornou motivo de revolta interna e muda para muitos (eu inclusive, claro), mas contarei em outro texto! Ah! E detalhe: alunos antigos, ou seja, que estavam lá pela segunda ou terceira, ou décima vez, não tinham direito a comer no chá da tarde. Só beber chazinho e água com limão. Depois explico o porquê e os benefícios.

Tudo o que precisávamos saber estava escrito em um Código de Disciplina ou em avisos espalhados por todo o retiro, que fica em uma área rural linda, com um lago pequeno, mas que abrigava peixes, cobras (eu vi, eu vi!!), tartaruga, e muita mata nativa de dar gosto de ver. Não era preciso perguntar nada. Tudo estava bem claro e estampado. Até os horários de banho de cada um estava especificado em uma escala, que escolhíamos no primeiro dia. Não tinha desculpa para falar. O jeito era… calar! Meu quarto era pequeno e bem simples. Tinha um beliche e tive tempo suficiente para descobrir que minha roomate (companheira de quarto) era uma diretora-assistente de uma escola em Nova Iorque. Super gente boa e comunicativa. Nos demos bem logo de cara (eu sempre tenho uma sorte lascada com roomates que não conheço – thanks God).

 Cheguei lá às 15h da quarta-feira. Tomei banho, arrumei minhas coisas. Troquei poucas palavras com a roomate e as vizinhas de quarto. Éramos 24 mulheres e cerca de 15 homems alojados no que chamei carinhosamente de Bangu 1 e 2. Carinhosamente porque éramos todos literalmente prisioneiros de nossas próprias mentes. Os homens ficaram absolutamente separados da gente. Os víamos de longe e o máximo que dava pra fazer era dar uma conferida básica na sala de meditação.

 Jantamos às 18h. Depois disso escutamos todos os “pode e não pode” do curso e fomos para o Dhamma Hall (sala principal de meditação) para receber as primeiras instruções sobre a técnica. Uma gravação (sem imagem) do Goenka explicava de maneira simples: “Ah tá! É só focar na minha inspiração e expiração. Meditação focando na respiração. Vou tirar isso de letra”, pensei comigo mesma. Nessa noite às 20:30 já estávamos todas mudas (como diz minha mãe) – ou impossibilitadas de qualquer tipo de comunicação: verbal, gestual e corporal. Evitávamos até olhar nos olhos umas das outras. Às 21h já estava na cama, dormindo, exausta do dia que começou às 5 da manhã, pois dirigi 7:30 horas até o local do retiro.

 Dia 1 – o começo do fim.

Acordei com uma dor de cabeça horrorosa, entenda-se, sinusite. O ar condicionado funcionou a todo vapor (não poderia ser diferente, estamos nos EUA) e eu levantei me sentindo mais bêbada que peru de Natal temperado com vinho e ao molho de vinho. Apesar disso, às 4:30 lá estava eu, feliz e contente, cheia de certeza da minha vitória como meditadora. Quarenta minutos depois eu só conseguia pensar em dormir, e foi isso que fiz. Voltei para o quarto e só me levantei para comer (isso não tem doença que me atrapalhe) o café da manhã.

Primeira meditação em grupo e eu sigo sofrendo com o sono, a falta de concentração, era ressaca na ausência de bebida. Parecia que eu não estava ali, não estava presente… Eu não conseguia pensar claramente, não conseguia focar em nada. Nem minha visão era clara, estava embaçada. Decidi ignorar parte da meditação livre e ficar ao ar livre pra ver se a sinusite passava. O resto do dia passei totalmente sem consciência de mim, lutando pra tentar me manter acordada, mas meu corpo parecia estar em um estado próprio de ressaca interna voluntária. Impossível focar na respiração, impossível achar aquilo tudo prazeroso. “Buda, meu filho, como você conseguiu?”, me perguntava. Não teve jeito – acabei chorando. Chorei de desespero mesmo, por não conseguir me concentrar, por não ter controle sob minha sinusite e ressaca virtual… Decidi proteger meu rosto e garganta dormindo com a cabeça e o pescoço enrolados em uma pashimina, no maior estilo Talibã Carnaval 2011. Quem sabe acordo mais acordada amanhã?

 Dia 2 – mulher à beira de um ataque de nervos.

Dizem que depois da tempestade sempre vem a bonança, mas, no meu caso, veio o dilúvio mesmo. Acordei ainda pior que no dia seguinte e junto com meu mal-estar físico veio uma raiva profunda. Raiva do professor que parecia tão angelical, imóvel e em paz lá no altarzinho dele, raiva da gerente que também parecia contente, raiva da minha amiga e inspiradora que me disse “você vai amar. É tão maravilhoso”. “Maravilhoso aonde minha filha?”. Socoorrrrroooo! Nas meditações da manhã decidi cobrir o rosto com uma mantinha que tinha levado. Isso não permitia que o vento frio entrasse pelas minhas narinas e me deu um certo alívio, entretanto, eu sabia que isso me traria problemas futuros.

 Dito e feito. “O professor quer te ver às 12h”, disse minha gerente. Eu já tinha meu discurso na ponta da língua. E lá fui eu. Expliquei minha sinusite, dor de cabeça, tudo bem técnico e embasado cientificamente. E foi então que ele jogou no chão minha explicação “ego-based” e me explicou o que veio a ser a lição para o resto dos meus dias lá e para o resto da minha vida: todas essas sensações de desconforto são criações da nossa mente e do nosso inconsciente para que evitemos o desconforto, para que sigamos funcionando como sempre funcionamos – são IMPUREZAS (nas palavras dele e de Buda) do nosso consciente ou/e inconsciente.

 Fez muito sentido, mas não me impediu de no meio da conversa cair em lágrimas… Bem, lágrimas eu estou sendo gentil comigo mesma, eu me descabelei total mesmo! “E-eu sooou um-mma meeeeditadorrra” eu e meu ego conseguimos falar entre as lágrimas. “Maaas está di-fí-cil demmaaaaaa-aaais”, completei soluçando. PS: ele já sabia que eu era professora de yoga e meditação. Falamos sobre isso no primeiro dia, onde ele também me chamou, para me pedir pra praticar apenas Vipassana e não a minha técnica nos próximos 10 dias. Claro que eu concordei…

Voltando ao momento-histeria: foi no meu desespero total, finalizado com “Ee-eu estou proo-nta pra iiirrrr embo-raaaa”, que ele usou todo o seu conhecimento de causa (no sentido real, ou só pra amaciar meu ego mesmo) e me disse “Lívia, é exatamente porque você já medita que suas impurezas estão surgindo de maneira tão extrema. Você já eliminou grande parte delas, então as que sobraram são as mais profundas e intensas. Espere até o quarto dia. Nele aprenderemos outra parte da técnica e eu te garanto que tudo vai melhorar”, disse ele, com uma compaixão que poucas vezes vi na minha vida.

Pronto, ele me ganhou no argumento. Primeiro, porque amaciou meu ego “Ahã! Então como já sou uma meditadora muito competente já aniquilei várias impurezas, logo, só restaram as maiores de todas, tipo as últimas fases de vídeo game onde o monstro é quase imortal”, pensei. Segundo, porque me disse que aprenderíamos algo novo! Sem dar mais detalhes! Sou jornalista minha gente, consequentemente, curiosa por natureza! Ele me fisgou. Ao menos a tempo de me acalmar pra sair da sala e passar pelas outras alunas que estavam esperando para falar com ele sem estar no momento “descabelada e devastada forever”.

Mas a calma durou pouco. Exatos 2 minutos, pra ser mais precisa, suficientes para eu me sentar no banquinho de uma das trilhas na mata, chorando como uma prisioneira em primeiro dia de prisão perpétua. Nada como a natureza para testemunhar a miséria humana. Dessa vez chorei de decepção. Decepção por achar que sabia tanto e estar sendo derrotada pelos meus próprios mecanismos de defesa. Decepção por concluir que eu não tinha alcançado “nada” com meus 2 anos de meditação. Me senti falida, me senti fraca, me senti derrotada. Aos poucos o choro passou e a derrota passou a ser raiva.

 A raiva voltou e o ego veio com tudo. “Você tem uma prática excelente. Sua meditação vai muito bem. Você não precisa desse povo aqui não”, misturado com “O que você quer provar para os outros? Acho que você só está aqui por conta desse blog seu ein… Deixa de bobagem, vamos embora!”, argumentava minha mente. Das 13h até às 21h ela (mente) não fez outra coisa a não ser arrumar motivos para eu querer ir embora e para eu imaginar o prazer que sentiria ao entrar no meu carro e dirigir de volta pra casa. Ah! E, pra piorar, meu estômago estava totalmente nauseado (parte da ressaca virtual). Minha vontade era de vomitar o dia todo, apesar de não saber o motivo, afinal, a comida era fresca e bem preparada.

 Da aula do Goenka naquela noite só me lembro da passagem “Parabéns, Você sobreviveu ao segundo dia. Eu sempre digo que o segundo e o sexto dia são os mais difíceis”, ele afirmou com um sorriso ingênuo nos lábios. “Não me diga?”, pensei ironicamente. Eu estava decidida. No final da aula eu avisaria minha gerente que eu estava indo embora na manhã seguinte. Senti o prazer de estar novamente na “minha casa”, “minha cama”. Me perguntava “De onde eu tirei a idéia maluca de perder meus 10 dias de férias pra vir aqui, ficar em silêncio e comer fruta de janta??”.

 A aula acabou e, resumo da noite: saí do Dhamma Hall e a gerente estava exatamente posicionada na minha frente. “É agora ou nunca”. Foi nunca caro Leitor, pois uma força maior do que minha mente, maior do que eu, me fez seguir reto e não falar nada pra ela. Me fez colocar o meu pijama e me enfiar embaixo das cobertas sem nem mesmo passar meus cremes noturnos (esses eu mantive, claro). Tudo o que consegui fazer foi, robóticamente, me jogar na cama e fechar os olhos. Não tinha mantra, não tinha voz, não tinha nada dentro de mim, só o silêncio do cansaço.

PS: para saber sobre o restante dessa saga e mais sobre a técnica e os efeitos dela espere os posts dos próximos capítulos!

Beijo no coração e Namastê!

 

 

Quem tem medo de 2012?

25 maio

Ninguém sabe o que realmente vai acontecer, mas todo mundo tem uma pulga atrás da orelha quando pensa em 2012. Livros, filmes, palestras, teorias das mais variadas, tudo que se pode imaginar já foi dito, mas no fundo, no fundo, não temos idéia do que vai, ou não, rolar. Eu tenho a minha teoria, claro, que é bem menos catastrófica que a versão hollywoodiana, mas não menos profunda no sentido da espiritualidade. Sinto (literalmente) que estamos chegando em um momento crítico da humanidade onde teremos de reaprender a viver, teremos de reaprender a ser. Parece papo de doido? Então siga lendo!

De acordo com textos Hindus, estamos passando pela Era de Kali (Kali Yuga) o que, sendo bem superficial, significa que estamos passando por um era de desonestidade, desrespeito em relação ao outro e à natureza, crimes, violência, sexualidade exacerbada (tudo a ver com nossa realidade), etc. De acordo com as escrituras, essa era tem 432 mil anos, dos quais já vivemos 5 mil. Mas, muita calma nessa hora! Não se desespere ainda. Os textos Hindus também falam que após Kali Yuga viveremos Satya Yuga (Satya em Sânscrito significa verdade absoluta), quando nos reconectaremos como nosso verdadeiro eu e com toda a nossa potencialidade e atributos positivos e divinos.

O bom dessa história toda é que, ainda segundo os textos, uma Yuga (era ou tempo) pode começar dentro de outra e, se alinharmos os dizeres Hindus com o que dizem os textos Maias, Satya Yuga está se aproximando da nossa existência de maneira muuuuito mais rápida do que os 432 mil anos (até porque vamos combinar que tudo hoje em dia está acontecendo em alta velocidade). Isso significa que estamos tendo a oportunidade de nos desenvolver e alcançar um nível existencial e espiritual nunca alcançado antes.

Se você, de repente, decidiu começar a frequentar uma religião, ou fazer terapia, ou se matriculou na yoga, ou quer ir em um retiro espiritual: parabéns!! Você está escutando a vontade do seu eu superior de estar preparado para a Satya Yuga. O planeta está em um momento de intensa transformação. A natureza e seus desastres são a mensagem mais clara disso. Eu não acredito no fim do mundo, não acredito em Apocalipse, mas acredito que chegaremos em um momento de separação mais clara da humanidade. De um lado estarão aqueles que querem evoluir espiritualmente, fazer o bem para toda a sua comunidade, abrir mão da competição e do poder cego, tratar o planeta como uma parte de si, buscar o contentamento desapegado de bens ou títulos.

Do outro lado estarão aqueles que querem seguir suas vidas material confortavelmente, tentando sempre tirar vantagem dos outros, buscando sempre mostrar que são melhores que os outros, não respeitando a natureza (Hello pra você que não recicla – estamos no século XXI e não mata ninguém usar 5 minutos por dia pra reciclar seu lixo. Quando estivermos todos morando em um lixão a céu aberto vou te ligar pra agradecer sua contribuição), tendo medo de perder a ilusória segurança (e bens) que tem. Os do grupo do parágrafo de cima vão trabalhar em prol dessa nova era (e já estão trabalhando) e conseguirão ter e manter uma paz interna real e reconfortante. Os desse parágrafo seguirão ansiosos, cardíacos, depressivos, rancorosos…

Trágico demais? Pode ser. Mas é nisso que acredito. Acredito que o planeta está se polarizando, está se tornando ainda mais dicotômico. Também acredito que chegará o  momento (pode levar centenas de anos, ou não) em que essa realidade não mais aguentará ser dual e, de alguma forma (que não tenho idéia de qual será), ela se tornará única… Será o momento em que saberemos que somos todos um. O momento em que viveremos a famosa unidade com Deus, com o cosmos, com o Universo, ou o que quer que seja que você quer chamar!

Tudo isso pode parecer papo de maluco e se você acha que eu sou maluca: ótimo! A vida já está lotada de gente normal!!! Mas fica aqui o recado: observe sua vida, veja o que você pode melhorar para o bem de todos (não só o seu), siga sua intuição (mesmo que ela te diga algo que parece brega, estranho ou ridículo), siga os recados das “coincidências” que a vida te dá. Acima de tudo, siga seu coração e faça o seu melhor! Fazendo o seu melhor, pode chegar 2012, pode chegar o dia do juízo final ou o que quer que seja: quem faz o bem recebe o bem! E essa é a lei Universal inabalável!! Beijo no seu coração e Namastê!

Somos todos Tensos-Compulsivos

5 maio

Se você conhece bem uma dessas sensações: ombro tenso, garganta seca, estômago queimando, testa franzida, pescoço dolorido, constipação, lábios pressionados, coluna cheia de pequenos nódulos, insônia, irritabilidade; seja bem-vindo (a) – você faz parte do Grupo Não-Anônimo Tensos Compulsivos (GNATC). Vivemos em um mundo onde para “ser alguém (de “valor”)” temos de estar constantemente tensos. Sim, porque se você está relaxado meu amigo, você não está trabalhando o suficiente, ou não está realizando nada que lhe traga posses, títulos, poder ou notoriedade. Se você está relaxado, companheiro, você é um vagabundo!

Exagerei? Não acho não. Entramos em um vício louco de nos estressar continuamente para poder provar pra gente mesmo (e, principalmente, para os outros) que somos alguém, que temos valor… Exemplo? Desespero nos primeiros dias de férias. Alguns pensam que vão perder o trabalho quando voltar das férias (porque a empresa percebeu que pode viver muito bem sem sua presença); outros perdem sua identidade, pois se vêem somente como trabalhadores, e por aí vai. Criamos essa idéia coletiva de que para se trabalhar (ou estudar) bem, para atingir algo, tem de ser com muito estresse, muita tensão, muito drama, caso contrário não é tão importante.

E quem paga o preço caro leitor? Você! Isso mesmo, com essa idéia maluca que a sociedade criou e você aceitou e acatou total, você está destruindo não só sua sanidade mental, mas também seu corpo físico. Doenças crônicas, doenças do coração, diabetes, câncer, pressão alta, tendinite, os famosos piripaques sem diagnóstico, gastrite, etc, todos eles agradecem seu estresse. E, até onde eu sei, tensão e estresses não são garantia de riqueza, poder e glória. Mas são garantia de visitinhas periódicas ao médico! Oh se são!

Se você acha que você só está atingindo algo ou sendo alguém quando você está transbordando de estresse, cansaço e tensão, é hora de começar a rever seus conceitos. Quanto mais estresse, mais bloqueamos as energias do nosso corpo e, principalmente, as energias da vida. E está mais que provado que relaxamento aumenta criatividade, memória e funções executivas do seu cérebro, o que significa que você tem uma capacidade muito maior de racionalizar problemas e encontrar soluções inovadoras na vida e no trabalho.

Uma ditado muito antigo diz que “Felicidade é o estado de total relaxamento”. Eu concordo total (mas assumo que tenho minha carteirinha do GNATC, apesar de estar tentando me “desfiliar” dele)! Então, tente RELAXAR enquanto você vive seu dia. Respire fundo muitas vezes sempre que um desafio novo aparecer. Quando respiramos profundamente e lentamente estamos ativando nosso Sistema Nervoso Parassimpático, responsável pelo relaxamento.

Ele também guarda nossa energia para momentos onde ela realmente é importante. Ele ainda ativa nossos hormônios sexuais, regula os hormônios do sono, libera hormônios rejuvenescedores, acalma o coração, a pressão, melhora a digestão… Enfim, quanto mais você ativá-lo, mais você estará sexualmente satisfeito (a), mais jovem, mais relaxado (a), mais magro (a) e dormindo muito como um anjinho. Quer coisa melhor? Ah, e sem querer fazer muita propaganda: ele também é ativado durante a yoga,  meditação, massagem, reiki!

Então é isso. Reveja seus conceitos e veja o quanto essa tensão/estresse tem te ajudado. Caso não esteja ajudando, reveja sua rotina, sua visão sobre o mundo, sua visão sobre você mesmo! Mude seus hábitos, mude seus pensamentos e, consequentemente, mude sua vida! Lembre-se, você é o responsável por sua realidade! E torná-la mais leve e agradável é de total responsabilidade sua! E vamos todos cancelar nossa filiação com GNATC!!! Beijo grande e Namastê!

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