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Os pezinhos que mudaram nossas vidas

10 nov
Pezinhos já corrigidos e lindos de viver!

Pezinhos já corrigidos e lindos de viver!

Era um dia de abril e pela primeira vez meu marido não me acompanharia no ultrassom de nosso segundo filho. Seria o exame morfológico, aquele que avalia as medidas de todos os órgãos, eu estava bem tranquila e acabei não fazendo tanta força pra que ele fosse comigo. No segundo filho a gente relaxa.

Quando o exame começou, percebi um pouco de ansiedade. Afinal, o maior medo de toda mãe ( e pai) é que seu filho não seja perfeito. Essa ansiedade desapareceu assim que avistei suas mãozinhas.  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10; contei mentalmente seus dedinhos. Ufa. Depois o médico avaliou cada orgão, tudo ok e passou para as perninhas e pezinhos. Lá vou eu de novo 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10; Ufa! Todos os dedinhos estavam ali. Minucioso, o doutor se prolongou um pouco naquela região, disse que estava com dificuldade para visualizar os pés. Acabei me distraindo e quando voltei ao mundo, quase dez minutos já haviam se passado, e só então me toquei que algo de errado devia estar acontecendo. Senti meu coração quase saindo pela boca e amaldiçoei o momento em que resolvi ser “independente” e liberei meu marido deste ultrassom. Olhei o médico nos olhos. Ele parecia seguro do que ia me dizer, embora um pouco cuidadoso. –  O bebê apresenta uma curvatura anormal dos pés, tudo indica que seu filho tem Pé Torto Congênito.

Meu mundo acabou. Faltou fôlego e forças nas pernas. O médico continuava falando, mas era como nos desenhos do Snoopy quando o Charlie Brown só ouvia a professora dizendo bla bla bla bla bla bla. As lágrimas escorriam pelos meus olhos e eu queria sair dali correndo. Apenas escutei o médico dizer,” tem tratamento, é só fazer uma cirurgia e vai ficar tudo bem”.  Como assim fazer cirurgia? Levantei da cadeira quase cambaleando, os olhos embaçados e saí do laboratório transtornada. Só consegui ligar para o Juliano e chorar muito. Ele assustou coitado, achou que eu tivesse perdido o bebê. Então quando eu disse que nosso filhinho nasceria com um problema nos pés, ele acabou sentindo certo  alívio. No caminho até nossa casa fui dirigindo, quer dizer, acho que meu anjo da guarda assumiu o controle. Eu chorava, urrava, gritava e tentava acessar a internet do celular pra entender o que era esse PTC ( Pé Torto Congênito). As primeiras fotos que apareceram foram tão aterrorizantes que só me fizeram chorar mais. Eu estava devastada. Cheguei em casa, abracei meu marido e choramos juntos o luto de nosso filho idealizado; para logo abraçar a ideia do nosso filho “real” e muito amado.

Passado esse tremendo susto inicial, dediquei meus dias para pesquisar sobre o assunto e o tratamento. Encontrei alguns sites, blogs e grupos de mães de filhos com PTC. E ao ler um dos blogs, acabei encontrando o contato daquele que seria seu médico ( Dr Jose Volpon, professor da USP) e o tipo de tratamento que iríamos seguir: o método Ponseti. Ler aqueles relatos encorajadores e ver as fotos dos pequenos guerreiros sorridentes e com os pezinhos perfeitos foram um bálsamo para minha alma. Eu enfrentaria o que estivesse pela frente! Ou seja, seis trocas de gessos ( do pé até a coxa), uma cirurgia para alongamento de tendão ( tenotomia) e aproximadamente 4 anos de órtese.

Levei algumas semanas para digerir a notícia. Foram dias sombrios, de muito medo e insegurança. Mas o conhecimento mais profundo do assunto e a certeza de que Deus sabe o que faz foram, pouco a pouco, me trazendo paz. Eu só pensava que o bebê precisava da minha calma para se desenvolver bem e que de nada adiantaria eu me desesperar. Em momento algum senti revolta ou questionei o porquê. Aceitei logo o desafio que me foi imposto e realmente enxerguei nele uma oportunidade de fortalecer nossa família. E foi realmente o que aconteceu! O restante da gravidez foi tranquilo e aproveitei esse tempo para estudar sobre o PTC e conversar com o médico.

O dia do nascimento foi mágico ( conforme relatei aqui: https://tresnortes.wordpress.com/2014/09/16/relato-do-meu-parto-fabiana-e-otto/) e todo e qualquer medo se dissipou por completo. Dizem que nem sempre o amor de mãe nasce junto com o filho; mas o meu nasceu. Foi só eu segurar o seu corpinho e olhar aqueles pezinhos tortinhos ( coisinhas mais lindas de Deus) pra meu coração bombar de ocitocina e transbordar amor imediatamente.

Com 8 dias de vida Otto iniciou o tratamento e levamos uma vida absolutamente normal desde então. Costumo dizer que se no dia do ultrassom fatídico eu soubesse como tiraríamos tudo de letra, eu não teria sofrido e temido tanto. Não é fácil, mas também não é tão difícil assim. Difícil é quando não tem tratamento! Neste caso não só há tratamento, como o prognóstico é de sucesso total!

Com pouco mais de 70 dias de vida Otto já usou 7 gessos, fez uma cirurgia e agora usa uma órtese ( que chamamos de botinha) que o irá acompanhar até aproximadamente os quatro anos de idade para manter seus pezinhos ( agora já perfeitos) firmes no lugar. Falando assim parece um bicho de sete cabeças, mas de verdade, não é. O ser humano tem uma capacidade incrível de se adaptar e os bebês então…

Tudo isso tem nos ensinado diariamente. Hoje vejo os pequenos desafios da vida em sua real proporção, sem dramas; tenho o coração cheio de gratidão pela família linda que criamos e pela oportunidade de crescer como ser humano. Aprendi que uma adversidade terá em sua vida a proporção que você der a ela. E aqui escolhemos não dar prioridade a isso! A vida continua e nosso menininho é lindo, amado e perfeito do jeitinho que ele é! Graças a Deus e ao avanço da medicina seus pés estão perfeitos e ele poderá ter vida normal, andar, correr, jogar bola, fazer o que quiser.

SOBRE O PTC (Pé Torto Congênito)

Apesar de ser um susto para os pais, o pé torto congênito é um problema relativamente comum nos recém-nascidos – 1 em cada 1.000 nascem com ele. A causa dessa deformidade é desconhecida, por isso ele é chamado de Pé Torto Congênito Idiopático.

A maioria dos pés tortos podem ser corrigidos ainda quando bebês em seis a oito semanas com manipulações adequadas e aplicação de gesso. O tratamento é baseado no entendimento da anatomia funcional do pé e da resposta biológica de músculos, ligamentos e ossos às alterações de posicionamento obtidas pelas manipulações seriadas e aplicação de gesso. O tratamento que traz melhores resultados é o idealizado pelo médico americano Dr Ponseti, que deu nome a técnica.

O tratamento deve começar na primeira ou segunda semana de vida para aproveitar a elasticidade favorável dos tecidos que formam os ligamentos, cápsulas articulares e tendões. A criança tratada de pé torto logo ao nascer poderá desenvolver um pé normal, seja no aspecto, seja na função.

UMA PALAVRA AOS PAIS

Se você chegou até o blog porque descobriu que seu filho(a) tem PTC: Acalme seu coração! É mais fácil do que parece, não deixe que o diagnóstico perturbe sua gravidez.

Aproveite para já pesquisar sobre o tratamento e escolher seu médico. Ter tudo isso definido antes do nascimento ajuda bastante.

Participe de grupo de mães e pais de filhos PTC . Trocar experiências com quem já passou ou está passando pelo mesmo desafio ajuda a nos fortalecer e até resolver problemas que nos parecem muitos difíceis, mas que já podem ter sido solucionados por outras mães.

Prepare seu enxoval levando em consideração que seu bebê passará boa parte do tempo engessado ou com órtese, ou seja, diga adeus aos macacões com pezinhos e até mesmo às calças.

A questão do banho costuma assustar os pais ( afinal, dar banho num recém nascido já não é fácil, ainda mais com as duas pernas engessadas).  Eu segui essa dica de uma mãe e fomos muito felizes no banho >>https://www.youtube.com/watch?v=75z8DXK9Pwg  ( também mandei confeccionar dois saquinhos de tecido impermeável para cobrir as perninhas e evitar possíveis acidentes aquáticos).

Muito importante: Converse com seu bebê. Explique a ele cada etapa do tratamento, avise-o de tudo que vai ocorrer. Parece bobagem, mas mesmo pequeninos eles já têm um nível de entendimento e isso os deixa  mais seguros e confiantes, o que faz toda a diferença!

Gesso: uma dica preciosa>> Os gessos costumam levar o dia todo para secar e úmidos incomodam bastante, podendo até causar ( mais) cólicas. Usei o secador em todas as vezes e meu pequeno não teve problema algum pra se adaptar com os novos gessos. Muito cuidado para não queimar o pele do bebê, use o secador  a uma distância segura das perninhas e mire sempre apenas na área do gesso.

Se seu filho precisar fazer a cirurgia, o que ocorre em 90% dos casos, não se desespere. O procedimento é simples ( muitos médicos fazem apenas com anestesia local), o pós operatório é tranquilo e o resultado é maravilhoso. Aliás, durante todo o tratamento, quando o “bicho pegar” : FOCO NO RESULTADO!

Indicação de sites

http://www.petorto.com.br

http://www.professorvolponusp.com/artigo/26/cr/P%C3%A9%20torto%20cong%C3%AAnito/

Vídeo

Como manifestar suas intenções em 2014!

1 jan

Feliz Ano Novo queridos leitores! Começamos 2014 com uma Lua Nova super especial que vai te apoiar na realização dos seus sonhos e desejos! Siga as dicas desse vídeo nos 3 próximos dias, que serão os dias mais poderosos dessa lua! Que nesse ano possamos elevar nossas consciências de forma coletiva para criar uma realidade mais amorosa, compassiva e feliz para todos nós! Beijo no coração, Namastê e força na lista de intenções!

To be continued…

10 jun

Image

Ela abriu a porta.

Não disseram nada. Ele pegou a sua mão. Caminharam de mãos dadas. Era sua primeira vez naquela casa, mas ele instintivamente a guiou até o quarto.

Parou. Olhou nos olhos dela. Sorriu levemente. Ela respirava profundo. Seu rosto mostrava curiosidade, ansiedade  e certeza. Ele beijou-a levemente. Os lábios mornos  se tocaram. A saliva transformou o beijo em uma dança. As línguas aceleraram o ritmo.

Ele parou. Olhou pra ela novamente. Seus olhos continham uma ternura explícita e um tesão tímido que transpirava em seu corpo. Delicadamente, começou a desabotoar sua camisa. Ela olhava imóvel. Ele desvencilhou as alças do seu vestido sem pressa. Deixou à mostra seu colo, seus seios, sua carne. Involuntariamente ela se curvou, ainda contendo seu corpo da entrega final.

Ele pegou as suas mãos, posicionou-as em suas costas e a abraçou. Os corpos quase nus se tocaram pela primeira vez. A eletricidade fez ambos tremerem levemente. Sorriram. Ele beijou seu ombro, beijou seus seios, beijou seu ventre. Ela acariciou seu cabelos, seu pescoço. Seus dedos percorriam suavemente suas costas, sem pressa…

Eram duas almas antigas reencontrando-se mais uma vez. As vidas conjuntas foram tantas que não careciam de muito diálogo. O tempo era necessário apenas para explorar a carne nova, os novos formatos, o cheiro do presente. Passaram o resto da noite entre curvas, ângulos, expressões, texturas, gosto.

As primeiras palavras foram ditas ao amanhacer. “Seu suspiro continua doce”, ele disse.

Xô urucubaca e os aprendizados em meio ao caos

20 abr

Não, não quero dramatizar o que aconteceu comigo. No entanto, tenho de concordar que drama é o que não tem faltado na minha vida! Desde janeiro deste ano todos os meus cartões de crédito foram clonados (sim, todos), meu cachorro fugiu e ficou desaparecido por 3 semanas (o que me fez pensar que ele estava morto e eu fiquei de luto até quando ele foi encontrado), fui assaltada (os detalhes dessa novela Mexicana estão no post anterior, caso você não tenha lido), um familiar querido e importante faleceu e tive um desentendimento com uma das minhas melhores amigas! Ufa! Chega né pessoal lá de cima! Decidi que a fase “urucubaca Lívia 2012” acaba hoje, dia 20 de abril! E tenho dito!

De qualquer forma, o post não é para dar detalhes da macumba com galinha e cachaça que devem ter deixado em uma esquina qualquer de Miami pra mim não, mas para contar o que aprendi em meio ao caos de todos esses acontecimentos sequenciais. E, se você pensa que eu estou me expondo demais, aqui vai minha resposta – “Eu não tenho vergonha de ser quem sou, nem dos meus erros, nem medo do julgamento dos outros. Estou aqui pra dizer e ser minha verdade e com isso espero inspirar outros a ser o mesmo, pois somos todos estudantes da vida”.

Então aqui vai:

1)      Nada é pessoal. As coisas acontecem não com você, mas por meio de você! Parece difícil entender esse conceito. Até pra mim, mas se você tem algum conhecimento de meditação, yoga, budismo ou espiritismo, vai entender melhor o que estou falando. Caso contrário, comece a observar a sua vida e teste a minha teoria (com total liberdade pra discordar)! O que quero dizer é que as coisas aconteceram não pra me afetar pessoalmente, mas para que eu pudesse expressar a minha humanidade por meio delas. É tipo um filme, caro leitor! Minha alma decidiu colocar todas essas situações na minha vida (atual) pra que eu pudesse curar algumas feridas do passado (passado meaning outras vidas), ou para que eu aprendesse algo nessa vida mesmo, ou para que eu tivesse uma nova perspectiva em relação a vida, relacionamentos, medos… Ex: o ladrão que me roubou não queria roubar algo de mim, Lívia Stábile, mas sim de alguém que faz parte de uma classe social que  tem muito mais acesso, riqueza, educação e oportunidade do que a classe social dele. A amiga com quem tive um desentendimento não estava ofendida comigo, mas com uma parte dela mesma (alguns chamam essa parte de ego!!) que ainda se julga magoada por atitudes de terceiros (no caso euzinha) que não tem noção de que tais atitudes a magoariam. Pude aprender várias lições com cada uma das situações que se apresentaram por meio de mim! E sou grata por ser um veículo ativo de criação e aprendizado!

2)      Toda crise pede renovação. Cada pequeno ou grande drama que acontece na sua vida faz com que você veja ela (ou a interprete) de outra maneira. Em uma pequena escala, hoje dou muito menos atenção para meu celular (até porque estou usando um bem velho) e para minha vida cibernética (e-mail, Facebook) e vivo muito mais no momento presente. Em uma grande escala, hoje acredito ainda mais na força do Universo e da proteção que pessoas de bem, como eu e você, recebem em situações de perigo. Explico: descobri que o ladrão que me roubou tem passagem extensa na polícia, incluindo roubo com revólver, agressão a policiais, tráfico de drogas, etc. O que me fez ver que cair no chão foi o que de menos perigoso poderia, e de fato, aconteceu durante o episódio. E sou grata por isso. Então, lembre-se, drama chama renovação! Reavalie suas idéias, julgamentos, veja de que forma você contribuiu para a situação e renove o que precisar ser renovado.

3)      Amigo de verdade não tem preço. Quando digo amigo incluo minha família, pois família pode ser família, mas não de amigos! Hehe! Graças a Deus a minha é formada de amigos! Em momentos de trauma não existe nada que acelere a cura mais do que o amor e o carinho de amigos. Não hesite em pedir ajuda, ou carinho, ou atenção. Muitas vezes esperamos que as pessoas saibam o quanto estamos carentes de amor, mas elas não tem ideia do que está passando na nossa fértil mente! Pois ninguém tem uma bola de cristal portátil na bolsa! Logo, se você não estiver recebendo aquilo que precisa (não o que quer egoisticamente, olha a direfença!) de seus queridos, peça! Eles vão agradecer sua comunicação clara! Eu pedi ajuda mesmo, deixei bem claro minha vulnerabilidade e me sinto amparada em vários sentidos!!! E agradeço abertamente minha família e amigos que me apoiaram de várias formas, mandaram boas vibrações e aguentaram meu jeito estranho (e choroso) de ser nos últimos tempos!

4)      Em momentos de trauma seu corpo e sua mente congelam! Isso mesmo! Após liberar muita adrenalina (em momentos agudos de choque, susto, ou medo) o seu corpo entra em um estado de conservação de energia (no caso do perigo se prolongar e você precisar de mais energia mais tarde), e o seu metabolismo desacelera. Fiquei absolutamente sem vontade de me mexer (até porque doía muito meu peito e costelas) por mais de 20 dias e quando voltei a Yoga, essa semana, senti meu corpo todo travado, como se muitos nódulos de energia bloqueada tivessem se espalhado por ele. Além disso ganhei uns quilinhos básicos, claro, mas sinto tanto amor e gratidão pelo meu corpo e pela minha saúde que eles representam nada além da minha capacidade de recuperação rápida! No lado mental, fiquei pelo menos 2 semanas me sentindo fora do meu próprio corpo, me sentindo violada, estranha, sem achar graça na vida, sem fazer minhas piadas bobas, sem ser eu. Fui uma estranha dentro de mim. Graças a ajuda de amigos (+ família) e de amigos que também são terapeutas holísticos aqui, eu volei “a mim mesma”! Hahaha! Entretanto, a experiência de ser um estranho no ninho foi fantástica e agora posso entender bem melhor a reação de pessoas que passaram por situações traumáticas! Minha compaixão, paciência, empatia e admiração por elas, no mínimo, triplicou.

5)      Nada na vida é mais importante do que o amor! Tá, pode parecer brega, piegas, eu não ligo não!!! Nada na vida é mais importante que o amor!! Sempre existe uma saída para os maiores desafios se você relembrar o amor que você tem dentro de você! E amor no sentido maior mesmo! Amor por você mesmo, amor pela vida, amor porque aqueles que te amam, amor por aqueles que te ferem (lembre-se, nada é pessoal). O livro Curso em Milagres tem uma frase genial que diz “Todo ataque é um grito de ajuda”. Acho lindo e verdadeiro. Sempre que se sentir atacado (a), por um desconhecido( a) ou conhecido (a), enxergue o grito de ajuda por traz do ataque e ofereça seu amor, ao invés de oferecer raiva, rancor, vingança ou medo. Veja o que acontece! Seu amor é capaz de mudar tudo, de abrir portas e janelas para infinitas possibilidades, de fazer sua alma dançar ao vento, de criar flores no jardim do seu coração. Sempre que estiver vivendo qualquer dificuldade, ou desafio (como eu prefiro falar), lembre-se do seu amor, de como ele é infinito. Sinta-o, agradeça-o. É lá que todas as respostas estão!

Aprendi muitas outras coisas além das enumeradas acima, mas sei que seu tempo é valioso, então relato apenas as mais importantes. Se você já passou por momentos desafiadores e aprendeu algo que não está aqui, por favor, deixe seu comentário e enriqueça ainda mais esse blog, oferecendo sua sabedoria para outros que precisem! Agradeço sempre sua leitura, carinho e atenção!

Beijo no coração e Namastê!

Não quer ser escravo de ninguém? Então perdoe!

27 jun

 Nada alivia mais que o perdão. Aquele verdadeiro, que vem de dentro do coração. Que vem com tanta força e naturalidade que parece arrancar e levar embora tudo o que não é positivo, tudo o que não nos serve mais. Eu vivi um desses momentos poderosos semana passada. Conversei com uma pessoa que foi muito importante pra mim (e que sempre será), mas que no passado me magoou muito, e eu sei que a magoei muito também. Levou tempo pra eu conseguir sarar as feridas e, na verdade, acho que elas só cicatrizaram de vez depois que conversamos. Quem guarda rancor, quem não perdoa, permanece ligado a sentimentos ruins, como um escravo amarrado em um tronco… Eu consegui me libertar! E você? Quem falta você perdoar?

 O perdão é um dos sentimentos mais libertadores que existem, pois com ele alcançamos o amor incondicional: aquele que não impõe nem espera nada em troca, aquele que aceita sem barreiras, sem “mas”, sem “se”. Ele abre nosso coração para o que existe de mais puro e permite que nos conectemos com nossa alma e a alma do outro. É nessa conexão que percebemos como somos genuinamente iguais, como somos espelhos um do outro, e como aquilo que nos irrita ou magoa no outro também faz parte da gente. Logo, como julgar ou condenar?

Meu momento de perdão foi genuíno. Senti que minhas palavras saiam do coração e sinto que as da outra pessoa também. Demos risadas, falamos de nossas vidas, planos, amigos famílias. Tudo com uma energia linda de passividade e sei que enquanto estávamos ali conversando algo muito mais superior, no plano espiritual e energético, estava sendo processado. E é isso que acontece sempre quando deixamos de lado nosso ego, nosso orgulho, e nos entregamos ao amor. O resultado foi um sentimento de leveza pura, de jogar fora um peso de 10 kilos de cada ombro, de respirar tranquila de novo, de saber que o que aconteceu foi necessário para nossa caminhada e que somos ambos especiais e ao mesmo tempo eterno aprendizes. No final, de forma mágica, só sobraram boas lembranças de tudo o que passamos, pois o resto (que não servia nem a mim nem a outra pessoa) foi definitivamente eliminado.

Lembro que para poder perdoar o outro, antes de mais nada, é importante se perdoar. Perdoar seus próprios erros, falhas, defeitos, pois são todos lições dessa jornada (em busca da auto-realização) chamada vida. Espero que um dia você possa viver isso. Espero que, caso você tenha ressentimento, mágoa, inveja, raiva, remorso no seu coração, você possa um dia se perdoar, ter compaixão por você mesmo, e depois por aquele (a) (s) envolvido (s) (a) nesses sentimentos. Compaixão, perdão, geram liberdade, geram amor, geram paz. E é isso que eu desejo a vocês! Tudo começa com a intenção (assim como começou meu processo). Logo, se hoje parecer difícil perdoar aquela ou aquelas pessoas que te feriram, comece com a intenção de perdoar-se e perdoá-la (s). Já é um ótimo início!! E depois conta pra gente como foi! Beijo no coração e Namastê!

Procura-se um namorado

11 out

     Quem me conhece sabe: nunca fui a desesperada da turma (nunca fui pra guerra como dizem os homens), nunca troquei de namorado que nem de camiseta (ou fui uma peguete), nunca sai beijando 50 em micareta, mas também não deixei de aproveitar bem a minha vida. Sempre gostei mais de namorar do que de ficar e a questão é: faz um bom tempo que não namoro. Simplesmente não rolou!

     E olha que eu dei chance ao destino minha gente: americanos, cubano, colombiano, peruano e até indiano passou pela minha vida nos últimos tempos. Tive os dates (como eles chamam aqui) mais inusitados, engraçados ou chatos da minha vida e, se eu não respeitasse tanto o próximo, escrevia um post sobre eles. Vocês iam se divertir! Mas eu respeito né, então só sabe dos detalhes mesmo os mega íntimos (ou nem eles)! Sorry! Em suma: o click, aquele necessário pra se dar continuidade, não aconteceu!

     Sigo dando oportunidades para os potenciais moços que aparecem. Principalmente porque quero que a vida e as pessoas sempre me dêem a mesma oportunidade que eu dou pra elas! Também sigo tranquila! Na verdade, minha família e amigos parecem bem mais preocupados do que eu!! Campanhas já estão rolando em prol da causa e, com isso, vem sempre a pergunta básica: como você quer que o seu namorado seja, ou, o que você gosta em um homem? Pergunta difícil pra caramba, ao menos na minha opinião! Vocês caros leitores, sabem o que querem?

     Prefiro começar pelo o que não quero, pois na vida é sempre mais fácil saber o que não vai funcionar: não aceito fumante, bebum, drogado ou seres com ficha na polícia (hahaha)! Prefiro que não seja muuuito mais velho ou muuito mais novo (tenho experiência nesse quesito minha gente – idade faz sim diferença). Não quero um homem irônico, sádico, pessimista, com complexo de inferioridade, ciumento, egocêntrico, mentiroso, metrosexual, inflexível, insensível, dono da razão, caga regras, (que faz o papel de) vítima, julgador, egoísta, preguiçoso, avarento. Ufa! Lista grande né, mas acho que toda mulher está comigo nessa, correto?!

     Não precisa meditar, fazer yoga ou ser vegetariano, se bem que seria um mega bônus ter os três. Não precisa ter religião (acho até melhor não ter), mas não dá para ser alguém que não seja espiritualizado (sem exageros, claro), pois para mim é impossível não ver Deus em tudo, é impossível não encarar a vida como um milagre e é impossível não crer e confiar que existe algo superior (e ao mesmo tempo igual) a gente. Minha espiritualidade é o que me move, me transforma, me aquece e me faz crescer! Seria difícil lidar com alguém que não crê em nada (e, geralmente – não sempre – os céticos são meio amargos…).

     Agora vamos para o que eu gostaria que o candidato tivesse: alegria de viver (aqui entra também o ser engraçado, o que TODA mulher adora), curiosidade, compaixão, honestidade, flexibilidade, humildade ( não se levar tão a sério e nem escutar muito o ego), gostar de ler e aprender, gostar de cozinhar, gostar de viajar, ir no cinema, dançar, encarar programas aparentemente de índio (ou seja, estar aberto para o novo), respeitar e compreender o outro, ser mega carinhoso (se tiver um workshop de massagem no background ganha muitos pontos positivos), escutar antes de falar, falar (se comunicar honestamente), ter tesão pela vida, ser criativo, entender que mudamos, todos, o tempo todo.

     Estou querendo demais? Bom, eu acredito que posso tudo o que quero, então sigo com minha intenção! No entanto, com flexibilidade para dar chance a alguém que não tenha nem metade dessas características, mas que apresente outras que podem me fascinar tanto quanto essas… E você? Se está solteira (o), sabe o que quer? Lembre-se que intenção move energia e coincidências ao seu favor, logo, vale sempre a pena ter sua listinha! Se está casada (o) ou namorando, o seu parceiro (a) tem aquilo que você busca e, mais importante, você oferece ao seu parceiro (a) aquilo que espera dele (a)? Pois tenho consciência que tenho de oferecer exatamente aquilo que busco para ser uma relação equilibrada e harmoniosa (ops, melhor eu me inscrever em um curso te massagem então!).

 Relacionamento é o maior desafio da humanidade (se soubéssemos nos relacionar teríamos a tão desejada paz mundial), é onde aprendemos e crescemos! Eu sigo vivendo feliz e sei que na hora certa o namorado certo aparece! E você? Sabe o que quer? Está agindo de acordo com o que quer? Beijo no coração e Namastê!

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