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Um homem extraordinário

23 jun

Eu sei, eu sei: duas semanas atrás eu prometi escrever um post por semana e semana passada eu já deixei vocês na mão! No entanto, foi por uma causa nobre: meu pai fez 60 anos sábado passado e eu e meu irmão fizemos uma surpresa pra ele e viajamos rapidinho para o Brasil pra comemorar!! Foi uma delícia e os cinco dias que passei por lá foram super intensos, mostrando que cada minuto, cada encontro, cada conversa, tinha um sentido mais profundo do que o eu poderia imaginar.

Agora de volta divido com vocês o que eu escrevi e li para o meu pai em sua festa de aniversário. Estávamos todos reunidos no nosso sítio, rodeados de grandes árvores, pássaros e natureza sem fim! Naquele lugar pude entender ainda mais a beleza e a pureza da família, a importância de se ter amigos e parentes por perto, pois são nossa rede de suporte e amor incondicional! Espero que gostem! E espero que os inspire para que vocês lembrem sempre de dizer aos seus pais, mães, irmãos (as) e parentes o quanto vocês amam eles!

 Um homem extraordinário:

 Um homem que constrói uma fazenda com as próprias mãos é um homem extraordinário.

Um homem que dorme em tronco de árvore, que monta em búfalo e cavalo bravo com muita tranquilidade é um homem extraordinário.

Um homem que fala pouco, mas quando fala usa sempre sábias palavras é um homem extraordinário.

Um homem que aceita as pessoas como elas são, que não tenta mudar o que não lhe agrada é um homem extraordinário.

Um homem que respeita a decisão de seus filhos e que sempre os apóia silenciosamente, mas profundamente, é um homem extraordinário.

Um homem que é honesto ao extremo, que não gosta de levar vantagem, que não joga ou planeja jogadas é um homem extraordinário.

Um homem que sabe que colher frutas maduras para a mulher amada é muito mais especial do que presentear com coisas materiais é um homem extraordinário.

Um homem que não gasta energia à toa, que não reclama compulsivamente, que não se deixa levar por emoções negativas é um homem extraordinário.

Um homem que dirige sozinho por 30 Kms com 4 costelas quebradas e um pulmão perfurado é um homem extraordinário. (detalhe: o acidente aconteceu duas semanas antes do aniversário. Ele caiu de um burro e o burro caiu em cima dele… Ninguém merece)

Um homem que dá sem pedir nada em troca é um homem extraordinário.

Um homem que trabalha sem reclamar, que nunca diz estar cansado é um homem extraordinário.

Um homem que vê a beleza da vida na pureza das plantas, na magia dos animais e na sutileza da natureza é um homem extraordinário.

 O discurso foi mais longo, mas essa foi a essência!

Beijo no coração e Namastê!

 

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Se vira nos trinta (e dois)

24 nov

Aos vinte e poucos anos eu imaginava que virar balzaquiana seria o máximo. Achava que ao completar trinta anos automaticamente me tornaria uma mulher madura, sábia e preparada para a vida.  No fundo, aos 20 e poucos anos a gente acha que os trinta não vão chegar nunca ou, no mínimo, que vai demorar muito.

Mas a gente se engana. E sem perceber amanhã já estou fazendo 32. Passei os últimos dois anos tão ocupada parindo, cuidando da cria, mudando de cidade/profissão e tendo crisezinha existencial que simplesmente não vi esses meus primeiros anos na década dos 30 passar! Sério. Como eu cheguei até aqui?

Envelhecer não me assusta. O que me causa espanto é o quanto ainda sou imatura e infantil em muitas coisas. Em geral, gosto da ideia de ser uma balzaca.  Tiro bom proveito da minha experiência, me saio melhor em situações que antes me aterrorizavam, sei quem são meus amigos de verdade e, principalmente, me conheço muito bem ( o que às vezes é dolorido).

Até fisicamente não estou descontente. Lógico que ninguém em sã consciência fica feliz com a ação da gravidade em seu corpo, os cabelos brancos aparecendo e nem com aquelas marquinhas de expressão do lado da boca quando sorri. Mas com essa idade a gente já sabe valorizar o que tem de melhor. Olhei umas fotos minhas antigas anteontem e olha, apesar do corpinho de 18 e pele lisinha, sou mais eu hoje. Pelo menos agora eu sei me vestir. E pentear o cabelo. E me maquiar. Faz TODA a difereça e as fotos provam isso. Socorro.

Antes do Gael nascer, meu aniversário era o dia mais importante do ano (agora é o segundo dia mais importante, ok?). Eu sempre gostei muito de comemorar.  Algumas vezes cheguei a celebrar em Rio Preto, São Paulo e Ribeirão.  E ficava muito p da vida com quem se esquecia da data. Mas as coisas mudam. Ainda adoro fazer aniversário ( tá vendo como sou infantil?) e receber ligações, emails, sinal de fumaça. No entanto, agora entendo quando as pessoas esquecem ( eu também esqueço) e já não tenho mais aquele pique pra festa.  Será que estou ficando velha? Não precisa responder!

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