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Saudade das minhas amigas

25 fev

Com o passar do tempo, passamos a sentir mais saudade de coisas pequenas. Tão pequenas e cotidianas que um dia acreditamos ser eternas, garantidas, vitalícias.
O que eu teria feito se alguém me dissesse, 10 anos atrás, que num sábado de madrugada eu sentiria meu coração doer de vontade de encontrar minhas amigas?
Ou que então eu não saberia dizer onde qualquer uma delas estava passando sua noite?
Eu provavelmente riria, e explodiria em um discurso sobre o quanto eu tinha certeza que jamais me afastaria delas, sempre saberia seus passos e os acompanharia.
Mas com o passar do tempo…
O improvável vira estatística.

O nunca vira talvez.

E a maior parte de suas verdades desaparecem, ou se transformam.
Eu, hoje, sinto saudade das minhas amigas.
Da nossa convivência diária, dos segredos compartilhados, da ausência de julgamentos.
Da maior tolerância, do menor senso crítico. Da efemeridade das brigas.
Saudade de nos trocarmos juntas, uma maquiando a outra. Dos armários partilhados.

Do sol nos surpreendendo no meio da noite. Do som alto no carro tocando Legião, Ben Harper ou Smashing Pumpkins.
Das descobertas mútuas. Das cagadas anunciadas, dos fins de noite memoráveis.
Saudade.
De um tempo bom que não volta mais.
Saudade de tudo aquilo que eu- graças a Deus- vivi!

 

*Postado originalmente no falecido blog Meu Novo Cotidiano, também num sábado,  no dia 08 de março de 2008

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Fight Outta You

24 fev

Após anos como proprietária de um Ipod só  de uns meses para cá é que aprendi a fazer download e colocar músicas no aparelho de mp3 ( antes eu só transferia o que eu já tinha em forma de cd).  Antes tarde do que nunca. É como se eu tivesse descoberto o mundo! E embora eu tenha sim conhecido e ouvido muita coisa nova, a verdade é que acabo buscando coisas antigas que sempre quis conhecer, ou mais músicas dos meus artistas já favoritos. 

Quem me lê por aqui já deve ter percebido que eu adoro Ben Harper. Gosto tanto do som, quanto do artista ( e dos ” looks” of course). Eu baixei o cd Lifeline do Ben Harper and Innocet Criminals recentemente e as músicas são incríveis. Essa é minha favorita, a letra é bacana também. Enjoy!

Diga-me o que ouves e te direi quem és

4 nov

Taí a cena que me inspirou

Eu ando numa pegada Nick Hornby de fazer listas. Na verdade eu sempre gostei, sou meio adolescente. Daí, estava aqui pensando no meu próximo post e resolvi criar a lista das 15 músicas mais importantes da minha vida. É uma salada, uma mistura de gêneros, estilos, bandas e cantores. Foi bastante divertido relembrar disso aqui. E você? Quais são as músicas da sua vida?

 1.Garota de Ipanema – Tom Jobim

Essa música é meio hors-concours, mas no meu caso tem uma historia bonitinha. No meu aniversário de 9 anos rolou um karaokê. E eu e meu irmão resolvemos cantar essa música num dueto. Passamos uns dias decorando a letra. Ainda cantamos juntos mais algumas vezes, naqueles momentos “mãe exibe filhos talentosos”. Mas já faz tempo demais. Meu irmão tem uma voz linda e continua cantando nos karaokês da vida. Eu sonho em ser a Beyonceé, mas acho que vai ter que ficar pra próxima encarnação, já que nessa não tenho a voz nem a bunda.

2.Cryin – Aerosmith

Na verdade foi o clipe dessa música que marcou minha vida. Aliás, eu adorava os clipes do Aerosmith no álbum Get a Grip. A protagonista era a Alicia Silverstone e o carinha que aparece com ela é simplesmente o Sawyer de Lost ( acabei de descobrir). No clipe, Alicia Silverstone coloca um piercing no umbigo! Foi assim que descobri a existência do acessório e fiquei com ideia fixa por uns dois anos, até morar nos States e finalmente colocar o meu, aos 16. Naquela época, fazer um piercing no umbigo era símbolo de rebeldia e não acessório de dançarina de pagode. Detalhe, só tirei o meu – a contragosto- grávida.

3.Pais e Filhos – Legião Urbana

Como boa adolescente da minha geração eu fui fanática por Legião. Gosto até hoje. (mesmo quando dizem que pra tocar Legião só precisa saber três batidas, ok who cares?). Escolhi essa porque ela realmente foi decisiva. Digamos que o refrão “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã” me ajudou a decidir que era a hora de perder a virgindade. Haha, a adolescência!!

4.Redemption Song – Bob Marley

Eu fui uma adolescente bem típica viu? E obviamente gostava do Bob Marley e de tudo que ele pregava. Gostava tanto que foi essa música que escolhi pra ser a trilha musical do momento citado acima.

5.Basket Case – Green Day

Quando fiz intercâmbio nos Estados Unidos, eu virei grunge. Sempre fui meio maloqueira, mas lá eu me encontrei, afinal estava a 30 minutos de Seattle. Queria pintar o cabelo de verde (pintei de um louro meio alaranjado, lindo), usava camiseta de banda, camisa xadrez e tênis de skatista. Foi nessa época que comecei a curtir mais rock’n’roll. Eu ouvia Stone Temple Pilots, Nirvana, Green Day, Pearl Jam, The Doors, Red Hot Chilli Peppers. Mas Basket Case era meu hino, a música que eu ouvia todo dia no meu walkman amarelo! Primeira música que aprendi a cantar em inglês e entender o significado todinho.

6. 1979 – Smashing Pumpkins

Quando voltei do intercâmbio eu e minhas amigas nos apaixonamos pelo Cd Mellon Collie and the Infinite Sadness do Smashing. Aprendi a dirigir com ele tocando e essa música me lembra muito disso.

7.Creep – Radiohead

“I’m a creep. I’m a weirdo. What the hell am I doing here?” Quer frase melhor para uma pessoa de 18 anos que está tentando se achar no mundo? Horas e horas de quarto escuro e Radiohead no mais alto volume.

8.Another Lonely day – Ben Harper

O namorado de uma grande amiga ( que acabou se tornando pai da filha dela) será sempre lembrado por mim como o cara que me apresentou o som mais bacana da minha vida. Ben Harper.  Essa música aí era a trilha certa para fim de namoro, eu vivia terminando com meu namorado da época.

9.Friends of The Ocean –  Butch Helemano/ Ka’ Au Crater Boys

Não sei quem foi que surgiu com esse CD na turma, mas o reggae havaiano virou febre. Nos anos que morei em São Paulo, íamos para Maresias quase todo final de semana. Uma amiga chegou a namorar o dono de uma pousada, caiçara. Ai que saudade que meu deu agora dessa época! Enfim, esse CD sempre tocava no carro de alguém quando estávamos lá. Hoje tentei ouvir novamente e confesso que achei bem ruinzinho, mas naquele tempo eu adorava e me deixava muito feliz.

10.Bette Davis Eyes – Gwyneth Paltrow

Eu amei o filme Duets. Até hoje, foi o único que comprei o CD da trilha sonora. Adoro do começo ao fim. Mas essa música em especial, cantada pela Gwyneth Paltrow, eu acho a coisa mais sexy do mundo. 

11.D’yer Mak’er – Led Zeppelin

Sabe aquele CD que você mais ama na sua vida? Era o meu Tribute to Led Zeppelin. Como eu curtia aquele cd. Adivinhem o que aconteceu? Perdi, me roubaram, sei lá. Tenho ódio até hoje quando lembro. Essa música, na versão da Sheryl Crowe é muito massa. Me transporta no tempo, para uma fase da faculdade e das minhas viagens pelas praias do Brasil com minhas amigas.

12.Clandestino – Manu Chao

O cd do Manu Chao caiu na minha mão um pouco antes de eu embarcar pra Europa, onde fiquei por três meses. Virou a trilha sonora da minha viagem, especialmente porque tem várias músicas em castelhano e o objetivo final da minha trip era aperfeiçoar o espanhol.

13.My Friend – Groove Armada

Dos três anos de vida clubber ( em que fui, inclusive, assessora e booker de DJ famosinho), essa foi a única música que restou. Eu não me envergonho de ter ido em raves e ouvido psy trance – quer dizer, me envergonho um pouquinho sim. Mas prefiro lembrar quando me interessei por outras vertentes do eletrônico e comecei a entender um pouquinho mais sobre esse tipo de música. Hoje tenho preguiça master plus de eletrônico, mas se meu marido topasse eu iria fácil em outra Skol Beats. Adoro mega eventos.

14.Better Together – Jack Jonhson

Adoro as baladinhas surf music. E essa foi a música escolhida para a saída da cerimônia do meu casamento. A letra é muito bonitinha. Ficou bem fofo e a nossa cara.

15.You’re my sunshine – Jimmy Cliff

As mães sempre escolhem uma canção para ninar e acalmar seus bebês. Eu escolhi essa daí. Porque a letra é a perfeita tradução do que meu filho é para mim. “You make me happy when skies are grey”, canto toda noite antes dele dormir.

Walk away

18 ago

 

Há dias que ninguém melhor que o Ben Harper para falar por nós.

Não achei o videoclipe oficial, esse video é bem fraquinho, mas a música Walk Away é linda de doer. E dói.

Enjoy!

 

Dirty Girl

7 ago

Dizem que o gosto musical de alguém pode dizer tudo sobre essa pessoa. Não sei se concordo. O que o meu gosto pode dizer de mim? Geralmente eu curto determinadas músicas muito mais por razões sentimentais do que qualquer outro motivo. São canções que me lembram um lugar, alguém, uma fase ou momento.

E embora eu até acredite que tenha certo bom gosto, não sou expert em música, bem longe disso. Para terem uma idéia, eu tenho Ipod há cinco anos e somente de três meses para cá é que comecei a baixar alguma coisa. Não costumo ir atrás de conhecer novos sons. A não ser que eles venham até mim. E eles acabam vindo, de uma forma ou de outra.

Ainda assim, não é toda vez que conheço uma banda/cantor que me encanto por eles. Mas quando acontece, me rendo por completo, obcecada, apaixonada. Como faço com quase tudo que me desperta paixão nessa vida, aliás.

Há alguns dias fui apresentada ao som do guitarrista/cantor/compositor Marc Ford. Resultado: paixão à primeira ouvida. Estou vivendo um momento intenso de transformações e descobertas. Adolescência all over again. E o destino (?) colocou esse som pra ser a trilha dessa minha fase. Pelo menos musicalmente estou bem amparada, obrigada!

Ford foi guitarrista da banda Black Crowes nos anos 90, mas em 97 foi demitido, entre outras coisas por uso abusivo de drogas (imagino que pra dizerem que um roqueiro abusou de drogas, deva ter sido MUITO mesmo). Então partiu pra carreira solo. Em 2003 fez algumas coisas com Ben Harper, depois ensaiou uma volta com o Black Crowes e agora está sozinho novamente. O resultado é esse que vocês podem conferir no vídeo que estou postando, da música Dirty Girl ( my favorite), do CD Weary and Wired (2007).

Enjoy!

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