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Vale a Pena Ver de Novo – Os 10 filmes mais “ reassistíveis”

22 ago

Existem alguns filmes que – independente de quantas vezes eu já tiver visto – se estiverem passando na televisão, acabo  vendo novamente.  Não são necessariamente os melhores filmes da minha vida, mas algo neles me desperta um desejo irresistível de sentar em frente à telinha e assistir tudo de novo. E mesmo com a eliminação do efeito-surpresa, ainda é possível me divertir e emocionar com cenas  que posso recitar os diálogos de memória.

Preparei aqui uma listinha com os dez filmes mais reassistíveis ( sim, neologismo) na minha humilde opinião. Alguns são obras-primas do cinema, outros nem tanto. A Julia Roberts e o Steven Spielberg estão em três deles. Tem desde sessão da tarde a filme de terror dos anos 80.  Fazer essa lista foi bem mais difícil do que eu imaginava. Estavam no páreo filmes como Ghost, O Poderoso Chefão, Forrest Gump, O Amor Não Tira Férias e Curtindo a Vida Adoidado.  Para conseguir definir exatamente quem merecia fazer parte desse Top Ten estabeleci como critério o fator atratividade 100%, ou seja: são os dez filmes que eu realmente não conseguiria deixar de rever caso estivessem passando em algum canal.

Divirtam-se.

Garota Rosa- Shocking ( Pretty in Pink) – clássico das sessões da tarde. O filme de 1986 conta a história de amor entre a pobretona (Andy Walsh)– que só usa Pink –  e o riquinho ( Andrew McCarthy). Destaque para os figurinos, o atrapalhado e apaixonado Duckie ( interpretado por Jonh Cryer , o Alan de Two and a Half Man)  Nunca mais vi a atriz principal. Por onde será que ela anda?  Roteiro de John Hughes.

Uma Linda Mulher ( Pretty Woman) –  a história da Cinderela moderna. Dispensa apresentações né? Lançou Julia Roberts ao estrelato e colocou Richard Gear no imaginário das mulheres.  Assisti  umas  dez vezes e não me canso de ver a Julia Roberts arrasando naquele vestido vermelho ou voltando cheia de sacolas para esfregar na cara da vendedora que a tratou mal. Querem cair duros? O filme já tem 21 anos! Direção de  Garry Marshall.

Os Goonies  ( The Goonies) – mais um campeão das sessões da tarde. O filme de Steven Spielberg é uma aventura de adolescentes que buscam um tesouro de piratas para salvar a família de um amigo que está falindo.  Destaques para o Slot ( irmão deformado  e comedor de chocolate, que acabou virando meu apelido por conta de uma alergia no olho que me deixava assim, meio Slot né Livia?), o gordinho que não consegue parar de comer nunca e as invenções do japinha. Ah e a cena do beijo entre Mikey (Sean Astin) e a namorada do irmão também é bem inesquecível. Tem livro, que eu comprei e li algumas vezes . O único do elenco que me lembro de ter visto depois foi o intérprete de Mikey, que está em Senhor do Anéis como Sam, um dos melhores amigos do hobbit Frodo.

Closer – Perto Demais  (Closer)  –  Para mim um dos melhores filmes sobre relacionamentos da história do cinema americano. Adoro cada diálogo, cada olhar, cada música. Elenco de peso: Julia Roberts, Jude “Lindo” Law, Natalie Portman e Clive Owen.   Preciso dizer mais alguma coisa? Direção de  Mike Nichols e aquela música linda que grudou na cabeça de 100% dos expectadores ( The blower´s daughter) e foi regravada por Seu Jorge e Ana Carolina.

Poltergeist – Melhor filme de terror de todos os tempos. Quem não se lembra da loirinha hipnotizada pela estática da tevê? E quem não teve, pelo menos por um dia, pânico  de palhaços ? Faz bastante tempo que não assisto e imagino que os efeitos especiais devem parecer toscos perto do que há hoje, mas ainda assim é um filme que vai me fazer prender a respiração, principalmente na cena das cadeiras que se mexem sozinhas. Saudade do cinema dessa época! Mais um filme de Steven Spielberg, que dessa vez assinou o roteiro e a produção.

… E o vento levou ( Gone with the wind) – o filme de 1939 foi o predileto na minha infância e pré-adolescência. Faz no mínimo uma década que não vejo, mas tenhocerteza que se ele estivesse disponível em algum canal eu veria de novo, por mais longo que ele seja. E olha, ele é looongo. Clark Gable e  Vivian “ Scarlet O´hara” Leigh formam um dos casais mais charmosos da história. E o fato deles não ficarem juntos no final torna o filme ainda mais inesquecível.

Um Lugar Chamado Notting Hill (Notting Hill )– Ao fazer essa lista me dei conta do quanto gosto da Julia Roberts e nem sabia. Pois então; adoro essa comédia romântica com toda minha força. Hugh Grant está ( é) um charme como o cara que se apaixona pela estrela de cinema. Destaque para o flatmate dele, uma das personagens mais engraçadas ever, interpretado por   Rhys Ifans .  Cena favorita? Julia chorando ao dizer: I After all… I’m just a girl, standing in front of a boy, asking him to love her.  Direção de Roger Mitchell, o mesmo de Quatro Casamentos e Um Funeral

Clube da Luta (Fight Club) – O filme de David Fincher , pela lógica, não deveria fazer parte de uma lista dos filmes mais “ reassistíveis”, já que o elemento surpresa , para muitos, é justamente a graça do longa. Claro que o impacto da primeira vez é inesquecível, mas o filme é bom demais para se ver uma vez só. Até mesmo para você entender melhor a surpresa do final. Para variar Edward Norton arrasa,  Brad Pitt também manda bem como Tyler Durden  e a esquisita Helena Bonham-Carter  interpreta um papel que cai como uma luva em sua esquisitice.  Os diálogos são memoráveis: “The first rule of Fight Club is: You do not talk about Fight Club”.

ET – o extra-terrestre– Primeiro filme a ultrapassar a marca 700 milhões de dólares, o blockbuster de Steven Spielberg merece todo crédito. Você só não assistiu se estiver morto ( ou se tiver menos de 12 anos, talvez). Minha cena predileta é do E.T. ficando breaco e Elliot tendo todos os sintomas à distância. História de amizade fofa. Pra quem não sabe, a meninha lorinha do filme é Drew Barrymore, que depois do sucesso do filme ficou viciada em cocaína e álcool e blá blá blá, mas se recuperou alguns anos depois e hoje tá aí fazendo todas as comédia românticas do mundo.

Lendas da Paixão ( Legends of the Fall) – Meu irmão trouxe a fita VHS quando fez intercâmbio nos EUA. Eu acho que decorei cada fala entre a personagem de Julia Ormond e Brad Pitt. E sou capaz de chorar de novo em seu reencontro na prisão. A história de três irmãos que se apaixonam pela mesma mulher numa época de guerra. Cena favorita: Tristan ( Pitt) volta da guerra e passa pela casa onde agora Suzana mora, casada com seu irmão. Observação importante: O Brad Pitt tá bem gato. Só perde para ele mesmo, em Tróia.

PS- Sempre que faço estes posts mega elaborados e trabalhosos ninguém lê. Mas tudo bem, sou brasileira e não desisto nunca.

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Malu de Bicicleta

11 ago

Marcelo Serrado e Fernanda Freitas em cena do filme

Quando eu tinha uns 10 anos e era metida a intelectual, caiu em minhas mãos um livro chamado ” Feliz Ano Velho”, de Marcelo Rubens Paiva. Embora eu não entendesse boa parte das coisas que ele narrava ali, foi uma paixão fulminante. Eu tinha acabado de encontrar o homem da minha vida e ele estava numa cadeira de rodas, mas tudo bem, rs.

Os anos passaram e minha paixão de criança se transformou em admiração intelectual. Persegui Acompanhei-o por palestras, lançamentos de livros, eventos e afins. Até que anos atrás acabei me tornando amiga dele. Mas isso já foi assunto de outro post, no meu falecido blog Louco Cotidiano. Ainda leio praticamente tudo que ele publica.  Acho o cara genial, gosto do estilo coloquial, despretensioso e boca suja. Na minha opinião, na literatura contemporânea brasileira não tem pra ele.

Reli esses dias o romance Malu de Bicicleta, penúltimo dele. Que livrinho divertido de ler. Não é daqueles que mudam sua vida e te fazem analisar o planeta e as pessoas, mas é entretenimento garantido por algumas horas. E dá pra ler rapidinho. É a história de um galinha inveterado que se apaixona de verdade pela primeira vez, resolve casar e se vê cheio de dúvidas quanto a fidelidade da mulher. Tem um quê de Dom Casmurro. Os insights do mulherengo são bem interessantes, a narração flui e quando você menos espera já leu metade do livro numa sentada.

A trama é tão boa que rendeu um filme, com roteiro do próprio Marcelo e direção de Flavio Tambellini. Marcelo Serrado interpreta o protagonista e galinha Luiz e a atriz rio-pretense Fernanda Freitas é a Malu. O longa já está sendo exibido em festivais e as críticas são positivas.  Eu estou louca pra ver.  Quem me acompanha?

Ah, minha amiga querida Anna Cecília Junqueira está estrelando uma peça dele – que também é draumaturgo – no Espaço Paralapatões em São Paulo .

Predador entra na sala

Quartas e quintas, 21 horas, curta temporada!

For Precious Girls Everywhere

23 jul

Você anda reclamando da vida? Acha que tem muitas dificuldades? Está cansado (a) de tudo? Então me faça um favor, aliás faça um favor a si mesmo e assista Preciosa : Uma história de esperança.

O filme que concorreu a seis Oscar esse ano e levou dois ( melhor roteiro adaptado e melhor atriz coadjuvante) é o equivalente a um soco na cara e um chute bem na boca do estômago. Um chacoalhão poderoso. Terminei o filme aos prantos. E confesso que até agora, se parar para lembrar de algumas coisas, ainda tenho vontade chorar. E não é um dramalhão, mas sim, como diz o nome, uma história de esperança.

Uma história pesada, densa. Não é entretenimento, é vida, luta, lição. Pelo menos para mim foi assim. O filme narra a vida de Precious (Gabourey Sidibe) uma adolescente negra, obesa, pobre que é expulsa da escola por estar grávida do segundo filho. Coisas que não facilitam a vida de ninguém.  Mas ainda tem mais: ela engravidou após anos de abuso sexual por parte do seu pai e  a mãe, ou melhor o monstro, ao invés de protegê-la, abusa verbal e fisicamente todos os dias. Papel brilhantemente interpretado pela vencedora do Oscar de atriz coadjuvante,  Mo’Nique. Para vocês terem ideia do quanto ela está bem, se eu a encontrasse na rua hoje acho que seria obrigada a espancá-la. De ódio. A estreante Gabourey Sidibe também está excelente  e confortável como a personagem título ( concorreu ao Oscar, mas perdeu para a Sandra Bullock), mas ainda não sei dizer se é por talento ou se ela simplesmente está interpretando a si mesma.  E o mais intrigante é que ela, Preciosa, não se vitimiza em momento algum.

As cenas da cruel realidade da protagonista são filmadas com uma câmera na mão, o que nos aproxima das personagens. Isso só muda quando Preciosa ativa seu único recurso para sobreviver: fantasiar. Então as cenas são filmadas de modo convencional. O recurso traz um resultado muito interessante, na minha humilde e leiga opinião. Ao longo do filme, junto com o nó no estômago ( há cenas quer despertam mesmo um embrulho/nojo) cresceu em mim um sentimento de negação.  Do tipo ” É ficção, me recuso a acreditar que exista isso na vida real. Me recuso a crer em tamanho desamor”.  Mas a real é que casos assim EXISTEM. Puxando pela memória em dois segundos já me lembro daquele monstro austríaco que trancafiou a filha e seus filhos-netos sei lá quantos anos num porão. E semo precisar ir tão longe, tem o lavrador maranhense que “deu” sete filhos a sua filha. Oi? Esse é o mundo que vivemos? Então para tudo que eu PRECISO descer.

Voltando ao filme: a trilha sonora é bem legal. Ainda não tive tempo de ver os créditos, mas me chamou a atenção. E tem duas participações especiais bem inusitadas:  Mariah Carey interpreta a assistente social que atende Precious ( coisa que fez bem, acreditem!) e o gato do Lenny Kravitz aparece como o enfermeiro – e  gato-  Jonh Jonh. É um alento em meio a tanto sofrimento!

Então quando digo: “Vá assistir ao filme””  não estou sugerindo, estou mandando! Vai logo! Agora!  E depois me conta!

A nossa Preciosa

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