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Quer emagrecer? Ame-se e sinta!

25 jan

Acabo de ler o fantástico livro Women Food and God (Mulheres Comida e Deus em português, se não me engano), da autora Geneen Roth. O livro explica porque muitas vezes nos entregamos desesperados (as) aos potes de sorvete, barras de chocolate, garrafas de vinho ou pizzas de quinta categoria, e porque é tão difícil perder peso (e manter-se magro (a)) mesmo com dietas (que a autora, aliás, abomina e garante não funcionar). Eu adorei a leitura e indico para todos que usam comida (e outros vícios, como cigarro e álcool) em excesso (mesmo que às vezes)! E como sempre adoro perguntar: e você? Sabe qual é a sua relação com comida??

 Quem me conhece bem sabe que eu não bebo (e sou vista como um ET por muitos por conta disso), não fumo, não uso substâncias não liberadas pela Anvisa (ou seja, drogas), mas, caros amigos, eu assumo que, quando a coisa aperta, meu fraco é a comida! Adoro ter cookies como companheiras em semana de provas finais no meu Master, ou devorar chocolate quando estou me sentindo carente, ou cair de boca em um balde de pipoca na sexta à noite sozinha em casa! Sou humana minha gente e muitas vezes ponho o pé na jaca mesmo!!

No entanto, o pós por o pé na jaca não me agrada nem um pouco, assim como você não se sente bem depois de comer a caixa de Bis inteira em minutos… Então, por que agimos assim? De acordo com o livro, quando comemos muito mais do que o necessário (overeating aqui) ou comemos loucamente até achar que vamos explodir, ou comemos e depois vomitamos (bulimia), ou praticamente não comemos (anorexia), enfim, quando nossa relação com a comida não é saudável, algo muito mais profundo do que só “gostar demais de comer” está acontecendo.

A autora explica que isso acontece porque estamos completamente desconectados com nossa alma, com nossa espiritualidade. Além disso, as crises envolvendo comida (excessos ou restrições) são usadas para ignorar (ou não enfrentar, ou deixar de lado) algum problema ou situação que nos traz sentimentos e emoções conflitantes. Resumindo: comemos demais para fugir de algo que nos angustia. Simples, porém genial!!

Pára pra pensar: você come mais que o necessário quando está apaixonada (o)? Ou quando está em um emprego que ama e com uma vida social super animada? Não, correto?! Então está explicado meu povo: comemos para nos alienar de uma realidade que não nos agrada, seja ela uma pequena ansiedade pelo teste na faculdade, ou algo maior, como ter de lidar com a morte de um familiar muito querido.

O problema é que quando comemos a alienação nos oferece uma temporária sensação de tranquilidade que, na verdade, mantém nossos sentimentos e emoções escondidos e bem guardados. Só que, como emoção a gente tem de por pra fora (e sentir), logo logo ela tenta voltar. E é aí que voltamos a comer… E o circulo vicioso se reinicia. É como se fosse um mecanismo de defesa da nossa mente pra não ter de encarar a realidade! Só que com isso acumulamos não só o que estamos ignorando, como também a insatisfação em relação à nossa atitude de comer demais e aos quilinhos a mais que virão depois…

 O problema fica maior porque passamos a não nos admirar e cada vez que comemos é como se comprovássemos que não somos bons o suficiente! Profundo ein?! A autora nos ensina algumas técnicas para nos reconectarmos com nossa alma (que também é Deus), que carrega toda a tranquilidade e equilíbrio que necessitamos para não seguir usando a comida como entorpecente. E a primeira é: tã tã tã tã: Meditação! Ela recomenda todos os tipos possíveis, mas ensina uma interessante onde nos concentramos na nossa barriga e na nossa respiração! E só! Ou seja, deixe todos os outros 5 sentidos e pensamentos de lado e mantenha sua atenção na barriga.

 Outra técnica é a de sempre se questionar (pra quem perdeu vale ler meu primeiro post do ano sobre o assunto) quando você observar que está desesperada (o) pra comer algo (tipo um pote de doce de leite ou uma panela de brigadeiro). Ao invés de se jogar com tudo na comilança, pare por uns 15 a 20 minutos e se questione: 1) se você está realmente com fome e, 2) sobre o porquê dessa necessidade. Ao mesmo tempo, observe as reações e sensações do seu corpo! Para a autora, se reconectar com o corpo (sentir o corpo contra o local onde você está sentado, sentir a roupa na pele, sentir os músculos tensos ou relaxados) é uma questão fundamental para também se reconectar com sua alma e sua inteligência maior!

Reconectando-se com sua alma (ou Deus) você vai perceber, de acordo com ela (e eu concordo total), que tudo é uma questão de amar-se e aceitar-se profundamente e saber que o amor é sempre a solução! Inclusive para seus problemas! Quando nos amamos o bastante temos aquela fé inabalável de que tudo se resolverá da melhor maneira possível e que sempre sobreviveremos! Pronto! Para o post não ser ainda mais enorme eu paro por aqui! Fiz um resumo bem resumido, logo, se ficou curioso (a), compre o livro! Vale a pena! Beijo e Namastê!

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7 dias sem comer: o diário de uma sobrevivente!

4 out

7 dias, mais de 160 horas e muitos milhares de minutos sem comer, mastigar ou ingerir nada sólido! Esse foi o meu desafio e, com força de vontade, eu consegui caro amigo! E, se eu sobrevivi, você também sobrevive!! Com o objetivo principal de domar, literalmente, minha mente, passei esses dias todos sem mastigar, sem sentir o crocante na boca, sem me deliciar com um pedaço de chocolate derretendo entre meus dentes e língua… Fiz o que chamam aqui nos “Estates” de jejum líquido, ou seja, ingeri apenas alimentos líquidos durante todo esse tempo. Foi difícil? Foi! Desesperador? Quase. Recompensador? Demais!! Vamos a jornada:

Quem circula pelo meio da yoga e meditação sabe muito bem os benefícios do jejum: limpar seu corpo da toxinas, dar um tempo para o seu corpo se auto-curar e relaxar sem ter de digerir toda a comilança, emagrecer, dar uma limpada no intestino, melhorar todas as funções do sistema digestivo e excretor, etc. Mas, para mim, o benefício maior foi o de comandar minha mente, o de reprogramar a maneira como ela lida e reage a comida e o de observar como eu reagiria sem minhas comidas preferidas!

 Eu escolhi seguir o programa de um restaurante Vegan onde confio no dono e onde ele seguiu recomendações minhas do tipo “preciso de bastante ferros e minerais na composição”. Escolhi também entre Smoothies (ou shakes) e sopas que usam ervas indianas, frutas e vegetais orgânicos. Eram de 3 a 4 por dia, cada um com cerca de 450 ml. Recomendo que, sempre que você embarque em algo tão desafiador, você esteja muito informado sobre o processo e contando com profissionais da área pra te ajudar!

 O primeiro dia foi tranquilo. Trabalhei o dia todo e me senti cheia de energia. Foi lá pelas 9 da noite que me senti totalmente cansada, sem força para nada! O segundo dia foi um dos piores. Percebi o quanto a falta de comida limita nossa capacidade de raciocinar corretamente! Eu estava impaciente, ansiosa, com raiva mesmo minha gente (e olha que isso é raro). No terceiro dia optei por passar a tomar 4 líquidos por dia e o processo se tornou mais fácil. No quarto dia foi tudo mais tranquilo e até fui forte o bastante para resistir à tentação de um jantar em um restaurante italiano no qual participei ingerindo apenas um chá de laranja!

 Os últimos três dias foram os mais desafiadores. Me sentia avoada, sem concentração, faminta e cansada, mas não mais irritada. Adicionei um pouco de água de coco e sucos naturais de melancia e maça com beterraba para ter mais energia. Durante todo esse tempo minha coluna doía (coisa que sempre acontece quando estou com fome) e optei por não praticar muita yoga para manter minha energia para as aulas que dou. No sétimo dia comemorei a vitória à noite! Estava muito feliz e contente com a missão cumprida! Fui em um show lindo com amigas e fomos todas jantar depois! A felicidade ao mastigar foi intensa e a gratidão pelo alimento também!

 Claro que emagreci um pouquinho e que a digestão e eliminação foram perfeitas durantes esses dias, mas isso foram brindes, pois o melhor foi perceber a relação que tenho com comida e como posso sim domar minha mente e não sucumbir às tentações! Uma das maiores lições que aprendi foi a da compaixão: hoje entendo totalmente alguém que rouba para comer ou colocar comida na mesa da família. Quando estamos famintos o cérebro não funciona no seu estado normal de consciência, a ansiedade aumenta drasticamente, assim como o cansaço, e você é capaz de qualquer coisa para cessar a angústia mental e física que tomam conta de você… É o seu instinto básico funcionando e ele não parece estar unido à razão.

Percebi também que me conectei muito mais com as pessoas! No fundo, eu uso a comida como solução para evitar conflitos, mascarar solidão ou timidez. A comida funciona como ferramenta reconfortante, que me nutre emocionalmente e faz com que eu não precise arriscar falar aquilo que quero (mas que pode ofender ou parecer estranho) ou então faz com que eu não ligue para aquela amiga que adoro (mas que pode estar ocupada para falar comigo e não quero atrapalhar) e por aí vai… Sem minha “chupeta” em forma de comidinhas eu me senti segura e com coragem para me comunicar e conectar com mais facilidade e honestidade! Comida te limita! Grande insight!

 Consegui me comunicar melhor também com minha mente e fazer com que ela entenda que não preciso comer loucamente só porque a fartura é grande, ou apelar para o sorvete quando a ansiedade bate, nem comprar um delicioso brownie quando não tenho nada para fazer na sexta à noite. Apesar de todas as limitações e dificuldades, segui íntegra, consciente e feliz e provei para mim mesma que não sou escrava da comida e ela não é solução para nada. Isso significa que nunca mais vou me entregar à gula ou comer além do necessário? Provavelmente não, pois não sou Buddha nem Santa! Mas significa que hoje tenho muito mais consciência da função da comida na minha vida e como eu posso usá-la como aliada, e não como muleta, medicina ou entorpecente!

 E você? Qual é a sua relação com a comida e, o mais importante ainda: essa relação está te trazendo benefícios??

 Como disse antes, se resolver jejuar seja consciente e nada de extremismos! Tenha sempre a ajuda de um profissional e, acima de tudo, respeite seu corpo e seu coração! Beijo no coração e Namastê!

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