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No Baile da Vida

19 set

Eu sei, eu sei. Estou sumida… Peço desculpas. A vida tem me carregado na sua melodia única, que tem sido bem agitada ultimamente. Mas aqui estou, com o coração apertado de saudade desse blog. Tenho tantas idéias, inspirações, mas a “realidade” ou a “rotina doida” corta meus pensamentos pela metade e não consigo concluir meus planos literários. No entanto, hoje me dei uma folguinha para dedicar tempo a você querido leitor (a)!

Como você tem passado?  O que tem feito? Como tem se sentido? O que tem sonhado ou aprendido? Estamos em um momento tão único… Não, não acho que o mundo acaba em dezembro, mas te garanto que as mudanças planetárias estão acontecendo em velocidade máxima. Vejo isso na minha vida e na vida de amigos e queridos. Você tem sentido também?  Você tem enfrentado alguma dificuldade que parece nunca largar do seu pé?  Você tem lidado com algo que vem te incomodando há tempos e você não entende por que não consegue resolver? Se você respondeu sim para uma dessas perguntas, ótimo! É hora de fazer a faxina no armário da alma e jogar fora aquilo que não te serve mais.

Eu tenho enfrentado vários desafios. Voltei para a terapia e tenho encarado meus medos e fantasmas como há muito tempo não fazia. Estou desenterrando defuntos pra poder cremar e deixar as cinzas irem embora e nunca mais me limitarem. Estou jogando na minha cara minhas fraquezas, desculpas, inseguranças, erros, pra fazer delas meus guias de cura. Curar o quê? Alma e mente meus caros! Agradeça cada problema que aparece na sua vida, pois  ele é seu passaporte para o crescimento espiritual e psicológico. Agradeça cada pessoa que te irrita, magoa, desanima, pois ela é um espelho do que existe dentro de você e precisa ser resolvido. No início do ano, 2012 chegou e gritou aos quatro cantos: “Não tem escapatória cambada, é hora de mudar”!!!

E com a mudança vem a beleza de saber que somos todos estudantes curiosos da mágica da vida. O importante agora é encontrar as suas armas para lidar com os desafios. Entre as minhas está a dança. Isso mesmo, a dança! Deixei a yoga (ou asanas, a parte física da yoga) um pouco de lado para mergulhar no mistério da dança livre, aquela sem coreografia ou sem necessidade de ser bonita. Ela pode parecer desajeitada, errada, engraçada, encabulada, ou ser agressiva, energética, sensual, emocionada. A dança muitas vezes é uma prece e eu tenho feito da minha dança um ritual de gratidão e de entrega. A dança me faz transcender. Aqui nos Estados Unidos, aulas e eventos que usam a dança como veículo terapêutico e de transformação têm se multiplicado. São homens e mulheres, de todas as idades, deixando o corpo falar. E é uma das coisas mais lindas de se ver. Em uma palavra: LIBERDADE!

E nela, na dança, deixo de ser meu ego, deixo de ser minha mente, me entrego ao processo. Meu corpo é inteligente o bastante pra mover-se sem comando. Meu corpo segue meu coração e o resultado é o encontro com o vazio. É como se a mente hibernasse por algumas horas. É o meditar dançante. Ou a dança meditativa. É o se deixar levar. É o entregar e confiar. Tenho me amado mais quando danço.  Tenho descoberto um pouco mais sobre quem sou ao final de cada ritual. Tenho tido uma conversa diferente com Deus cada vez que a música começa a tocar e entrego meu corpo a uma espécie de catarse da alma. Dançando me sinto genuína, inteira, íntegra. Me sinto corajosa, guerreira, selvagem. Me sinto pura e quieta. Me sinto em paz!

E você? Quer dançar comigo? Beijo dançante e Namastê!

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Open letter

27 maio

Faz três semanas que comecei a estagiar em uma clínica para pessoas que são diagnosticadas com dois problemas mentais (sofrem de dois problemas ao mesmo tempo): vício (drogas, bebida, remédios, etc) e outro problema mental, como depressão profunda, bipolaridade ou esquizofrenia. O texto abaixo é o que eu gostaria de ler para cada uma delas. E gostaria que o coração delas realmente entendesse o que ele significa. Ao mesmo tempo, penso que ele serve para todos nós, pois todos temos pequenos ou grandes vícios (dos quais dependemos ou perseguimos para alcançar a tal felicidade) e pequenos ou grandes desafios mentais. A cada dia que passa, no meu estágio, sou mais grata pela vida que tenho, e sou tocada pelas histórias de cada um dos clientes que lá dividem suas histórias comigo. No fundo, somos todos peregrinos em busca do nosso verdadeiro eu. Que a verdade seja nosso guia nessa procura…

As long as you identify yourself as an addict, you will keep relapsing, for your mind will keep telling you that, since you are an addict, you must keep using your drug of choice to survive.

The development of a new identification or concept about yourself is paramount, in order to be able to create a new reality where your self-identification will not need to consume any drug or own anything outside yourself to be!

You have many options of new self-definition:

I am a soul in recovery

I am a soul in reconstruction

I am a pilgrim in search of my real self

I am walking towards my true personality

I am a heart listener

Those or any other self-concept has to be created by you so that you don’t rely on your previous tendencies to know that you exist… In order to feel part of this reality, in order to release the pressure in your chest and to silent the many voices in your mind.

Once the old identification is destroyed, space is created to born a new existence, a new perception of yourself, one that you can mold and color anyway you want to and that gives you freedom to be your true self.

There is no space for freedom in the realm of society-identification, pre-concepts or the past.

Truth comes from the soul, from the full expression of one that is a newborn every morning… One that rises from the shadows of the night to the brightness of the Sun.

One that opens his wings and has no fear to fly unknown territories, to meet unknown individuals, to build an innovative life.

Such flight is the one each of you must take. Believe in your power. Trust the sky. Open your wings and free yourself.

Beijo no coração e Namastê

I am what I am

12 nov

Dá pra não gostar desse negão?

Quando eu criei meu primeiro blog, quase uma década atrás, eu não me preocupava nem um pouco com o que escrevia nele. Escrevia para mim mesma, uma espécie de diário virtual tosco, narrando minhas aventuras e desventuras amorosas ( do que mais a gente vai falar com 20 e poucos anos?). Eu também não precisava me preocupar porque não tinha audiência. O auge de visitação do Louco Cotidiano foi de 18 pessoas no mesmo dia. Ou seja, why worry?

Porém, contudo, todavia, muitas coisas mudaram. Agora eu divido esse espaço com minha digníssima amiga Lívia. Não estou mais escrevendo só para mim mesma. A audiência existe em número razoável ( já chegamos a ter 254 hits num dia) e boa parte dessas pessoas chegam até aqui sem sequer me conhecer. Entretanto, para ser sincera, tenho mais medo da reação das pessoas que sabem quem eu sou. Minha sogra, a melhor amiga da minha mãe, a menina que estudou comigo a vida inteira mas que nunca soube nada de mim, o ex que descobriu isso aqui não sei como, colegas de trabalho, meu futuro chefe, minha ex chefe.

Bate uma crisezinha do tipo: meu Deus, eu tenho a boca muito suja, as pessoas vão se escandalizar. Ou então: eu devo escrever coisas mais cult, só escrevo coisas ridículas. O que será que Fulano vai gostar de ler? Não posso errar nenhuma vírgula senão não arrumo mais emprego.

Pára, Fabiana!

Não deixe o ego agir, diria Lívia. Escrever não tem nada a ver com se preocupar com o que os outros vão achar. A graça está justamente em ser livre e escrever para mim mesma. E se alguém gostar no meio do caminho, eba!

Portanto, aviso aos navegantes:  Estou deixando totalmente de lado as pretensões literárias e culturais.  Esse aqui é meu (nosso) espaço de ser livre. De fazer o que mais gosto na vida sem ligar para o julgamento alheio. Are you ready for the ride?

E para não perder o costume, hoje é dia de Sexta Musical ( nossa ficou péssimo esse nome). O videoclipe escolhido é do Seu Jorge. Meu cd ( Cru) já está até riscado de tanto que ouvir essa música( Tive Razão, minha favorita), mas nunca tinha visto o clipe, que é uma gracinha. Eu sou mega fã do Seu Jorge. Acho ele bárbaro, talentoso, multimídia e gato com força.

Ai, vou contar uma coisa. ( Meu marido tendo um mini ataque do coração em 3, 2, 1). Na minha lua-de-mel encontrei-0 no aeroporto. Estava lá, tranquilamente recém-casada, quando sinto uma presença conhecida passar por mim. Não pensei duas vezes e saí correndo atrás ( eu sou deslumbradinha com artista, confesso, mas não no naipe de sair correndo pra pedir autógrafo, portanto foi um choque até pra mim essa reação). Quando o alcancei percebi que não tinha o que dizer e perguntei sem raciocinar:

– Seu Jorge?

–  Sou eu ( naquele vozeirão, é importante destacar)

– Posso tirar uma foto com você ?

Estou lá toda tiete e sem noção, abraçando o cara, pronta para fazer o papelão do ano sozinha, quando vejo meu marido esbaforido chegando correndo.  Em dois segundos ele estava do lado na foto. Haha. Comentário dele:

– Nem casamos direito e minha mulher já está correndo atrás de um negão, é mole? 

* Eu cheguei a colocar a foto que registra esse momento vexatório. Mas deu muita vergonha. Sorry.

Enjoy the music e bom fim de semana prolongado!

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