Tag Archives: manu chao

Diga-me o que ouves e te direi quem és

4 nov

Taí a cena que me inspirou

Eu ando numa pegada Nick Hornby de fazer listas. Na verdade eu sempre gostei, sou meio adolescente. Daí, estava aqui pensando no meu próximo post e resolvi criar a lista das 15 músicas mais importantes da minha vida. É uma salada, uma mistura de gêneros, estilos, bandas e cantores. Foi bastante divertido relembrar disso aqui. E você? Quais são as músicas da sua vida?

 1.Garota de Ipanema – Tom Jobim

Essa música é meio hors-concours, mas no meu caso tem uma historia bonitinha. No meu aniversário de 9 anos rolou um karaokê. E eu e meu irmão resolvemos cantar essa música num dueto. Passamos uns dias decorando a letra. Ainda cantamos juntos mais algumas vezes, naqueles momentos “mãe exibe filhos talentosos”. Mas já faz tempo demais. Meu irmão tem uma voz linda e continua cantando nos karaokês da vida. Eu sonho em ser a Beyonceé, mas acho que vai ter que ficar pra próxima encarnação, já que nessa não tenho a voz nem a bunda.

2.Cryin – Aerosmith

Na verdade foi o clipe dessa música que marcou minha vida. Aliás, eu adorava os clipes do Aerosmith no álbum Get a Grip. A protagonista era a Alicia Silverstone e o carinha que aparece com ela é simplesmente o Sawyer de Lost ( acabei de descobrir). No clipe, Alicia Silverstone coloca um piercing no umbigo! Foi assim que descobri a existência do acessório e fiquei com ideia fixa por uns dois anos, até morar nos States e finalmente colocar o meu, aos 16. Naquela época, fazer um piercing no umbigo era símbolo de rebeldia e não acessório de dançarina de pagode. Detalhe, só tirei o meu – a contragosto- grávida.

3.Pais e Filhos – Legião Urbana

Como boa adolescente da minha geração eu fui fanática por Legião. Gosto até hoje. (mesmo quando dizem que pra tocar Legião só precisa saber três batidas, ok who cares?). Escolhi essa porque ela realmente foi decisiva. Digamos que o refrão “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã” me ajudou a decidir que era a hora de perder a virgindade. Haha, a adolescência!!

4.Redemption Song – Bob Marley

Eu fui uma adolescente bem típica viu? E obviamente gostava do Bob Marley e de tudo que ele pregava. Gostava tanto que foi essa música que escolhi pra ser a trilha musical do momento citado acima.

5.Basket Case – Green Day

Quando fiz intercâmbio nos Estados Unidos, eu virei grunge. Sempre fui meio maloqueira, mas lá eu me encontrei, afinal estava a 30 minutos de Seattle. Queria pintar o cabelo de verde (pintei de um louro meio alaranjado, lindo), usava camiseta de banda, camisa xadrez e tênis de skatista. Foi nessa época que comecei a curtir mais rock’n’roll. Eu ouvia Stone Temple Pilots, Nirvana, Green Day, Pearl Jam, The Doors, Red Hot Chilli Peppers. Mas Basket Case era meu hino, a música que eu ouvia todo dia no meu walkman amarelo! Primeira música que aprendi a cantar em inglês e entender o significado todinho.

6. 1979 – Smashing Pumpkins

Quando voltei do intercâmbio eu e minhas amigas nos apaixonamos pelo Cd Mellon Collie and the Infinite Sadness do Smashing. Aprendi a dirigir com ele tocando e essa música me lembra muito disso.

7.Creep – Radiohead

“I’m a creep. I’m a weirdo. What the hell am I doing here?” Quer frase melhor para uma pessoa de 18 anos que está tentando se achar no mundo? Horas e horas de quarto escuro e Radiohead no mais alto volume.

8.Another Lonely day – Ben Harper

O namorado de uma grande amiga ( que acabou se tornando pai da filha dela) será sempre lembrado por mim como o cara que me apresentou o som mais bacana da minha vida. Ben Harper.  Essa música aí era a trilha certa para fim de namoro, eu vivia terminando com meu namorado da época.

9.Friends of The Ocean –  Butch Helemano/ Ka’ Au Crater Boys

Não sei quem foi que surgiu com esse CD na turma, mas o reggae havaiano virou febre. Nos anos que morei em São Paulo, íamos para Maresias quase todo final de semana. Uma amiga chegou a namorar o dono de uma pousada, caiçara. Ai que saudade que meu deu agora dessa época! Enfim, esse CD sempre tocava no carro de alguém quando estávamos lá. Hoje tentei ouvir novamente e confesso que achei bem ruinzinho, mas naquele tempo eu adorava e me deixava muito feliz.

10.Bette Davis Eyes – Gwyneth Paltrow

Eu amei o filme Duets. Até hoje, foi o único que comprei o CD da trilha sonora. Adoro do começo ao fim. Mas essa música em especial, cantada pela Gwyneth Paltrow, eu acho a coisa mais sexy do mundo. 

11.D’yer Mak’er – Led Zeppelin

Sabe aquele CD que você mais ama na sua vida? Era o meu Tribute to Led Zeppelin. Como eu curtia aquele cd. Adivinhem o que aconteceu? Perdi, me roubaram, sei lá. Tenho ódio até hoje quando lembro. Essa música, na versão da Sheryl Crowe é muito massa. Me transporta no tempo, para uma fase da faculdade e das minhas viagens pelas praias do Brasil com minhas amigas.

12.Clandestino – Manu Chao

O cd do Manu Chao caiu na minha mão um pouco antes de eu embarcar pra Europa, onde fiquei por três meses. Virou a trilha sonora da minha viagem, especialmente porque tem várias músicas em castelhano e o objetivo final da minha trip era aperfeiçoar o espanhol.

13.My Friend – Groove Armada

Dos três anos de vida clubber ( em que fui, inclusive, assessora e booker de DJ famosinho), essa foi a única música que restou. Eu não me envergonho de ter ido em raves e ouvido psy trance – quer dizer, me envergonho um pouquinho sim. Mas prefiro lembrar quando me interessei por outras vertentes do eletrônico e comecei a entender um pouquinho mais sobre esse tipo de música. Hoje tenho preguiça master plus de eletrônico, mas se meu marido topasse eu iria fácil em outra Skol Beats. Adoro mega eventos.

14.Better Together – Jack Jonhson

Adoro as baladinhas surf music. E essa foi a música escolhida para a saída da cerimônia do meu casamento. A letra é muito bonitinha. Ficou bem fofo e a nossa cara.

15.You’re my sunshine – Jimmy Cliff

As mães sempre escolhem uma canção para ninar e acalmar seus bebês. Eu escolhi essa daí. Porque a letra é a perfeita tradução do que meu filho é para mim. “You make me happy when skies are grey”, canto toda noite antes dele dormir.

Anúncios

La Despedida

16 ago

Não sou boa em decretar o fim de coisas. E também não sou muito chegada em despedidas. Dramática e exagerada como boa sagitariana, sofro, choro, fico triste. Penso que vou sentir falta de tudo, de cada pequeno detalhe.  Tenho fobia da expressão nunca mais.  Prefiro substituí-la sempre que possível pela expressão por enquanto.

A tal arte do desapego,  tão em voga desde que os ensinamentos do Dalai Lama caíram no gosto de Hollywood e do mundo ocidental, me pareceu sempre muito difícil de aplicar. Acho lindo na teoria, mas impraticável em determinados momentos. Pelo menos para mim. E quando falo de apego, é no sentido sentimental mesmo, não no material. Sou  extremamente apegada às coisas que me despertam amor.

Estou de mudança novamente. Dessa vez uma mudança não só geográfica, mas de vida. É um processo muito mais interno do que externo, difícil de explicar. Então peguei emprestado esse espaço “público” para me despedir.  Estou dando adeus a uma versão   “dark and twisty” de mim,  à minha cidade que embora não seja natal, é como se fosse, ao convívio diário com meus pais e minhas amigas de infância, ao sonho de tocar a empresa da família, à nossa linda e espaçosa casa tão pertinho da natureza e à pessoas que foram essenciais nessa jornada espinhosa!

Eu sei que estou fazendo a coisa certa e pensar em  TODAS as coisas que vou ganhar me deixa bem feliz. Mas como cada escolha é sinônimo de uma renúncia, estou triste pelo que terei de renunciar. Eu sinto que as pessoas em geral não nos permitem (nem se permitem) sentir tristeza. Como se fosse alguma doença contagiosa da qual devemos fugir que nem diabo foge da cruz! Será tão errado assim lamentar o fim?

Para mim, viver a tristeza dá sabor especial à felicidade quando ela vem. Como se depois de experimentar o ruim, o bom ficasse ainda melhor.  Faz a gente dar valor, mais valor pelo menos.  Mas quem sou eu para dar conselhos a alguém?

Para acompanhar o clima melodramático, lembrei dessa  canção do músico francês Manu Chao, La Despedida, que tem um título bem apropriado, além disso a letra é linda, umas das mais belas canções de amor! Enjoy! 

Tchau Rio Preto!

Oi Ribeirão!

%d blogueiros gostam disto: