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Retorno ao Brasil e Silêncio

8 nov

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Olá queridos (as) leitores!!! Saudade grande de vocês! Como muitos já devem saber, voltei a morar no Brasil! Após 6 anos me aperfeiçoando nas questões mais importantes da vida – autoconhecimento, aprender nosso propósito de estar aqui e aprender a usar esse propósito para servir e ajudar o Mundo – o coração e o destino me ofereceram sinais claros de que era hora de voltar! E cá estou! Feliz e contente. Me sentindo literalmente em casa. Com a alma ainda se ajustando (pois tudo é um processo), mas  muito certa da decisão do retorno e das missões que tenho pela frente (e algumas que já estou realizando!!).

Entre as atividades mais importantes que realizei ao retornar está um retiro de silêncio, yoga e meditação do qual participei em outubro em um local muito especial e com um facilitador também especial! Quem me segue faz tempo já acompanhou minhas peripécias no retiro de silêncio de 10 dias que realizei em 2011 na Georgia, nos EUA (para quem quiser conferir, os posts começam em agosto de 2011 se não me engano… eles foram um sucesso by the way!!). Retornei ao silêncio pela terceira vez com intenções e experiências bem diferentes, mas não menos ricas e engrandecedoras!

Desta vez meu relato foi publicado no site Nowmastê – um website dedicado totalmente ao autoconhecimento por meio de várias vertentes, como a yoga e a psicologia. Vale a pena conferir o site: http://www.nowmaste.com.br e seguirei escrevendo por lá como colaboradora! Aproveito para deixar o link para o meu texto, que vale muito ler como forma de inspiração e pelas dicas no final!

http://www.nowmaste.com.br/11/05/o-silencio-e-o-reencontro-com-a-alma-por-livia-stabile/

E tem muito mais por vir! Muitas novidades que estou formatando para disseminar ferramentas poderosas de transformação! Por hora deixo aqui o meu abraço apertado e o meu tradicional beijo no coração! Sigo extremamente grata por todo o carinho que tenho recebido de todos! A vida e as pessoas têm sido muito maravilhosas comigo! Então, boa leitura, beijo no coração e Namastê!

Vídeo

Eclipse lunar, Cruz Cardinal e como isso tudo afeta você!

15 abr

Olá leitores queridos! Segue mais um vídeo sobre esse momento super importante que estamos passando! Só para explicar melhor, no final do vídeo eu falo um pouquinho sobre o curso de meditação online que estou oferecendo para pessoas no Brasil. Se tiver interesse, meu e-mail é o livia.yoga@gmail.com. Pronto, chega de “momento-marketing”!! Espero que goste do vídeo! Deixe seu comentário sobre seus desafios ou o que quiser dividir com a gente! Beijo no coração e Namastê!!

As seis lições da doença e o poder da autocura

26 fev

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Somos todos curandeiros (as)! Incluindo você caro leitor (a). A palavra curandeiro, em geral, tem uma conotação negativa do Brasil. Acreditamos que somente alguém com um diploma e muitos anos de estudos tradicionais pode curar alguém (e olha que sou filha de dois médicos e os admiro mais do que tudo nessa vida…). Felizmente, as terapias holísticas e alternativas vem provando, por meio de pesquisas científicas, o poder e a eficácia de modalidades como reiki, florais, passes, yoga, alimentação natural, meditação, oração, etc… Vou além e afirmo que você tem a capacidade de autocura e de ser um veículo de cura para alguém que necessite.

Assisti um vídeo fantástico da China mostrando “médicos médiuns” fazendo um tumor maligno desaparecer em uma senhora somente com o poder da mente deles. Um ultra-som mostrou o tumor diminuindo até desaparecer conforme eles sintonizavam-se com o corpo da paciente e simplesmente enviavam pensamentos e energias de que o corpo dela estava curado, forte, e não continha nenhum tumor. Eu pessoalmente conheço uma pessoa que só curou leucemia após usar alimentação natural (principalmente sucos de espinafre e cenoura), meditação e pranayamas (exercícios respiratórios) que foram passados para ela por meio de um amigo que recebeu as instruções do guru dela (que morreu faz 3 anos) via meditação e sonhos. Hoje ela está curadinha, apesar de os médicos afirmarem que ela só teria mais 6 meses de vida…

A energia, o movimento corporal e a alimentação são fatores primordiais para se manter saudável e para a cura natural. No fim, tudo se resume a energia. O que você “carrega” nos seus pensamentos são energias, porque ativam seu cérebro, seus hormônios e neurotransmissores (afetando seu corpo e estado mental). O que você come é energia (literalmente, a comida vira energia no corpo e te mantém vivo – logo, você é o que come – muito cuidado!!). Mover o corpo é mover a energia dentro de você, que geralmente fica estagnada (gerando doenças) caso não seja ativada por meio de exercícios. Esse é o recado bem simplificado de como manter-se saudável!

A seguir enumero exemplos de aprendizados que pessoas que se curaram (por auto-cura ou até mesmo medicina tradicional) geralmente experienciam:

1)      A Fé na capacidade de cura. Fé inabalável – daquela que mesmo quando a mente começa a temer o futuro, você respira fundo e mantém no seu coração (que sabe bem mais do que a mente) a crença de que está curado e saudável!

2)      A Busca por entender qual é a lição a ser aprendida com a doença. Toda doença física se inicia no campo energético/mental e tem algum recado para nos dar. As lições podem ser variadas, tais como perdoar alguém (ou nós mesmos),  passar a confiar na nossa capacidade e força, servir como exemplo, ajudar pessoas com o mesmo desafio, mudar o rumo de nossas vidas, praticar paciência, entrega, etc…

3)      A Entrega ao Divino. Não importa sua religião ou crença, geralmente as doenças abrem nossos corações para a crença e confiança em algo maior e nos entregamos a essa força divina.

4)      A Mudança na visão do mundo. Quem sofre de alguma condição física geralmente, no decorrer do processo de cura, passa a enxergar a vida de forma diferente, apreciar cada momento, abrir o coração para ser ajudado (a), entender que tudo tem seu tempo…

5)      A Mudança no estilo de vida. Outra característica é a mudança de rotina, carreira, alimentação, cuidado com o corpo, modo de ser relacionar… Não conheço ninguém que se curou e não fez mudanças radicais em algum aspecto de suas vidas…

6)      A Gratidão. Não tem jeito, quando estamos doentes entendemos como somos abençoados por um corpo pefeito que, em geral, é muito saudável. A gratidão em casos de doenças sérias vem em vários aspectos da vida e são um reconhecimento dos pequenos presentes que a vida nos oferece diariamente e que só quando a “realidade” sai dos trilhos conseguimos enxergar… Enxergar o quanto o caminho era florido e passamos a dar valor a cada flor, cada aroma, cada sorriso, cada pessoa em nossas vidas, cada carinho, cada pausa que entra no nosso dia.

Espero que lendo esse texto não esperemos por uma doença para aprender tudo isso. O processo de acordar para nossa essência divina, nosso poder de autocura, nosso verdadeiro eu, acontece de forma muito mais saborosa quando feito sem dor, sem sofrimento. Um terapeuta querido costumava me dizer que podemos aprender pelo amor ou pela dor. Também espero que, assim como eu tenho trabalhado para escolher cada vez mais aprender pelo amor, você faça o mesmo! Beijo no coração e Namastê queridos curandeiros!!

 

Vídeo

Como manifestar suas intenções em 2014!

1 jan

Feliz Ano Novo queridos leitores! Começamos 2014 com uma Lua Nova super especial que vai te apoiar na realização dos seus sonhos e desejos! Siga as dicas desse vídeo nos 3 próximos dias, que serão os dias mais poderosos dessa lua! Que nesse ano possamos elevar nossas consciências de forma coletiva para criar uma realidade mais amorosa, compassiva e feliz para todos nós! Beijo no coração, Namastê e força na lista de intenções!

Link

Conquistar é Viver

26 maio

 

Queridos Leitores,

Estou de volta com um vídeo sobre conquistas, batalhas, gratidão, etc! Peço desculpas pelos erros de português! Faço tanto esforço pra falar dignamente em inglês que tenho relaxado em manter um vocabulário bom na nossa língua maravilhosa! Mas o que vale mesmo é a mensagem, e essa está cheia de coisas boas pra vocês! Façam comentários e contem-me das suas conquistas. Beijo no coração e Namastê!

Vídeo

2013: doenças, desafios e força na peruca!

1 mar

Queridos Leitores, eu tardo mas não falho!! Vídeo novo contando minhas peripécias no mundo das doenças e da vida! Conte-me as suas também! Eu adoro receber comentários e penso que dividir é a melhor maneira de crescer e aprender! Beijo no coração, Feliz 2013 (atrasado!!) e Namastê!

Na frequência certa

18 dez

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Há tempos venho namorando a ideia de ir a um retiro, mas nunca tinha rolado a perfeita conjunção de fatores – tempo, dinheiro, oportunidade e companhia – para eu realizar esse desejo.  Talvez eu não estivesse pronta.  Então surgiu esse curso de meditação no Parque Visão Futuro, um lugar do qual eu já havia ouvido falar muito, e quatro amigas toparam ir.

Depois de nos perdermos absurdamente ( quatro mulheres,  dois GPS e 222 opiniões diferentes), chegamos ao parque ecológico. Já estava escuro e embora não pudéssemos enxergar quase nada, era possível sentir o cheiro do perfume das flores. Isso, perfume das flores. Eu não sei vocês, mas eu, sempre que imaginava cheiro de flores, pensava em cheiro de velório, coroa de flores, sei lá. Não era algo agradável. Fiquei encantada com essa nova sensação e é a primeira coisa que me vem a mente quando lembro do parque.

Iniciamos o dia seguinte com uma palestra sobre meditação. Com dados científicos e tal. Tem até um Departamento de Harvard estudando o assunto, vejam só. Provavelmente para apaziguar os ânimos dos mais céticos como eu. Nesse momento, meu senso crítico ainda estava afloradíssimo. Eu estava observando as pessoas e meio que zoando e colocando apelidos em  todo mundo, mentalmente.  A fundadora do Parque, Susan Andrews, que carinhosamente chamamos de monja ou Didi, é uma americana que após anos morando na Índia decidiu vir para o Brasil montar uma ecovilla e ensinar aos outros a procurar a felicidade dentro de si mesmos.  Eu não sou muito atenta para a energia das pessoas, mas a dessa mulher é algo impossível de se ficar imune. Ela irradia uma luz a quilômetros de distância. E repito: não sou do tipo que vê luz irradiando das pessoas. Mas só de olhar para ela, dá vontade de sorrir, abraçar. Agradecer. Uma hora ela pegou na minha mãe, e juro, era como se eu estivesse de mãos dadas com um anjo. Difícil descrever sem soar piegas ou deslumbrada.

Na hora da primeira meditação, senti muita dor nas costas, um calor insuportável e fui atacada por pernilongos. Mudei de lugar no meio do processo (imagine a cara das pessoas com a louca aqui levantando no meio do silêncio pra sentar num local mais fresco. Super zen, só que não).  Fiquei bem irritada com a situação e comigo mesma. Não consegui nem me concentrar o suficiente para repetir o mantra ou acalmar a minha respiração ( algo me diz que eu estava bufando). Só queria que acabasse logo e quando tocou o sino eu quase saí correndo pelas colinas.

Depois do almoço (vegetariano delicioso) fomos para uma sala no alto de uma colina, com uma vista maravilhosa, praticar yoga. Só que não era yoga, era um negócio meio mal explicado que nem vou saber definir aqui. Repetitivo, chato. Nada de ásanas.  Eu já estava começando a pensar que teria que mudar o meu objetivo do final de semana, não haveria grandes revelações ou descobertas, seria apenas um descanso num sítio com comida vegetariana e um monte de bicho grilo.

O próximo exercício foi caminhar, em total silêncio, até a mata e lá permanecer por uns quarenta minutos, com um papel e um caixa de giz de cera na mão.  Me esforcei para não pensar no ridículo da situação, achei um cantinho para sentar, e fiquei lá, esperando a tal revelação. Ainda passei bem uns cinco minutos brigando com um galho que insistia em bater na minha cabeça e espantando os bichos que pousavam na minha perna.  Até que encontrei uma posição agradável, controlei o ritmo da respiração, olhei para cima e vi, por uma brecha entre a copa das árvores, o céu azul e uns pássaros voando. Ouvi o canto deles e  finalmente: click! Desliguei meus julgamentos e me conectei com a natureza, com o meu propósito do final de semana e com Deus.

Continuamos em silêncio até a próxima meditação.  Que aconteceu ao pôr do sol, numa sala cheia de janelas, que davam para as árvores e o cair do sol. Consegui encontrar uma posição que não doía as costas,  fui acalmando e acho que pela primeira vez na vida consegui meditar calma e profundamente.

Eu gostaria de relatar tudo que aconteceu depois ( na verdade eu o fiz, mas o texto ficou longo, chato e meio nonsense). Entretanto,  nada que eu escreva vai sequer passar perto do que realmente experimentei.  Depois de mais de uma década de busca espiritual, eu finalmente encontrei o meu canal de conexão com Deus. É como se eu estivesse há anos tentando sintonizar uma rádio, e ás vezes conseguisse, mas sempre pegando mal, com estática. E finalmente  descobrisse a frequência exata! Hahahaha, analogia péssima, mas foi o melhor que consegui.

Voltei para casa renovada, grata e feliz. E recomendo a experiência com força!

Para quem quiser conhecer mais sobre o Parque e a Susan entrem no site: www.visaofuturo.org.br

P.S. Quem diria que eu estaria escrevendo um post ~sério~ sobre meditação ein?

Tocando em frente

10 jun

Quando somos sensíveis a vida, ela nos mostra pequenos milagres diariamente. Entretanto, todos nós temos grandes momentos de transformação que são responsáveis pelos principais traços da nossa personalidade. Eu conto alguns dos meus abaixo, no primeiro post-lista que escrevo (Fabi é a escritora oficial de listas do blog!). Fique à vontade para contar os seus também!!

1)      Sair de casa. Aos 17 anos eu me mudei para Campinas, não tinha mais como escapar: era hora de deixar o conforto do ninho! Lembro-me perfeitamente que no primeiro dia na nova vida eu chorei ininterruptamente por mais de duas horas. Foi como parir um novo eu. Chorei o medo, chorei o passado, chorei o namorado que ficou, chorei o fim das mordomias de casa e o carinho materno, chorei o que não sabia, chorei quem era e chorei quem viria a ser. Não existe nada mais transformador do que abrir mão da sua segurança e abrir as asas para o desconhecido. Nunca mais chorei como naquele dia. Do choro renasci para uma nova Lívia.

2)      O dia em que meu tio morreu. Pela primeira vez vi meu pai chorando, vulnerável, entregue a dor. Pela primeira vez vi o luto nos olhos dos meu irmão e senti a indignação dele pela vida ter nos tirado alguém tão especial. Senti junto. A dor nos transforma em um só. Pela primeira vez me arrependi verdadeiramente: durante a doença do meu tio eu me afastei… não sabia muito bem como administrar o que estava acontecendo. Difícil administrar a morte de quem amamos. Me arrependi por muitos anos. Hoje sei que a distância foi o que de melhor eu consegui “fazer” naquele momento. Ele foi um transformador de vidas, meu tio… Sua morte me mostrou o quanto é importante comunicar o que sentimos e dividir nossas vidas e momentos com quem amamos.

3)      O dia em que minhas palavras geraram justiça. Na minha aventureira vida de jornalista tive a oportunidade de escrever matérias de denúncia, com algumas delas, graças a Deus, resultando em processos criminais e justiça para as vítimas. Na primeira delas, denunciei uma creche muito pobre onde o dono, um ex-militar, colocava crianças em quartos escuros com seu cachorro pastor alemão dentro ou fazia outras tantas torturas horríveis, “para gerar disciplina” entre os pequenos… No dia em que ele foi setenciado a pagar indenização aos pais das crianças vitimadas e escutei de uma das mães “Muito obrigada, nunca pensei que justiça fosse possível pra gente pobre”, entendi porque eu estava viva e o que realmente me fazia feliz. Não existe nada mais realizador do que ajudar e trazer de volta a fé e a coragem das pessoas.

4)      O meu divórcio. Entre as coisas que tenho mais gratidão  está o meu casamento. O amor que senti pelo meu ex-marido me mostrou o quanto sou capaz de amar e hoje entendo que posso expandir esse amor não só para relacionamentos amorosos, mas também para toda a humanidade. Ao mesmo tempo, meu divórcio (ou melhor dizendo, meu casamento) me mostrou minha sombra, meus aspectos negativos, aquela versão negra que sempre tentamos esconder. Como esposa, nos meus momentos dark side, fui infantil, ciumenta, medrosa, fraca, submissa, histérica (como diria Freud)… Ainda tenho tudo isso dentro de mim, mas hoje aceito minhas loucuras e lido com elas de forma bem mais positiva. Negar nossa sombra é negar nosso eu. Deixar nossa sombra nos controlar é negar nossa alma. Culpar o outro pela nossa sombra é viver com os olhos e o coração vedados.  Relacionamentos são obras do destino para nos mostrar onde ainda temos de melhorar. Ao me divorciar me permiti ser quem realmente queria ser. Me permiti explorar a vida sem tanto julgamento, preconceito, rigidez. Deixei a luz entrar. Descobri minha vida espiritual durante o processo e isso foi fundamental para ser quem sou hoje. Ao meu casamento, ex-marido e ao meu divórcio sou grata.

5)      O dia em que decidi deixar o Brasil. A vida ia bem. Emprego, namorado, salário estável. Mas meu coração pedia mais. Nunca esquecerei. Eu estava deitada na minha cama, falando com meu irmão ao telefone, quando ele me convidou para ir morar com ele por um tempo. Ele não sabe, mas foi como se Deus falasse comigo por meio dele. Meu corpo todo se arrepiou. Naquele momento eu sabia que não tinha volta. Um mês e meio depois fechei minha vida no Brasil. Tudo fluiu de maneira fácil. Uma amiga-irmã me disse antes de partir “É um novo país, uma nova terra. Lá você pode ser quem você quiser. Nunca se esqueça disso”. Eu não esqueci. Ser quem eu realmente quero ser é meu trabalho diário. Me desapegar das normas e regras impostas por uma sociedade doente e vazia estão no meu cardápio constantemente. Sempre busco escolher a liberdade. Mesmo que me doa. Mesmo que o medo venha junto. Mesmo que as vezes não funcione! Sempre vale a pena, pois ela, a liberdade de ser minha verdade, ela é minha!

6)      O dia em que aprendi a meditar. Pode parecer cena de filme, ou loucurinhas de Lívia, mas no dia em que recebi meu mantra no primeiro workshop de meditação do Chopra Center, em fevereiro de 2009, foi como se tudo o que vivi até aquele momento estivesse me preparando para aquela experiência. Entrei na sala esfumaçada de incenso. O cheiro era inebriante. Éramos só eu e a instrutora. Ela cantava docemente um mantra longo, parte da cerimônia de entrega do meu mantra pessoal. Meus olhos estavam fechados. Vi claramente a cena do meu nascimento. Vi a sala do hospital São Paulo. Senti quem eu era e o que pensava. Eu não queria nascer… eu estava cansada dessa vida mundana. “Outra encarnação não vai gente…”, reclamei algo do tipo… Me sentia cansada da vida na Terra, da loucura desvairada que criamos pra/na humanidade. Não teve jeito. Já estava do lado de fora, chorando. Entendi, naquele dia, naquele fevereiro, ao meditar em meio ao fumacê e sentindo cada célula do meu corpo vibrando, que minha missão aqui ainda é longa, e bela, é rica. Me reencontrei com minha alma. Voltando ao momento do parto, acariciei aquele criança mal-humorada (que segui sendo por muitos anos) e expliquei pra ela que tudo ia ficar bem. Que a vida seria cheia de aventuras, e dramas, e amores, e amigos, e poesia e luz. Mas acima de tudo, que tudo ia ficar bem. Meditar, pra mim, segue sendo esse ritual místico e mágico de recordar  diariamente que, quando vivemos alinhados com o espírito, tudo sempre acaba bem. E assim é!

E você? Quais foram os momentos que te transformaram profundamente? Beijo no coração e Namastê

2012 e Sua verdade

2 jan

Feliz 2012 querido leitor! Que esse ano, mais do que suposições de fim de mundo ou de ataque de extraterrestres, acorde dentro de vocês uma vontade doida de SER o seu MELHOR, e SER a sua VERDADE. Acho que eu falo isso sempre aqui né, mas não custa relembrar em janeiro! Eu fui minha verdade desde os primeiros minutos de 2012, pois na passagem do ano estava meditando com amigos queridos. Não bebi, não usei vestido justo e salto-alto, não tirei dezenas de fotos com taça de champanhe na mão, não vi os fogos, mas adoro ver fotos de pessoas que fizeram tudo isso (e não tenho qualquer julgamento negativo sobre!!) ! Cada um se diverte de sua forma e, como já dizia Pessoa (um fofo) “tudo vale a pena quando a alma não é pequena” !

Meditar era meu único desejo para a noite de 31 de janeiro… Meditar para criar um mundo melhor, para ajudar outros (e eu mesma) a desenvolver a consciência em prol da evolução, para acalmar o coração e a alma na ausência dos meus pais e dos amigos queridos do Brasil, para pedir perdão e me perdoar pelas minha falhas em 2011, para lavar a alma de alegria, amor, luz e paz, para acordar dentro de mim a coragem e energia para seguir lutando pelo o que acredito, para lembrar quem realmente sou e que, assim como você, sou espírito de luz e sou uma com o mundo todo!

Espero que você siga lendo minhas idéias maluquinhas e minhas aventuras não menos malucas em 2012. E que comente muito, reclame, elogie, discorde, dê idéias! Manifeste-se!! E agradeço desde já sua presença em 2011 e em 2012!! Que a verdade seja e esteja sempre com você! Beijo no coração e Namastê!

Amanhecer, aceitar e levitar

14 nov

PS: para entender essa imagem você tem de ler o texto!! Ahã!

Como muitos sabem, recentemente passei uma semana meditando e alguns dias “em silêncio”. A maioria dos meus leitores adoram seguir minhas aventuras meditativas, então, vou contar um pouquinho como foi, mas também vou dar um puxão de orelha em vocês no final! Mas por hora, let’s have fun! O workshop Seduction of Silence (Sedução do Silêncio ou Seduzido pelo Silêncio – que soa mais coerente) foi exatamente o que eu precisava, mas não o que eu queria. Essa é uma das minhas lições preferidas: aprender que expectativas sempre vão por água abaixo e o melhor vem mesmo quando descobrimos o porquê das coisas serem como são!

Meu plano era passar, ao menos, 4 ou 5 dias em total silêncio. Bem, lá chegando descobri que o silêncio seria por exatos 3 dias e meio e que, apesar de 50 pessoas estarem em silêncio, outros 250 participantes não estavam e ainda falavam como pobre na chuva durante toda a semana!! A infra-estrutura do evento não permite que você fique em completo silêncio, afinal, você tem de comprar comida e pessoas falam com você mesmo você tendo um crachá que diz claramente que você está em silêncio… Além disso, aulas de yoga, workshops com timbas, tambores, tamborins e instrumentos musicais super legais,  mantras e atividades envolvendo dança e muita música faziam parte da programação, tornando impossível um mergulho interno profundo!

Enfim, para somar à realidade do evento, a amiga que dividia o quarto comigo tinha acabado de descobrir que um parente muito próximo estava com câncer e a situação era bem delicada, logo, eu deixei bem claro que ela poderia conversar comigo sobre o que estava acontecendo a qualquer momento, pois ela ainda estava digerindo a informação e tentando ajudar a família com detalhes práticos, como cirurgias, quimio e radio, terapia, etc. Combinamos de quebrar o silêncio à noite, por 1 ou 2 horas, pra ela desabafar e dividir comigo seus pensamentos e apreensões. Em suma, caros amigos, o silêncio foi um Silêncio Organizações Tabajara Total!!!

No começo fiquei indignada com toda a situação (quem me conhece deve imaginar): meus planos subiram no telhado. Entretanto, muito rapidamente entendi (e ACEITEI) completamente o que eu estava fazendo ali, qual era a minha função ali! Função 1 – relaxar e me divertir, o que o workshop super “agarantche”. Função 2 – escutar e ajudar a minha amiga no que ela
precisava. Função 3 – aprender técnicas de meditação beeeem interessante e ver situações que, se eu não tivesse visto com os meus próprios olhos, não acreditaria que fossem verdade… Então fica a dica: sempre que você irritar-se com algo que não saiu como você planejava ou com algo inesperado em sua vida, pergunte-se: Qual é a lição que eu tenho que aprender com isso? Também pergunte-se: Como eu posso ajudar, ou servir, diante disso? Essas duas perguntas são mágicas e as respostas virão na hora certa!

Então eu curti demais! Dancei, pulei, abracei meus amigos, permiti viver intensamente o momento presente (já que Internet e telefone estavam off), me reconectei com a certeza de que o Universo sempre, sempre, sempre, me apóia, e, claro, meditei!!! Sobre a meditação, uma só palavra: LEVITAÇÃO! Isso mesmo! Eu vi meu professor levitando (Deepak Chopra, o professor que nos ensinou a técnica, está na foto acima. E, sim, ele era amigo do Michael Jackson)! Não a levitação imóvel que vemos em filmes ou desenhos, mas o corpo dele saindo do chão sem ele ter de mover um só músculo – era como se ele saltasse, mas as pernas dele estavam cruzadas em posição de lótus, o que impossibilita um pulo tão alto, mesmo que você seja mega forte. O segredo é alcançar altos níveis de consciência e transcender nossa idéia sobre corpo e espaço. Mas não empolgue muito! É possível levitar, mas carece muita meditação, técnica e muuuita prática! Sim, somos capazes de muuuuito mais do que imaginamos! Quem nos limita é nossa própria mente! Voltei pra casa com a alma lavada: com o que vi, vivi e me permiti, minha fé na nossa capacidade foi redobrada e meu coração se abriu mais ainda para o desconhecido e o inexplicável! Quem dúvida muito (do que é cientificamente inexplicável) é porque teme muito. Crer é para os corajosos e curiosos!

Agora, vem a bronca: Acordar para uma nova vida, ou para uma nova percepção de vida, ou um novo conceito de vida, depende apenas de uma coisa: um AMANHECER. Assim sendo, toda manhã é uma nova oportunidade de mudar absolutamente TUDO ao seu respeito ou à respeito da sua vida. É só querer. E não me venha com churumelas do tipo “é tão difícil…”, “eu não tenho tempo suficiente”… Reclamar não muda situação nenhuma minha gente! Adoro que vocês curtam ler minhas aventuras, mas eu também quero que vocês vivam as de vocês e me contem depois! Basta querer e usar a sua energia em direção ao seu objetivo. E só. Pode ser que sua mudança comece de maneira bem prática e física, por exemplo, um novo corte de cabelo, uma faxina no guarda-roupa, um workshop sobre como administrar seu tempo… Não importa! O que importa é: o que quer que você faça (e mova energia) com o alvo em melhorar quem você é, em se reinventar, e em melhorar sua qualidade de vida, trará muito mais benefício do que você poderia imaginar quando deu o primeiro passo! Levitando ou não! Então, vamos caminhar?

Beijo no coração e Namastê!

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