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Jewel, quem lembra dela?

4 fev

Nos anos 90 eu tinha um amigo querido que vivia gravando fitas K7 para mim. Eu colocava no tape do carro (da minha mãe) e saía dirigindo que nem louca, cantando alto. (Ok, eu ainda faço isso). Hoje achei uma dessas fitas na casa da minha mãe e ao colocar no tape da sala: surpresa. Jewel. Eu NUNCA mais tinha ouvido ou lembrado dela. E eu era completamente viciada nas duas músicas da minha fitinha ( Who Will save your soul e You were meant for me).

Deu uma saudade de tudo! Do carro da minha mãe (que bati 3 vezes, obrigada), das fitas gravadas, da época em que para gravar uma música era necessário esperar que a rádio  a tocasse (gravava com propaganda, locutor e tudo), saudade de dar carona para todas as amigas que coubessem no carro, de passar 200 vezes na frente da casa dos paqueras de cada uma, da sensação de liberdade que só uma garota de 18 anos que acabou de tirar carta pode ter. Delicia!

Já sei qual música vai direto para meu Ipod me salvar da Joss Stone.

Enjoy!

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Ideologia, eu quero uma pra viver

12 jul

Daniel Oliveira impecável no papel de Cazuza

Semana passada, mais precisamente no dia  sete de julho, fez vinte anos que Cazuza morreu. Essa data me despertou para duas coisas.  A primeira: estou ficando velha – hahaha. Eu era uma pré-adolescente e me lembro perfeitamente da matéria de capa da Veja na qual ele assumia ter AIDS. Era a primeira pessoa pública a falar sobre o assunto abertamente.  Lembro de me sentir terrivelmente triste e imensamente vidrada  naquele cara!

A capa fatídica, anunciando a doença

 A segunda: Ainda não houve outro compositor/ artista que se comparasse a Cazuza desde então ( Renato Russo não veio depois, mas junto, então não conta).  Suas letras e músicas são atemporais. Posso escutar  seus cds 800 mil vezes e dali uma semana ouvir de novo, sem me cansar.

Duas décadas, dois filmes ( Cazuza, O filme e Cazuza : sonho de uma noite no Leblon),  um episódio de Por Toda Minha Vida e alguns livros depois ,  o interesse sobre a vida e obra desse poeta não se esgotam. Para mim, a melhor maneira de entender um pouco do Cazuza continua sendo por meio de suas letras.

Ele é símbolo de uma geração sem causa, que ia mudar o mundo, mas acabou assistindo a tudo em cima do muro, pagando a conta do analista pra não precisar saber quem é.

Uma geração que tem tédio de gente careta, babaca e covarde. Mas não deixa de pedir piedade para as pessoas de alma bem pequena que ficam remoendo seus pequenos problemas, querendo sempre aquilo que não têm. Porque a vida (louca) vida é breve.

Ninguém compreendeu e traduziu tão perfeitamente a alma de uma pessoa apaixonada como ele. Quem nunca inventou uma amor pra se distrair? Ou pensou que poderia até ficar sem respirar se alguém não te notasse, pois aquele era o amor da sua vida dali até a eternidade?

Precisa de trilha sonora pra se declarar pra alguém? Tem duas opções: Espontânea – “Quando um certo alguém, desperta o sentimento, é melhor não resistir e se entregar” ou bem romântica –  “Eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano”.

E diz aí, sendo bem sincero, você NUNCA ouviu essa música e lembrou de um (a) ex: 

“Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou…”

Enfim, tem Cazuza pra todo gosto e ocasião. Escolha o seu! Mas corre, porque o tempo não para. Não para!

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