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Os 15 programas de TV que marcaram minha vida

16 dez

O núcleo adolescente de Top Model

 

Lá vou eu com mais uma lista. Acho que com essa encerro a temporada deste ano. Sou tevemaníaca desde sempre e os programas televisivos marcaram e ainda marcam minha vida. Eu já sonhei em ser crítica de televisão, mas hoje me contento em ser apenas espectadora. Os programas serão citados porque de alguma maneira foram importantes na minha história  e não necessariamente por serem os melhores que já existiram. Deixo, por exemplo, Friends de fora. E é óbvio que Friends não poderia faltar numa citação das melhores séries de todos os tempos. Mas como disse, não são os melhores e sim os que mais me marcaram. Ah,tentei fazer por ordem cronológica mas não sou enciclopédia e não dá pra garantir que está certo, ok?

 Novela Roque Santeiro – TV Globo – 1985

É a primeira novela que me lembro de acompanhar fervorosamente. Viúva Porcina, Sinhozinho Malta, lobisomem. Precisa falar mais alguma coisa? E ainda lançaram um álbum de figurinhas com as personagens. Gente, era muiiiito massa. Eu e meu irmão completamos o álbum, lembro perfeitamente de cada foto (a do Ary Fontoura não era foto e sim desenho, eu encasquetei muito com isso).  Aliás, por onde será que ele anda ein ( o álbum e não o Ary )?

Armação Ilimitada – Tv Globo – 85 a 88

Eu diria que esse foi a melhor série da Globo até hoje. Insuperável. Era a alegria das minhas sextas-feiras, quando eu costumava dormir na minha vó. Quem nunca sonhou em ser a Zelda Scott, disputada por Juba e Lula? Aliás, moderninha a Globo mostrando um relacionamento aberto entre uma mulher e dois caras, nos anos 80 né? E pensar que hoje o Lula( André de Biase) virou um careca gordo da Malhação e o Juba ( Kadu Moliterno) bate em mulher. Decepção. Mas enfim, naquela época eles eram tudo. E o Bacana também era figura. O seriado era bem inovador, desde o texto à estrutura narrativa . Nascia aí minha paixão pelo Rio, cenário das aventuras. O canal VIVA bem que podia passar reprise né?

Top Model – TV Globo – 1989

O cabelo dos meus sonhos acabou meio se tornando realidade, acabei de perceber ( numa versão com luzes)

Uma novela cujos personagens do núcleo adolescente/infantil chamavam Jane Fonda, Ringo, Lennon, Olívia e Elvis tinha tudo para ser inesquecível. Acho que foi a primeira novela da Gabriela Duarte ( Olívia) e teve o Rodrigo Penna, que depois virou dj e dono da festa bacanuda Bailinho. A Malu Mader era a top model em questão e eu sonhava em ter uma cabelo igualzinho ao dela. Delícia de novela. A trilha sonora também era bacana, comprei uma fita K7 e fiquei arrasada porque esqueci na praia durante as férias.

Porta da Esperança – Programa Silvio Santos – SBT –

Gente, o que eu chorava nesse quadro era uma loucura. Não me agüentava de emoção quando abriam a porta e tinha lá a cadeira de rodas, as pernas mecânicas, o aparelho de audição ou coisa que o valha. E quando a porta ficava vazia então? Eu tinha vontade de matar o Silvio Santos. Puta maldade fazer isso com as pessoas né? Mas enfim, acho que ele inspirou o Caldeirão do Huck em muita coisa nesse quadro. O Silvio é figuraça e lembro de rir e chorar ao mesmo tempo com ele. Programa trash pra guardar na memória.

Minissérie Desejo – Tv Globo – 1990

Eu sempre gostei de ver histórias reais retratadas no cinema ou na televisão. A minissérie narra uma época da vida de Euclydes da Cunha, autor de Os Sertões. Enquanto ele estava lá nesses sertões, sua esposa apaixonou-se por um homem mais novo, Dilermando de Assis. Isso em 1905!!! O relacionamento tornou-se público e acabou matando o escritor e seu filho mais velho (ambos tentaram assassinar Dilermando, que por ser militar conseguiu se defender). Anna e Dilermando ficaram juntos por anos, mas acabaram se separando. É uma história de amor e tragédia daquelas e eu, romântica desde criancinha, achei o máximo. Na época comprei o livro e pesquisei bastante sobre os dois. Atualmente a minissérie está no ar no canal VIVA. Vera Fischer faz Anna ( morena e com lentes castanhas) e Dilermando é interpretado por Guilherme Fontes.

Minissérie Anos Rebeldes – Tv Globo – 1992

Com 13 anos eu achava que ia mudar o mundo e ver essa minissérie me ajudou a acreditar nisso. Ficava viajando que nasci na época errada e queria ter sido guerrilheira como a personagem da Cláudia Abreu ( que morre numa das cenas mais fortes da tevê brasileira). Não mudei o mundo- ainda-  mas ao menos participei ativamente do movimento dos cara-pintadas pedindo o impeachment do Collor. E olha, eu ia SOZINHA nas passeatas. O poder da ficção,ein?

Beavis and Butthead- MTV – 1994

Eu nunca fui chegada em cartoons, mas este eu ‘precisava’ assistir para me sentir incluída. O melhor amigo do meu namorado da época idolatrava e imitava direitinho a dupla mais boca-suja da tv. Acabei pegando gosto pela coisa e dei boas risadas com o humor negro e delinqüente deles. Era tão ridículo e grotesco que ficava engraçado. Deu saudade!

My so Called Life (tradução no Brasil -horrorosa: Minha vida de cão) – MTV americana – 1995

 

Eu já assistia algumas séries como Barrados no Baile, Anos Incríveis e Party of Five quando fui fazer intercâmbio nos EUA. Lá entrei de vez para o mundo dos seriados. Conheci My-so-called Life e foi meu primeiro vício. Me apaixonei perdidamente pela história de Ângela Chase ( Claire Daines). E claro, fiquei muito a fim do Jordan Catalano, meu primeiro amor televiso ( primeiro de muitos, haha). Seu intérprete, Jared Leto, hoje é vocalista da banda 30 seconds to Mars ( corrigido graças a ajuda de um internauta mais atento) e continua um gato de tirar o fôlego, mas não sei se é bom músico. A cena dele cantando I wanna be sedated é de cortar os pulsos. A série é incrível, mas durou apenas 19 episódios. A trilha sonora é genial, perfeitamente ambientada nos anos 90/grunge. Tenho os episódios baixados e de tempos em tempos revejo, vale a pena! Indico!

The Real World – MTV – 1995

 

Também vi quando fiz intercâmbio. Uma turma de diferentes nacionalidades e temperamentos se mudava para uma casa por uns três meses e eram filmados 24hs por dia. Parece familiar? Pois foi o primeiro reality show da história e era muito bacana. Altamente viciante como todo reality. E produção assinada pela MTV, coisa de primeira.

 Sex and the City – Multishow – 1998 a 2004

 

Muito antes de eu fazer trinta anos eu já me identificava com os dilemas das balzaquianas retratados na série. Desnecessário mencionar que o figurino matador da Sarah Jéssica Parker ( Carrie Bradshaw) me fez começar a gostar de moda ( até então uma calça jeans, uma blusinha e um tênis de skatista eram meu figurino). Cada mulher geralmente se via em uma das personagens e eu, como boa jornalista neurótica, me via na Carrie. Confesso que apliquei várias frases e pensamentos da série na vida real. Nem sempre deu certo, mas me diverti no caminho. (Um deles era assim, para esquecer alguém você precisa de metade do tempo que durou a relação. Exemplo: se namorou 3 meses, desencana em 1 mês e meio e por aí vai. Me apeguei a isso como um mantra, haha, que ridículo) Sou capaz de assistir um episódio por inúmeras vezes sem me cansar. I love it.

Casa dos Artistas – 2001 – SBT

A primeira edição da casa dos artistas, com o crazy Silvio Santos de host e elenco formado por Supla, Bárbara Paz, Patrícia Coelho, Alexandre Frota, Nany Gouveia é inesquecível. Viciei num grau ( ah vá) que fui para Fortaleza com meu irmão enquanto o programa estava no ar e voltava da praia todo dia à tarde para ver a meia-hora ao vivo. As votações malucas por telefone, as regras constantemente alteradas pelo Silvio e o casal fofo-maluquete Supla e Bárbara valiam cada segundo. A Globo deve até hoje se morder de inveja. Top! Tem uns vídeos no youtube pra quem estiver à toa…

Os Normais – TV Globo – 2001 a 2003

Os textos geniais de Alexandre Machado e Fernanda Young interpretados por Fernanda Torres e Luis Fernando só poderiam mesmo virar hit. Alegravam minhas sexta-feiras, teve dias que ri de doer a barriga. Era ótimo para ver com o namorado (marido). Passa até hoje ( reprise) no Multishow e sempre que consigo pegar um episódio faço questão de rever e rir mais um pouquinho

Lost- AXN/ Internet/ 2005 a 2010

Lost mudou completamente a minha relação com os seriados. Até então eu era uma espectadora, viciada algumas vezes, mas que aguardava o dia da exibição na televisão e nunca sequer tinha ouvido a palavra spoiler. A partir de Lost eu conheci sites sobre séries, aprendi a baixar da internet, descompactar legendas, entrar em fóruns de discussão e consegui assistir ao series finale ao vivo! Minha vida mudou! Virei nerd total. Apesar do final decepcionante, nada vai superar as emoções das três primeiras temporadas. É para ficar nos anais da História televisiva.

BBB – 2002 até hoje

Como boa tv junkie eu também assisto BBB, óbvio. Pay-per-view, site, a bagaça toda. Eu e meu marido costumamos dizer que é uma época do ano boa para economizar, porque a gente pára de sair pra ficar vendo Big Brother. Atualmente demoro mais para me apegar, resisto por vários dias, até não conseguir mais e me render. Além disso, o programa marcou minha vida por diversos motivos, mas não posso citar nenhum aqui se não meu marido me mata – e dessa vez com razão. Mas posso dizer que fui a uma eliminação e foi bem bacana. Janeiro de 2011 tá aí né, Bial?

 Quer morrer com o Jared Leto cantando Ramones ?

Dance it out

6 jul

 “Quem canta os males espanta”, isso já está todo mundo cansado de saber. Mas e quem dança? Para mim não há nada mais terapêutico e divertido do que uma boa dançada. É o que funciona de imediato para espantar o baixo astral. Sim, yoga funciona, meditação também. Mas nem sempre ( ou melhor quase nunca) eu tenho paciência para me concentrar tanto tempo em mim! Ao contrário de nossa amiga  Lívia Stábile, que tem conhecimento e dedicação de sobra para vivenciar e ainda nos passar ensinamentos e lições de yoga, paciência e meditação.

Eu sou ligada no 220. Impaciente, cronicamente insatisfeita, ansiosa e mal humorada. Ah, e imediatista. E há dias em que tudo isso piora!! Nesses dias nem mesmo as aulas de yoga ou a sessão de terapia ( thank God for therapy) me confortam 100%. E então eu copiei inventei minha própria terapia. Dançar.

Antigamente, quando eu era mais nova, mais solteira e com menos filhos, eu botava uma roupa de night e saía pra ferver. Uma hora na pista de dança, completamente desligada do que se passava ao meu redor, entregue ao ritmo da música e do meu corpo, me salvavam de qualquer deprê. Atualmente ando longe das pistas de dança, por N motivos que não convém agora listar. Mas continuo apostando com força no poder da dança. Em casa mesmo, com o som no talo e ninguém por perto. Nem que seja por duas músicas.

A trilha sonora varia de acordo com o estado de espírito. Há dias em que um rock anos 80 vale. Outros em que prefiro dance music. Tem dias de Lady Gaga e dias de Shakira. Acho o efeito mais perceptível se der pra cantar, berrando junto. Precisa de uma dica para começar? Dancing with myself  de Billy Idol ( quer refrão mais apropriado do que este?). E se você se sentir ridículo demais, lembre-se que não é o único adept0. No meu seriado predileto, Grey’s Anatomy, Cristina ( Sandra Oh) e Meredith ( Ellen Pompeo) já recorreram ao método “dance it out” mais de uma vez. E a cena antológica que posto aqui é do seriado My –So Called Life (obra prima televisiva dos anos 90), quando Angela ( Claire Danes) finalmente desencana de seu amor Jordan (Jared CUTE Leto) e dança pra celebrar. E vc? Tá esperando o quê?

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