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Fim do castigo

11 fev

Desculpa aí, mas eu vou ao show!!!!

Em janeiro de 1998, quando o U2 se apresentou ao Brasil pela primeira vez, foi bem fácil comprar  os ingressos. A internet ainda era incipiente ( eu nem tinha email , abri minha conta no hotmail em junho daquele ano), portanto foi só ir a uma Loja de Departamentos ( acho que foi C&A) e pagar. Easy.

Eu tinha acabado de chegar da praia com minha melhor amiga, ingressos na mão para o show que rolaria à noite. De repente bateu uma crise de mocoronguice e achamos “meio trampo” irmos só nós duas para o Morumbi. Acreditamos que seria muito mais legal ir para Rio Preto numa festa que nem lembro o nome e muito menos o que aconteceu. Com essa beleza de pensamento, pegamos nossos dois ingressos e doamos para o dono da banca de jornais em frente do meu apê ( RIP Chico) que tinha dois filhos adolescentes. E foi assim que fiz a MAIOR cagada da minha vida.

Desnecessário dizer que o arrependimento foi quase imediato né? Mas enfim, já não havia mais nada a ser feito, além de me lamentar pelos 14 anos seguintes. Quando a banda veio de novo ao Brasil em 2006, já com a internet bombando, foi impossível comprar ingresso ( tentei muito), então aceitei resignada o meu castigo. Eu merecia, inclusive.

No ano passado Bono e sua turma anunciaram que fariam show aqui de novo. E quando os ingressos foram colocados à venda na net, foi o mesmo inferno da outra vez. Fui mais disciplinada, fiquei algumas madrugadas tentando, entrei em fã clube do Muse ( que vai abrir o show). Mas nada deu certo. Dessa vez foi difícil engolir. Não houve resignação, mas uma decepção amarga. Pô, já fui castigada o suficiente né não?

Eu já estava conformada ( a gente se conforma com tudo) e meio arrasada de pensar que mais uma vez perderia o show. Cheguei a cogitar ver em Buenos Aires, mas aí lembrei que sou casada, tenho um filho e outras prioridades na vida. Então, um beijo Bono, fica para a próxima honey.

Mas não. “Eis que surge a roda-viva e carrega o destino pra lá”. O LINDO do meu irmão me avisa essa semana que conseguiu ingressos para eu ver o show! Eu vou ver o Bono. Eu vou ver o U2. Eu vou me acabar de tanto dançar e cantar e gritar ( gato, tenha paciência comigo por favor, vou tietar no grau master mega plus). Estou me sentindo adolescente de tão emocionada! Juro, tipo fui ouvir uma música deles agora e lagriminhas surgiram nos meus olhos.

 Beijo Bono, até abril.

Pra celebrar a música mais linda EVER: One. Dá quase empate técnico com With or Without You.

ONE
Is it getting better?
Or do you feel the same?
Will it make it easier on you now?
You got someone to blame

 

You say one love, one life
It’s one need in the night
One love, we get to share it
Leaves you, darling, if you don’t care for it.

 

Did I disappoint you?
Or leave a bad taste in your mouth?
You act like you never had love
And you want me to go without

 

Well, it’s too late, tonight,
To drag the past out into the light
We’re one, but we’re not the same
We get to carry each other, carry each other
One

 

Have you come here for forgiveness?
Have you come to raise the dead?
Have you come here to play Jesus
to the lepers in your head?

 

Did I ask too much, more than a lot?
You gave me nothing, now it’s all I got
We’re one, but we’re not the same.
Well, we hurt each other, then we do it again.

 

You say:
Love is a temple, love a higher law
Love is a temple, love the higher law
You ask me to enter, but then you make me crawl
And I can’t keep holding on to what you got
When all you got is hurt.

 

One love, one blood
One life you got to do what you should.
One life with each other: sisters, brothers.
One life, but we’re not the same.
We get to carry each other, carry each other.
One love! One!
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Estrela

12 dez

Axé não é meus estilo de música favorito. Se eu tivesse uma lista de estilos favoritos o axé sequer apareceria nela. Mas eu não tenho uma lista. Enfim, tudo isso para dizer que este post será de certa forma sobre esse determinado estilo musical, apesar de eu não apreciá-lo especialmente.

Ontem á noite eu fui a um show da Ivete Sangalo em Rio Preto. Eu adoro a Ivete, mesmo não tendo nenhum cd dela. Porque tem artistas que são assim, te encantam e te arrebatam por sua simples existência e é disso que quero falar. Desse tipo de estrela de primeira grandeza. Porque você pode não gostar de axé como eu, você pode até não gostar da Ivete, mas você vai concordar comigo que a mulher é um arraso.

Enquanto eu aguardava o início do show-festa (open bar- top) fiquei observando as pessoas que estavam ali como eu e tentando definir o que é exatamente uma diva da música. De uma coisa eu não tinha dúvida, eu estava prestes a ver o show da maior cantora nacional da atualidade. Como a gente percebe estar assim diante de uma estrela de primeira grandeza? Pelo público. Alguém que consegue levar para um show-festa , que começou mais de meia-noite, pessoas da idade dos meus pais ( a turma inteira de sessentões foi), mães lactentes com filhos recém-nascidos, casais desanimados que geralmente só saem para jantar, empregadas domésticas que jamais pisariam num recinto de exposições em outra situação e jornalistas metidas a besta que acham ter o mínimo bom gosto musical, só pode ser uma estrela – e das grandes.  O público de 18 mil pessoas gritando o nome da cantora não me deixa mentir.

Então o show começa. E ela entra. Aí se alguém ainda duvidava da grandiosidade da artista, pagou a língua no mesmo momento. Presença de palco, de espírito, bom humor e um carisma que seriam capaz de elegê-la presidente em primeiro turno. E não é só isso, ela é muito boa no que faz.  Pré-conceitos à parte em relação ao tipo de música. Ela tem timing, tem uma puta voz, a banda que a acompanha é bem talentosa. Eu, que já gosto dela de graça mesmo, acabei cantando todas as músicas, pulando que nem uma louca e perdendo uns três litros de suor. Não havia muita diferença  fã mais dedicada dela ( que compra todos os cds, dvds, etc, etc) e eu.  Entende o que quero dizer? Musa/ diva, é isso. Diante delas somos todos fãs de carterinha.

Eu me arriso aqui a dizer que ela tem tudo que precisa para se tornar uma estrela pop internacional. Só precisava cantar outro tipo de música…

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