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Social Media Free

9 jun

Há algum tempo venho sentindo vontade de me abster de alguma coisa. Não sei exatamente porque, talvez puro masoquismo, mas acredito que essas experiências de abstinência sempre nos ensinam alguma coisa. Já fiquei anos sem tomar refrigerante, sem comer carne vermelha, meses sem comer chocolate e fritura.  E outras coisas não relacionadas à alimentação.

Queria algo diferente. Pensei em ficar sem beber álcool. Mas depois que engravidei  ficar sem beber é quase natural,  não me faria tanta falta. Dessa vez quis deixar de fazer algo que amo e cuja abstenção não necessariamente vá me fazer bem.  Deixar de beber ( álcool ou refrigerante), comer doce só vai me fazer bem né?

Apesar do meu temperamento compulsivo eu nunca tinha realmente me viciado em nada, até agora. Fato já exposto aqui em outro post (https://tresnortes.wordpress.com/2011/05/11/how-much-is-too-much/ )  estou completamente viciada no Facebook e no Twitter. Não é nada que me faça mal, ao contrário, me diverte e  me distrai, já que passo 8 horas do dia sentada em frente ao computador trabalhando sozinha, em casa.

O vício é tamanho que não consegui me comprometer ( comigo mesma) a ficar 30 dias sem. Serão dez dias, a partir da meia-noite de hoje. Dez dias sem qualquer contato com mídias sociais. Só poderei compartilhar meus posts do blog no FB usando a ferramenta do próprio blog. Juro que estou ansiosa.

Wish me luck! Vou precisar!

How much is too much?

11 maio

Qual a primeira coisa que você faz ao acordar?

E a última que faz antes de dormir?

Houston, we have a problem.

Eu caí de amores pela Internet assim que a conheci. A ponto de, hoje, nem lembrar mais como era minha vida sem ela. Mantivémos então  uma relação saudável. Até porque, por muito tempo eu tive um PC arqueozóico e conexão discada. Ou seja, se conectar era uma aventura.

O tempo passou, a conexão banda larga chegou, junto com meu lap top. E as horas navegando aumentaram. Até ganhar um Iphone de presente do meu irmão, o que significa ter acesso 24 horas, em qualquer lugar. Última coisa que faço antes de dormir? Checar os emails e ler o twitter. Primeira ação do dia? Enquanto caminho em direção ao quarto do meu filho, vou ligando o celular e checando Facebook, twitter e email. Nesta ordem.

Dez anos atrás, trabalhei num órgão público e uma das minhas colegas era viciadaça na Net. Tinha um milhão de amigos virtuais e conhecera seus últimos namorados em chats. Eu secretamente sentia pena dela. Achava aquela vida a coisa mais triste do mundo. Quem diria, Fabiana.

Atualmente passo o dia conectada por conta do trabalho e praticamente só tenho contato virtual com meus chefes e colegas de redação. Além disso, 90% das minhas amizades só sobrevivem à distância, graças ao Facebook e MSN. Dez anos atrás, eu duvidava que as pessoas conseguissem se relacionar de verdade no mundo virtual. Hoje, tenho certeza que isso é possível.

O Twitter me trouxe uma rede de amigos e um network que eu jamais criaria na vida real. Inclusive meu atual trabalho rolou graças a uma dessas amizades. Eu sou muito anti-social, morro de preguiça ( e vergonha) de conversar com pessoas que não conheço.  No microblog eu acabo compartilhando com completos desconhecidos. E acho um barato. É uma forma totalmente revolucionária de se relacionar.  Fora que metade das notícas e bombas da atualidade, vazam primeiro no twitter. O Facebook, por outro lado, me reaproximou de pessoas queridas com as quais não teria a menor chance de conviver. Verdade seja dita, me trouxe para perto de um monte de gente babaca também. Mas para isso existe a tecla excluir!

Até aí, perfeito. Qual a preocupação então?

A preocupação é que, hoje, quarta-feira, 22h50, eu estou aqui em frente ao computador e meu marido está na sala, jogando Angry Birds no Ipad. Ao invés de estarmos juntos, conversando. E diversas vezes acaba sendo mais fácil  dar um recado pra ele via email do que pessoalmente. Sem exagero.

A preocupação é que muitas vezes me pego, no meio de uma conversa, acessando o Iphone. Sem qualquer pudor, como se fosse normal. “Olha o papo até tá bom, mas preciso ver se tem algo melhor rolando no twitter” . Ou então durante uma rara baladinha com minhas amigas, perco minutos preciosos de conversa fora, para checar rapidinho meu email. E olha, eu não sou o Eike Batista. Nenhum email meu é tão urgente assim. E o pior, se tem email, via de regra, respondo na hora. Compulsão. Já tomei várias broncas da minha mãe por isso.

Resumindo. Acho que está na hora de dar um tempo. Um tempo para viver. Um tempo para namorar. Um tempo para curtir meu filho. Um tempo para ler um livro. Não sei se vou conseguir sozinha. Talvez eu precise de ajuda. Sério. Existe rehab virtual?

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